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Por que ‘The Brink’ mereceu a renovação para uma segunda temporada

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O site Deadline confirmou esta semana a renovação da comédia The Brink, da HBO, para uma segunda temporada. É uma boa notícia, especialmente se considerarmos a audiência pequena da série (1,21 milhão de telespectadores, na média das 5 primeiras semanas) e no fato da série ter perdido um de seus produtores executivos, o veterano Jerry Weintraub, falecido no início do mês.

Foi Weintraub, aos 77 anos, que levou o roteiro dos irmãos Roberto Benabib e Kim Benabib para a HBO e conquistou em menos de 5 meses (tempo recorde para um projeto do canal) o sinal verde da emissora para produzir a série. Agora sabemos porque o roteiro foi tão rapidamento aceito: descrito como uma “comédia épica de humor negro”, The Brink é certamente uma das sitcoms mais originais que apareceram recentemente na televisão.

Em primeiro lugar, The Brink é uma comédia de ação. O que não é um gênero muito comum, certo? Por ação quero dizer que ela é como um thriller cinematográfico, repleta de cenas capazes de prender o telespectador na cadeira. Como thriller ela também tem uma dose incrível de momentos de clímax. Espertamente, o clímax acontece ao final do episódio, ou seja, é uma série que entrega um bom cliffhanger ao final de cada episódio. Nas primeiras semanas eu não estava bem certo se seguiria The Brink, mas a série foi me fisgando, episódio após episódio.

Mas este é o verão de True Detective, série que está sendo altamente criticada por apresentar episódios sonolentos que compensam apena lá no final, com um cliffhanger empolgante. The Brink é diferente – a história do secretário de Estado dos EUA, Walter Larson (Tim Robbins), do funcionário da embaixada dos EUA Alex Talbot (Jack Black) e do tenente da Força Aérea Zeke Tilson (Pablo Schreiber) realmente anda pra frente, episódio após episódio. The Brink não enrola!

Tim Robbins e Maribeth Monroe, meu núcleo favorito na série

Tim Robbins e Maribeth Monroe, meu núcleo favorito na série

O roteiro que narra uma crise geopolítica no Paquistão do ponto de vista destes três personagens, na verdade, parece ser o de um grande filme, cortado meticulosamente em 10 partes, com (até aqui) igual carga dramática e bons momentos cômicos.

E é preciso falar da comédia. O charme da série está no fato de mesclar uma temática densa (estamos falando de uma crise no Oriente Médio, ora bolas) com comédia besteirol, que em alguns momentos parece que vai atingir o nível do bom e velho trio Zucker, Abrahams e Zucker (os criadores de Apertem os Cintos… o Piloto Sumiu! e Corra Que a Polícia Vem Aí). The Brink caminha nesta linha fina, e faz piada com diferenças étnicas, com posições políticas e religiosas mesclada com muitas piadas sexuais – e sempre correndo sério risco, mas raramente caindo no ofensivo.

O polêmico Jack Black ocupa um terço do tempo de tela de The Brink

O polêmico Jack Black ocupa um terço do tempo de tela de The Brink

Completando a fórmula de The Brink, está um elenco de apoio de primeira linha, com, entre outros, Aasif Mandvi, Esai Morales, Eric Ladin, Iqbal Theba, Geoff Pierson, John Larroquette, Carla Gugino e especialmente Maribeth Monroe (minha favorita no papel da assistente que suporta absolutamente tudo pelo chefe).

Vejo muita gente torcendo o nariz para The Brink por desgostar de Jack Black. Bobagem. Black tem um terço do tempo de tela, menos do que o necessário para irritar seus detratores.

The Brink é uma boa das boas surpresas desta entressafra de séries e consegue com sucesso ocupar o lugar vago com os finais de temporada de Veep e Silicon Valley – o mesmo não se pode dizer de Ballers, sua companheira na grade da HBO. A garantia de uma segunda temporada é uma ótima notícia: vem aí mais crises políticas pela frente, enfrentadas pelos mais despreparados militares, políticos e aspirantes que jamais sonhamos conhecer.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

3 Comments

  1. pedroluiz02

    A sorte de Ballers é que fica ‘ ensanduichada’ entre as TDetec e Brinks…. e cá entre nós : a Carla Gugino continua linda.

  2. Paullo Mendonça

    Eu assisti os 2 primeiros episódios, gostei muito mas fico com preguiça de ver os episódios gravados hehehehe. Estou adorando essa nova temporada de True Detective e Ballers é muito bom!, apesar de que não a vejo como comédia!!

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