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O que esperar da 2ª temporada de ‘Orange is the New Black’

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No próximo dia 6 a longa espera pela continuação de Orange is the New Black chegará ao fim, já que a segunda temporada da série será disponibilizada no serviço de TV por internet.

E a Netflix Brasil convidou o TeleSéries para assistir antecipadamente os dois primeiros episódios da temporada, para que pudéssemos dar uma opinião sobre ela. Eu representei o site e posso dizer que AMEI o que vi, por uma série de razões. Vou tentar descrevê-las sem dar muito spoiler sobre a trama. Afinal de contas, quero que vocês tenham o mesmo efeito que eu ao assistir o retorno da série (falarei sobre a temporada, em um balanço, quando ela for disponibilizada. Aí sim com detalhes do enredo).

A essência de Orange is the New Black, os elementos que fizeram dela uma das sensações do mundo dos seriados, estão na segunda temporada. Mas nem tudo será igual, e os dois primeiros capítulos mostraram isso muito bem.

O foco, em um primeiro momento (e como não poderia deixar de ser), é em Piper. E acompanhamos uma atormentada protagonista através de uma jornada sem um final definido, em uma grande sacada da equipe criativa de Orange is the New Black. As informações sonegadas à Piper (para onde ela está sendo levada e qual o destino de Pennsatucky) também são escondidas do espectador, o que tem um efeito interessante: a ansiedade e o temor de Piper passam a ser nossos. E é impossível não se reconectar imediatamente com a história.

Não pensem que a ausência de solução imediata aos ganchos (Pennsatucky viva-ou-morta e a situação romântica de Piper) frustra ou enfurece. Pelo contrário: a adição de novos elementos funciona muito bem, tão bem que aceitamos ver o seu desenrolar antes de saciar nossa curiosidade.

Quando finalmente descobrimos para onde Piper foi levada, se ela virou uma assassina ou não e vemos mais um rosto conhecido na multidão, novos elementos são adicionados à trama. E por mais que eles tragam calmaria em um primeiro momento, acabamos o primeiro episódio com um gosto agridoce na boca. Um novo mundo de possibilidades é criado, e ficamos ansiosos para vê-las sendo testadas na tela.

E o segundo episódio, ousada e acertadamente, nada faz com relação ao término do seu antecessor. Mas isso não faz diferença alguma. Porque voltar para Litchfield é como voltar para casa. E reencontrar as personagens que aprendemos a amar é como sentar para tomar um chocolate quente com as amigas: aquece o coração e diverte a alma.

Em mais uma decisão ousada da equipe criativa da série, a “história do passado” contada no episódio não é da Crazy Eyes (que aparece pouco, mas bem). É outra a protagonista da semana, e ela ganha ainda mais espaço nos nossos corações. Mais: através do background do episódio Orange is the New Black nos relembra que nada é unidimensional no seu universo, e que julgamentos precipitados costumeiramente estão equivocados.

Além de rever velhas amigas, reencontramos também algumas “pedras no sapato”, que demonstraram que as coisas tem potencial para ficarem bem duras nos corredores de Litchfield. Mas ainda ficou faltando o reencontro com outras companheiras de cela e com alguns supervisores. Além disso, temos um pequeno encontro com uma nova detenta, com potencial para dar uma sacudida nas coisas, o que só faz com que a expectativa pelo dia 6 de junho aumente.

A trilha sonora da série continua uma delicinha, alternando momentos de drama com outros de uma comédia não óbvia e revigorante. A fotografia segue linda e a direção competente. E merece destaque a atuação de Taylor Schilling, que a cada episódio defende com mais competência uma protagonista multidimensional, cheia de nuances e pela qual sempre nos reapaixonamos.

Com base nessas primeiras impressões que fiquei da temporada, ouso afirmar que ela será ainda mais ousada do que a anterior. E vai aprofundar ainda mais o material humano, dando cada vez mais ênfase pros dramas pessoais das detentas, o que é, de certa forma, natural, eis que já conhecemos as personagens.

Ah, e para quem está se perguntando sobre a presença de uma certa ex-traficante de drogas nos primeiros episódios da nova temporada, eu só digo uma coisa: são tempos difíceis para os shippers. O significado disso? Descubram quando 6 de junho chegar. ;)

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

6 Comments

  1. Alexandra

    acabei de assistir o 1X13. Parabén pelo texto, Mariela. Muito gostoso de ler.

  2. Simone

    ” já que a segunda temporada da série serão disponibilizados no serviço de TV por internet.” Quase desisti de ler depois desse erro de concordância no início do texto!

    Ainda bem que continuei, porque o texto é ótimo.
    Mas um pouco mais de cuidado não vai fazer mal algum…

  3. pedroluiz02

    a grande protagonista dessa temporada é a Nick; o resto promete, promete ,e não cumpre

  4. Mariela Assmann

    Realmente, mancada minha! Obrigada por avisar. Substituí um pedaço da frase e acabei esquecendo de trocar o resto. Agora tá bonitinho ;)

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