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Opinião

Love Monkey, duas semanas depois

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Cena de Love Monkey

Na teoria, sou suspeito para analisar Love Monkey. Por quê? Porque em algum ponto da minha pré-adolescência nos anos 90 eu queria ser que nem o Brandon Walsh. Porque tenho Ed como uma das minhas Top 5 séries de todos os tempos e fã de Tom Cavanagh. Porque tem a Judy Greer, membro honorário da resistência heróica de Arrested Development, e a gatíssima Ivana Milicevic, da saudosa The Mind of Married Man. E porque os temas de Love Monkey são temas caros para mim – as citações pop, o universo masculino, a síndrome de Peter Pan.

Na prática, no entanto, é fácil, muito fácil criticar Love Monkey. Em primeiro lugar quero dizer que se fosse executivo da CBS jamais aprovaria uma série como esta. Love Monkey estava destinada ao fracasso, não tinha como não ser. Afinal como divulgar e encontrar a audiência para uma série destas em uma grade de programação dominada por séries policiais?

Havia outros indícios do fracasso de Love Monkey. O maior deles é um sentimento de que talvez não exista um público alvo (masculino) significativo o bastante disposto a acompanhar uma série dessas, quase que uma soap opera para homens. A HBO já tentou fazer isto no passado, com a excelente e já citada The Mind of Married Man, que passou longe do objetivo inicial, se tornar um fenômeno cult como Sex and the City.

Mas ainda que não existissem este empecilhos para o sucesso, Love Monkey ainda fracassaria, porque lhe faltava um produtor vigoroso que a desse forma. Fico nas mãos de Michael Rauch, criador da xaroposa Beautiful People.

A série é baseada em uma obra do jornalista e escritor Kyle Smith, inédita no Brasil. Mas “Love Monkey”, o livro, mostra a vida de um repórter de tablóides nova-iorquino e não de um executivo de gravadora. É só isto que sei sobre o livro e é o que me basta para dizer que Rauch pisou na bola na adaptação. Porque é justamente toda esta ambientação nos bastidores da indústria da música que soa falsa na série. Esta visão romântica de um homem adulto que diz “não estou trabalhando pelo dinheiro, mas pela música”, ou “eu não sou um ‘terno'”.

Repito que não li Kyle Smith, mas li Nick Hornby e sei que é possível descrever o universo masculino e a influência da música pop na nossa geração com mais seriedade, com mais graça, com mais naturalidade.

Love Monkey falhou em seu objetivo. E isto é uma pena.

Mas vou seguir assistindo, afinal tem o Brandon, tem o Ed, a Kitty de Arrested Development, a Missy de The Mind of the Married Man, teve a ousadia de retomar parte da temática de Married Man e porque tem todas aquelas citações pop divertidas e fala de todas estas coisas que nos homens sentimos, mas não somos muito bons em externar por aí.

Séries citadas:

É jornalista, pós-graduado em Jornalismo Digital pela Pucrs e trabalha com produção de conteúdo para Internet desde 1995. É editor de internet do Jornal do Comércio, de Porto Alegre. Fundou o TeleSéries em agosto de 2002. Na época, era fã de The West Wing, The Shield, Família Soprano e Ed. Atualmente é viciado em The Good Wife, NCIS, Game of Thrones e Parks and Recreation.

17 Comments

  1. Lourdes

    Olha, estou adorando a série e acredito que ela deve ter um grande público feminino que já suspirou no passado por Brendon Walsh, já acompanhou e torceu muito por Ed, e garanto a você, atualmente acompanho a repetição de The Mind of the Married Man que reprisa e me divirto bastante.
    Tem muita série que é boa e cancelam, não dá audiência, o público não pira que nem a gente. Desanima sim, mas eu ainda tenho esperança que uma boa comédia aparecerá e ficará por alguns anos.

  2. Lourdes

    acrescentando, adorei a sua crítica, só acho q está muito masculina!! abraço

  3. Alessandro

    Realmente não entendo o que se passa na cabeça dos americanos pra cancelarem uma série perfeita como Love Monkey …. Chega de tantos CSIs e dramas criminais!!! Uma série leve, inteligente, romântica, com trilha sonora impecável não tem vez na programação?? Não tem explicação mesmo!

  4. Prue**

    ADOREIIII a série…fiquei meio receosa de assistir por saber q já estava cancelada, mas arrisquei e adorei…sou viciada em series criminais, mas realmente uma mudança assim é sempre bem vinda!!! pena q durou pouco….Sempre suspirei mais pelo Dylan :-)

  5. Eric

    Tenho trauma em assistir série cancelada por isso quero distância de Love Monkey e Cia Ltda.

  6. Cesar

    Quarta-feira tem futebol na TV, não consigo assistir quase nenhuma série…(risos) Mas vou tentar ver Love Monkey. Ví a estréia nos EUA e achei legal. Mas a crítica toca “nas feridas” e aponta seus “defeitos”. De qualquer forma, “TV is just fun!”.

  7. Daniela - Inimiga Pública nº 0 do Cristiano.

    Sim , é boa . Mas falta algo. O Paulo mandou bem, o Hornby mostrou a cultura pop de forma mais crua e lírica. Mas Alta Fidelidade seria um fracasso na tevê, que fique claro. O filme, bonzinho, está aí para provar…
    Um problema de Love Monkey: todos os personagens masculinos são extremamente caricatos, o que poderia até ser relevado em um outro, mas não em todos. E o Tom Cavanagh não consegue deixar de ser o Tom Cavanagh( Providence, Ed, Jack & Bobby…)!

    Paulo, a BP xaroposa da “primeira” temporada não é a mesma da segunda. Na segunda eles acertaram no ritmo, a série continua rasa mas diverte, ao contrário da sua querida, lamuriosa e inverossímel OC.

  8. Cristiano Vieira - inimigo nº1 da Daniela

    Hummmmm. Gostei da trilha. Gostei de The Killers no final também.

    Mas ainda é o ED que está lá.

    The Mind of the Married Man para mim foi sensacional. Que pena que não emplacou, eu ainda revejo e tento achar defeitos e não consigo.
    Não entendo porque não decolou.

  9. Diego Cardoso

    BP teve segunda temporada? Li recentemente uma matéria, informando que a série não tinha sido renovada pra segunda temporada? No site episodeguide consta apenas a existência de 16 episódios… bem deixa pra lá, essa série é realmente muito xaroposa.

    Gostei de Love Monkey. Já tinha visto o piloto, na estréia americana e achei interessante. Realemente a crítica do Paulo está corretíssima. Apesar de gostosa, a série estava fadada ao cancelamento. Creio que a aposta na série foi baseada no elenco de peso; apenas isso.

    Love Monkey era uma série para tv paga, não para uma grande rede como a CBS. Uma pena mesmo. Mas, mesmo cancelada, vale a pena, 8 episódios é melhor do que nada, certo?

  10. Heitor Albernaz

    Aff, falar mal de The O.C. é igual a Emo. Virou modinha e já deu no saco!

    BP é muito sem sal, você assiste e a sensação de que algo está faltando, pra te prender, sempre fica ali. Ou um gancho melhor, personagens mais cativantes, sempre falta algo.

    Nem sabia da existencia de Love MOnkey, vou caçar e provar, pareceu interessante a primeira vista.

  11. Eduardo Gibson

    Love Monkey e Sons & doughters eu gostei pena que foram canceladas.
    Love Inc. e Crumbs já foram tarde.

  12. bibiana

    ola….
    por favor eu gostaria muito de saber onde eu consigo axar a legenda da série love monkey…
    pois procurei por toda website e não encontrei….

    me respondam por favor.

  13. Thaty

    Olá Paulo. Estava pesquisando sobre Ed na net e parei aqui… como vc tbm é fão de Ed, não custava nada me perguntar: vc sabe algum site que tenha essa série pra baixar? Ou pra comprar??? Qualquer coisa!!! Essa série tbm está entre as minhas Top5 e infelizmente eu não a encontro em lugar nenhum. Espero mesmo que vc possa me ajudar… já são meses procurando… e em tudo qto é lugar!

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