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Preview: Alice

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Cena de AliceAssistir ao piloto de Alice foi uma experiência libertadora. Eu podia estar escrevendo um site sobre telenovelas, filmes, reality show, mas fui me apaixonar por este tipo de narrativa, de gênero audiovisual que são os seriados de televisão. E assistir seriado produzido no Brasil é mais ou menos como torcer pros Estados Unidos na Copa do Mundo. A gente não domina o gênero, eles não entendem o esporte. Bom, Alice pode mudar isto.

Em termos técnicos, Alice atinge os objetivos a que se propõe que é uma beleza. Tem uma fotografia linda, o áudio é audível, a direção é segura, a trilha sonora é bacana, o roteiro funciona, o casting é interessante e os atores trabalham bem, a protagonista é linda e talentosa. É tudo tão bem feio que até extrapola um pouco as expectativas para um seriado de TV – Karim Aïnouz e Sérgio Machado fizeram um seriado do jeito que sabiam, ou seja, fizeram cinema com uma metragem diferente.

A diferença de Alice para as primeira produções da HBO acaba sendo essa. Alice é mais autoral (ainda que tenha tido múltiplos diretores e um roteiro que passou por muitas mãos), parece mais um destes seriados britânicos que tem meia dúzia de episódios e acaba deixando saudades.

Alice também se arrisca mais que as outras, na minha opinião. Mas corre o risco certo. A série se baseia numa história ordinária, trivial, uma história que é a história de milhões de brasileiros, que em algum momento de suas vidas desembarcaram em Congonhas ou Guarulhos ou numa das estações rodoviárias de cidade para se perder em São Paulo. E mesmo que a história de Alice tenha suas particularidades (um pai suicida, uma irmã distante para ele se relacionar, partilha de bens, coadjuvantes interessantes, a iniquietude de quem é jovem e ainda não conhece o mundo), ela é uma história sem sofisticação.

E será que queremos assistir gente como a gente na TV? Alice não é brilhante e excêntrica como o doutor Gregory House, não resolve crimes, não salva a cheerleader e o mundo. Tampouco vive em um mundo fantástico ou inatingível – ainda que aos seus olhos ingênuos a cidade São Paulo pareça fantástica – como o Upper East Side, Beverly Hills ou o Pie Hole.

Cena de AliceMas quem assistir ao piloto irá perceber em Alice alguns aspectos em comum com alguns seriados de sucesso internacional – o choque cultural da personagem lembra o do adolescente Ryan no piloto de The O.C. e a sua busca por entender suas origens remete a Nate Fisher, o filho mais velho dos agentes funerários de A Sete Palmos.

O telespectador que ler a sinopse e imagine que a série não tenha conteúdo está enganado. Temos conflitos, temos transformações, temos vida na tela.

Este no fundo é o risco de Alice, ela não emula dramas americanos, ela tenta criar o seu próprio caminho e é isto que poderá ser sua glória ou torná-la mais um show da longa lista de tentativa de se fazer seriados no Brasil.

E a minha opinião é que ela parece ter conseguido criar o seu caminho, com sucesso.

* * *

Para não dizerem que eu não critiquei a série. O piloto de Alice é bonito, mas não funciona muito bem. Ele não consegue comprimir em uma hora qual é a premissa da série. Alguns personagens-chave da história sequer aparecem, nem todos os elementos do show presentes ou podem ser compreendidos, o processo de transformação dos personagens apenas começa. O piloto de Alice é mais como se fosse o primeiro capítulo de um romance do que o primeiro episódio de um seriado de televisão.

Tanto é que os jornalistas com quem eu conversei, e que assistiram aos dois primeiros episódios de Alice, disseram gostar mais do segundo episódio do que do primeiro. Em televisão geralmente é preciso matar o leão com o primeiro tiro. Fico na torcida que o piloto cative todos os assinantes da HBO o suficiente para que assistam as surpresas que virão.

* * *

Alice estréia neste domingo, 21 de setembro, às 22h na HBO. O sinal do canal deverá estar aberto para os assinantes das principais operadoras de TV por assinatura do país.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

30 Comments

  1. Eudes

    Estou com curiosidade para ver essa série devido as críticas positivas. E aproveitar que o sinal da HBO tá liberado rsssss

  2. Júnior

    O HBO é craque em fazer esse tipo de seriado. Estou torcendo para que seja mesmo um ótimo programa.

  3. Mica

    Eu gostei do piloto e achei que para uma série brasileira se saiu bem e me deixou com vontade de saber o que vem a seguir. A propósito, quantos episódios terão?
    Gostei da atriz que faz a Alice e senti vontade de chorar junto com ela ao ler a carta do pai. Também senti a estranheza que ela sentiu na festa e juro que quis dar uma surra naquele noivo dela que só sentiu raiva ao invés de ficar preocupado com a Alice. E por falar em noivo, o cara atua mal, assim como o irmão dela.
    O que eu achei totalmente desnecessário foram as cenas de sexo. Não que deveriam ter sido suprimidas (bom, a primeira poderia ter sido cortada sem qualquer prejuízo e até melhoraria a estética toda), mas poderiam e deveriam ter sido suavizadas. Alice não é um Tell Me You Love Me que tinha seu enfoque no sexo. Eu não fui assistir Alice para ver o povo nu assim sem eira nem beira. Inclusive, minha colega de apartamento (curiosamente, outra Alice) comentou na hora que a Alice vai para a cama com o DJ (e peço desculpas pelas palavras, só estou repetindo-as): “bom, vou aproveitar a putaria sem graça para preparar algo para comer” e saiu…e voltou não muito depois da coisa toda.
    Fora isso, gostei muito da série e espero que emplaque.

  4. Samara

    Adorei Alice!!!! Direção, fotografia e trilha em sincronia. Elenco bacana, inclusive com uma protagonista carismática. Vale muito a pena conferir!!!!

  5. Marco

    A série é uma bomba, parecia programa da grade de final de ano da Globo.
    O que era aquela criatura dançando, olhando para o alto de braços abertos, sorrindo para o universo? Alguém faz isso?!
    E a noite de S.Paulo , poderia ser mais caricata? Talvez se tivesse sido concebida pelo Tiago Santiago.
    Mas sempre tem gente que vai dizer que gostou, afinal é cult gostar e incentivar a ” produção nacional”, mesmo que os números digam exatamente o contrário. É aquela coisa, todo mundo ” ama” o cinema nacional , mas ninguém assiste de fato.

  6. Marco

    A maldição do ” Efeito Paulo” se repete, basta o cara elogiar e todos fazem o mesmo.

    Se você elogiar Do Not Disturb, Big Shots , 7th Heaven e outros, em segundos minha tese será comprovada.

  7. Renata

    Eu gostei bastante.
    E a noite de São Paulo não foi caricata. Eu não achei.

  8. Ricardo

    Bem, parece que é aqui que o pessoal está comentando o mais novo rebento da Ancine.
    Quem não pôde assistir, não perdeu nada.
    A série é um desfile de clichês e leviandades.
    Para variar, o tema da menina saída do meio do mato que se deslumbra com o universo de possibilidades da cidade grande.
    E é claro, esse universo a leva a reconsiderar os seus valores e (supresa!!) ela começa a ver que nunca tinha sido realmente livre até aquele momento.
    (Aliás, que estereótipo é esse que diz que todo jovem de seus vinte anos resolve seus dilemas existenciais trepando e se drogando? Pensar dói, não é?)
    A seqüência final do episódio chega até a ser meio nauseabunda: o suicídio do pai é tratado da maneira mais leviana possível, como mero motor para que a protagonista viva tudo aquilo que o pai se recusara a viver. Pífio.
    O que mais assusta é ver que esse libelo é produzido com dinheiro público. Quem sabe fosse mais proveitoso aplicar esse dinheiro para montar videotecas pelo país. Pois o que falta aos produtores e roteiristas da série é certamente mais Bergman, Fellini, Tarkovski, Godard…
    (Adendo marginal: alguém mais notou o parentesco estético entre a série e aquele filme “Irreversível”?)
    (Adendo marginal 2: a menina-protagonista precisa se esmerar mais na interpretação, hein? Houve falas dignas de teatro de escola. Well… Vão dizer que sou chato demais.)

  9. Mica

    Ah, sei lá, Alice tem seus defeitos, mas nem tudo é para ser malhado. A série tem suas qualidades também. Gostei muito de rever São Paulo e quando ela caminhava pela Paulista me fez lembrar do ano que morei ali…adorava aquela multidão, aqueles prédios…muita saudade.
    Também achei um cliché ela caindo na noite já no seu primeiro dia e, às vésperas do casamento indo para a cama com o primeiro homem lindíssimo que ela encontrou. Porém achei muito interessante a transformação radical daquela amiga dela durante a noite e no dia seguinte. Não sou de baladas e sempre fico pasma com as mudanças que as pessoas fazem.
    Não gostei da cena dela gritando pela janela (embora eu tenha algums amigos que faziam isso quando tinham a idade da Alice) e, volto a dizer, as cenas de sexo desenfreadas e quase explícitas. Desnecessárias.
    Msa aguardo pelo segundo episódio. Eu tenho esperanças de ter empatia com os outros personagens e me prender mais à série. Como eu disse, para uma série brasileira ela até que se saiu bem ^_^.

  10. Sofia

    Ontem fiquei naquele dilema ,assistir ou não ,então na falta do que fazer resolvi aasistir.Fala sério!!!!Porque que as pessoas ainda acham que sexo e leviandade dão audiência?Pôxa achei a protagonista volúvel,e a maior galinhona,de repente ela resolve assim do nada ter mais liberdade,conhecer o mundo que no caso dela é somente uma desculpa pra ser piranha.mais uma horinha da minha vida disperdisada assistindo porcaria,bem não é a primeira vez que faço isso com seriados,só que agora a porcaria é Brasileira.

  11. Marco

    Ótimo texto, Ricardo.
    E ainda tem gente, que se pretende blogueiro, talvez problemas com a poltrona, que ainda consegue ver méritos em tamanho demérito.

  12. Carla

    Marco, se vc parasse de perder tempo criticando o comentário dos outros, ou o texto dos outros, sua opinião seria mais interessante. Agora todo post tem que ter um comentariozinho infeliz seu.

  13. Matheus

    Achi bem legal a série. Mesmo eu achando que a série brasileira peca como sempre nos termos técnicos, houve uma grande melhora.

    Alias, eles poderiam pegar mais leve nas cenas de sexo, nao é necessário, além da classficaçao ter sida 10 anos. 10 ANOS??? Jamais!

    Mas eu aposto que o segundo episódio vai dar uma bela melhorada na série. até agora, pra mim, fica com nota 7 (ótima nota pra uam serie brasileira!)

  14. Ricardo

    A respeito do pessoal falando sobre como é legal ver Sampa retratada em filmes: Não sei porque nós (eu disse nós), paulistanos, regozijamos morbidamente quando vemos nossa doente cidade no cinema. Cada país tem a Nova Iorque, ou a Paris, que lhe cabe.
    Bem, é de se esperar que a série faça sucesso. Falta de profundidade é quase sempre receita certa para a popularidade. É que dá uma dó ver que hoje em dia ninguém gosta mais de boas tramas psicológicas, de personagens com uma vida interior rica. Sinal dos tempos, o alien sou eu.
    Quanto ao meu primeiro post: desculpem-me pela divisão em parágrafos; acho que isso prejudicou a leitura. É que eu tinha postado a mesma mensagem em outro thread, e tive de bolar um meio de driblar a proibição de postar o mesmo texto duas vezes.

  15. Renata

    Eu não vejo nada demais em ver uma série sobre um tema banal que esteja mais proximo da minha realidade do que csis da vida, houses e o diabo. Não há nada de errado com essas séries, mas eu sinto um certo alívio.
    E, sinceramente, não sei qual o problema de ter cenas de sexo, drogas, baladas e tal. Isso faz parte da juventude, pode não fazer parte pra muitos mas não dá pra ignorar esses aspectos. Até acho que algumas coisas poderiam ser cortadas mas eu já vi coisas piores em outras séries e nunca vi gente reclamando. Acho só que existe um preconceito maior por se tratar de uma série brasileira.
    Confesso que o começo me incomodou, por ser stilish demais, mas ainda bem que conforme o tempo foi passando isso melhorou. De qualquer forma, achei a qualidade muito boa e to interessada no que vem pela frente.

  16. Leonardo Toma

    Não sei direito o que pensar dessa série ainda. Não sei se foi a falta de diálogos (aquela sequência festa-ressaca-tr&p%$# foi longa e silenciosa demais), a falta de profundidade na apresentação das personagens ou no roteiro que não cativou muito. Mas com certeza eu tentarei assistir os próximos episódios para ver se daí sai alguma coisa.

    Eu também lembrei de Six Feet Under no meio da série, mas mais pelo gigante logo de três letras no lado esquerdo superior do que pela história em si. E definitivamente a estética lembra o filme Irreversível, porém, sem a história pesadíssima e as cenas de estupro demasiada longas e desnecessárias.

  17. Luciana

    Concordo com a Renata. Gostei de poder ver algo mais próximo de nós. Adoro séries e procuro ver o máximo que posso, e são poucas aquelas que deixam aquela curiosidade de ver o próximo episódio ou que logo após de assistir nos põe a pensar. Alice fez isso comigo, após assistir refleti bastante. E a trilha sonora não sai da cabeça!
    Alice está bem perto de mim, assim como ela, moro no norte (a região do país mais excluída) e tenho família em São Paulo e Rio de Janeiro o que me faz querer sair daqui e ir para um local mais populoso e com maiores oportunidades de trabalho e com certeza maiores opções.
    Gostei do fato de Alice ter saído de Palmas, uma cidade que pouco se escuta falar, onde poucos sabem onde fica, e o que se pode encontrar lá.
    Bom, alguns falaram aqui que as cenas de sexo são desnecessárias, mas já vi coisa pior na TV e as duas cenas não têm nada demais.
    Quanto ao fato de Alice sair e ir pra uma festa e que nela role drogas. Aquilo é o mais comum, é a realidade.
    Encerrando Sofia disse que achou a protagonista volúvel, galinha e que a vontade de conhecer o mundo é somente uma desculpa para ser piranha, discordo. Acho que se você tivesse entendido melhor a personagem compreenderia melhor o motivo da traição.
    A vida passa rápido e há pouco a ser vivido e aventuras como estas ensinam tanto para o lado positivo quanto para o negativo. Casamento é para sempre e antes de cometer essa loucura Alice deve aproveitar e curtir ao máximo.

  18. Ricardo

    Renata:
    acho que, a respeito da questão da ênfase nas drogas, no sexo e coisa e tal, o ponto é outro. É claro que isso faz parte da vida do jovem, e de uns mais, de outros menos. O problema é que, quando uma série enfatiza apenas esses elementos (digamos de passagem, de uma forma deturpada), ela já deixou de estar no campo da descrição para passar ao campo da valoração. Ou seja, não se trata de apenas expor o que acontece ou qualquer coisa assim (não se trata de um documentário, não é mesmo?), mas de estabelecer o que define o jovem enquanto jovem, de estabelecer um parâmetro “você é in, você é out”. Bem, isso incomoda a alguns, satisfaz a outros; quanto a mim, só acho vazio e sem nenhum interesse.
    Outro problema é achar o seguinte: “uma série sobre um tema banal que esteja mais proximo da minha realidade”. É claro, concedo que as séries que você citou não têm muito a ver com a nossa realidade em geral (apenas com a ressalva de que acho que você não está assistindo House direito. Não que seja um primor de série, mas as questões de relacionamentos, eu creio, são muito bem trabalhadas ali), só que não posso acreditar que uma série, por ser banal, vá estar mais próxima de minha realidade. Se o tema é banal, que haja ao menos um tratamento com profundidade da banalidade (não é o que o Woody Allen fez por toda a sua vida?). Enfim, não vejo problema na série ser banal, vejo nela ser rasa. Quanto a isso, acho que o tratamento do suicídio do pai e a mudança de Palmas (a coisa planejada e pacata) para São Paulo (o caos) sejam paradigmáticos. É muita falta de imaginação sociológica, digamos assim.
    Por último, quem está feliz de financiar esse projeto com o dinheiro que pagou em forma de impostos? rs. Será que o eventual lucro fica só com a HBO? Sei lá…

  19. Sofia

    Cada um aqui tem sua própria opinião,acho muito legal isso,mas continuo achando Alice tudo o que disse antes e ainda mais Alice tem a profundidade de um PIRES,e na minha opinião, sendo em seriado ou não abomino qualquer tipo de traição,ainda mais do modo que aconteceu em Alice.Claro que a vida tem que ser vivida,mas não de modo leviano como a principio a protagonista mostrou e se isso não foi uma sacanagem e galinhice então tÔ por fora mesmo. Mas claro esse é só o meu ponto de vista e o modo como olho a vida.

  20. Giselle

    Luciana você disse tudo . Concordo com tudo que você escreveu. Assisti ontem e gostei de Alice.
    Também achei o personagem bem próximo de nós.
    Moro em Floripa e quando eu era mais nova queria dar uma de Alice e me arriscar em São Paulo mas não tive coragem e fiquei por aqui mesmo. São fases que a gente passa.
    Sobre as cenas de sexo sinceramente não achei nada demais . Do jeito que falaram pensei que fosse sexo explicito e também já vi coisas bem mais pesadas do que aquelas cenas. Basta ver Nip Tuck. E sobre festas com drogas isto é o que mais tem.

  21. Renata

    Ricardo, só acho que vc não deveria avaliar a série a partir só do piloto. Alice não é como as séries normais que podem ou não se desenvolver com o tempo pois depende de muitos outros fatores, como a audiência. Ela é um pacotinho fechado com x (não sei quantos) episódios, nada te garante que vc não vá encontrar profundidade nos proximos. Claro que não é a vida real, não dá pra desenvolver tudo mas eu ainda espero e acho sinceramente que vem coisa boa por ai, só falta dar uma chance.

    No entanto, eu concordo com vc com relação ao financiamento com o dinheiro dos impostos que a gente paga. Cinema e tv são secundários, tem coisas muito mais importantes pra investir esse dinheiro. Só que do jeito que as leis e o mercado funcionam aqui, não dá pra se produzir sem a ajuda das leis de incentivo, pq ninguem quer investir numa área que não dá lucro e raramente se paga. Não sei com relação a tv, talvez seja diferente, mas posso te dizer que com cinema é assim. E, pelo menos com cinema, o dinheiro investido não volta pro governo não.

  22. Ricardo

    Bem, acho que este thread já vai sair da página principal e cair no esquecimento. Foi bom entrar numa discussão e ver que havia gente que realmente se dava o trabalho de ler o que o outro dissera, sem que as pessoas desrespeitassem umas às outras. Apenas tenho a dizer, de minha parte, que minhas críticas ao piloto da série nunca foram de cunho moral. A arte é autônoma, ela nunca deve obedecer os limites impostos por esta ou aquela moralidade; ela deve, antes de tudo, questionar esses limites e propor uma reflexão. Ela está, por assim dizer, além de bem e mal. Portanto, minhas críticas se dirigiam apenas ao demérito artístico e intelectual que penso ter encontrado ali.
    É engraçado como as pessoas celebram essa nova cena do cinema brasileiro: são sempre pessoas de um mesmo grupo (com ares de gangue, digamos assim), falando sobre as mesmas coisas, quase sob o mesmo ponto de vista. Parece até uma empreitada ideológica: tratar-se-ia de impor uma determinada visão de mundo com uma enxurrada de produtos culturais de mesmo teor. Mas pode ser que seja só impressão, afinal há tanta gente bem intencionada neste mundo.
    Espero, enfim, que a série melhore com o tempo. Não vou assisti-la, pois, se vou assistir a séries, prefiro perder meu tempo com histórias fantásticas ou quebra-cabeças. Acho essa “realidade” mostrada pelo pessoal cult brasileiro muito enfadonha.
    É isto. Uma abraço a tod@s e bom divertimento.

  23. Luciana

    É cada um tem seu ponto de vista e ponto final. Para aqueles que gostaram de Alice de primeira como eu, vamos torcer para que os próximos episódios sejam ainda melhores, e para aqueles que não gostaram, uma pena, enfim. Um abraço a todos!

  24. joao

    não gostei da serie…achei fraca.

    e não foi por causa de cliches;não foi por causa de nudez e nem pelo fato de julgar apelativa ou não.

    e sim pelo texto furado.

    skins(juventude tranviada) é uma serie com cliches,sexo,drogas,baladas e é muito bem escrita e bem feita.

    o que odiei era aquela sensação permanente que era tudo fake e um texto com dialogos ridiculos. na maioria das vezes,não parece 2 jovens conversando e sim 2 adolescentes retardados.

  25. Lauro

    Pessoal!! Por gentileza se contenham!
    A Serie é o que é.

    Tudo que de real percebi alem da magia toda, foi que a Série é uma conquista dos diretores e bons atores,
    É o momento onde todos tem a oportunidade de gostar ou não gostar de fazer comparações, mas criticar um trabalho tão bem feito sem ao menos ter um pouquinho de experiência em produção, ou mesmo ter capacidade para produzir ou vender uma idéia para alguem? É demais pra minha cabeça!!

    Tudo é lindo e pode ficar mais lindo ainda!!

    To loco para ver os outros episódios.

    E por falar nisso

    Alguem sabe onde consigo as musicas que fazem parte da trama toda?

  26. Kety

    vi a série, mas acredito que seja muito cedo fazer qualquer comentário ainda mais que só foi apresentado 2 episódios e tem muito mais coisas a vir pela frente. Os primeiros episódio muito bem feito e bem produzido, pois o brasileiro esta acostumado a admirar tudo que vem de fora.
    Cenas, trilha sonora, fotografia , muito bem feito. Até o momento estou gostando da série Alice. A sociedade ainda vive na hipocrisia e acreditar que tipo de história como esse apresentada não aconteça, mas claro que acontece.
    As pessoas gostam de ver histórias em que tudo sempre são flores…porém a vida nos mostra sempre ao contrário é preciso valorizar produções brasileiras…achar porque passa cenas de sexo.. drogas..sejam porcarias pelo contrário nos faz pensar e refletir que mundo não gira em volta do nosso umbigo.Imagine quando começar mostrar as cenas do casal de lésbicas ai sim o pessoal(Hipócritas) vão criticar ,o que o canal aberto não mostra..vejo que as pessoas devam sim ter esses canais aberto pra ver novelas sem contéudos
    e viver como “Alice” no país das maravilhas.

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