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Spoilers

Lá Fora: os retornos de Psych, The Closer e White Collar e as estreias de Rizzoli & Isles e Covert Affairs

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The Closer - The Big Bang

A semana entre os dias 11 e 17 de julho foi marcada pelo retorno de diversas atrações de verão na TV americana. A coluna Lá Fora chega esta trazendo resenha das principais novidades: as premieres da sexta temporada de The Closer, do quinto ano de Psych e da segunda temporada de White Collar, além dos episódios de estreia das séries Rizzoli & Isles e Covert Affairs.

Completa a coluna reviews de The Gates, Warehouse 13 e de uma série que está sendo comentada pela primeira vez aqui na coluna, a comédia teen Huge.

The Closer:: The Big Bang (6×01)
Data de Exibição: 12/7/2010
MVP: Kyra Sedgwick

A equipe de Brenda terá que se acostumar com um novo prédio, e ao que tudo indica, também terão que se acostumar a um antigo chefe, porém em uma posição nova, mais privilegiada, mas no meio de tudo isso, Brenda ainda tem um assassinato para desvendar.

The Closer em seus anos nunca decepcionou no modo como o elenco e os roteiros estavam ligados, um sempre completava o outro, e na maioria das vezes, Kyra Sedgwick foi o vínculo que deixava esse tipo de ligação possível, e nessa premiere isso não foi diferente.

Apresentando um caso simples, o modo como o humor, o drama e a investigação foram conectados, tornou esse um dos melhores episódios da série, desde Brenda distraindo uma testemunha, até as cenas de brigas entre ela e Fritz, e sua frustração com o prédio novo.

Com certeza a melhor série da Summer Season. (Lucas Bonini)

White Collar - Withdrawal

White Collar: Withdrawal (2×01)
Data de exibição: 13/7/2010
MVP: Matt Bomer

Depois da explosão que culminou na morte da nossa querida Katie, Neal Caffrey e Peter Burke enfrentam alguns problemas, mas lógico que para o bem da série, ambos tiveram uma segunda chance. Neal volta a usar a tornozeleira que o controla eletronicamente sob custódia de Peter.

E o primeiro caso da dupla deu trabalho. Um ladrão, que se auto intitula “o Arquiteto”, é tão inteligente quanto Neal, só que muito mais arrogante, deixou a equipe da SWAT e o FBI loucos quando disparou o alarme de vários bancos na cidade, para que não soubessem qual banco estava roubando. Foi por pouco que Peter e Burke o pegaram.

Até aí, tudo ótimo. A química entre os protagonistas que é tão importante para show, o humor e o roteiro inteligente continuam lá como na primeira temporada. Contudo, se antes a pergunta era “quem pegou Katie”, agora a dúvida é “quem matou Katie” e a nova obstinação de Neal é descobrir isso, o que sinceramente é o que menos importa em White Collar. Ainda não dá pra entender porque Peter não queria ajudar Neal a achar Katie antes, e porque não quer que ele descubra quem a matou agora! Até porque pode ser alguém do FBI, indícios é o que não faltam. O que Diana faz com a caixinha de música? E cadê Alex? Vamos ver até quando o mistério dura. (Lara Lima)

Psych: Romeo and Juliet and Juliet (5×01)
Data de exibição: 14/7/2010
MVP: James Roday

Psych está de volta e, ao contrário de nós, tudo acontece logo após a tensão do último episódio da temporada anterior, com Juliet ainda bastante abalada pelo caso Yin – que quase acabou com sua vida – e afastada da função de detetive.

E as coisas andam também mais complicadas para a dupla Shawn e Gus, já que o pai do primeiro não parece muito disposto a abrir caminho para que os dois voltem a se meter nos assuntos da polícia. É claro que Shawn não é muito bom nesse negócio de aceitar um não como resposta e se mete justamente aonde não devia: um caso envolvendo diferentes clãs das máfias chinesas.

Num episódio com cenas de kung-fu (é wushu na verdade), letreiros escritos em chinês e uma história de amor inspirada em Romeu e Julieta, Shawn arruma um jeito de acertar as coisas, coloca Juliet de volta em cena e ainda mostra ao pai que ele sabe o que faz (na verdade ele nunca sabe, mas tem uma sorte danada). Eu já estava com saudades enormes da cara de pau do nosso atrapalhado herói.

Ah, como sempre, as cenas cortadas no finalzinho são um show à parte. (Simone Miletic)

Rizzoli & Isles - See One, Do One, Teach One

Rizzoli & Isles: See One, Do One, Teach One (1×01)
Data de exibição: 12/7/2010
MVP: Michael Massee e Angie Harmon

Foi com a sensação de dejà vú que fiquei quando acabou o piloto. Primeiro porque Angie Harmon retorna em um papel semelhante ao seu em Woman’s Moder Club, depois porque tudo parecia uma versão bem ruim de Bones e além disso teve uma cena no piloto à la Hannibal Lecter.

A nova série da TNT baseada nos livros de Tess Gerritsen é sobre Jane Rizzoli, uma detetive linha dura que conta com a ajuda da médica legista Maura Isles pra resolver crimes em Boston. Não foi um primor de piloto e o roteiro não parece inovador, mas gostei. Por algum motivo que não sei explicar a série tem seu charme. O maior problema é Sasha Alexander (NCIS) no papel da médica legista – muito limitada, ela tenta ser engraçada e não consegue e tenta parecer competente e também fracassa. Mas apesar dos probleminhas vale a pena conferir a série, sem muitas expectativas é claro. (Lara Lima)

Covert Affairs - Piloto

Covert Affairs: Piloto (1×01)
Data de exibição: 13/7/2010
MVP: Kari Matchett e Peter Gallagher

Covert Affairs é uma típica série de verão da USA. Descompromissada e leve como suas companheiras Burn Notice e Royal Pains. Com um enredo batidinho, um elenco competente e carismático, diálogos rápidos, piadinhas e uma trilha boa, a série segue a trilha de sucesso das outras duas. Se você está procurando algo mais complexo, não é para você. Mas se quer descansar a cabeça por quarentas minutos, Covert Affairs tem tudo para ser uma boa opção.

Piper Perabo é Annie, uma espiã recém-formada que aparentemente atraiu a atenção da CIA por causa de um romance de três semanas com o que parece ser um espião desertor. Mas ela tem talento natural e já chega ganhando medalhas. E atraindo problemas. Piper é ótima nas cenas de humor, e interpretando o lado desajeitado de Annie, mas nas partes dramáticas ela não mostra muita dimensão e de qualquer forma a estória nem é interessante. Christopher Gorham (para mim eternamente o Harrison de Popular) tem a maioria das piadas, porém foi quem menos me divertiu.

O destaque fica mesmo para Kari Matchett e Peter Gallagher como o casal de chefes da agência, especialmente Matchett que emplacou muito bem o humor involuntário da paranóia de Joan a respeito da fidelidade do marido. A cena da terapia foi o maior acerto do episódio inteiro.

Ruim mesmo só a presença apagada de Anne Dudek, que aparentemente deu azar e pegou a personagem mais insossa e irrelevante da série inteira. Teremos que ver, mas bem acho Dudek interpretaria uma mocinha mais interessante que Perabo. (Thais Afonso)

The Gates: Breach (1×03)
Data de exibição: 11/7/2010
MVP: Janina Gavankar

Há momentos que você sabe que o negócio beira o risível e mesmo assim você gosta. Esta sou eu com The Gates. E os episódios estão se desenvolvendo relativamente bem. Algumas tramas são chatinhas, como a de Andie, Brett e Charlie, mas em contrapartida o envolvimento de Brett com os outros lobos da muralha é sugestivo e parece que algo vai render desse núcleo.

As doideras criminais continuam acontecendo dentro dos portões do condomínio e são excelentes oportunidades de conhecermos melhor os personagens, de descobrirmos novos mistérios (o que será Leigh?) e de desconfiarmos da humanidade (ou pelo menos do caráter) de alguns, como a namorada de Marcus (que para mim é o personagem mais fofo desta série).

Ainda não me decidi se algo de bom sairá do núcleo dos Radcliff. É óbvio que Claire fica muito mais a vontade quando pode ser ela mesma, o próprio Dylan percebeu isso, embora não soubesse do motivo da melhora da esposa. Eu me pergunto se ele realmente é tão abstêmio quanto aparenta ser. Não sei, mas eu gosto de pensar que há toda uma vida que ele esconde de Claire. Quanto a mim, fiquei feliz de rever Paul Blackthorne de volta ao mundo sobrenatural. (Mica)

Huge - Live Action Role Play

Huge: Live Action Role Play (1×03)
Data de exibição: 12/7/2010
MVP: Gina Torres

Uma das surpresas mais interessantes dessa época de vacas magras. Huge, nesse terceiro episódio, consegue dosar bem o drama teen com a comédia, mesmo que no fim, fique um gosto amargo, um retrato cruel, até para uma série da ABC Family, sobre como somos duros com os outros e com nós mesmos, e nem sempre alcançamos a perfeição.

Esse episódio mostrou, de modo subentendido, como as pessoas desejariam ser outros, e isso ficou claro com os adolescentes do acampamento do clube de tênis chegando para estragar a festa, e no modo como a diretora do acampamento, cheia de inseguranças, se sente ao lado de seu pai e no modo como tenta passar uma mensagem inspiradora para aquelas crianças.

Huge talvez não tenha correspondido as expectativas de muitos, pois o esperado era uma comédia, mas como drama e um tipo de instrumento social, ela faz bem o seu trabalho. (Lucas Bonini)

Warehouse 13: Threads (2×02)
Data de exibição: 13/7/2010
MVP: Eddie McClintock, Joanne Kelly e Allison Scagliotti

Um episódio com participação de Sean Maher e Jewel Staite, de Firefly, já seria motivo para eu assistir. Junte-se a isso referências a quadrinhos. Entretenimento é o que não faltou para mim. Porém, é claro, que precisamos da mitologia da série (se é que já podemos dizer que a série tem uma).

Artie enfrenta problemas em ‘esquecer’ MacPherson. E isso atrapalha o seu trabalho. Claudia continua não aceitando bem o fato de Leena ter se passado por ela. Esta, por sua vez, enfrenta conseqüências do artefato com o qual esteve em contato. Achei estranho ela não comentar com ninguém o que estava acontecendo mas fica claro que foi um pedido de Mrs. Frederic.

Foi um episódio bom mas nada comparado aos últimos da primeiro temporada. Talvez esse seja o ritmo da série: começar bem devagar e quando for chegando ao final criar episódios mais agitados. Pode ser uma alternativa a colocar episódios mornos no meio da temporada como fatalmente acontece com quase toda série. Outra coisa que me chamou atenção nesse episódio é que parecem que eles farão da Myka uma personagem mais leve do que tem sido até aqui. E a química entre McClintock e Kelly melhorou consideravelmente desde o início da série. Só que na minha opinião Claudia é disparada a melhor personagem e não vejo a hora do crossover com Eureka ir ao ar. (Tati Leite)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

14 Comments

  1. José Roberto

    Bom saber que Kyra está voltando.

    E Medium(A Paranormal)com Patricia Arquette?

    Resposta do Paulo: Medium é na alta temporada, em setemobr.

  2. Izadora

    Até q enfim a minha série favorita, The Closer, voltou! Eu adoro o roteiro, o elenco, a direção, enfim, tudo nessa série! Brenda Lee rocks!

    Ainda n assisiti a nova temporada de Psych mas tb estava sentindo falta da dupla Gus e Shawn.

    Ontem, infelizmente eu assisti Rizzoli e Isles. Q série ruim! A Angie Harmon é muito fraca como Jane Rizzoli, o ator q interpreta o agente do FBI parece um robô atuando e o enredo é sofrível com cenas p/ lá de batidas. Espero q algo melhore nessa série, pq eu sou fã dos livros da Tess G. e fiquei bem decepcionada com o q transformaram a dupla R/I.

  3. Lu

    Pois é, Izadora! Tbm sou fã da Tess e queria ver uma série bacana sobre os livros dela. =/

  4. Nanda

    “Ruim mesmo só a presença apagada de Anne Dudek, que aparentemente deu azar e pegou a personagem mais insossa e irrelevante da série inteira. Teremos que ver, mas bem acho Dudek interpretaria uma mocinha mais interessante que Perabo.”

    Concordo plenamente! Adoraria ver Anne Dudek como espiã. Uma atriz ótima com um papel tão insosso. Que desperdício.

  5. Fernando dos Santos

    Rizzoli & Isles-Pretendo conferir essa série.Confesso que fiquei surpreso ao ver a Sasha Alexander novamente interpretando personagem regular num seriado de televisão.Ela teria deixado NCIS por não suportar o cansativo ritmo de gravações das séries de tevê.

    Vocês vão fazer review da terceira temporada de Flashpoint, que estreiou recentemente nos EUA?

    Resposta do Paulo: Fernando, ninguém da turma está em dia com Flashpoint… Se alguém estiver e quiser fazer seria ótimo.

  6. Fernando dos Santos

    Obrigado,Paulo.Fico então na torcida para que alguém faça o review.

  7. Katia

    Porque vocês não falam mais sobre Flashpoint??

    A série teve um episódio inédito dia 16 na CBS, exibido como uma prévia da nova temporada.

    Vcs deviam ter noticiado aqui tbm

  8. ketty

    Não sei se vocês vão fazer posts especificos para Rizzoli & Isles e Covert Affairs então vou comentar aqui mesmo.

    Como viciada que sou em séries tive interesse em assistir os dois pilots, e estou chocada como colocam no ar uma série como Covert Affairs cópia barata de Alias, com cenas identicassssssss sem tirar nem por, fora a tentativa de colocar a Piper que ja afirmou ser constantemente confundida com a Jennifer Garner.
    Não vou negar que possa continuar assistindo por uma questão pessoal de que se eu começo tenho que terminar, e posso ate estar me metendo numa coisa que dure anos, pois afinal séries como essas tem bastante historias a explorar incluindo envolvimento sentimentais como ja ficou bem claro no longo primeiro episódio de 1 hora com cenas totalmente desnecessarias.
    Kari Matchett e Peter Gallagher são um total disperdicio para esses papeis coadjuvantes.
    Posso estar precipitada, mas qualquer critico que ja assistiu Alias sabe da semelhança que estou me referindo, a do recrutamento, a do disfarce, a das brigas, exatamente igual a de alias quando a Sydney vai para agencia.

    Já Rizzoli & Isles achei até a série divertida, a personagem principal tem um Q da Mary de In plain sight, bem sarcastica, ligada aos seus parceiros.
    Achei que tudo se resolveu muito rapido por um serial que agia durante anos e fugiu da cadeia, deixando bem claro que a tentativa de criar uma “heroína”, mas que funcionou, o envolvimento das amigas com cenas engraçadas e bastante sugestivas na cama sem maiores discussoes e com gostos parecidos inclusive para comida que me lembrou Life.
    Enfim num geral eu gostei e estou a espera do novo episódio hoje e ver como vai ser, um estilo without a trace com cada episódio um caso ou uma coisa continua tirando os casos amorosos.

  9. Fernando dos Santos

    Ainda não vi Covert Affairs, mas de fato a Piper Perabo possui uma semelhança física impressionante com a Jennifer Garner.É fácil confundir uma com a outra.E o enredo dessa nova série parece seguir a mesma trilha de Alias e La Femme Nikita.

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