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Opinião

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Cena de Ellection Day - 1

Há duas leituras possíveis para o episódio 150 de The West Wing.

Na leitura romântica, ou histórica, dos saudosos fãs de Aaron Sorkin e Thomas Schlamme, o episódio deve ter sido frustrante. Não tivemos Bartlet (ele aparece apenas por um segundo na televisão), Toby (que tem se revelado um dos personagens mais queridos da série, sua ausência é sempre sentida) e não tivemos sequer uma cena no salão oval. Ah, ok, tivemos rala e rola com Josh e Donna e foi bonitinho, foi sexy, mas também sem aquela velha dinâmica de Josh e Donna (até compreensível diante das circunstâncias). Que episódio 150 foi este?

Mas do ponto de vista da proposta desta sétima temporada, no entanto, The West Wing fez um episódio brilhante.

Vocês, que lêem minhas resenhas no TeleSéries, já devem ter percebido que eu vivo, a cada análise, numa contínua e desesperada tentativa decifrar qual a fórmula, qual o esquema que rege The West Wing. Mas The West Wing é de fato tão sofisticada quanto a crítica prega, porque justamente foge dos esquemas e formatos com o qual enquadramos os outros shows. Mas eu não desisto. Na minha opinião, The West Wing, em seu tempo de glória, pode ser definida da seguinte forma: a mescla perfeita entre debate político e o desenvolvimento de relacionamentos no núcleo de poder. Que relacionamentos? Do Presidente e seu principal assistente, do Presidente e sua esposa, do Presidente e seu ajudante, do Sub-chefe da Casa Civil e sua secretária, da Assessora de Imprensa e os jornalistas (inclusive um pelo qual ela nutre uma paixão), do Chefe das Comunicações e seu principal redator de discursos, entre vários outros.

Eis que na sétima temporada, depois de um sexto ano de transição, a fórmula foi dinamitada. Nada disto mais é tão importante.

O debate político continua, mas os principais interlocutores são os dois adversários na corrida presidencial. E a Casa Branca nunca participou tão pouco do debate.

Os relacionamentos estão lá, mas não são mais o principal esquema da série.

Vocês já viram na Internet como os fãs listam os episódios de Lost? Eles classificam os episódios pelo flashback da semana. Assim, Collision é um “Ana Lucia episode” e What Kate Did é um “Kate episode”. Pois The West Wing também poderia ser classificada atualmente desta forma. Quer ver? Ellection Day é um episódio centrado sobretudo em Josh. The Wedding é um episódio Bartlet. Here Today e Welcome to Wherever You Are foram os episódios de Toby. Running Mates foi o episódio de Leo. Internal Displacement o episódio CJ. E, a maior parte dos demais episódios, em especial The Debate, foram episódios de Santos e/ou de Vinick.

The West Wing passou, nesta sétima temporada, a ser uma série sobre o desenvolvimento e a definição do destino de seus personagens. Poderia ser diferente, poderia ser como era antes, mas assim também está muito bom.

Quer uma prova? Eu estou completamente capturado pela série. Tudo que vejo na TV esta semana me cansa e só me deixa mais angustiado e ansioso. Mesmo Medium, mesmo The Closer, até mesmo estes episódios incríveis de Galactica!

Mal posso esperar até a próxima sexta-feira.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

7 Comments

  1. Daniela

    Também estou gostando mto dee TWW nessa sétima temporada, sempre fico com a aquele gostinho, rezando pra chegar a prox. sexta… Estou realizada com as cenas de josh e Donna, só espero que não fique por isso mesmo, ,só um rala e rola, seria mto decepcionante! O esquema ta mto, mto bom. Dá uma dor no coração toda vez que eu penso que é a ultima temporada… E eu gostaria de entender, de verdade, como, porque tanta gente odedia TWW. Não da pra entender isso. Sem duvida minha série preferida, é superior a qualquer outra… a diferença de qulidade é gritante.

  2. EBA! review de TWW! Obrigado Paulo, estava sedenta de um review. Concordo com vc em tudo e especialmente na questão do rumo desta 7ª temporada, a de dar um destino aos personagens post serie. Eu acho isto maravilhoso, me parece um cuidado especial dos produtores para com estes personagens tão bem construidos nos 6 anos anteriores e, especialmente para com os fãs (tá bom, esta é uma visão romântica da minha parte). Nem mesmo as 3ª f. com Galactica me deixa tão na expectativa quanto as 6ª f. com TWW. E olha que eu assito também as reprises de sábado, pois não me contento. Eu estou adorando a Donna, ela está mandando na situação sem pressionar o Josh.

  3. Thiago

    TWW não é nada popular, e muita gente odeia a série por acha-la muito ‘pró-americana’, erro q eu cometia até começar a assistir esse ano. Esse seriado é demais, cara. Os textos são inteligentes, e a politica mesmo lidada num âmbito de ficção, torna-se complatemente plausível.

    Não sou das antigas, então não terem sentimentos saudosistas pra me frustra do episódio 150. Pra um novo fã, gostei dele. Toda sexta-feira espeo ansioso prum episódio novo.. e é pena q logo agora q comecei a ver, a série tá acabando.

    E editor, sem o Aaron Sorkin (o fdp escrevida tudo!!!) claro q ia ter uma mudança de premissa. Pro bem, ou pro mal… e eu adoraria ver um governo Santos ou Vnick (não sei qm venceu, e espero q nao contem aqui)

  4. Renata

    Eu voto por um horario decente pras reprises de West Wing. 3x ER num dia eh muito!

  5. Marcio

    Editor, desde que houve a mudança no site, está sendo muito difícil o acesso ao site, pelo menos para mim. Demora muito para carregar, isso quando carrega. Outro dia,quando fui comprar o box de Lost, tentei entrar para comprar pelo link no site, mas ele não abriu e acabei desistindo e comprando direto pelo site.
    Não sei se o problema é só comigo.

    Abraços,

    Marcio.

  6. Luciano

    Paulo,

    Vc não vai fazer nenhum comentario, sobre os dois ultimos episodios…q foram antologicos.

    Abraços.

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