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Péssimos dos péssimos: os 5 piores episódios da temporada 2014-2015

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Anualmente nos lançamentos aqui no TeleSéries ao desafio de montar uma lista com os 30 melhores episódios da temporada. É uma dificuldade e também uma diversão. Foi então que pensamos, porque não fazer o oposto? Doa a quem doer, segue abaixo a nossa lista dos péssimos dos péssimos, os 5 piores episódios que assistimos na temporada da TV que encerrou em maio (e que gostaríamos de esquecer).

Confira a lista e deixe suas críticas e sugestões!

Faking It – Lust in Translation

5. Faking It – Lust in Translation (s02e03), por Maísa França

Faking It está longe de ser a melhor série da MTV. Na verdade, é apenas uma série para se passar o tempo. Os roteiristas até que tentar tratar temas polêmicos mas, às vezes, a interpretação dos atores não agrada muito. E, em Lust in Translation a série agradou menos ainda. Dessa vez, o erro foi de todos os envolvidos na produção da série. O plano de fundo para as histórias foi representado por “brasileiros” que, na verdade, não tinham nada de Brasil. A combinação da visão deturpada da nossa cultura somada aos plots repetitivos da série coloca o episódio em quinto lugar na lista dos já exibidos da série até aqui. Bem dispensável e com gostinho de vergonha alheia.

Glee - The Hurt Locker, Part Two

4. Glee – The Hurt Locker, Part Two (s06e05), por Paulo Serpa Antunes

A temporada final de Glee até que deu aos fãs mais radicais algumas alegrias (vários retornos, desfechos para os personagens). Mas até para estes, assistir Glee em 2015 foi uma experiência, no mínimo, desconfortável. E o ponto alto (ops, baixo) foi a segunda parte de The Hurt Locker. Aqui há uma tentativa da série de voltar a fazer humor, mas tudo é over the top, exagerado e imbecil demais. Sue, totalmente fora da personagem, volta a ser a bitch das primeiras temporadas, motivada em unir novamente Kurt e Blaine (?). Com artimanhas que incluem hipnotizar Sam (??) e trancar Kurt e Blaine num elevador falso (???), a série entrega um episódio absurdo e insatisfatório. A trilha do episódio, com My Sharona (The Knack), You Spin Me Round (Like a Record) (Dead or Alive) e o trio de love songs It Must Have Been Love (Roxette), Father Figure (George Michael) e All Out of Love (Air Supply) também não ajuda. Em algum momento do episódio, Sue quebra a quarta parede e diz: “Vê aqui? Bem na programação. Semana cinco, Klaine são amigos de novo. Ainda temos mais seis semanas de planejamento, talvez sete, se o canal deixar”. A Fox até deixou, mas milhares de fãs pularam fora do barco antes do fim, tamanha a queda da qualidade dos episódios desta última temporada.

Scandal - Where is The Black Lady?

3. Scandal – Where is The Black Lady? (s04e11), por Simone Miletic

Minha relação com Scandal nunca foi fácil – se é que alguém consegue ter uma relação fácil com as séries da Shonda Rhimess. Só que aqui o problema poderia ser considerado grave: horror à protagonista. Só que as tramas dos bastidores da presidência dos EUA me mantinham firmemente sobreviver a isso semana a semana. Até a quarta temporada. Por que se qualquer pessoa me dizer que acha plausível que o presidente dos EUA entre em guerra com outro país porque sua amante foi sequestrada a mando do vice-presidente, essa pessoa não sou eu. Em um momento eu até pensei que o problema eram as tramas todas girando em volta da Olivia Papo, ops, Pope, e o fato de eu não suportá-la. Isso e o fato de eu achar que ela não é essa Coca-cola toda. Mas é mais que isso, é quando a criadora perde a noção e todo mundo abaixo dela se perde também. A ponto de eu lembrar de uma entrevista em que Gloria Perez, aquela das novelas malucas, disse que as pessoas precisavam “aprender a viajar” para conseguir entender sua obra. E Where Is The Black Lady é o apanhado de tudo isso: Olivia dando uma de maioral sem mostrar medo algum, mesmo sob o domínio de um monte de bandidos mal encarados e armados, sendo vendida a quem pagar mais por “conta do seu valor”, enquanto todo mundo na Casa Branca está pisando miudinho na tentativa de salvá-la. A ponto da primeira-dama dormir com o vice-presidente para isso. Um show de caras e bocas e situações de vergonha alheia. Sei que muitos não desistiram da série por conta disso, mas esse episódio foi o prego no caixão de Scandal pra mim.

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Two and a Half Men – Of Course He’s Dead (s12e15 e s12e16), por Paulo Serpa Antunes

O plot do series finale de Two and a Half Men não era necessariamente ruim – apesar de Charlie Harper estar fora de cena há quatro temporadas, não seria divertido se ele estivesse vivo, trancafiado em um poço no porão da casa da maluquinha da Rose? E não seria bacana se os produtores conseguissem trazer para o episódio final a grande maioria dos personagens que marcaram a série? Rose, Evelyn, Jenny, Mia, Zoey, Jake e muitos mais estão lá. Até Arnold Schwarzenegger e Christian Slater deram as caras! Mas o problema é que impossível executar um roteiro destes sem o principal astro da série: Charlie Sheen. Mas Chuck Lorre tentou e o resultado é uma trama previsível, com um segmento em desenho animado tenebroso e um final nonsense. E a verdade é que se este episódio tivesse ido ao ar no final de 2012, encerrando a primeira temporada da série com o Walden no lugar de Charlie não teria sido ruim. Ruim é perder o tempo da piada. Ah, a última frase do episódio é de Chuck Lorre, dizendo “winning!” – o meme que Charlie Sheen criou no auge de sua loucura. Só que ninguém ganhou. Todos perderdam, inclusive os telespectadores.

Grey's Anatomy - How to Save a Life

1. Grey’s Anatomy – How to Save a Life (s11e21), por Paulo Serpa Antunes

Não, isto não é #mimimi de fã. É doloroso e triste ver Derek morrer. E também pouco justificável – Grey’s Anatomy não tem como durar muito mais, seria tão mais simples apenas reduzir a carga de participação de Patrick Dempsey e acioná-lo apenas em momentos especiais, como fizeram os produtores de ER com Noah Wyle. Mas como eu disse, não é só #mimimi. How to Save a Life é um desrespeito com os fãs da série e os fãs de Derek Sheppard. Todo o arco da temporada, do cirurgião tendo que escolher entre carreira e família, resistir a tentações e enfim, quando encontra sua paz, morrer, é infeliz demais. E toda a ação do episódio, Derek salvando múltiplas vidas para logo depois sofrer um acidente no mesmo lugar, morrendo só e desassistido, é estúpida demais. Por fim, vê-lo ter que narrar a própria morte (um recurso narrativo que sequer é original) é cruel demais, mesmo para os padrões das séries da produtora Shonda Rhimes. Infeliz, estúpido e cruel, How to Save a Life é um episódio todo errado e é o ponto mais baixo de uma série que perdeu a linha e agora vive de chocar o telespectador para ganhar alguma mídia.

E você, concorda com a nossa lista?

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

18 Comments

  1. Cleidepp

    só posso falar sobre Scandal e tenho que concordar com a Simone, a partir deste episódio a vergonha alheia imperou na série

  2. Keli

    Infelizmente assisti a três episódios da lista.
    E tenho que concordar com todos.
    ( E com o do Sheen também, porque parei de assistir quando Walden assumiu, e daí foi só ladeira abaixo).

    O “Carnaval” do “Brazil” no Faking it foi ruim.
    A trilha sonora com rumba, o brasileiro que não consegui entender o que falava, entre tantas outras coisas tão erradas, além da própria história. Foi um episódio desnecessário e que em nada acrescentou..

    Agora RUIM MESMO foi a de grey’s anatomy. Prometi que pararia de assistir depois disso (mas não cumpri #mejulguem)
    Estou esperando o que será de HTAWM :(

  3. Claudia Braga

    Aff, esse de Faking It foi horrível mesmo: espanhol para brasileiros, povo cada um mais feio representando o Brasil, Deus me livre!! Quanto as outras séries já desapeguei faz tempo.

  4. ThiagoFLS

    Na minha opinião, o episódio de Glee que introduziu o insuportável Myron conseguiu ser ainda pior do que esse com Sue passando dos limites, que pelo menos me rendeu algumas risadas por causa dos momentos surreais e as músicas cafonas que o clube cantou para mexer com o coração da sua arqui-inimiga.

    Mas se eu tivesse que escolher os piores episódios que eu vi durante a temporada 2014-2015, bastaria pegar um guia de episódios da segunda temporada de Under the Dome e fazer uni-duni-tê.

  5. pedroluiz02

    ….realmente esse episodio de Faquinha foi vergonha alheia porém, a serie continua uma grata surpresa,

  6. Angela Mara Correa

    Excelente! Dos cinco, vi três. Mas eleger só cinco?!??!

  7. Bianca Mafra

    Passei com louvor, não vejo nenhuma das séries. Glee eu larguei!!!!

  8. Silvia

    Scandal e Grey’s são duas favoritas minhas, mas esses episódios… vergonhosos! Concordo com a visão da Simone, pensei as mesmas coisas. Continuo assistindo, mas tem umas coisas muito ‘fora da casinha’. E o que falar de Grey’s? Esse episódio foi o cúmulo. Não chorei, fiquei nervosa, brava, revoltada. Paulo descreveu meu pensamento também e apesar de gostar dos atores e de outros personagens ainda não decidi se continuo assistindo. Shonda é boa, mas ultimamente sei lá, parece que ou vive viajando ou se achando muito.

  9. Lara Lima

    Eu fiz um comentário enorme pelo celular e na hora de enviar deu erro humpf. Vamos lá:

    Eu amei a última temporada de Glee. Todos os episódios. Acho quase tão boa quanto a primeira temporada. Eu ri, chorei, cantei, não tenho o que reclamar mesmo. Acho que cumpriu o papel dela de se despedir dos fãs.

    Simone, engraçado você comentar isso. Outro dia vi duas entrevistas com o cast e a Kerry Whashington tem uma resposta ensaiada pra essa questão. Ela disse que a Shonda Rhimes mostrou a importância da vida de cada cidadão, e neste caso, uma mulher negra, para o país. O valor da Olívia como ser humano, como mulher, é representativo de cada um de nós, ou seja, vale a pena ir a guerra nem que seja para salvar apenas eu ou você. E eu devo ser muito ruim de interpretação de texto porque a única coisa que vi foi o Fitz salvando a amante (e até agora eu não entendi esse sequestro) às custas da nação.
    Eu concordo com você e falta pouco pra eu largar essa série.

    Sobre Greys, concordo plenamente. Várias coisas me irritaram nesse episódio e no fim do personagem. Esquecendo por um segundo que morre um dos personagens mais importantes da série, o episódio foi ruim. Do início ao fim. Nem a função de chocar por chocar ele atinge. Mas além disso, me incomodou demais a Meredith ter decidido em 3 minutos tirar o marido dos aparelhos. Gente, demorou 4 meses pra tomarem essa mesma decisão em relação ao Mark!! Sem contar que ela decidiu isso sozinha, com a irmã do cara a minutos de distância. Eu lembro que na primeira temporada o Derek cuidou de uma paciente vitima de estupro que estava em coma e ele disse: “se eu estivesse em coma no hospital, minhas irmãs estariam em volta de mim dando ordens aos médicos. Eu iria querer que elas estivessem”. E aí o cara com 2 dois filhos, uma mãe, 4 irmãs, com prestígio nacional, morre sozinho num hospital que não é o dele por causa de um erro médico. Complicado. Também não entendi a necessidade do plot da traição se ele ia morrer, nem a gravidez da Meredith. Ela e Derek não davam conta da carreira e dois filhos e a Shonda quer me convencer que ela vai dar conta de 3 filhos e a carreira dela sozinha?! Precisa comentar que a Ellen Pompeo fez a sua pior atuação da série? Não né?!.
    Eu não sou aquele fã que se nega a aceitar a morte de um personagem. Já aprendi que muitas vezes o ator quer sair ou por diversos outros problemas, essa é a saída mais óbvia. Mas há formas e formas de se matar um personagem. Eu chorei com a morte de um dos protagonistas de The Good Wife, mas o episódio foi incrível, a saída dele foi genial. O problema de Greys é o ego da Shonda Rhimes que é maior do que o show e o descaso com o fã. Ninguém do hospital chorou a morte do Derek por causa daquela passagem de tempo ridícula num episódio igualmente ruim, e, de igual forma, nós não tivemos a chance de chorar a morte dele. Essa foi a gota d’água pra mim e não volto pra próxima temporada porque não sou obrigada ^^

  10. biancavani

    Simone, concordo totalmente, a propagonista de Scandall é uma péssima atriz, idem o ator que faz o pai dela & muitos outros. Aquelas expressões faciais (a rigor, caretas), falas gritadas (histericamente), situações idiotas (no mais alto grau), bem fez Henry Ian Cusick, em mandar a série à… às favas.
    Ademais, a Shonda e suas séries, fala sério!

  11. Simone Miletic

    Risos e eu nem fazia ideia desse comentário dela quando pensei na Gloria Perez!!!

    O duro é que ela escreve personagens ótimos, mas parece sempre se deixar levar pela ideia de que se não faz barulho, não tem graça. Além do sério problema com o ego. O que mais me irritou em GA, por exemplo, foi ela ter passado um tempão transformando Derek num chato e só porque ia matá-lo deixá-lo o homem perfeito. Afff!

  12. Simone Miletic

    O duro é pensar que, em algum momento, essa louca vai te deixar com raiva, por mais que você goste ou não de um personagem…

  13. Régis

    Podemos acrescentar toda a segunda temporada de True Detective nessa lista?

  14. Berguinho Freitas

    Não gostei nada do piloto de Fear the Walking Dead! Drama familiar com fundo de história de zumbi!!!

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