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Reviews

Parenthood – Too Big To Fail e These Are The Times We Live In

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Série: Parenthood
Episódios: Too Big To Fail e These Are The Times We Live In
Número dos Episódios: 6×06 e 6×07
Exibição nos EUA: 30/10 e 06/11/2014
Nota dos Episódios: 9

Três meses depois…

Para corroborar aquele sentimento de estarmos correndo contra o tempo que descrevi na review anterior, eis que o sexto episódio de Parenthood nos reservou uma surpresa: um avanço de três meses na storyline desta temporada de despedida. E… Eu curti. Principalmente porque todos os arcos que estavam sendo desenvolvidos até então tiveram sua merecida continuidade.

E, depois de todo o meu desabafo sobre o fato de Lauren Graham e sua Sarah Braverman terem se transformado em meras coadjuvantes de sua própria história, preciso começar falando do alívio que senti ao ver ALGUMA evolução neste arco, até então monótono e absolutamente desinteressante. Não só vimos o desenrolar da história de Hank, mas também ganhamos de presente algumas daquelas cenas deliciosas entre Sarah e Amber de que tanto eu senti falta e reclamei na última review. Mas nem tudo são flores, claro (em se tratando de Hank e companhia, é pedir demais!). Acho justo dizer que, nestes dois episódios, este plot funcionou muito bem e falhou miseravelmente na mesma medida. Isso faz algum sentido? Deixem-me (tentar) explicar um pouco melhor.

Ruby

Ruby continua insuportável, com seus draminhas adolescentes do tipo “eu-odeio-minha-mãe-ninguém-me-entende-quero-mudar-de-escola-poque-odeio-o-Jake” (esqueci alguma coisa?), mas pelo menos conseguimos ver uma luz láááá no fim do túnel para ela. Enfim, vejo que a menina retornou para Parenthood – e para a vida de seu confuso pai – para nos proporcionar o perfeito contraponto para Amber.

“Eu era muito pior que você na sua idade. Então, ainda há esperança.” – Amber

Ao vê-la zelosamente cuidando de uma Ruby fujona e bêbada, e talvez pela primeira vez sendo a metade responsável desta equação, como não lembrar da Amber que conhecemos nas primeiras temporadas? A transformação da filha mais velha de Sarah é palpável. Daquela rebelde (quase) sem causa que tinha um relacionamento medíocre com a mãe, vimos Amber se transformar em uma bela mulher, corajosa, guerreira, madura e responsável, e que está prestes a encarar o maior desafio de sua vida ao se tornar mãe solteira (como sua própria mãe um dia também foi, vale dizer. A história se repete).

Vê-la reconhecer que seu bom relacionamento com Sarah exigiu muita paciência, tempo e dedicação de ambas é uma prova irrefutável deste amadurecimento. Mas, mais do que isso, Amber foi capaz de fazer com que Ruby desse valor às tentativas atrapalhadas, porém bem-intencionadas, de seu pai. Às vezes pode até não parecer, mas Hank está mesmo dando o seu melhor, apesar de tudo.

“O seu pai está tentanto. O meu sequer tentou.” – Amber

E eu estou tão acostumada com aquela faceta insuportável de Ruby, que achei até um pouco cômica aquela cena da menina toda boazinha, completamente transformada, arrependida, pedindo desculpas, dizendo que ama o pai e tratando Sarah com algum respeito e consideração pela primeira vez na vida. Claro que, como Sarah previu, esta “pequena vitória” não durou muito tempo, e, no episódio seguinte, Ruby voltou ao normal. *sigh*

Mas, na minha opinião, as coisas começaram a dar errado quando percebi onde este arco Hank/Ruby/Sandy parece estar nos levando. Odiei absolutamente tudo, justamente por (mais uma vez!) ver Lauren Graham relegada a segundo plano em sua própria storyline. A ex-mulher de Hank é sofrível, arrogante, e eu realmente desejei poder dizer um ou dois palavrões para ela naquela cena ridícula, onde ela diz para Sarah que elas tem “estilos diferentes de educar”. E Hank, meu querido, COMO ASSIM você simplesmente abre a porta e vai embora? Seria cômico se não fosse trágico (ou o contrário, como preferirem).

A última cena, com direito à uma família feliz tomando frozen yogurt de mandioca (é isso mesmo, tradução? Yew!), deixando uma Sarah perplexa e triste para trás (!!!), me deu ânsia de vômito. A confissão de Hank para a ex-mulher sobre seu diagnóstico de Asperger parece ter amolecido o coração da megera, que passou a entender melhor o comportamento errático e distante do ex-marido. Seria uma cena emocionante… se eu me importasse. Espero que o roteiro traga Mr. Cyr de volta (já sabemos que Jason Ritter participará do nono episódio), e que ele faça Sarah feliz para sempre. Or something. Hell, ressuscitem Luke Danes e tragam ele correndo lá de Stars Hollow (onde obviamente vive feliz com a Lorelai e seus 5 filhos) para fazer Sarah feliz para sempre. Porque do jeito que está, não dá. Nope.

Fiquei feliz apenas de ver que o roteiro, enfim, retomou a amizade e a ligação entre Hank e Max. Aquela cena dos dois, completamente surtados, andando em círculos pela sala, tentando se acalmar e “vomitando” tudo que os incomodava ao-mesmo-tempo-e-agora foi maravilhosa.

Amber

“Você vai ser a pior mãe do mundo.” – Max

Pior para Amber, que se desesperou com Max e Nora, e acabou perdendo completamente o controle da situação (que, para ser honesta, já era bastante caótica com o comportamento de Max). Pelo menos, a sinceridade bruta do menino nos proporcionou aquela cena que há tempos eu vinha sentindo falta: Sarah e Amber sendo… Sarah e Amber. Mãe e filha dividindo as dores e as delícias da vida. “Você não vai passar por tudo isso sozinha, Amber.” É muito amor, gente. Mais cenas como essa, por favor. <3

“Eu também faço parte disso.” – Amber

Amber também passou por uma saia justa quando o assunto é o seu emprego na Luncheonette. Crosby e Adam não foram honestos com ela sobre a situação da gravadora, e agora que ela está grávida, certamente não terá a possibilidade de conseguir outro emprego. Fiquei um pouco surpresa com a frieza de Adam (justo ele!) ao dizer que o único motivo de não tê-la demitido é porque ela faz parte da família.

Foi só quando Adam se abriu com Kristina sobre os problemas que a Luncheonette vem enfrentando que pudemos perceber o quanto ele se sente sobrecarregado. O mais velho dos irmãos Braverman está compreensivelmente cansado de ser o porto-seguro de todos, mas sua esposa foi pontual em assegurar que ele jamais seria capaz de abandonar o barco. Ajudar as pessoas faz parte de quem ele é, e é um dos motivos por que Kristina – e todos nós – o ama tanto.

“Eu não tenho um plano B […] Eu só sei que não vou desistir enquanto você não receber o aumento que merece. Somos uma família, e nós vamos cuidar de você.” – Adam

Crosby

Crosby também se vê obrigado a abrir o jogo sobre a situação da Luncheonette para Jasmine. Foi bacana vê-lo admitir que durante este tempo todo, ele estava apenas em pânico, se escondendo do mundo (enquanto jogava candy crush). Bacana ouvi-lo falar em voz alta – e sóbrio – que, se ele perder a gravadora, não terá uma fonte de renda e poderá perder o teto onde seus filhos vivem. Nada mais assustador, certo?

Errado. E Jasmine tem toda a razão. Muito mais assustador que a possibilidade de perder tudo foi ter ficado no escuro este tempo todo, sem entender porque, de repente, seu marido passou a se comportar com um moleque assustado.

“Você é o meu marido, pelo resto da minha vida. Você é tudo de que precisamos.” – Jasmine

Vai dar tudo certo, Crosby, fique tranquilo. Será?

Ao menos Jabbar teve uma festa surpresa de aniversário maravilhosa.

DylanKristina

Você gostaria de passar a noite aqui? […] Ela gosta de mim um 2,5, então não existe a possibilidade de termos uma relação sexual.” – Max

Enquanto isso, Dylan parece estar bastante à vontade na casa de Max. Aliás, que delícia acompanhar um Max apaixonado! Ri demais, mais uma vez, com a sua sinceridade brutal. Para desespero de Kristina, Dylan parece gostar mais dela, Adam e Nora, e da ideia de ter uma família – no sentido mais tradicional da palavra, do que de Max. Ao que parece, seus pais não poderiam se importar menos com ela. A preocupação de Kristina é compreensível, claro. Mas… Seria este o caso?

Adoro como ela e Adam tem opiniões tão diferentes sobre o assunto. Eu prefiro ser otimista, como Adam, e espero que Dylan realmente goste de Max. Como ele, também preciso acreditar que Max pode amar e ser amado. Enquanto isso, que mal poderia existir em assistir To Kill a Mockingbird em boa companhia? A ternura e o toque de humor que ela tem trazido para a série nesta reta final são, definitivamente, adições bem-vindas e que tem funcionado muito bem.

“Você acha que eu já sou um 3? Ela disse que eu tenho olhos bonitos.” – Max

DrewZeek

Drew… Na review passada, falei sobre a enorme evolução do filho caçula de Sarah, e esta semana não tem como ser diferente. De menino insosso, apagado, completamente ofuscado pela irmã rebelde e seus dramas, Drew cresceu, amadureceu, e tomou as rédeas da própria história, transformando-se ele também, em protagonista na família Braverman.

Gostei muito de vê-lo buscando pelos conselhos do tio Adam, que sempre foi sua figura paterna, no momento de decidir por uma carreira. E agora? Escolher uma profissão que lhe garanta retorno financeiro, ou optar por seguir seus sonhos? Adam e Crosby provavelmente o confundiram mais do que qualquer outra coisa (e juro: quis dar um tabefe ou dois na cara de Crosby por agir de maneira tão idiota em um momento tão delicado!). Mais uma vez, concordo com Adam: Drew deveria aproveitar a oportunidade extraordinária de estudar em uma universidade como Berkeley para explorar todas as possibilidades, experimentar todas as áreas de estudo que tiver vontade, para só então tomar uma decisão tão séria e definitiva como esta. Mas Drew sente o peso da responsabilidade de ser “o homem da casa”, e sabe que Sarah não poderá ajudá-lo a pagar seus empréstimos estudantis quando se formar. Sabe também que Amber precisará de sua ajuda ao enfrentar o desafio de ser mãe solteira.

“Esta é a minha vida, e eu não posso mudá-la. Esta é a realidade.” – Drew

E quem pode culpá-lo por ser prático? A realidade pode ser injusta, mas é o que é. Um pouco de praticidade cai bem e demonstra o quanto ele amadureceu. Seus esforços são admiráveis, mas eu odiaria ver toda esta racionalidade transformada em insatisfação e infelicidade.

Mas este não é o único foco da vida de Drew. Seu relacionamento com Natalie parece estar indo muito bem, e eu devo confessar que estou adorando as suas pequenas, porém significativas participações – e eu admito: torcia por Amy no início. Natalie, porém, parece ser o perfeito contraponto para ele, e não hesitou a dar uma bronca no namorado quando ele estava sendo um perfeito babaca com seu avô. No fim das contas, a tradição de atirar em latas de milho parece estar a salvo.

Joel

Falando em Zeek, o tom de despedida continua presente em absolutamente TODAS as suas cenas, e me deixa com lágrimas nos olhos toda santa vez que ele aparece. Com Drew não foi diferente. Mas foi sua cena com Joel que me deixou em prantos. A teimosia de Zeek veio bem a calhar neste momento, não? Desistir, para ele, não é uma opção. Ora Joel, se você ama Julia, por que diabos não luta até o fim para reconquistar o seu amor?

Quando Sarah Watson, roteirista de Parenthood, publicou em seu twitter que chorou publicamente em uma Starbucks ao escrever esta cena, sabia que These Are The Times We Live In seria um episódio de fortes emoções. E, de fato, eu estava soluçando já antes dos primeiros acordes de Forever Young anunciarem a abertura do episódio…

SarahWatson

Os papéis do divórcio estão prontos. A divisão de bens foi feita. A guarda das crianças foi definida. Joel quer que Julia e seus filhos continuem morando na casa que foi um lar para eles a vida inteira, onde ele e Julia construíram uma família. Mas… E todas aquelas lembranças, sonhos e memórias?

A cena do elevador foi devastadora. Existe esperança para o nosso casal favorito?

Eu espero que sim – e acho que as lágrimas de ambos confirmam a minha teoria.

Pelo bem de Joel, Julia, Syd, Victor – e de todos nós. Eu ainda acredito num final feliz, e vocês?

Hands

Estamos quase em dia com as reviews, gente! Que alívio!

PS: Não tô sabendo lidar com a fofurice da pequena Nora.

 

Séries citadas:

é Analista de Relações Internacionais, graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e em Letras pela UFPR. Apaixonada por livros, música e séries de tv, será eternamente uma "Garota Gilmore", mas também assiste The Good Wife, Castle, Orphan Black, Grey's Anatomy, Hart of Dixie, Nashville, Parenthood - entre um milhão de outras - e jura amar todas.

4 Comments

  1. Vitor Reis

    Gabi, meus parabens! que review deliciosa de se ler! <3
    enfim…não estou suportando deixar Parenthood partir..n sei se aguentarei fazer isso.
    Essa série foi uma que me prendeu de uma forma inexplicável, até no TCC da faculdade ela saiu!rs.
    O teleséries continuará como ponto de visita para mim, ainda mais agora, para ler suas maravilhosas reviews!

  2. Gabi Guimarães

    Muito obrigada pelo comentário, Vitor! Sempre bom saber que tem gente que passa por aqui para ler as reviews! :))
    Eu tb estou tendo uma dificuldade enorme em deixar Parenthood partir, nossa! Seis anos acompanhando os Braverman, e eu ainda não acredito que o fim está tão próximo… E olhaaa: se eu pudesse colocar essa série linda no meio do meu TCC, aposto que ele teria saído bem mais rápido! hahaha
    Logo, logo a review do 6×08 estará no ar! Conto com a sua visita novamente! ;)

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