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[OPINIÃO] ‘A Gifted Man’: cativante, não hipnótica.

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Cena de A Gifted Man
A Gifted Man padeceu de, pelo menos, dois pecados. O primeiro, ter nascido na CBS. O segundo, não ter atingido a expectativa criada com o enredo anunciado pela rede.

A série deveria retratar os conflitos éticos e filosóficos com os quais Michel Holt (Patrick Wilson), um bem sucedido neurocirurgião de Nova York, passaria a conviver após o espírito de sua ex-esposa Anna (Jennifer Ehle), recém falecida, entrar em contato com ele. Depreende-se deste argumento algo como uma contraposição entre ciência e fé, racionalidade e espiritualidade, individualismo e solidariedade, etc, etc, etc e até mesmo, para os mais românticos, somado a tudo isso, a possibilidade do amor eterno.

Mas o que começou como promessa acabou em monotonia e decepção. Talvez como conseqüência da falta de expectativa gerada no decorrer da história.

Cena de A Gifted Man
A meu ver, os criadores da série optaram por evitar a discussão que propunham no início. Os conflitos anunciados foram se dissolvendo na linearidade dos problemas cotidianos, repetidos à exaustão. Os episódios pareciam cópias de si mesmos. Neste contexto, o personagem Anna e tudo o que ele podia representar, foi paulatinamente perdendo espaço, até se tornar apenas flashs eventuais. A ação passou a ser desenvolvida em torno da resolução dos problemas médicos que apareciam em ambas as clínicas nas quais o Dr. Holt atuava e através das relações interpessoais que aí se desenvolviam. Cá entre nós, isto ER já fez melhor.

Mesmo assim, A Gifted Man possuía certo encanto. Mas na CBS, para uma série sobreviver, é necessário que hipnotize a faixa certa de audiência. Por isso, apesar da média impressionante de 8,57 milhões de telespectadores, os seus parcos 1,3 pontos na demo (audiência entre 18-49 anos), não lhe deram uma nova chance.

Cena de A Gifted Man
Ao contrário de Person of Interest, que se recuperou ao longo da temporada, os índices de A Gifted Man permaneceram acanhados. Talvez como conseqüência da falta de expectativa gerada no decorrer da história. Um indicador desta situação pode ser o 13º episódio, quando a vida de Michel é ameaçada após depor a favor do réu em um caso de incêndio provocado. Neste episódio há uma certa tensão que foge da monotonia anterior. A conseqüência foi um aumento de quase 10% na audiência no episódio seguinte.

Infelizmente, para A Gifted Man e seus 8 milhões de fãs, era tarde demais.

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

2 Comments

  1. Thiago FLS

    O próprio Patrick Wilson ficou contente com o cancelamento de A Gifted Man, dizendo que a série “was not what I signed for” (ô expressão difícil de traduzir). Realmente, depois do ótimo piloto, a CBS simplesmente transformou a série numa versão aguada de House, com o protagonista resolvendo um caso médico complicado toda semana, e a ex-mulher fantasma dele foi praticamente esquecida. Parece que esse canal é incapaz de emplacar um drama que não seja um “procedural”.

  2. lucia Helena

    REALMENTE OS EPISODIOS ERAM MUITO FRAQUINHOS, MAS VALIA A PENA ASSISTIR SÓ PRA VER O BONITÃO PATRICK WILSON ATUANDO, UM PENA…

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