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Opinião

Os 10 Melhores Episódios de Final de Temporada de 2004-2005

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Com alguns meses de atraso, segue abaixo minha lista anual dos dez melhores season finales das temporada 2004/2005. Só para esclarecer, a lista abaixo foi montada após eu assistir todos os finais de temporada das séries da Fox, Sony, Universal e Warner (só não assisti ao season finale de 7th Heaven, mas acho que se a Sony realmente quisesse que nós assistíssemos ao programa exibiria ele em um horário decente). No ano passado, os dramas teen dominaram a lista (clique aqui para reler). Este ano eles desapareceram e o Top 10 foi invadido pelos seriados policiais. Confira:

cena de Gilmore Girls
10. Gilmore Girls, A House Is Not a Home

A cobra morde o próprio rabo. No final do quinto ano de Gilmore Girls, as coisas retomam ao ponto do início da temporada. Reparem: Rory e Lorelai estão novamente afastadas, enquanto a relação de Lorelai e Luke avança para o próximo nível. Mas há coisas novas neste episódio e boas pontas para a futura temporada. A relação entre mãe e filha aqui definitivamente se inverte. Lorelai assume de fato o papel de mãe (ao mesmo tempo que percebe que não tem mais autoridade alguma – e será que um dia teve? – sobre a filha). E Rory, que sempre foi a cabeça no lugar, de repente sai da linha, desmoronando e se destrambelhando com uma simples crítica do pai do namorado.
Também não é em todo episódio que Lorelai pede alguém em casamento. E eu já vi e revi a cena inúmeras vezes e não há nada de meigo nela, como muitas fãs da série afirmam. A impressão que dá é que Lorelai não pede a mão de Luke por amor, mas por estar se sentindo pela primeira vez em sua vida completamente só e desamparada.
Ah, claro, e o episódio teve uma nova participação do Sebastian Bach. Ele tinha que entrar para o elenco principal do seriado, ele é muito engraçado!

9. Cold Case, The Woods

Antes de começar eu preciso dizer: acho Cold Case muuuuito chata. Apenas dois episódios da série me surpreenderam nos últimos dois anos: o piloto Look Again e Mind Hunters, desta segunda temporada, que é o único episódio da série onde o assassino não se entrega e não é preso. Pois bem, em The Woods, o serial killer George Marks de Mind Hunters está volta para o seu último confronto com a detetive Barbie Lilly Rush. Verdade seja dita, o episódio é uma cópia descarada de O Silêncio dos Inocentes. Não é nada original, mas ainda assim é incrivelmente bom. Os destaques são John Billingsley (o doutor Phlox de Enterprise) que mostra segurança no papel de Marks, mais para Norman Bates do que para Hannibal Lecter, e os flashbacks perturbadores que revelam detalhes da traumática infância de Marks ao som de “Sunshine on My Shoulders”, de John Denver. Arrepiante.

8. CSI, Grave Danger

Antes da análise, um comentário. Foi engraçado ver a crítica de cinema comentar Grave Danger. Aos olhos dos cinéfilos pareceu que Quentin Tarantino quis ganhar uma grana repetindo sua fórmulas. De fato, todos os elementos da obra do diretor estavam reciclados ali: as canções escolhidas a dedo, os diálogos com citações pop, um ou outro excêntrico ator convidado, a narrativa longa, as cenas absurdamente violentas. Aos olhos do cinéfilo, foi mais do mesmo. Aos olhos do telespectador fiel de CSI, no entanto, Grave Danger é um acontecimento. É como se CSI tirasse férias de sua fórmula original. Tudo está diferente. Os personagens ficaram mais tridimensionais, a fotografia mais sofisticada, o roteiro mais rebuscado e a tensão dramática, provocada pelo seqüestro de Nick Stokes, aitnge seu auge e envolve a todos. Os contidos personagens se unem e exibe temores e sentimentos de culpa como poucas vezes se revelaram ao longo destas cinco temporadas. A dúvida é: foi só um episódio-acontecimento ou Grave Danger produziu marcas que serão sentidas ao longo da sexta temporada?

Cena de The West Wing
7. The West Wing, 2162 Votes

Nós todos sabíamos o quer iria acontecer, mas então porque ficamos tão impressionados após ver 2162 Votes? Porque John Wells caprichou no roteiro e Alex Graves nos fez imergir na turbulenta Super Terça, o dia em que delegados de 10 Estados norte-americanos elegem o candidato democrata à presidência. Sim, era óbvio que Matt Santos seria o homem, mas o episódio é tão emocionante e cheio de viradas que o telespectador acaba esquecendo disto. As imagens do ginásio lotado são lindas e fortes e a adrenalina (e o decorrente cansaço) provocado pela disputa política sobe tanto que nem importa o fato de nós, brasileiros, pouco entendermos como é que funciona este complexo processo eleitoral. 2162 Votes renova as esperanças para a sétima temporada e faz até o mais xiita fã de Aaron Sorkin acreditar que um oitavo ano, com Santos ou Vinick, é possível.
O episódio ainda traz duas revelações que deixaram todos os fãs da série absolutamnete arrepiados: Leo McGarry, que parecia estar fora dos planos, ressurge surpreendentemente como candidato a vice-presidente da chapa democrata, e C.J. Cregg, a atual chefe da Casa Civil, aparece com o pescoço a prêmio, suspeita de vazar para a imprensa a notícia da existência de um ônibus espacial militar. Que virada!

6. Without a Trace, Endgame

O que raio passou pela cabeça dos produtores de Without a Trace? Endgame até parecia um episódio normal da série (como se Without a Trace fosse uma série normal). Com Anna Belknap no papel de desaparecida, o último episódio da temporada coloca os agentes no meio de um caso que envolve roubo de identidade, terrorismo e conflito diplomático. Mas tudo isto cai no esquecimento antes mesmo do final. O último minuto vale sozinho pelo episódio: Vivian na mesa de cirurgia e Danny e Martin cravejados de balas. Isto sim é que é cliffhanger!

Cena de Lost
5. Lost, Exodus – Parte 2

O melhor ficou para o fim. Exodus é o melhor episódio da temporada de Lost, melhor até que o sensacional piloto da série, vencedor do Emmy de melhor direção. Aqui a série não responde absolutamente nada (e precisa?) e cria uma série de acontecimentos para sua segunda temporada: os inimigos agora tem um rosto, sair da ilha se tornou impossível, os personagens estão todos separados, a escotilha está aberta e ficamos, absolutamente todos, aguardando ansiosos pela segunda temporada.
Exodus tem cenas memoráveis e seqüências de ação angustiante: a manipulação da dinamite; o encontro de Michael, Walt, Jin, e Sawyer com Os Outros; ou ainda a cena da explosão da escotilha, com um Hurley apavorado ao reencontrar mais uma vez seus amaldiçoados número impressos no metal. Já escrevi aqui neste espaço antes, mas repito, a cena final com a câmera em travelling, se afastando escotilha adentro, é fantástica e clássica.

4. The Shield, Ain’t That A Shame

Uma season finale de The Shield com final feliz? Acredite, aconteceu. Ain’t That A Shame encerra com brilhantismo a melhor temporada da história do seriado policial. Aqui vemos Monica e Vic trabalhando juntos para manter Antwon Mitchell (Anthony Anderson, brilhante no papel) na cadeia, mesmo com os esforços do DEA e de Aceveda para libertá-lo. Se alguém fosse bonzinho nesta série quase poderíamos dizer que os mocinhos venceram. Ops, venceram em termos: a inesquecível participação de Gleen Close no seriado se encerra aqui com a derrocada da capitã Monica Rawling. O que restou para a próxima temporada? Lemonhead, o mais simpático membro da Troque de Choque, deixou o seu na reta e no próximo ano a Tropa deixará de ser o caçador para virar a caça, alvo de uma investigação da corregedoria. Melhor mesmo só se Dutch aceitasse assumir o Barn, virasse o capitão e descontasse no Vic as últimas quatro temporadas de amolação. Vai dizer que não seria legal?

Cena de Third Watch
3. Third Watch, Goodbye to Camelot

Não tem nem graça inserir um series finale de um show que se despede em grande estilo no meio de season finales. Mas seria ainda mais injusto não lembrar e homenagear este fantástico último episódio de Third Watch. Goodbye to Camelot mostra o final do 55º Distrito e promove um novo banho de sangue, que se tornou marca da série em seus últimos season finales. A morte trágica e corajosa de Cruz, o meigo e torto pedido de casamento de Carlos para Holly, o reencontro de Carlos e Doc, o adeus final a Camelot, a narração final de Sully, tudo absolutamente tudo funciona e emociona. Um episódio histórico e inesquecível.

2. NCIS, Reveille

Que Smallville que nada. O posto de campeã dos finais de temporada chocantes parece que está migrando para a militar-policial NCIS. Além do fabuloso e inesperado final desta primeira temporada, a notícia que vem lá dos EUA é que no final do segundo ano um dos protagonistas da série foi assassinado – deixando milhões de fãs boquiabertos e indignados.
O tom de Reveille está mais sério e dramático do que estamos acostumados. Gibbs aparece enfurecido, tentando localizar o terrorista que invadiu a sede da NCIS, quase o matou, fez sua equipe de refém e deu um tiro em um de seus funcionários em um episódio anterior. O ritmo aqui também é estranho, há cenas mostrando o terrorista agindo e, faltando cerca de 10 minutos para o final da temporada, os agentes mal descobriram o nome do vilão, Kate foi raptada e ninguém percebeu sua falta e o helicóptero Marine 1 com o presidente Bush a bordo está prestes a ser derrubado.
Vem então a virada rápida, surpreendente e inesperada.
O vilão se revela um agente duplo infiltrado na Al Qaeda, o presidente e Kate nunca correram risco real e Gibbs é obrigado pelo alto comando do exército a desistir de seu plano de vingança pessoal.
A chocante cena final mostra Gibbs reencontrando seu nêmesis. E ele se mostra ainda mais muçulmano que o próprio agente duplo, se vingando na base do olho por olho.

Cena de Las Vegas
1. Las Vegas, Centennial

Centennial talvez seja um marco, símbolo de virada de Las Vegas. Porque Las Vegas até hoje foi puro entretenimento, guilty pleasure, uma série de ação descompromissada e light. Mas de forma inacreditável, o seriado surpreendeu encerrando a temporada com o mais fantástico e dramático final que se poderia imaginar. É impossível não ficar sem fôlego com a última cena, o Montecito sendo esvaziado e depois literalmente indo abaixo. Mas Centennial é muito mais do que a sua cena final. O episódio é um dos melhores da história da série, fugindo um pouco da fórmula ladrão-tentando-rouba-o-cassino, e se debruçando no clima de histeria provocado em todo o staff com o leilão do hotel-cassino. E há ainda as bens humoradas presenças de John Elway e Jon Bon Jovi (com suas pegadinhas infantis), de Gladys Knight e de Dean Cain e ainda uma bela homenagem o centenário da cidade título do seriado. Os dias de ingenuidades de Las Vegas se foram, e depois desta season finale nada mais será como antes.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

12 Comments

  1. Pingback: TeleSéries » Os 10 melhores finais de temporada de 2005/2006

  2. Ivan Ribeiro de Barros

    Prezado Sr.
    Desculpe-me caso este não seja o local correto, mas meu desejo é adquirir a segunda e terceita tempodada do seriado JAG.
    Com meus respeitos e no aguardo de suas informações
    Ivan Ribeiro de Barros

  3. mauricio svoboda

    gostaria se possivel que alguem me ajuda-se.
    como é o nome da música da chamada da série cold case que passa na warner bros.
    desde já muito obrigado.mauricio.

  4. Márcia Perez Moreira

    Cold Case,é excelente !sempre que posso,assisto!!!

  5. MONIQUE MARIA LIMA DA SILVA VALENTE

    quero saber com urgencia detalhes sobre a morte do doutor Mark Greene do seriado E.R
    obrigado.

  6. luana

    tambem concordo que Cold Case é legal….+ confesso que ja esta caindo na rotina..pq naum tem + episodios interessantes como o episodio do George(o episodio do psicopata!!)esse episodio foi o melhor…..+ mesmo assim não perco Cold Case por nada no mundo….

  7. carla Pedroso

    Third Watch, assisti a partir de 2007 com final em 2008 a série mais emocionante que já acompanhei, não perdi um capitulo sequer, e deixava de fazer qualquer coisa pra não perder nenhuma sequência. Infelizmente acabou, ficou um vazio naquele horário pra mim,tenho saudade dessa série em que houve emoção, envolvimento, qualidade, ótimos artistas convidados…nossa me marcou muito.

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