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Orphan Black – Ipsa Scientia Potestas Est

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O momento pelo qual ansiávamos desde que Helena voltou à vida pedindo educadamente por ajuda aconteceu, e a reunião entre Sarah e Helena foi o foco de Ipsa Scientia Potestas Est. E não tem como não dar 5 estrelinhas douradas brilhantes (que só não brilham mais do que Alison, a ausente da semana) para um episódio no qual o fio condutor é Helena e a tentativa de seus amigos de trazer civilidade à ela.

Helena é, de longe, um dos mais assustadores personagens atualmente no ar. A sua ausência de limitadores “morais” e sua inconstância a tornam uma bomba relógio prestes a explodir. E nunca sabemos quando Helena ouvirá o chamado das trevas que as freiras implantaram dentro dela lá na tenra infância, o que deixa todas as cenas das quais ela participa tensas e angustiantes.

Nesse episódio não foi diferente. Mas, apesar disso, Helena funcionou muito bem como alívio cômico do episódio, o que foi necessário em razão da ausência de Alison, que sempre cumpre bem esse papel (IMAGINEM UM ENCONTRO ENTRE AS DUAS! <3). A interação de Helena com o “broher sestra” Felix foi ótima, e o mesmo pode ser dito da interação entre ela e Arthur. Aliás, a cena toda da comilança da loira do cabelo bagunçado foi divertida, especialmente o momento no qual ela deixa Art ansioso por uma grande revelação e complementa dizendo que realmente gosta de rosquinhas. Impagável.

Mas apesar dos inúmeros momentos comicamente deliciosos, a melhor cena do episódio foi a que misturou toda a instabilidade e a fúria da Helena com a paciência e a aceitação da Sarah com a dominação e a esquisitice de Rachel. Sei que Art e Paul (uma parte importante e vistosa da cena, claro) estavam ali, mas no final das contas ela se resumiu à Tatiana Maslany dando show, mais uma vez.

Rachel deu mostras claras de que ser a “clone consciente” não faz muito bem para ela. Não foi dessa vez que soubemos o que aconteceu na viagem de Rachel e Paul para a Ásia, mas é evidente que a loira do cabelo comportado tem um trunfo contra o ex-militar. E agora que Daniel, seu monitor, está morto, é no novo empregado que a toda poderosa da Dyad pensa ter encontrado um novo supervisor. Mas é claro que ela não compraria o produto antes de testá-lo, correto? E foi isso que Rachel fez em uma das cenas de sexo mais esquisitas já exibidas nos seriados: testou Paul, avaliou cada pedaço do seu ser (inclusive os dentes, CREEPY). E manteve Paul submisso, afinal de contas, ela quer ter tudo sob controle.

Do outro lado da rua foi muito interessante ver Helena tentando voltar ao seu modus operandi e querendo resolver os problemas com tiros na testa. E não houve quem não ficou um pouco frustrado por não ter visto os miolos da clone mais vadia voando por aí. Mas Sarah, prudentemente, evitou que Helena riscasse mais uma clone da lista, em especial agora que Rachel e Paul conseguiram incriminar Felix (que nunca terá um encontro normal com o cara do necrotério, aparentemente). E no final das contas, não foi só a Helena que Manning fez chorar.

Orphan Black

Eu confesso que não esperava por isso, mas foi com Helena que encontramos maiores informações sobre o projeto LEDA. Aparentemente o cientista Duncan, pai de Rachel, não morreu no incêndio do laboratório. Assim, talvez o DNA original também não tenha perecido no incêndio (e aí uma cura para Cosima estaria mais próxima), e Duncan tenha sumido com ele para evitar que novas clones fossem feitas ou para esconder alguma outra coisa.

Aliás, deu para perceber que Leekie ficou surpreso – e um pouco apavorado – com a possibilidade de Duncan estar vivo. E por falar no médico, sempre achei que ele era uma espécie de vilão. Mas já não estou muito certa disso. O fato dele ter passado por cima das ordens de Rachel e ter dado seguimento ao tratamento de Cosima demonstra que ele tem uma ligação emocional muito grande com as clones. E quem sabe toda essa questão do monitoramento seja fruto – ainda que um meio esquisito – da preocupação dele com suas clones. O que nos leva a questionar o quão envolvido ele estava no projeto LEDA. Tem até gente imaginando que Leekie seria o “pai” das clones. Confesso que não faço ideia no que pensar, mas estou inclinada a achar que o Leekie tem, no fundo, boas intenções. E Cosima pode tirar proveito disso.

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Outro que me confunde é o Paul. Não faço ideia do porquê de tanta submissão à Dyad e à Rachel. Mas ainda acho que toda a lealdade e a devoção que ele mostrou à Sarah anteriormente não sumiram no espaço. Acho que o fato dele estar seguindo Sarah pode ser positivo, no final das contas. E que ele ainda vai se mostrar um bom aliado para Manning. E caso ele não se mostre… bem, Sarah sempre pode usar a Helena para resolver seus problemas, não?

Delphine teve um bom episódio, no qual achamos ela fofa e vibramos com o apoio que ela deu à Cosima. Então, por enquanto, seguimos crendo que ela é do bem. Espero que isso continue assim, porque Cophine é fofura extrema.

Finalizando a lista dos personagens que estão sob judice temos Cal. Uns dirão que se ele quisesse prejudicar Sarah e fazer o mal a Kira, já teria feito. Concordo. Mas qual a razão de tantas identidades diferentes? E porque Rachel já sabe de sua existência e de sua ligação com Kira? Será que Cal está mais vinculado aos militares e, em razão disso, talvez, ao projeto LEDA? O que me conforta é saber que Kira é bem esperta e sensitiva. Caso ela não confiasse no Daddy, já teria dado mostras disso. E a garotinha parece ficar bem confortável com ele. Então, só pagando para ver.

Os Proletheans apareceram menos nessa semana. Mas nem por isso foram menos assustadores. Além de descobrirmos que eles estão procurando por Helena, para que ele carregue o bebê inseminado, ficamos sabendo que Grace foi castigada por não querer falar sobre o que fez com Helena de uma forma bem peculiar… e aterrorizante. E para tudo ficar ainda mais esquisito, Mark resolveu demonstrar seu afeto pela garota – que será a mãe do “filho de Helena” se ela não retornar – beijando sua boca costurada. Alguém aí teve pesadelos?

No próximo episódio, acompanharemos a viagem de Helena e Sarah rumo ao passado. E tenho certeza que a busca delas acabará fazendo com que os seus caminhos se cruzem com os da Mrs. S. Caso eu esteja certa, creio que o encontro será explosivo. E mal posso esperar por ele.

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P.S.1: Se Duncan é o Swan Man, é ele o Zeus do projeto LEDA? Caso seja, seria ele o “pai” das clones, todas? Mais questionamentos.

P.S.2: Cosima sempre aparece, mas sempre aparece pouco. Tá na hora de mudar isso, acelerar esse plot dela, afinal de contas, chegamos na metade da temporada e Cosima merece mais.

P.S.3: Cosima imitando Aldous foi DEMAIS!

P.S.4: meathead? Não chame Helena assim, Sarah! <3

P.S.5: vamos todos abraças a Sarah, agora que ela descobriu que Cos está doente? </3

P.S. Eterno: Tatiana Maslany RAINHA!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. paty

    Amando cada vez mais esta série e amei o texto tbem…nao confio no pai da Kira,em breve a menina vai ver a verdade.

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