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Reviews

Parenthood – Aaron Brownstein Must Be Stopped

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Série: Parenthood
Episódio: Aaron Brownstein Must Be Stopped
Número do Episódio: 6×08
Exibição nos EUA: 13/11/2014
Nota do Episódio: 7

 “WTF, Parenthood?”. Essas foram exatamente as minhas palavras depois de assistir Aaron Brownstein Must Be Stopped. Em tempos de temporada reduzida, mal posso acreditar que os roteiristas desperdiçaram sagrados e preciosos momentos de Braverman time com… Hank. Seriously?

É com dor no coração que digo que, na minha humilde opinião, este foi o pior episódio da série. E não estou sozinha: basta uma rápida visita à fan page de Parenthood no facebook, e você encontrará centenas de comentários raivosos e cheios de insatisfação. Tamanho fiasco não tardou em refletir em seus números: com 3,61 milhões de telespectadores e apenas 1,0 na demo, Aaron Brownstein Must Be Stopped registrou a pior audiência da história da série.

E aí eu pergunto: WHY, GOD, WHY? Por que os roteiristas acharam que seria uma boa ideia trazer um episódio filler como este já na reta final desta Farewell Season? E não só isso: um episódio filler muito, muito ruim, e que em quase nada lembrou a série pela qual nos apaixonamos há seis anos? Isso não faz o menor sentido! Além disso, com este “rodízio de personagens” (que já mencionei em outras reviews) em virtude do acordo feito entre a NBC e o elenco – onde os atores renovaram seus contratos para apenas 9 dos 13 episódios –, ficou bastante difícil entender como diabos a produção da série alega não ter dinheiro suficiente para arcar com os salários de um elenco talentoso e afiado que está ali desde o episódio piloto, mas não hesitou em trazer um ator como Ray Romano (com direito à ex-mulher e filha) para tomar um tempo de tela absolutamente desnecessário e que poderia estar sendo muito melhor utilizado para concluir com mais calma os arcos de cada membro da família Braverman, a quem aprendemos a amar incondicionalmente ao longo dos anos. O resultado? Mais uma vez, tivemos um episódio sem Peter Krause, Lauren Graham, Erika Christensen, Sam Jaeger e Craig T. Nelson, para mencionar alguns…

E que balde de água fria todos nós levamos, hein? Depois daquele cliffhanger devastador de These Are The Times We Live In, fiquei ali, diante da tv, incrédula ao perceber que Julia e Joel sequer apareceriam no episódio. Nada. Nothing. Niente. Nem uma mençãozinha sequer. COMO ASSIM, Parenthood? Quanta crueldade.

E, se ainda existia alguma dúvida de que Lauren Graham foi relegada à coadjuvante da própria história, este episódio foi uma prova irrefutável disso, e é algo de que venho reclamando já há um bom tempo. Boa parte do episódio girou em torno de Hank, sua sofrível ex-mulher Sandy e sua insuportável filha Ruby. Nada de Sarah. Nada. Nothing. Niente. Em que planeta faz sentido Hank ter uma storyline completa, com começo, meio e fim (e espero que este chegue bem rápido!), e Sarah não?

  “Pai, a mamãe acha que eu sou idiota e que eu não posso passar uma noite sozinha.” – Ruby

Nossa Ruby, que bom que suas atitudes provaram que sua mãe estava errada, não é mesmo? Acho que passei o episódio inteiro com a mesma cara que a filha de Hank fez na foto que abre esta review. À esta altura do campeonato, todos nós já entendemos que Hank e Sandy se reconciliarão e desaparecerão de Parenthood caminhando juntos com sua filhinha regenerada em direção ao pôr-do-sol e para além do horizonte, enquanto Sarah ficará para trás – mais uma vez – para remendar os cacos de seu coração partido. Zzzzzz…

Alguém aí acreditou por um segundo que Ruby estava dizendo a verdade? E Hank, meu querido… COMO ASSIM você abaixou o banco do carro para que sua filha irresponsável não o visse espionando a festinha que ela nem deveria ter dado? Medo de perder o amor da menina? Really? Pelo menos – com muito custo, é verdade –, ele conseguiu se agarrar ao mínimo de dignidade que lhe restou, e acabou com a festa antes de Sandy chegar.

Quando se trata de Hank, juro que tenho me esforçado para entender que ele, assim como Max, também sofre da Síndrome de Asperger. É como se um fosse a versão adulta do outro; como se um complementasse e validasse a existência do outro, e eu realmente acho o esforço do roteiro bastante louvável neste sentido. O problema é que, na maior parte das vezes, ao contrário do que acontece com Max, nós não conseguimos sentir qualquer empatia pelo personagem de Ray Romano. Enquanto o menino conta com toda a nossa paciência e torcida, Hank não tem carisma algum e, por isso mesmo, falha miseravelmente em nos comover.

“Sim, sim. Eu disse que te amo só para te manipular, ok? Porque eu não te amo. Nem um pouco. Eu te odeio.” – Ruby

Como não amar a bipolaridade dessa menina, minha gente? Num dia, ela fala horrores como este para Hank (e sim, minha querida, você manipulou o seu pai direitinho!); no dia seguinte, vai jogar pôquer com ele como se nada tivesse acontecido, brincando, inclusive, com o fato de seu pai ser bom no jogo justamente por não ser capaz de expressar seus sentimentos (ok, confesso: eu ri). Assim como seu pai, Ruby não tem qualquer carisma e não nos conquistou.

No mais, o que posso dizer? Que espero que Hank e companhia sejam atropelados por um trem ou coisa parecida e sumam de vez desta série que, definitivamente, não lhes pertence? Muita maldade da minha parte?

JasmineCrosby

Enquanto acompanhávamos o desenrolar de todo aquele drama aleatório na família de Hank, Crosby também estava em apuros. E poxa… Sinto em dizer que, desta vez, o roteiro também não funcionou para ele.

Entendo que ele esteja ansioso e apreensivo com o futuro da Luncheonette e de sua família, mas a postura infantil e imatura que ele assumiu desde o início desta temporada está começando a ficar um tanto quanto irritante. Ainda bem que temos Jasmine para equilibrar um pouquinho as coisas, já que ela traz à Crosby a serenidade e tranquilidade que tanto lhe fazem falta neste momento. Que mal poderia haver em Jasmine trabalhar fora – ainda que em um “subemprego” – para ajudar nas despesas da família, ao menos até as coisas se estabilizarem? Também entendo que a intromissão de Renée é chata, inconveniente, e que lhe deixe com um gosto amargo de derrota, mas… Crosby precisa parar de agir como um moleque. Quando seus sobrinhos são mais pé-no-chão e tem mais maturidade que você, Crosby, está na hora de rever os seus comportamentos e conceitos.

AmberCrosby

Gostei muito de ver Amber, agora já bem barrigudinha – e linda! – tomar as rédeas da situação na ausência de Adam ao tentar encontrar uma alternativa realista para tirar a Luncheonette do buraco (e uma dica, Crosby: ela não envolve dançar Ramones num estúdio vazio). Pena que o tiro saiu pela culatra, e eles sequer tiveram a chance de ouvir a tal banda. Maconha, Crosby? Really? Salvo pelo gongo, às custas do bebê de Amber. Ainda bem que tudo não passou de um susto, porque eu acho que não aguentaria vê-la perdendo seu filho ou coisa parecida.

Drew, por outro lado, continua em sua incansável busca pela carreira mais lucrativa. Mas… vocês lembram da infelicidade e insatisfação que eu mencionei na última review? Pois bem, acho que nem precisaremos esperar muito para vê-lo chegar ao fundo deste poço chamado frustração. Irritado, impaciente e infeliz com sua falta de habilidade – e compatibilidade – para o curso que escolheu, ficou fácil perceber que, se ele insistir neste caminho, seu futuro não será a realização de um sonho, mas de uma obrigação.

Fico feliz que Amber já tenha percebido a responsabilidade que Drew sente em suas costas, e fico orgulhosa de vê-la colocar os pingos nos is. Não é justo que seu irmão caçula carregue todo este peso sozinho; a responsabilidade não é dele. Espero que logo, logo Drew perceba o mal que está fazendo a si mesmo – ainda que cheio de boas intenções. E… Onde está Sarah para aconselhar seu filho caçula? É destas cenas que eu sinto mais falta…

Max

E eis que em um episódio tão falho, surge uma luz no fim do túnel: Max Burkholder e Monica Potter roubaram a cena e brilharam, como sempre.

No fim das contas, era Kristina quem tinha razão: Dylan não gosta mesmo de Max. Pelo menos não da maneira como ele sonhava. E como foi duro assistir àquelas cenas, meu Deus!

Há alguns dias, li uma review sobre este episódio, publicada em um blog americano, que argumentava por parágrafos e mais parágrafos o quanto Adam e Kristina foram péssimos pais ao ensinarem a Max que o amor é uma “escala fluida de afeição que varia de um a cinco”. Que eles jamais deveriam incentivá-lo a repetir um comportamento que beira a obsessão, e que o constrangimento de que Dylan foi vítima é culpa deles. Não concordo com esta opinião nem por um segundo.

Considero Adam e Kristina pais absolutamente fantásticos; perfeitamente imperfeitos. Os desafios que criar um filho como Max apresenta parecem vir de uma fonte inesgotável, e nenhum dos dois jamais esmoreceu em seu amor incondicional. Ambos sempre deram o seu melhor na criação de seus três filhos, para que eles pudessem crescer e se tornar a melhor versão de si mesmos. Eles não tem todas as respostas. E quem é que as tem? A vulnerabilidade de Adam e Kristina torna-os humanos… E não há mal nenhum nisso. Falhar é algo inerente à vida. E, diante do primeiro amor de Max, eles apenas fizeram o que achavam que era certo.

E, meu Deus, que ator espetacular é Max Burkholder! Ao longo destes seis anos em que acompanhamos a série, eu nunca cansei de me surpreender com a sua atuação pontual e impecável. Na primeira metade desta temporada de despedida, vimos Max (Braverman, desta vez!) florescer e descobrir sentimentos antes desconhecidos. Apaixonar-se pela primeira vez provocou um tsunami de emoções em sua vida tão metódica e monocórdia. Acrescentar novos tons à sua existência talvez tenha sido confuso demais para ele, que, como sempre, tentou racionalizar seus sentimentos como se eles fossem uma equação matemática.

A recusa de Dylan era algo para o qual o menino Braverman não estava preparado, e aquela cena onde ele exige saber por que ela não o ama da mesma maneira foi avassaladora. A humilhação pela rejeição pública e seu coração partido foram suficientes para partir também o meu em um milhão de pedacinhos e me fazer chorar copiosamente por algum tempo.

MaxKristina

“O que você fez foi maravilhoso.” – Kristina
“Mas eu não me sinto maravilhoso.” – Max

E o que dizer da atuação de Monica Potter? Tê-la em cena é ter a certeza de que fortes emoções estão por vir. Como não se debulhar em lágrimas ao ouvir seu discurso emocionado para Max e seu coração partido? Ela tem orgulho de seu filho, e, assim como Adam, ela também acredita que um dia ele poderá amar e ser amado. Quem pode culpá-la por isto?

E, para ser justa, você percebe o quanto uma série é extraordinária quando ela apresenta um episódio medíocre, mas ainda assim é capaz de te fazer chorar como um bebê.

Faltam 5 episódios para a Series Finale. O ato final da família Braverman será gravado ainda nesta semana. A foto que Sam Jaeger postou em seu twitter já me deixou com um nó na garganta. Eu não estou preparada para a despedida, e vocês?

TweetSam

Até a semana que vem!

Séries citadas:

é Analista de Relações Internacionais, graduada em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e em Letras pela UFPR. Apaixonada por livros, música e séries de tv, será eternamente uma "Garota Gilmore", mas também assiste The Good Wife, Castle, Orphan Black, Grey's Anatomy, Hart of Dixie, Nashville, Parenthood - entre um milhão de outras - e jura amar todas.

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