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Spoilers

Lá Fora: a volta de Scrubs e a estreia de Paradox

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Scrubs -  Our First Day of School

Entramos em dezembro e o ano está acabando, mas o bom é que atualmente sempre tem coisa estreando na televisão, independente da época. E a coluna Lá Fora vem com duas novidades: a volta de Scrubs, que sofreu um reset em sua nona temporada, e a estreia de Paradox, nova sci fi da britânica BBC.

A coluna apresenta ainda resenhas de Dexter, Desperate Housewives, Melrose Place e One Tree Hill. Leia e deixe seu comentário.

Scrubs: Our First Day of School (9×01) e Our Drunk Friend (9×02)
Exibição: 1/12/2009
MVP: John C. McGinley, Kerry Bishé e Neil Flynn

Scrubs se recusa a dizer adeus. Depois de um ótimo series finale na temporada passada, a série que até já trocou de canal para evitar o cancelamento, agora faz uma troca de cenário e premissa: o Sacred Heart original foi demolido e um novo hospital foi construído ao lado do campus da Universidade, onde grande parte da ação será passada. E dos personagens fixos originais, apenas dois permanecem no elenco: Turk e Dr. Cox.

J.D., alma da série, continua, mas o ator Zach Braff participará de apenas 6 dos 13 episódios previstos e deve ficar só para a transição de elenco. A nova protagonista será Lucy Bennett, amálgama de J.D. com Elliot e novo alvo da verborragia de Dr. Cox. Entre os outros novos alunos, temos Cole, o mais antipático personagem do mundo (ele faz o que quer por ser parente dos fundadores do hospital); Maya, a atriz mais gostosa do mundo (a australiana Nick Whelan é perfeita!); e Drew, que logo conquista a ranheta Denise – uma das poucas residentes a retornar do “Scrubs original”.

E o que pensar dessa empreitada? Está esquisita. Nova abertura e cenários (o set foi destruído entre o cancelamento e a renovação?), personagens em situações incoerentes (Dr. Cox nunca aceitaria ser professor) e ausência de rostos clássicos: Kelso e Todd continuam, mas a grávida Elliot é apenas médica e não professora (sua cena relâmpago foi só pra dar sinal de vida); Carla, Jordan e Ted não foram citados; e pra piorar o Zelador sumiu. Ao saber que J.D. saíra do Sacred Heart pra valer, ele se mandou. Olha, eu aturaria Scrubs sem J.D., mas sem o Ted e nem o Zelador? Fica difícil. E a deprimente audiência inferior à 5 milhões parece concordar comigo… (Thiago Sampaio)

Desperate Housewives - Would I Think of Suicide?

Desperate Housewives: Would I Think of Suicide? (6×09)
Exibição: 29/11/2009
MVP: Felicity Huffman

Uma boa história acontece quando passagens aparentemente bobas crescem, ultrapassam o limite da mesmice e, nas entrelinhas, tornam-se relevantes. Um bom ator acontece quando a ele é dada uma história dessas e, de um copo d’água, ele consegue fazer chover.

Num episódio de histórias muito maiores, como a descoberta por Susan do caso de Bree com Carl e do descobrimento por nós, espectadores, de parte do segredo de Angie, quem brilhou foi Lynette Scavo, personagem da excelente atriz Felicity Huffman.

Com uma história chinfrim de gravidez no trabalho e com um Carlos canastrão que não convence, Huffman dá uma aula de atuação quando seus planos não dão certo. A ela, resta a dúvida de como sua história na empresa terminará. A nós, a certeza de que ela é um dos motivos que fazem Desperate Housewives valer a pena. (Rafael Maia)

Melrose Place - Vine

Melrose Place: Vine June (1×11)
Exibição: 1/12/2009
MVP: Katie Cassidy e Thomas Calabro

A primeira coisa que gostaria de dizer é que se uma péssima atuação pode arruinar uma personagem, excesso de plástica e/ou botox também pode. Olhar para o rosto da Heather Locklear por alguns momentos tirou totalmente minha atenção da história, principalmente nas cenas dela com a Katie Cassidy que com certeza conseguiu o papel pela semelhança com a atriz. Contudo, a presença de Amanda na série pelo menos até aqui tem sido interessante.

Ela continua a sua ‘investigação’ na tentativa de descobrir com quem Sidney deixou algo que a pertencia. Confuso, né? Não seria Melrose se fosse simples.

Para quem não assistiu a 1ª versão saiba que quase todo diálogo entre Amanda e Michael foi uma referência ao passado.

David finalmente consegue incriminar o pai pela morte de Sidney. E é óbvio que ele não deve ser o culpado. Aliás, acredito que está cada vez mais óbvio de quem é a culpa.

No final do episódio, Amanda anuncia que está voltando para o condomínio, com permissão de sua ‘amiga’ Jane. O curioso é que a única coisa que Jane e Amanda (e Sidney também) tinha em comum é que todas se relacionaram com Michael. Tudo bem, the bitch is really back, e é isso que importa. (Tati Leite)

One Tree Hill: You Know I Love You, Don’t You? (7×11)
Data de Exibição: 30/11/2009
MVP: Sophia Bush e Jackson Brundage

Há muito tempo eu disse que One Tree Hill sempre era melhor quando não esperávamos nada na série. Uma das queixas que eu mais faço sobre a maioria dos seriados é o medo de mudar e a falta de planejamento, que acaba resultando em mais do mesmo.

Se Alex realmente morrer, pode ser que essa possível reviravolta que vimos hoje não vingue. Por isso ficarei na torcida que Mark realmente tenha a coragem de deixar boa parte deles longe de Tree Hill por um tempo. E seria interessante que dessa vez mostrasse eles separados, apesar de que não irei reclamar se tivermos outro pulo no tempo.

E é tão bom quando o que eu falo há tempos é mostrado. Primeiro que a série, nos erros ou nos acertos, tem continuidade, e que bela continuidade vermos a mãe de Jimmy dizendo umas verdades pra Dan, e Jamie com medo de que skills vá embora porque Lucas foi e até agora não deu as caras.

A segunda coisa que venho dizendo a muito tempo é que Lucas era o elo de ligação de todos da série. E agora sem ele Mark foi esperto de dividir as tramas. São quase historias independentes de personagens que conhecemos há muito tempo. E quando digo que a equipe criativa da série foi esperta, digo que foi bem mais coerente fazer isto do que simplesmente tentar “substituir” Lucas.

E o que aconteceu com Dan pra se deixar manipular dessa forma por Rachel? (Paulo Fiaes)

Dexter: Lost Boys (4×10)
Data de Exibição: 29/11/2009
MVP: Michael C. Hall e John Lithgow

Nunca nenhuma série ou filme mostrou tão claramente o lado mais “fodido” da natureza humana. Michael C. Hall nos mostra, após quatro temporadas, mais uma faceta do seu personagem – o preocupado e desesperado Dexter tentando salvar a mais nova vitima de Arthur Mitchell (não podemos mais chamá-lo de Trinity, certo?)

Gostei muito quando Dexter percebe que as prioridades dele mudaram. Se antes, era tirar vida pra saciar sua sede (ou relembrar sua infância), agora ele protege vidas por saber que algumas delas merecem viver.

Do outro lado, Arthur Mitchell, que ao mesmo tempo que nos assusta (eu fico com dor no estômago nas cenas dele), acaba também nos mostrando que ele é só (mais) um que foi ferrado, vitima de uma tragédia da qual não se recuperou. Tanto que as mortes seguem um padrão que o fazem lembrar o que ele era antes da tragédia (a morte da criança, ou da inocência, se preferirem) e o que ele se tornou depois dela (a morte de um pai de família por espancamento).

Quanto mais Dexter muda, deixa seu lado humano ganhar força, mais ele se aproxima de ser pego. O que não deixa de ser poético, a redenção do personagem está acontecendo com ele enterrando (ou se preferirem superando) a sua infância. (Paulo Fiaes)

Paradox - Episódio 1

Paradox: Episódio 1 (1×01)
Data de Exibição: 24/11/09
MVP: n/a

E a BBC me surpreende mais uma vez. O plot principal de Paradox não é nenhuma novidade, bebendo um pouco da fonte de Minority Report.

Rebecca é uma detetive inteligente e imaginativa, isso a coloca no caminhos do jovem e cético cientista Christian, que tem nas mãos um material que mudará a vida deles.

A trama do episódio é simples e apresenta bem os personagens. Christian recebeu umas fotos enquanto monitorava a emissão de gases do sol, mas então ele recebe arquivos de um acidente que ainda não ocorreu e chama Sonia, que coloca Rebecca no caso, mesmo não acreditando naquilo.

Maluco? Psicopata? Ou baixou acidentalmente um episódio de CSI com o satélite?

Rebecca e Holt, que não acreditam na história, e Callum, que já deixa sua mente mais aberta, pesquisam tudo o que podem e a história de duas pessoas se cruzam.

De um lado temos Harry que está com a cabeça cheia com medo de perder o emprego e ainda cuidar da família. E do outro temos Lister, fechado devido a morte de sua esposa. Os dois tem em comum o acidente que se envolvem no futuro e que Rebecca e sua equipe tem de investigar, prever e evitar, sem dar muitos detalhes, já que às vezes nem ela os tem.

O legal é que assim como investigações normais onde teoricamente se busca uma solução e/ou explicação para o caso aqui eles tem de fazer o contrário, pegar pistas avulsas (uma foto de frisbee, uma garota morta, placa com “INGH” e uma ponte) e ligar os pontos.

Gostei do clima tenso, de lidarem tudo a um fato ciêntífico novo, e ainda não esquecerem o bom drama policial. O melhor é o final. (Dan Artimos)

Leia a review ampliada no weblog Episódios Comentados.

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

16 Comments

  1. Thomaz Jr.

    SCRUBS: Que decadência!

    Nem a falta de educação deles não é mais a mesma. Acho que Grey’s e house tem gente mais mal educada.

  2. Fernando dos Santos

    Paradox-Pelo que li no review a premissa lembra um pouco também o filme Dejavu protagonizado por Denzel Washington, onde as imagens de satélite possibilitavam a captação no presente de fatos do passado.No caso da série inglesa eles parecem ter invertido a premissa e o satélite captou imagens do futuro.

  3. Maxson Iori

    Gente não sei porque mais nao vejo graça em scrubs, nenhuma nao me faz rir nunca… achei muito legal essa série Paradox, o clima de suspense no ar.as historias se interligando.

    no final de tudo desperate sempre muda da agua pro vinho, no caso da linette passou até que apagada essa temporada ae vem uma historia fraca, e ela consegue dar uma aula de como ser atriz(felicity) tiro o chapéu pra ela…

    vou parar pq estou comentando todos os topicos já…
    abçs pessoal té mais

  4. Danilo

    Desperate Housewives.
    Concordo que a Felicity estava ótima, eu fiquei com tanta pena da Lynette naquela cena que ela foi demitida.
    Mas não dá pra não falar da Katherine, aquela cena final foi tão Desperate Housewives. Ok, ta na cara que ela só fez aquilo pra encriminar o Mike e não pra realmente se matar. A Dana tava incrível também. Agora é esperar pelo boom do próximo episódio.

  5. anderson

    Morra scrubs, morra. Do que adiantou um final tão legal temporada passada se o JD voltou??. aloooo.

  6. anderson

    Ah e sobre Dexter, acho q esse foi o primeiro episodio da série toda que um ator superou Michael C Hall.
    Fala sério, John Lithgow está destruindo nessa temporada, vimos tantas facetas do seu personagem, mas essa do menino inocente foi ao mesmo tempo bonita e assustadora. Merece prêmios. Nunca tive tão ansioso pelo final de temporada de Dexter.

  7. Claudemir A. Zamproni

    Assisti “PARADOX” e gostei. Vou continuar. Meu Deus, e o que é esse “DEXTER”?!?! É de faltar o ar, de falhar o coração, de não piscar o olho… Espetacular!!! Tem certeza de que este episódio de “MELROSE PLACE” se chamou “Vine” e não “June”?????

  8. Tati Leite

    Melrose Place: foi erro meu. Na hora de enviar o texto não percebi o erro. Mil desculpas. E obrigada por avisar, Claudemir.

  9. José Vitor

    Eu não assisto Desperate Housewives (só vi a 1ª e a 2ª temporadas, por download), mas eu adorava a Lynette…a Felicity consegue irradiar emoção, é uma atriz bastante carismática.

  10. SILVINHA

    EI!!!!!!!!!!!!!!!!CADÊ A CARLA ?NÃO FALARAM ANTES QUE ELA TAMBÉM ESTAVA FORA…. E O ZE
    LADOR ??????PAREI COM A SÉRIE.ISSO AGORA É SÉRIE NOVA, ESQUEÇAM TUDO DE ANTES.

  11. Raruiz

    Já baixei Paradox e vou conferircom certeza…

    Como curiosidade verei Misfits também!!!

  12. Andrew Maxwel

    O problema de Scrubs não é nem a falta dos personagens antigos. Eles já cumpriram seu destino e só apareceriam para fazer a transição de elenco mesmo. A dificuldade é conseguir sentir a mesma empatia por Lucy que sentíamos por J.D., já que ela parece mais uma garotinha perdida e assustada do que um interno completamente sem noção como era o grande John Dorian.

  13. Patricia E.

    Dexter

    Esse final de temporada promete! Fico grudada na tela e quase grito de raiva quando o episódio termina porque esperar 1 semana pra ver o próximo tem sido dureza.

  14. Tati Leite

    OTH: Eu estou gostando da trama da Millie porque o caminho mais simples seria depois do susto da prisão ela voltar ao ‘normal’. E Mark não fez isso. É conhecido de muitos que cocaína vicia de imediato.
    E fiquei desconfiada: será que Brooke é adotada?!

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