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O que esperar da segunda temporada de ‘Person of Interest’

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A queridinha da audiência da última temporada, Person of Interest volta amanhã, dia 26/09, para sua segunda temporada, nos EUA. Como sabemos que a ansiedade dos fãs é muita, resolvemos dar uma ajudinha e relembrar o que aconteceu na temporada de estréia da série – confira aqui o balanço de temporada – e antecipar o que vem por aí.

Em Contingency, primeiro episódio desta segunda temporada, Reese, além de procurar por Finch, que, no final da temporada passada, foi raptado por Root, tem que lidar com um novo CPF, já que a “máquina” nunca para. Carter e Fusco irão se juntar a ele na busca por Finch. O episódio foi descrito por Greg Plageman, um dos produtores da série, como uma verdadeira montanha-russa, em referência ao nível de ação que se poderá ver na história, que contará ainda com a participação de Ken Leung, companheiro de Michael Emerson em Lost.

Person of Interest é o resultado de um casamento perfeito: a criatividade de J. J. Abrams, um mago da produção de  histórias originais; e a perfeição dos roteiros de Jonathan Nolan, observável em cada detalhe com que ele constrói um único episódio ou nas inter-relações que estabelece entre um episódio e outro, conduzindo a desfechos surpreendentes.

Witness é um bom exemplo desta qualidade impagável dos roteiros de Nolan. No sétimo episódio da série, a máfia russa, a polícia e Elias (que pretende assumir o crime organizado em Nova York), tentam encontrar Charlie Burton, professor de história e suposta testemunha de uma execução. Charlie é também a pessoa que Reese tem que proteger. A chave do episódio é a figura de Elias: filho ilegítimo de um dos líderes da máfia, que busca se vingar do pai, que o rejeitou. No final do episódio,  é revelado que Charlie Burton é, na verdade, Elias, e Reese se auto-recrimina por ter salvado a vida de uma pessoa que, supostamente, pode vir a colocar muitas outras em perigo. Mas, o mais relevante é que, no decorrer do episódio, Nolan nos deu pistas de que Charlie era Elias: primeiro quando este faz referência aos diversos lares adotivos por que passara, depois, quando ficamos sabendo que indicara O Conde de Monte Cristo como leitura obrigatória para seus alunos.

É nos detalhes e na paciência com que constrói uma boa história que reside a marca de Jonathan Nolan. Porque aqui os detalhes são pura sedução: eles não revelam, insinuam. E de tal forma que, no final, ou você tem aquela sensação de um vazio no estômago, tamanha a surpresa, ou a impagável satisfação de dizer “eu tinha certeza … !”.

Toda a primeira temporada foi um entrelaçamento de quatro grandes arcos: a perseguição da CIA e do FBI a Reese; a formação e o desmantelamento do RH (grupo de policiais corruptos); a ascenção e a prisão de Elias e a ameaça representada por Root. Junte-se a isso a construção da identidade dos personagens principais: de Reese e Finch através de flashbacks, de Carter e Fusco, à medida que se envolviam com os dois primeiros, e todos os seus 23 episódios, sem excessão, serão indispensáveis.

O que esperar da segunda temporada?

Os mistérios em torno da suposta máquina que revela os CFPs, ainda não se esgotaram; a morte de Nathan, amigo de Finch, não foi explicada; ouso dizer que ainda veremos Elias mais uma vez. Isso somente se nos ativermos ao que sobrou da primeira temporada. Se somarmos a incrível capacidade de Jonathan Nolan de retirar sucessivos coelhos da cartola, sem perder o fio da história, as expectativas podem atingir a extratosfera.

Um desses possíveis coelhos retirados da cartola, pode ser o personagem de Julian Sands (24, Smallville), descrito como um diabólico inimigo de Reese. Ou a revelação de mais uma trama, paralela ao relacionamento de Finch e Grace (Carrie Preston, noiva de Finch na série, esposa de Michael Emerson na vida real), já que se sabe que pelo menos um dos episódios será dedicado ao relacionamento dos dois.

Enfim, agora é acompanhar a segunda temporada e nos deliciarmos com as histórias incríveis criadas por Nolan. E não esqueçam de passar no TeleSérie para conferir as reviews dos episódios. Esperamos vocês.

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

2 Comments

  1. Pingback: Person of Interest, série de J.J. Abrams e Jonathan Nolan « telaefolha

  2. Maria Regina

    Depois de ler o que voce tão bem escreveu, fiquei mais ansiosa ainda com a chegada da segunda temporada.

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