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Reviews

Nashville – I Can’t Help It (If I’m Still In Love With You) e Someday You’ll Call My Name

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Série: Nashville
Episódios: I Can’t Help It (If I’m Still In Love With You) e Someday You’ll Call My Name
Nº do Episódio: 1x03 e 1x04
Exibição nos EUA: 17 e 24/10/2012
72.5
3.6
2

De onde vem a sua música? Da dor por ter perdido um grande amor? Da relação complicada com a família? Da esperança por dias melhores? Da paixão proibida ou daquela que não queremos perder? A música deve vir de algum lugar. O segundo e o terceiro capítulo de Nashville mostraram a história por trás da música de Rayna e Juliette.

Entrar na alma de uma estrela country é perigoso. Uma tormenta pronta para te sugar até a última gota, para depois, descarregar tudo em forma de tempestade. É intenso.  Rayna é intensa, Juliette também. O que parecia ser apenas uma briga de egos começa a tomar uma forma menos superficial. O que faz a cantora mais velha se pegar tanto a carreira? Lutar tanto para que ela não se acabe. Todos sabemos que nada é para sempre, mas mesmo assim, algumas coisas são difíceis de deixar para trás. Um carreira é difícil de deixar para trás, mas quando se tem uma boa família, filhos, e opções, o que é importante passa a ser menos, de certo modo.

Mas no caso da Rayna, isso é mais do que a vida para ela. É a luta pela por independência. Algo que agora está ameaçado por causa do mal desempenho do seu último disco. O que ela pode fazer? Juntar-se a estrela em ascensão, sucumbir a pressão do pai ou buscar todas as alternativas possíveis.

Uma dessas alternativas, é fazer uma turnê menos audaciosa, com o antigo parceiro de música, com quem Rayna teve um pequeno romance no passado. Estar junto, significa confusão amorosa. Mas o publico adoraria vê-los no palco. A apresentação dos dois em I Can’t Help (If I’m Still In Love With You) foi de cortar o coração. A música e letra confessaram o que os dois não queria ouvir. Voltar ao passado pode ser doloroso.

Do outro lado do palco, está Juliette. A cantora quer Deacon gravando com ela, no palco com ela, na cama com ela. Quer tudo o que Rayna teve, tem. A ambição da nova estrela é mais ou menos explicada no terceiro episódio. Vamos mais a fundo na questão do “eu quero ser a garota escolhida de vez enquanto”.

Parece que tudo o que ela é agora, é um reflexo do seu passado pobre e conturbado. Quando sua mãe preferiu às drogas do que a própria filha. Mas será que isso justifica a atitude piranhuda dela? Bom… acho que não. A carência não é para tanto. Mas o fato é que ela quer tudo, e vai fazer de tudo para ter o que quer. Devo apenas pontuar, que Juju não chega a ser ruim. Ela não é uma vilã de novela mexicana que trama 24 horas por dia o mal dos outros. A ambição é seu combustível, a sedução é sua arma, mas os meios não justificam o fim, e por isso, eu não acho que ela será capaz de “sacanear” ninguém.

No meio dessas duas, está o cowboy Deacon. Vou chamá-lo de cowboy, porque ainda não decorei o nome dele.  Enfim, o cowboy tá pulando nos dois currais. Sendo que o da Rayna é um pasto antigo… ok, vou acabar com as analogias do campo por aqui. Ainda não consegui simpatizar com o gajo. Uma hora morre de amores pela Rainha Majestade  Rayna e outra hora cai na cama da piriguete. Isso não é certo! Sei apenas que o coração dele é atormentado, por não ter sido o parceiro escolhido pela parceira de palco.

Não vou negar que adoro a música Undermine que a dupla Deacon e Juliette gravou.

Aliás, achei um pouco forçado essa história do pai da Rayna não apoiar a filha por causa do caso de sua finada esposa com um cantor. A situação reflete bastante na própria vida da cantora, que já se dividiu entre o marido e Deacon, mas mesmo assim, cada um tem sua vida, nada justifica um pai tão rancoroso. Quem sabe aí tem mais coisas por trás? Como talvez, Rayna sendo filha do caso extraconjugal da mama. Teorias, apenas.

O que é certo mesmo é o casal Civil War. Scarllet e Gunner. Eles são tão lindos juntos. A música deles é realmente preciosa, quente, envolvente. Mas o triangulo amoroso entre a dupla e o roqueiro, bom…. acho que não vai rolar. Ainda mais depois do Someday You’ll Call My Name, é visível que a menina é muito inocente e apaixonada pelo namorado. Aliás, aquela cena final, a música, o clima no estúdio, foi um ménage musical.

Mas se tem algo que me prende a série é o talento musical de todos os envolvidos na produção. Quando sair a trilha sonora, eu quero um CD para mim. A música da Juliette, que as filhas dela cantaram, é bem contagiante. Assim como as garotas, que arrasaram na apresentação. Fico com um pouco de dó toda vez que as meninas tietam a estrelinha country, mas Rayna e o marido estavam babando nas filhas, não deu tempo para a rivalidade.

A única coisa que não me interessa em Nashville é a campanha do marido da Rayna.  Talvez no futuro isso seja relevante.

Agora, momento bomba do episódio! Mama Barnes volta para casa após ser pega roubando por aí! Filha Barnes sai para espairecer e é pega roubando por aí. Tal mãe, tal filha? Só sei que começo a ver como Juliette vai precisar de Rayna para segurar sua carreira.

Bom, vamos lá. Será que as duas cantoras vão sair em turnê juntas ou vão sair no tapa no próximo episódio? Fiquei com cenas do próximo capítulo:

 

Torcida para que Nashville melhore na audiência, já estou viciada na série.

Séries citadas:

30 anos, é formada em jornalismo pela Unesp e em Letras Inglês e Literaturas pela UFRN. No "TeleSéries", já foi colaboradora e editora de Notícias, agora é Editora de Conteúdo e escreve a coluna mensal "Sintonia". Já passou pelo Vírgula e pela Rede BomDia, do DIário de S. Paulo. No tempo livre, vê Bones, Hot in Cleveland, It's Always Sunny in Philadelphia, entre muitas outras séries. Fã do Clark Kent e música country.

Website: http://naliteral.blogspot.com.br/

4 Comments

  1. Liv

    Estou adorando a série, mas não consigo gostar da Rayna. Ela fica em cima do muro e prejudica todo mundo. Já Julliette, não acho que seja má, apenas ambiciosa. E é inegável a química entre Deacon e Juliette, maior que Deacon e Rayna. É gostoso ver os dois juntos.

    Scarlett é uma das minhas personagens favoritas, e achei fofo que o namorado tenha tentado apoiá-la, mas obviamente ficou mordido de inveja no estúdio e o apoio não vai durar.

    Também não me interessei nem um pouco pela campanha política ou pela familia de Rayna. A industria da música já dá histórias suficiente e a subtrama dos “ricos e poderosos” quebra o ritmo da série.

  2. Gabi Assmann

    Sou team Rayna forever. Estou louca para que o vídeo vaze e a Juliette que precise da Rayna para segurar a carreira. Não consigo gostar dela, acho ambiciosa e ruim, por mais que a mãe tenha magoado ela. E o Deacon me irrita quando dorme com a Juliette. Aff

  3. Paullo Kidmann

    Eu gosto do Deacon, tipo ele ama sim a Rayna mas não é por isso que ele não tem direito de ficar com ninguém né afinal a Rayna é casada e tem a familia dela, o que eu não gosto é do fato dele está com a Juliette #Fato! Deus do céu não tem quem me faça engolir a Scarlett oh mulherzinha chata! Não gosto tbm do marido da Rayna e nem do Pai dela. kkkkkk Bom essa série é tudo de bom e espero muito que seja renovada

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