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Opinião

Os 10 melhores finais de temporada de 2005/2006

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Antes tarde do que nunca! Faltando apenas um final de semana para o início da temporada de estréias, estou entregando minha lista anual (a dos anos anteriores estão aqui e aqui) dos melhores finais de série ou temporada de 2005/2006.

Assisti a todos os season finales exibidos pelo AXN, Fox, Sony, TNT, Universal e Warner. E o que eu posso dizer? O Grissom catando a Sarah foi bacana, o Jason Priestley dando tirou na sede do FBI também. O final de Grey´s Anatomy foi quase ótimo, o seqüestro do Jack Bauer em 24 Horas não me empolgou e Everwood exagerou no happy ending. Entre estas e tantas outras, as séries que encerraram para mim a temporada com mais estilo foram estas:

10. CSI:NY, Charge of this Post – Nenhuma série mudou tanto de uma temporada para outra como CSI:NY. A mudança chegou a ser bizarra: de uma Nova York sombria e apocalíptica, passamos a ter uma Nova York colorida e multi-cultural. Gotham City virou Metrópolis. A audiência parece que gostou apesar dos problemas de criação de uma identidade para série ainda persistirem. Mas eis que na reta final, CSI:NY acumulou bons episódios, os problemas pessoais do personagens ganharam espaço e a série chegou ao seu auge nesta season finale. Aqui, mais uma vez, os roteiristas apertam na ferida do 11/9 e criam um novo e incrível atentado terrorista. O episódio traz uma boa participação de Eion Bailey (ER), coloca Don em perigo e leva Mac a lidar com dolorosas memórias do passado. A solução do episódio ainda nos brinda com um sutil e interessante crítica à obsessão americana por segurança: é o medo do terror gerando mais terror.

The Closer
9. The Closer, Standards and Practices – O final de temporada de The Closer é justamente o detalhe que faltava para que o seriado se desvinculasse por vez de ser “mais um cop show” e sedimentar sua condição de uma dos grandes dramas policiais da atualidade. Standards and Practices começa com uma divertida performance de Provenza imitando Brenda e encerra com uma incrível mudança na série, quando todos os membros do esquadrão de Brenda se arriscam pela chefe que antes detestavam. O episódio traz ainda um crime da semana bacana, que tem uma solução típica de um episódio de Monk, e termina ainda com uma imagem que já se tornou clássica na série: Brenda consumindo um doce compulsivamente. Quase dá pra sentir o gosto! Foi o melhor episódio de The Closer da temporada e um dos melhores da televisão no ano.

8. ER, 21 GunsER tem um passado recente ruim de finais de temporada com cliffhanger. No ano passado a despedida de Carter em The Show Must Go On perdeu parte do charme com a fuga do pentelho Alex para visitar o pai. No ano anterior, os produtores forçaram a barra com aquele motorista alucinado perseguindo o Pratt e a Chen. Agora, em 21 Guns, eles se arriscaram mais do que nunca, mas desta vez acertaram. De um começo de episódio cadenciado (destaque para as cenas do funeral de Gallant) a série ganha ritmo a cada cena, até o tenso tiroteio dentro do hospital. Impossível não lembrar as muitas chacinas de Third Watch, outra série (já saudosa) de John Wells. Muitas outras séries apostaram em múltiplos cliffhangers na temporada (Smallville, One Tree Hill, Las Vegas), mas nenhuma arriscou tanto e teve um resultado tão satisfatório como ER. Resultado: quatro longos meses de angustiante espera para saber se Jerry, Sam, Luka, Abby e seu bebê sobreviverão.

Lost
7. Lost, Live Together, Die Alone – Sim, o prazer que Lost proporciona ao telespectador não é mais unânime, mas é raro ver alguém criticar um season finale da série. Assim como em Exodus, da primeira temporada, Live Together, Die Alone, segura o telespectador na cadeira e atende aos desejos dos críticos (sim, a série está explicando alguma coisa!). E é curioso observar que o melhor do episódio sequer é proporcionado pelos habitantes da ilha: quem brilha aqui é “o outro” Henry Gale, na cena final; Desmond, que garantiu uma justíssima indicação ao Emmy para Henry Ian Cusick; e Kelvin, o ator convidado Clancy Brown, campeão em papéis enigmáticos. Live Together, Die Alone é um episódio tão bom que até nos permite perdoar aqueles dois brasileiros/portugueses falando com um sotaque que nem os brasileiros nem os portugueses tem.

6. The O.C., The GraduatesThe Graduates foi o único season finale que eu assisti duas vezes. Da primeira vez não havia como curtir o episódio – não dava pra ignorar os spoilers que informavam que Mischa Barton estava saindo da série e de que Marrisa morreria, e a ansiedade acabou tomando conta de mim e arruinando o episódio. No second chance, no entanto, The Graduates se revela um dos melhores episódios “sérios” da história de The O.C.. É cheio daquelas citações bacanas ao passado da série, repleto de saudosismo e faz ainda um retrato autêntico daquele clima de incerteza que bate no peito de um jovem quando se vê diante de um desses típicos ritos de passagem (escola/faculdade, faculdade/mercado). Josh Schwartz sabe criar climas e aqui acerta a mão mais uma vez. A cena final, Ryan carregando Marissa com o carro em chamas atrás parece cena de gibi (e de gibi bom). Infelizmente, a impressão que The Graduates deixa é que os bons tempos acabaram. Acabaram bem, mas acabaram.

The West Wing
5. The West Wing, Tomorrow – Parece injusto comparar finais de série em meio a finais de temporada, mas a responsabilidade de encerrar uma série é muito maior e a exigência (tanto minha quanto de qualquer telespectador) é muito maior. The West Wing encerra seus sete anos de glória com um episódio bem diferente do padrão da série. Um episódio de planos gerais, poucos diálogos, muito silêncio. Em compensação a série reverenciou seu passado sem cair no melodrama, no final novelesco ou no patriotismo exarcebado. E o resultado não tinha como ser melhor (melhor mesmo só se Toby aparecesse ao menos em uma única cena).

4. The Shield, Post PartumThe Shield é a série das ilusões. Quando parece que o show vai entrar em uma encruzilhada criativa, Shawn Ryan tira uma carta da manga e abre um novo leque de possibilidades que renova o drama policial. Post Partum encerra o primeiro round da luta entre corregedoria e tropa de choque de uma forma incrível e promove 90 minutos de boas e intensas cenas. O mostra ainda um senso de humor não muito comum em The Shield, nas cenas com o incompetente detetive Billings, um dos destaques da temporada. Falando em destaques, é claro, não há como não falar da fantástica participação de Forest Whitaker, que mais do que supriu a ausência de Glenn Close na série. Post Partum permanece na mente, dias após assistir. O feio confronto entre Kavanaugh e MacKey foi histórico. E o assassinato cruel de Lem por Shane inesquecível.

House
3. House, No Reason – Não há nada mais manjado do que episódios onde nada acontece e onde toda a ação se passa em uma realidade alternativa, num mundo de sonhos ou na imaginação de personagens. A fórmula que rendeu episódios frustrantes em séries como One Tree Hill, Nip/Tuck e Smallville (ok, em Friends foi engraçado), aqui em House gera um resultado interessante e pode até dar o pontapé inicial em uma mudança radical no jeito de ser do doutor House. Ao tomar um tiro no hospital (de um homem que possivelmente é ex-marido de uma paciente) House entra em um envolvente mundo de delírio e auto-análise. Com um detalhe, nem o mais esperto dos telespectadores se deu por conta, até a cena final, de que tudo foi um sonho. Um roteiro incrível para uma série incrível.

2. Frasier, Goodnight, Seattle – Onde Will & Grace e That ´70s Show ficaram devendo em seus episódios finais, Frasier foi exato. Goodnight, Seattle conseguiu ser divertida (a cena do parto de Daphne na mesa de um veterinário, com direito a participação especial do excelente Jason Biggs, é uma das mais engraçadas da história da série) e ao mesmo também emocionante (o adeus de Frasier na KACL é de levar o telespectador às lágrimas). Kelsey Grammer ainda foi esperto o suficiente a ponto de encerrar a série com um gancho, como Seinfeld, que lhe permitiria retomar o show em um spin-off, se assim desejasse.

NCIS
1. NCIS, Twilight – Pelo segundo ano consecutivo, NCIS me brindou com uma season finale chocante e emocionante. Verdade seja dita, os finales de NCIS valem por uma temporada inteira. A cena da morte de Kate (Sasha Alexander) é rápida, cruel, brutal, inesperada, chocante. A gente sabia que iria acontecer, mas ao longo dos 40 minutos do episódio até esquece o fato e, com isto, acaba se surpreendendo. A morte de Kate vale pelo episódio, mas o episódio não é só a cena. Ari (Rudolf Martin) é um dos melhores vilões de seriados policiais de todos os tempos, porque suas breves aparições são sempre exatas e surpreendentes. Geralmente, quando algum ator sai de uma série, a solução para sua saída nunca agrada e acaba levando o programa a perder qualidade (quer exemplo? Larry Paul, Mulder, Irina, Vaughn, Sam Seaborn e todas as saídas de ER, entre outros). Eis que o produtor Donald P. Bellisario conseguiu quebrar a regra: com a morte de Kate em Twilight ele prepara o caminho para levar NCIS para um novo nível.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

116 Comments

  1. big

    o episódio final de the O.C. foi perfeito!!!!!!!!
    sem comentários… uma série que conta os dramas das pessoas não podia deixar de abordar a morte, que é a única certeza que temos, é clarto que a marissa vai fazer falta! eu morri de chorar mas achei o autor corajoso, e simplismente AMEI!
    essa sim é uma serie que dá pra acompanhar.
    smallville, put’s… sem comentários é podre!!!
    concordo com que falou que esta série já passou do tempo de acabar!!!

  2. Naara

    ah num acredito =o
    ngm aki assiste The L Word???

    foi lgl o final ateh =]

    ah tbm foi lgl o lost.prision break.ER. the OC tbm..
    e mtos mais RS
    ah e the l owrd tbm eh claru….

  3. Leonidas

    Eu já assisti o final da 3a. temporada de NCIS e realmente os finais de temporada são de arrepiar, assim como foi o da 1a. temporada de CRIMINAL MINDS, chocante!!!… Quanto a THE SHIELD, apesar do impacto, já prenunciava isso alguns episódios anteriores, só espero que o Forrest Whitaker continue, el foi fenomenal!!!… Lost não foi tão bom como na 1a. temporada… Quanto ao CSI:NY, ainda preferi o arco final da 4a. temporada do CSI:Miami, foi muito contundente e eletrizante, ainda que o 1o. episódio da 5a. temporada tenha sido ridículo…

  4. Vinicius

    Gente ridícula, the O.C. eh ótimo, e foi o melhor final!!!!!!!!!!
    invejosos

  5. kátia

    considero HOUSE uma das melhores séries já produzidas, mais o horário de quinta-feira poderia ser alterado para mais cedo.

  6. paula

    ER
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    ER
    ER
    ER
    ER
    ER

    ESQUECI… ER

  7. Pingback: TeleSéries » Review: Smallville - Justice

  8. Ana Flávia

    ah, sei q tah meio tarde pra isso (afinal, NCIS jah tah na 5a temporada), mas concordo com o primeiro lugar da lista. Não assisti todas essas, aliás, como faz tempo, algumas me lembro vagamente.
    Criminal Minds eh uma série maravilhosa, mas tenho q dizer q as Seasons Finale dela são decepcionantes. Aliás, preciso parar de esperar demais dela. A S.F. da 2ª temporada foi horrível, q história eh essa d pular na frente do trem?
    Decepcionante.

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