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Opinião

Mad Men, um ilustre desconhecido

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Elenco de Mad Men

A divulgação da lista de indicados ao Golden Globe, prêmio distribuído anualmente pela Hollywood Foreign Press Association (HFPA) para os melhores do ano em TV e cinema, trouxe vários nomes conhecidos pelo público brasileiro nas categorias de séries: as veteranas House, Grey’s Anatomy, Entourage e Extras dividem espaço com séries mais novas como Big Love, The Tudors, 30 Rock e Samantha Who?. Somam-se a elas Dexter, Californication e Ugly Betty, que além de conhecidas, são resenhadas semanalmente aqui no TeleSéries. Finalmente, Pushing Daisies está programada para estrear na Warner no ano que vem, e Damages é um sucesso de boca-a-boca entre os que preferem assistir suas séries por meios, digamos assim, “não-convencionais”, graças a um elenco de peso encabeçado por ninguém menos que Glenn Close. Com tantos nomes familiares nesta lista, fica fácil ignorar a semi-desconhecida Mad Men no meio das indicações deste ano: entre os mais de 50 comentários em nosso post sobre as indicações ao GG, a série foi citada umas cinco vezes, e em algumas delas, somente para protestar por sua inclusão na lista em detrimento a alguma outra série mais conhecida.

Mas afinal de contas, você deve estar se perguntando, que catzo vem a ser essa tal de Mad Men, e por que eu deveria me importar em descobrir? A resposta é simples: Mad Men é a série que vai ganhar o Golden Globe de Melhor Série Dramática no próximo dia 13 de janeiro. Ou então de Melhor Ator em Série Dramática. Mas eu não me surpreenderei se levar estes dois prêmios ao mesmo tempo.

Mad Men é a primeira incursão da pequena emissora AMC, conhecida por exibir filmes antigos e algumas minisséries próprias (como a multi-premiada Broken Trail, vencedora de quatro Emmys e um Director’s Guild, entre outros), no mundo das séries de TV. É um projeto pessoal de longa data de Matthew Weiner, um dos produtores de Família Soprano: reza a lenda que David Chase, o criador da série, somente contratou Weiner para juntar-se à sua equipe de roteiristas após ter lido e se apaixonado pelo roteiro do piloto de Mad Men. E que quando Família Soprano filmava sua última temporada, Chase recomendou este projeto para a HBO para preencher a vaga deixada por sua série sobre a Máfia. O final da história é que a HBO não se interessou, e passou o projeto adiante; já a AMC resolveu apostar nesta produção, talvez por causa do nome de Weiner, talvez por causa da ambientação de época, ou talvez por causa de uma mistura de ambos.

O título é um jogo de palavras: “ad men” é o termo em inglês para “publicitários” (“ad” de “advertising”, ou seja, “publicidade”); “Mad” vem de Madison Avenue, o centro da publicidade mundial; “Mad Men” é como os profissionais de publicidade da Madison Avenue se chamavam entre si. A série se passa no mundo da publicidade americana dos anos 60, e ao retratar o microcosmo da época dourada deste mercado, reflete também as profundas transformações ocorridas na sociedade americana a partir dos acontecimentos daquele ano, transformações essas que não demoraram a se espalhar pelo mundo ocidental como um todo e que são origens da realidade em que hoje vivemos. Fatos como a eleição de Kennedy, o sucesso de Elvis Presley e a popularização da pílula anti-concepcional são testemunhados pelos personagens da série, e é curioso ver suas reações em um período de transformações tão profundas que poucos deles percebiam como tal em toda a sua magnitude.

(É interessante, porém meio perturbador, assistir principalmente os primeiros três episódios: pessoas fumando em qualquer lugar, inclusive à mesa e no consultório médico; crianças andando de carro sem cinto de segurança; crianças brincando com sacos plásticos e sendo advertidas não por quase morrerem sufocadas, mas sim por terem estragado a embalagem do tintureiro; mulheres sendo assediadas publicamente no ambiente de trabalho, com se isso fosse a coisa mais normal do mundo… Você se sente como Sam Tyler, de Life on Mars: em outro planeta. Algumas pessoas criticam a série por este “exagero”, mas eu acho um de seus diferenciais positivos: ao mostrar o mundo como ele era há pouco menos de 50 anos e forçar o espectador a vivenciá-lo, você acaba por compreender melhor todas as ações futuras dos personagens, e a apreciar a evolução pelas quais eles passam, porque muitas delas seriam imperceptíveis sem esta “viagem ao passado”).

Além disso, a série se destaca pela qualidade primorosa de seus roteiros (não à toa, Mad Men teve três indicações neste ano para o prêmio do sindicato dos roteiristas, mais do que qualquer outra série dramática conseguiu, e apenas uma a menos que The Office, campeã de nominações). O que, de certa forma, já era de se esperar: com uma equipe de roteiristas liderada por ninguém menos que Matthew Weiner, o público e a crítica esperavam por nada menos que a mesma qualidade de Sopranos. E Mad Men não desaponta neste quesito: para cada dez textos da mídia especializada comparando as duas séries (o que era inevitável acontecer), pelo menos nove consideram Mad Men um sucessor à altura. Nada mal ser colocada no mesmo nível em que uma das maiores séries da história da televisão mundial, não? O próprio Weiner não consegue fugir das comparações, como nesta entrevista:

Don (o personagem principal) não mata ninguém — ao menos não com suas mãos. Mas ele “apaga” as pessoas do seu modo, através da publicidade, como quando trama para despedir um rival mais jovem.

Adicione a tudo isso um elenco afiado, uma reconstituição de época de cair o queixo de tão bem feita e atenta a detalhes, e um retrato acurado do mundo da publicidade (falo por experiência própria), e é fácil entender por que esta série conquistou em peso a crítica especializada. As indicações ao Golden Globe, ao Satellite e ao sindicato dos roteiristas, combinadas com a presença maciça nas listas de melhores do ano de quase todos os críticos de TV consagrados dos EUA é só o início. Esperem uma consagração ainda maior no futuro, porque a jornada de Mad Men está apenas começando.

Mas enfim, eu propus este texto ao editor do site não apenas para apresentar a série àqueles que ainda não a conheciam, e para dar água na boca daqueles que gostam deste tipo de história. (Porque Mad Men, acredite, é como um vinho bom: é um hábito adquirido, você começa a assistir sem compromisso, mas não entende por que tanto burburinho a respeito; daqui a pouco se pega pensando nela horas ou dias depois, ela vai crescendo na revisão, e quando menos espera, f*deu: você está fisgado). Não, eu fiz este texto para explicar para você por que eu acredito que Mad Men vai levar ao menos um dos prêmios aos quais concorre no Golden Globe deste ano, se não os dois. E eu acredito nisso desde setembro, mais ou menos, quando eu estava assistindo o oitavo episódio da série, e a season finale ainda nem tinha ido ao ar nos EUA. Veja bem, não eu não disse “eu quero um Golden Globe para a série”, nem “eu torço para um Golden Globe para a série”; eu disse “a série vai ganhar um Golden Globe, no mínimo”.

E por que eu tenho esta certeza? Porque Mad Men é a típica série premiada pelo Golden Globe, e para entender este raciocínio, você tem que saber como a HFPA pensa. Primeiro: a HFPA gosta de premiar séries novas, mas não “qualquer” série nova, e sim aquelas que vêm como que de lugar nenhum e subitamente viram moda entre os formadores de opinião. Pense em Ugly Betty, Desperate Housewives, Nip/Tuck e mesmo Família Soprano: o Golden Globe foi o primeiro prêmio relevante a reconhecê-las. Porque a HFPA gosta de pensar em si própria como uma formadora de opiniões, uma lançadora de tendências, especialmente nos seus prêmios de TV. É como se eles gostassem de dizer “nós conhecemos a série X primeiro, nós a escolhemos antes de todo mundo”. O grande momento na vida da HFPA é quando eles podem se dar ao luxo de “descobrir” um Ricky Gervais (como fizeram há seis anos). E é por isso que os novatos, os que estão em suas primeiras, talvez segundas temporadas, são os favoritos naturais para qualquer categoria de TV no Golden Globe. E neste quesito, Mad Men, queridinha da crítica, é uma das séries com maiores chances este ano.

Além disso, a HFPA gosta de obras com “gravitas”, que não apenas sejam importantes, mas que “pareçam” importantes. Uma característica entre boa parte dos vencedores anteriores das categorias de Drama (sejam séries ou filmes) é o escopo épico, às vezes trágico de suas histórias, e a presença de um certo comentário social embutido na narrativa. Também neste aspecto, Mad Men é uma das favoritas para levar o caneco para casa: ambientada no passado, ela é mais um comentário, uma crônica de costumes sobre os dias atuais do que muitas séries contemporâneas na TV americana. (E ter o nome de um dos antigos produtores de Família Soprano como criador da série ajuda bastante).

Um terceiro aspecto que tem forte apelo junto a HFPA é justamente este: eles adoram obras “de época”, porque nelas os valores de produção (direção de arte, trilha sonora, figurinos, etc) são mais “visíveis”. É como se eles gostassem de ter certeza que seu prêmio não foi desperdiçado, sabe? Não que eles só premiem séries e filmes de época ou de fantasia, é claro, mas na dúvida entre dois candidatos parecidos, um espartilho ou um chapéu no meio da história podem servir como fiéis da balança. E este é outro aspecto que joga a favor da série na corrida para o Golden Globe.

E o quarto motivo que me faz acreditar que Mad Men tem a faca e o queijo na mão para sair consagrada da festa do dia 13 de janeiro se chama Jon Hamm. Na verdade, quando eu comecei a ver a série como uma indicada ao Golden Globe lá setembro, eu tinha as minhas dúvidas sobre a real possibilidade de sua vitória este ano por causa do curto alcance de público que a série teve durante sua primeira temporada; mas então eu tive uma luz e disse a mim mesma: “se Jon Hamm for indicado também, isso significa que um dos dois prêmios será da série”. E por que eu me convenci disto? Simplesmente porque, quem é Jon Hamm? Sério, quem é esse cara? Você já tinha ouvido falar dele antes? Eu nunca. Procurei o nome dele no IMDb e achei umas participações em umas séries aleatórias, uns filmes que eu provavelmente nunca vou assistir, e só. E a HFPA, aprenda isso, é uma das maiores “celebrities whore” que existe no mercado. Eles simplesmente VENERAM suas celebridades, deixam de indicar vários atores que deram verdadeiros shows em diversos papéis no cinema e na TV simplesmente para colocar uma celebridade qualquer na lista de indicados. (Um exemplo do que eu estou falando pode ser visto na lista de indicados para o cinema deste ano: eles deixaram de indicar Hal Holbrook, um tiozinho que vem sido considerado como uma das melhores coisas do filme Into the Wild e dado com aposta certa para uma indicação ao Oscar de ator coadjuvante deste ano, para indicar John Travolta por Hairspray somente porque ele é… bem… John Travolta). E se a HFPA (eu pensei cá comigo) for capaz de indicar um zé-ninguém do mundo das celebridades como Jon Hamm na concorrida categoria de Melhor Ator, é sinal de que eles gostam MUITO de Mad Men. E foi o que aconteceu.

Aliás, falando em Jon Hamm, ele é bom demais como o protagonista de Mad Men. Não, não, deixe-me corrigir isto: ele é BOM demais, com caps lock. Ele é provavelmente a grande revelação da TV no ano que passou: se destaca em meio a um elenco talentosíssimo, e às vezes diz mais em um olhar do que muitos atores diriam em páginas e páginas de roteiro. E com tudo isso, se estabelece como o grande azarão da categoria. A concorrência ajuda: Bill Paxton e Jonathan Rhys Meyers são os “estou contente em ter sido indicado, é sempre bom ver seu trabalho reconhecido” desta categoria, e Hugh Laurie dificilmente levará TRÊS Globes seguidos (até porque o Golden Globe não é o Emmy: às vezes eles premiam alguém duas vezes quando eles REALMENTE gostam dele, mas três vezes é inédito na história contemporânea da premiação). Ficam então, a meu ver, Michael C. Hall como o favorito, e Hamm como o azarão. Por um lado, Hall foi esnobado pelo Emmy (o que o ajuda); por outro, ele foi esnobado também pelo Golden Globe, que o indicou no ano passado, mas não lhe premiou (o que o atrapalha). Se Hall for percebido não como um injustiçado, mas como “old news” pela HFPA, Hamm tem tudo para levar o prêmio.

Então, meus amigos, a probabilidade de Mad Men levar ao menos um destes prêmios para casa é bem alta. E isto acontecendo (como eu acredito que vai acontecer), o burburinho da mídia especializada no dia seguinte será enlouquecedor, especialmente aqui no Brasil, onde a série ainda é uma ilustre desconhecida. Com certeza, você vai ler por aí sobre “grande surpresa” no(s) resultado(s) da(s) categoria(s); mas você, leitor antenado do TeleSéries, vai poder dizer “nah, eu já sabia, a Fer já tinha dito isso há um mês”.

Ou então vai poder passar um ano inteiro pegando no meu pé por causa da minha incrível falta de visão.

Séries citadas:

é jornalista, professora de inglês e autora do blog Moda Fora de Moda. Fã de The Closer, The Office e How I Met your Mother, e viúva inconsolável de Arrested Development e Lost. Tem um gato chamado Tony Soprano.

45 Comments

  1. Fer Funchal

    hahaha, tá bom, Ju.

    bom, tá aqui o texto. quem tá na chuva é pra se queimar. o pior que pode acontecer é eu estar errada e agüentar gozações do povo a partir do dia 14 de janeiro… ;-)

  2. André

    parabéns pelo artigo fer, Mad Men é mesmo ótima (e vc escreve bem pra c…)

  3. Fernando

    A HBO passou uma vinheta com as séries de 2008 e parece (porque a chamada passa muito rápido!)que vi Mad Men entre elas. Alguém aí sabe de algo a respeito?

  4. Lucas "Gandalf" Leal

    é eu ainda sou da opinião que o Hall merece ganhar…realmente é um cara injustiçado!
    vamos ver o que acontece…
    de resto texto maravilhoso, só queria fazer uma correção Big Love não é das ‘novas’ afinal já tem duas temporadas, a segunda teve seu finale exibido em agosto!!!e está indo para a terceira…então não acho que seja ‘nova’
    além disso a série conta agora com duas indicações pro Paxton, e acho que ele junto com o Hall são os favoritos pq de certa forma ele tb é um injustiçado, apesar de achar que ele acaba se enquadrando mais no ‘old news’ como vc bem citou hehehe, só não acho que ele é da catogoria ‘contente por ter sido indicado’
    bom talvez minha opinião esteja afetada por gostar muito de Big Love…mas enfim é isso hehehe

  5. Marília

    Assisti aos três primeiros episódios de Mad Men e abandonei a série, não sei pq já que tenho meus guilty pleasures. O fato é que a produção é caprichadíssima, mas não sei porque a história não me fisgou. Talvez depois de ler um texto tão apaixonado eu aproveite a greve e volte a assistir a série.
    E como disse o André você realmente escreve muito bem.

  6. Mônica

    Nossa, Fer, você me deixou com água na boca. Tomara que a série venha mesmo pra cá. Mas se vier vai ser pela HBO? Eu não tenho HBO. Snif..

    E como já disseram , você escreve muito bem.

  7. Lucas Garcia

    A série é maravilhosa, assim como seu texto Fer.
    E faço coro, Mad Men tem que ganhar esse Globo de Ouro, pois para mim é a melhor das indicadas, agora em atuação, creio que C. Hall ganhe, mas Jon Hamm merece e muito. Só fiquei triste pela não indicação de january Jones (sete indicadas? oito não faria diferença :P) e a Elisabeth Moss nas coadjuvantes, sei que to querendo demais, mas é isso…

  8. Fer Funchal

    pô, achei que ia ter várias mensagens me xingando e chamando de louca por dizer que MM vai levar o ouro esse ano… meu futuro como Diogo Mainardi do site terminou antes mesmo de começar :-P

    ;-)

    mas enfim, que não fique dúvida, Michael Hall É o favorito da categoria. é a aposta lógica, é o cara que deveria preparar o discurso de agradecimento com antecedência, é a vitória do consenso. só que eu não descarto o Hamm como azarão, não, numa vitória à la Ricky Gervais. tudo depende do poder de Don Draper com a HFPA.

  9. Fer Funchal

    ah, sim, em tempo: eu adoro a série, acho uma das melhores coisas que eu assisti esse ano, mas isso não interfere na minha previsão de que a série leva o caneco. eu acredito que MM é favorito porque a análise dos fatores me leva a esta resposta; por acaso, também é uma série que eu curto muito.

    só pra comparar, eu acho que Glenn Close é uma das três apostas mais certas da noite (cinema e TV; as outras duas são Sweeney Todd para Filme/Musical e Juno para roteiro) — e eu odeio aquela seriezinha pela qual ela concorre. mas vai ganhar, todos os fatores apontam para isso.

  10. Silvia_05

    Tô gostando da série, mas não dá prá por na mesma balança Hamm e Hall. O primeiro só leva a premiação graças a sua beleza. Ele até convence na pele de Don Draper, mas porque é LINDÃO. O personagem não é tão denso quanto Dexter. O que dizer de um serial killer, com uma regra que só a ele satisfaz,e ainda assim a gente fica torcendo pro cara? Como a academia resiste premiar um “outlaw”, pode ser que Hamm leve a taça. Tava faltando um bom-moço prá admirar.

    E tem mais: esses anos 60, com todas as mudanças de comportamento e políticas da época, os americanos adoram.

  11. Michel Arouca

    Lindo texto Fer, parabéns mesmo! Eu ainda estou no comecinho da temporada e fui assistir sem saber nada sobre a série…no segundo episódio eu pensei “essa série é a cara da HBO” só depois eu fui dar uma pesquisa e fiquei sabendo eles nao quiseram produzir a série (como vc disse no texto). Sorte da AMC.
    Abraçao

    http://www.seriemaniacos.wordpress.com/

  12. Rubens

    Fer, futuro como Diogo Mainardi do site é sonho… Para voce ser devidamente safaneada por muita gente, primeiramente seria necessario que MUITA gente tivesse baixado Mad Men e nao tivesse gostado (como a Marilia). Entretanto ja é dificil imaginar que muita gente tenha baixado Mad Men ou sequer saiba do que se trata, quanto mais… :-P Series que poucos viram, pouco gera burburinho.

    Eu vou tentar baixar e assistir, mas com 200 pés atrás, porque vocês tambem gostam e elogiam 30 Rock, Studio 60, Uggly Betty… e eu acho uma pior que a outra. Mas tambem gostam de Dexter, House, Pushing Daisies, Psych, e essas eu acho sensacionais. Entao fica dificil saber em que categoria Mad Men se encaixa. So assistindo mesmo pra descobrir.

  13. Paulo Antunes

    Fer, eu recebi 80 gozações quando em 2006 apostei na vitória de Grey´s sobre 24 Horas. Até hoje isto consta no meu currículo! (E eu ainda não me conformo com a vitória política de 24 Horas). Mas vale a pena apostar, crítico não pode ficar em cima do muro.

    Sobre o Golden Globe, pra mim a mancha na premiação é aquela vitória inexplicável de Nip/Tuck em 2005 – não tem explicação, premiar a série que já estava na curva descendente quando podia ter sido a primeira a dar uma estatueta para Lost ou ainda prestigiar Deadwood.

    Belo texto. Parabéns!

  14. John Herbert

    SIM! MAD MEN!
    A SÉRIE JÁ FOI ANUNCIADA NA HBO PRA ESSE ANO.
    JUNTO COM O RETORNO DE ‘LIFE ON MARS’, ‘BIG LOVE’ E ‘ENTOURAGE’.

  15. Sandra

    Oi Fer,

    Já tinha ouvido falar, mas sem coragem e tempo pra assistir. Mas com a greve dos “terroristas”, digo roteristas, vou dar uma chance à Mad Men, Damages e 30 rock. Se não gostar a culpa é sua, como se tb gostar :)
    Belo texto.
    Abraços

  16. Paulo Fiaes

    Haha

    se Fer estiver errada terá q fazer um texto que nem Paulo Antunes dizendo C. Hall e Dexter são os fodões, hehe. bom, até agora aposto nesses dois, tendo em vista que a grande injustiça do Golden Globe foi ter deixado Friday Night Lights e Connie Britton de fora, mas Fer, vc fala de Mad Men como eu falo de BSG, vou baixar essa série, ainda essa semana. e la se vai embora minha vida social.

  17. Fer Funchal

    Paulo (Fiaes): o Hall É fodão, É o favorito, e eu não acredito q eu tenha q dizer isso DE NOVO, depois te ter dito no texto e nos comments mais acima. agora, sua aposta em Dexter pra melhor série não vai acontecer não, a não ser que comecem a permitir “write-in votes” na HFPA… ;-)

    Paulo (Antunes): eu tava falando com o Cavalca hj sobre essa coisa de “prognosticação”. eu faço isso há tempos com o Oscar, com o GG eu comecei a me atrever só no ano passado, e acontecem dois fenômenos curiosos: 1. as pessoas acham que qdo vc aposta em alguém é pq forçosamente torce para ela ganhar (o q, no meu caso, quase nunca é verdade, pq eu tenho certas reservas em apostar nos meus favoritos, nunca sei se estou sendo objetiva o suficiente; imagina a convicção q eu tenho esse ano para estar apostando no meu favorito, coisa que quase nunca acontece), e ficam tentando te convencer que o favorito delas é muito melhor e que por ser melhor isso significa q ele vai ganhar (o que não faz O MENOR SENTIDO!; premiações seguem lógicas próprias nas quais o mérito é só uma das variáveis — e bem subjetiva, if you’d ask me); e 2. quando o q vc diz que vai acontecer realmente acontece (e no meu caso isso acontece bastante), as pessoas q torcem contra ficam brabas com vc, como se fosse SUA culpa o q aconteceu (o que faz AINDA MENOS SENTIDO!).

    meu currículo é o contrário do teu, no que diz respeito a Oscar eu enho um monte de gente q ficou braba COMIGO pq Seabiscuit foi indicado a melhor filme, pq o Giamatti não foi indicado por Sideways, pq Little Miss Sunshine não levou no ano passado, pq o filme alemão ganhou de Labirinto do Fauno… mas q eu podia fazer se eu achava que as coisas iam acontecer do jeito que elas aconteceram? :-P

  18. Mica

    Amei o texto e agora tenho que dar um jeito de assistir Mad Men. Como se já não estivesse dificílimo assistir todo o resto…arf!
    Não comento a possibilidade ou não de Golden Globe, porque eu sou humanamente incapaz de entender premiações. Acho que sou passional demais e crítica séria de menos.

  19. Rafaelly

    Fer tá cheia da convicção…É com comentários assim que eu vou descobrindo as séries…hehehe.Acho que vou dar uma olhada nessa Mad man…

  20. juliano cavalca

    Fer, o filme alemão ganhou de O Labirinto do Fauno pq vc disse que Labirinto do Fauno ia ganhar, não?

  21. Thiago Sampaio

    Uaaaaau. Tbm no time do que amaram o texto.
    Mas e aí? Como que vejo essa série. Vai ser exibida em algum canal, ou terei que ver por métodos “não-convencionais”?

  22. Thais Afonso

    Eu também não passei do piloto Eric, e agora tenho que arranjar um tempinho pra ver Mad Men antes do Globes. Texto sensacional Fer, realmente nos faz querer assistir a série e tem ótimos argumentos.

  23. Rubens

    Tá maus… Um monte de gente que assistiu Mad Men e nao passou do piloto… Normalmente os pilotos sao as melhores coisas dos seriados, os mais bem bolados, já para cativar as pessoas mesmo… Sei nao…

  24. Vinicius Silva

    Thiago: acho que metodos nao convencionais.

    Otimo texto, otima série. Comecei a ver por curiosidade, por ser ambientada na decada de 60 e pela sua ousadia em fazer isso. Eh uma série primorosa, recomendadissima. Ela e “Damages” estão entre as melhores do ano, na minha opiniao!

  25. Fer Funchal

    sim, Ju. pq tu sabe que eu SEMPRE erro filme estrangeiro; mesmo quando eu sigo a lógica certa, eu fico com medinho dela e aposto no filme errado. que nem no ano passado, lembra? ;-) pelo menos eu tenho meu histórico em Melhor Canção pra equilibrar as contas, heheeh

    Mica, premiações de cultura pop são o meu “fraco”: adoro entrar na lógica delas e brincar de descobrir quem vai ganhar. é onde o meu lado autista mais se diverte, eu adoro um bom quebra-cabeça, eu fico a pessoa mais bitolada do mundo entre dezembro e fevereiro de cada ano só por causa do Oscar, GG e afins, não mudo o assunto aqui em casa :-) vou mandar minhas apostas finais do GG/TV pro Paulo publicar aqui nesse ano, só pra pôr o meu na roda, hehehe.

  26. Fer Funchal

    Thiago, Vinícius, et al.: o John Herbert (o ator?) ali em cima nos informou q Mad Men vai passar na HBO. é de dar uma confirmada, mas seria uma ótima aquisição pro canal.

  27. Thiago Sampaio

    Valeu, Vinicius

    Rubens, se dependesse só do piloto, não continuaria vendo Friday Night Litghs. Não sei, aquele epi não bateu com meu santo. Só continuei com a série por causa do preview do Eric. E claro, pelos últimos minutos do epi (mas juro q mudaria de canal antes disso, naõ fosse o texto)

    Nem sempre o episódio piloto é o melhor. Duas comédias recentes foram assim: 30 Rock e Arrested Development (essa nem tão recente). O piloto de Prison Break não é tão legal, o de House…

    Eu não acho tão regra assim. As vezes, o piloto não é a melhor coisa na reta inicial de uma série. As vezes, fica lá pro 2ª, 3ª ou 4ª episódio…

  28. Anderson Vidoni

    Fer, você já sabe minha história com a série. Admiro muito a parte técnica, as discussões levantadas, mas pra mim faltava um algo a mais e não encontrei até onde vi dela.

    Mas o texto está maravilhoso e a tese para a vitória da série para uma das duas, ou as duas, categorias, ficou ótima e bem plausível. Vamos esperar pra ver.

  29. Fer Funchal

    Vinicius, Mad Men me cativou no episódio 5. até então eu estava gostando, e tal, mas não via ainda tuuuuuuudo aquilo que os críticos lá fora viviam dizendo. mas no episódio 5… bom, no episódio 5, eu vi :-)

    meus favoritos, na ordem cronológica, são: o 5, o 8 (o que está concorrendo no WGA), o 9 (pra mim, o mais foda), o 12, e o 13 (o último). aliás, tem uma cena do último que tem no YouTube, é ele lançando o conceito de um projetor de slides da Kodak, que é de chorar num cantinho de tão bonita. não preciso nem dizer: não assista antes de ter visto toda a série, porque embora não seja um spoiler, ela reflete os acontecimentos do episódio em si.

    ah, Anderson, nem todas as séries são para todo mundo, né? eu sou assim tbm, respeito vários filmes, vários livros, vários programas que pessoalmente não me tocam, mas que eu reconheço o porquê de tocarem tanta gente, e de serem tão boas. na verdade, eu estava exatamente que nem tu a respeito desta série até o episódio 5, hihihi.

  30. Ryan

    Ótimo texto Fer
    Já tinha ouvido falar sobre Mad Men em outro site mas não tinha me empolgado pra ver, bem, agora eu já estou baixando o primeiro episódio!
    Mas eu continuo torcendo pro Hall ganhar o de melhor ator, ao menos por enquanto

  31. Marco

    Mad Men é a melhor coisa da tevê nos útimos anos. Claro que os fãs de Grey’s Anatomy não gostarão da série. O Eric’s está aí para comprovar.

    Fer, o John Travolta está muito bem em Hairspray, aliás, a atuação dele é melhor que o filme.

    Você escreve muito bem! Putz!

  32. Fer Funchal

    claro que eu perdi no bolão do Emmy, Fiaes. eu não entendo o Emmy, nunca entendi. minha praia são as premiações de início de ano.

  33. Fer Funchal

    não participei de bolão do GG no ano passado pq ainda não fazia parte do site, mas apostei no antigo blog e acertei 5 das 6 categorias de seriados ;-) e, obviamente, ganhei o bolão que eu faço entre os meus amigos, com todas as categorias ;)

  34. Fer Funchal

    Marco, não duvido q a atuação do Travolta seja ótima. não é esse o caso. premiações tem pouco a ver com mérito, e muito a ver com política. em termos de campanha, a do Travolta é pífia, nunca aconteceu, não tem respaldo praticamente nenhum. mas já se esperava que no GG ele fosse ser indicado porque ele é… bem… John Travolta. a indicação da Julia Roberts este ano segue a mesma lógica, é o tipo de coisa que só acontece no GG. por essas e outras q o GG tem virado minha premiação favorita nos últimos anos, porque ao menos divertida ela é :-)

  35. Eric Fernandes

    Marco,
    Me esquece, cara. Nem sei porque você foi por meu nome no assunto. Essa sua suposição além de ser infaltil é a coisa mais burra que li aqui nos últimos meses. Uma pessoa como você, que só quer aparecer, não merece um pingo de atenção. O dia que você virar gente agente conversa, você é um moleque para mim.

  36. Angela

    Nossa, disseram-me que este site era ótimo, que havia excelentes resenhistas, ótimos comentários, enfim, alto nível. Mas o comentário deste 38 me
    fez desistir de aparecer por aqui. Que baixaria!

  37. Silvia_05

    Vi os 2 últimos episódios de Mad Men ontem. E a pergunta que ficou na minha cabeça foi: porque demoraram tanto prá mostrar o sentido da série?
    Vender felicidade é uma coisa, conquistá-la é prá poucos.

    Acho que na 2a. temporada a qualidade dispara mais ainda. Certamente será a “nova” Sopranos. Existem certas sutilezas que são ótimas. E é fascinante presenciar aqueles anos 60.

    Fica agora a expectativa para a versão americana de Life on Mars. A reconstituição da época será ótima, mas o cara que vai substituir o inglêsinho John Simm vai ter que fazer muita ginástica.
    Vamos aguardar.

  38. Marco

    Eric’s,
    Tá bom, “agente” conversa. E até te pago o curso de redação…

  39. Joao

    Será que é melhor que “Damages”? Tô baixando, mas não sei não…

  40. Rubens

    QUARENTA E TRÊS comentários… E’ Fer… alguma coisa de Diogo Mainardi a menina conseguiu, e foi a melhor característica dele: incitar o debate. Parabens.

  41. rosana

    Fer…só posso dizer Allelluiahhhh… Até que enfim alguém está falando, e muito bem por sinal, dessa série maravilhosa que é Mad Men. Me apaixonei por esse lado artístico da série. Não vejo a hora que retorne ns EUA para saber o que vai acontecer. Parabéns…Você é fantástica.

  42. John Herbert

    Ué, Fer? Sarah Jessica Parker levou 3 Globos seguidos em 2000, 2001 e 2002 por Sex and the City, não é um passado tão tão distante. Depois ganhou em 2004, totalizando 4 Globos de Ouro. Me diz por que o Laurie não poderia levar o 3° seguido? Já estou prevendo essa vitória, HFPA o ama.
    Aliás, é só assistir o anúncio da HBO[na própria HBO, claro…] pra ver as séries que serão exibidas esse ano. Mad Men, Entourage, Big Love, Life on Mars, Tell me You love me e mais uma produção latina.
    Esqueci de dizer que o seu texto está excelente.

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