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Leverage – The D.B. Cooper Job

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Série: Leverage
Episódio: The D.B. Cooper Job
Número do episódio: 5×06
Exibição nos EUA: 26/08/2012

Depois de uns quantos bons episódios na temporada, mas relativamente previsíveis, Leverage apresenta The D.B. Cooper Job e surpreende positivamente. No episódio o time de Nate abraça um caso antigo, de 1971, um dos maiores mistérios da polícia dos Estados Unidos. Um homem sequestra um avião, foge pulando de paraquedas e nunca mais é visto. O sequestrador D.B. Cooper virou lenda e até letra de música.

O caso chega até Nate a pedido de Parker. O agente Todd McSweeten é um dos poucos amigos (ou o único) que a nossa ladra conseguiu fazer em cinco anos de série, e quando isso aconteceu Parker estava disfarçada como a agente especial Hagen. Agora, ela quer ajudar seu amigo a solucionar o caso que marcou negativamente a carreira do pai de Todd, Peter McSweeten, policial aposentado que está nos seus últimos dias de vida.

Este episódio de Leverage me remeteu a várias referências: Cold Case, The Pacific e Band of Brothers. O primeiro seriado tratava só de casos antigos e mostrava a reconstituição dos fatos na época em que aconteceram. As duas outras referências são de minisséries que trataram de guerras a partir de depoimentos de veteranos e mesclavam a reconstituição dos fatos com a entrevista dos personagens reais da história.

Em Leverage conhecemos a história de 1971 pelas palavras do personagem principal Peter McSweeten. Os eventos são apresentados com Eliot, Hardison, Sophie, Nate e Parker caracterizando os personagens principais. Ver os membros de Leverage retratando os participantes do caso de 1971 foi muito engraçado. Eliot, Nate e Hardison participaram de uma competição de barba/bigode mais feia. Parker virou uma aeromoça socialíssima e até beijou o personagem de Eliot. Sophie apareceu como uma mãe de família dedicada.

The D.B. Cooper Job também contou com algumas participações de peso. Steve Reynolds, parceiro de Peter McSweeten e o verdadeiro D.B Cooper, foi interpretado por Fred Ward. Ronny Cox interpretou Peter McSweeten e Gerald Downey, que já apareceu em vários episódios de Leverage, volta agora (com maior destaque) como o agente do FBI Todd McSweeten.

Coisa mais querida foi o velhinho McSweeten! Foi bonito ver Nate conversando com ele, deve ter se lembrado da falta que sente do seu pai. Apesar de ter sido um caso pedido por Parker com certeza foi marcante para Nate. Peter parece ter percebido isso e em várias indiretas tentou mostrar como a procura por vingança pode não ser o certo nem o necessário a se fazer. Inclusive Peter pede que Nate ajude seu filho a não se perder nessa busca por D.B. Cooper. No final Todd dá para Nate o livro que seu pai estava lendo antes de morrer, “The Odissey of Homer”.

Não há como imaginar o cérebro de Leverage longe da equipe. Nate foi o responsável pelo sucesso do caso, orientou tudo, solucionou sozinho a última peça do quebra-cabeça e convenceu Todd do que seria mais correto fazer no final da história. Nate conseguiu juntar as informações e perceber como Peter era parecido com o filho e sabia ver a bondade nas pessoas. Foi incrível imaginar que Peter descobriu quem era D.B. Cooper, manteve isso em segredo e o convidou-o para entrar no FBI e ajudar outras pessoas só porque acreditava que todos mereciam uma segunda chance.

Quem aprendeu uma grande lição neste episódio foi Nate. Quando conversou com Peter afirmou não acreditar que mesmo os criminosos pudessem ter alguma bondade dentro de si, mas no final foi ele que mostrou a Todd que apesar dos erros cometidos por Steve, ele entrou no FBI e ajudou muitas pessoas.

O caso parece ter mudado algo em Nate. Na conversa com Sophie ele se mostrou cansado de ter se acostumado a procurar o lado ruim das pessoas. Ele lembrou de uma frase que disse quando surgiu o time de Leverage: “Sabem o que podem fazer, mas sabem o que podemos fazer juntos?” Nate afirma no final que quer construir algo. Podemos ter uma mudança de rumo na forma como a equipe de Leverage trabalha? Nate quis dizer que continua no grupo… ou não? O líder da equipe de ladrões mais querida do mundo nos deixou com uma grande pulga atrás da orelha.

Séries citadas:

é Jornalista, Publicitária, Gaúcha, Capricorniana de 84. Além de escrever no TeleSéries, trabalha como coordenadora de imprensa na Prefeitura de Taquari e assessora de imprensa no Campeonato Gaúcho de Rally 4x4. Fã de cinema, esportes, literatura, música e séries de televisão. Começou a assistir seriados com E.R. e Arquivo. X. Gostaria de ter estudado em Hogwarts, jogado quadribol e tomado cerveja amanteigada, mas se contenta com um gol do Grêmio e uma Heineken. Nunca ganhou um prêmio importante, mas já levou pra casa um Kikito de chocolate de Gramado/RS.

Website: http://www.alineben.blogspot.com

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