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Opinião Preview

Preview: Greek

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Cena de Greek

Vocês já repararam que existem dezenas de dramas adolescentes ambientados no universo da high school mas pouquíssimas séries sobre jovens universitários?

Ignorem por um minuto as séries onde em algum ponto os protagonistas fizeram a transição da escola pra Universidade – o que normalmente gera alguma confusão, em razão da cultura americana estimular os jovens a estudar longe de casa, prejudicando a continuidade dos seriados. Estou falando de séries que desde seu primeiro capítulo tinham uma Universidade como cenário.

São pouquíssimas. A mais famosa é Felicity, claro. Tivemos ainda a antológica Max Bickford – mas nesta o protagonista era o professor, nem deveria contar. Recentemente tivemos a fraquinha The Bedford Diaries e há quem goste da canadense The Best Years, atualmente no ar na Sony. No gênero comédia, um único nome me vem a cabeça – o da divertida mas quase desconhecida Curso:Incerto. Alguém lembra de Boston Common?

Logo, apesar de ter uma cara de “eu já vi este filme”, Greek, que estréia nesta quarta-feira no Brasil, é praticamente original.

O foco aqui é mostrar o funcionamento e o life-style dentro das irmandades e fraternidades norte-americanas. Particularmente, o tema é interessante e vive em nosso imaginário – em Buffy tinha uma fraternidade que idolatrava um cobra que comia estudantes; em Veronica Mars elas faziam festas que ocasionaram casos de estupros no campus e também cultivavam maconha; em Barrados no Baile, um dos garotos se aproveitava das ações de filantropia para seduzir menores; e em Dawson´s Creek eles sacanarearam o irmão gay, Jack McPhee. Convenhamos, a gente não sabe nada que preste sobre elas!

E é este o universo de Greek, que até gerou algum burburinho nos campi americanos – representantes de fraternidades criticaram a série, que estaria mostrando de forma distorcida o que acontece nestas comunidades. Aqui não temos, pelo menos no piloto, adoradores de cobras ou estupradores, mas temos muita festa, muito sexo e alguma politicagem.

Greek gira em torno de dois irmãos, Rusty (Jacob Zachar) e Casey (Spencer Grammer), que vivem momentos bem distintos de suas vidas acadêmicas – ele é um calouro que quer se libertar do passado nerd e deseja ter a experiência completa da vida acadêmica; ela é uma veterana que tem a chance de se tornar a presidente de sua irmandade e assim se tornar a estudante mais popular da Universidade. Apesar de Zachar ser o lead actor, é Grammer que rouba a cena. Pudera, ela nasceu com o gene para brilhar na TV – é filha do premiado Kelsey Grammer, o Frasier.

Minha grande preocupação com Greek era se o tom seria dramático. Felizmente não é. The Best Years, por exemplo, me perdeu com aquele suicídio acidental do episódio piloto. Pesado demais. The Bedford Diaries também tinha a sua suícida. Ora, a Universidade é a fase mais divertida da vida de nove entre 10 pessoas (que tem acesso a Universidade, claro). Porque não uma série que tivesse este tom?

O charme de Greek é justamente o tom de dramédia. Vale a pena assistir ao piloto nem que seja por uma única cena hilária – aquela em que Rusty toma uma dose de tequila na barriga de uma garota em uma festa. Fazia tempo que eu não ria tanto.

Se você não baixou nenhum episódio de Greek ou não pretendia acompanhar o programa, vale a pena dar ao menos uma espiadinha nesta quarta-feira no Universal. Não, Greek não é uma grande série. Mas é uma boa série, especialmente para este duro período de entressafra provocada pela greve dos roteiristas. O charme de Greek está em sua despretensão, no bom humor e pelo simples fato de colocar na tela uns jovens mais verossímeis. Nada contra os ricaços de Gossip Girl, mas é bem mais agradável ver na tela da TV uns jovens que vivem em uma realidade mais próxima daquela que um dia vivemos, ou ainda vivemos, ou que iremos viver.

***

Greek estréia nesta quarta-feira, dia 19 de março, às 23h, no Universal Channel.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

12 Comments

  1. lucía

    Já vi toda a primeira temporada e digamos que é ótima para passar o tempo e garante boas risadas… Recomendo!!

  2. Felipe

    Pode cre, eu já tinha visto o nome dessa série num outro blog mas nem tive a curiosidade, depois do texto vou assistir ao piloto e dar uma chance a ela!
    afinal já tava na hora de uma série de jovens se passar na facul e deixar o colegial de lado um pouco!

  3. Daisy

    Assisti a 1ª temporada e rí muito, principalmente com o Rusty.
    E dia 24 já começa a 2ª temporada.

  4. João da Silva

    The Best Years é bem ruinzinha. Acho difícil Greek ser pior. Entretanto acho que Gossip Girl é provavelmente melhor que Greek.

  5. Kravis

    Depois desse review eu… Já ia assistir a série de qualquer forma!
    Tem cara de ser bem legal.

  6. Ana

    Alguém sabe quando reprisa? Já que uma pessoa que quer passar na faculdade e tem que acordar cedo, tem uma grande dificuldade em ver as séries que começam as 11 da noite (péssimo horário, como sempre).

  7. Marcos

    Acessem o blog da serie..tem uma brincadeira bem legal…www.greek.globolog.com.br

  8. Yuri Mahmud

    Começei a olhar e realmente gostei…

    O bom é que não usa de vulgaridade como um “American Pie´´ da vida e ainda sim possui sua sensualidade.

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