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Spoilers

Lá Fora: a Sociedade da Justiça em Smallville, o winter finale de Fringe e o tributo a John Hughes em One Tree Hill

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Smallville - Absolute Justice

A primeira semana de fevereiro chegou repleta de importantes acontecimentos para os fãs de séries de TV. O mais importante deles, claro, foi a premiere de Lost – que você lê aqui. Mas a equipe do TeleSéries foi além e preparou resenhas de outras 15 séries que tiveram episódios marcantes nesta semana.

Em Smallville, o destaque foi para o telefilme Absolute Justice, com o maior número de super-heróis por metro quadrado da TV americana. Fringe entrou de férias nos EUA, com um último episódio que avançou na mitologia da série. One Tree Hill preparou um belo episódio tributo a John Hughes. Desperate Housewives recebe a visita de Julie Benz, de Dexter. O hospital de Grey’s Anatomy ganha um novo chief. Em The Vampire Diaries, Katherine volta a cena.

A coluna segue ainda com resenhas de Caprica, Bones, The Big Bang Theory, Modern Family, Accidentaly On Purpose, House, Damages, The Good Wife e Friday Night Lights. Veja a seguir e deixe seu comentário!

Smallville: Absolute Justice (9×11)
Data de Exibição: 5/2/2010
MVP: Hartley e Michael Shanks

Absolute Justice é tudo aquilo que Smallville sempre sonhou em ser e não conseguia.

Aos fãs da DC peço desculpas por não conhecer o universo da Sociedade da Justiça Americana, só posso falar do que assisti. E o que vi foi muito bom. Inicialmente AJ parece um episódio isolado no meio da temporada, mas não é bem assim. A Sociedade da Justiça e seus membros serviram para mostrar aos nossos já conhecidos heróis que seu grupinho está em frangalhos. Eles são amigos, os únicos amigos que tem, mas ninguém confia em ninguém. E a cada cena ficava mais nítida a diferença entre Clark, Olliver e Chloe e os membros da Sociedade. Por isso cada conversa teve uma importância sem par. Eles precisam aprender a confiar, a verem um ao um como família, como pessoas especiais e necessárias em suas vidas.

Justin Hartley como sempre esteve impecável no seu papel (e ele o é, mesmo quando tentam destruir seu personagem) e as suas conversas com Carter Hall foram as mais elucidativas. Mas os encontros de Lois com o Dr. Destino (ou mesmo de Chloe e sua solidão cada vez mais aparente) não ficaram atrás. E Clark penou durante nove anos para sair da casca que inventaram para ele, mas pouco a pouco ele tem se transformado no que sempre deveria ser.

A minha grande dúvida é (a agente) Mercer. Eu sempre quis saber o que modificou tanto a garota que Olliver conheceu um dia. Terá sido essa tal Xeque Mate? Será que os roteiristas chegaram a imaginar algum dia o que a transformou no que ela é hoje?

Zod e os Kandorianos podem ser os grandes vilões da temporada, mas me parece que os roteiristas estão pensando bem mais à frente, o que é sempre uma boa coisa. (Mica)

Caprica:: Reins of a Waterfall (1×03)
Data de Exibição: 5/2/2010
MVP: Eric Stolz, Esai Morales e Magda Apanowicz

Balance it out.

E com essa pequena frase, os roteiristas de Caprica consolidaram a evolução de Joseph Adama e Daniel Graystone de completos desconhecidos, a aliados unidos por sua dor comum a inimigos. Como já era de se imaginar, as consequências da revelação de Amanda semana passada foram severas. Foi ótimo ver que internamente, tudo parece ter sido resolvido em uma conversa (seguida de uma transa na frente da filha robô, hilária em seu humor sombrio).

Porém, se Daniel só tinha que desculpá-la pela indiscrição, o mesmo não pode ser dito das pessoas que perderam seus amados e que acabam de encontrar seu bode expiatório. E o que eu tenho gostado a respeito de Caprica, é que imagino como as coisas vão evoluir e elas me surpreendem. Então eu não sei se Daniel vai resolver seu problema de imagem facilmente, se os irmãos Adama matarão Amanda (espero que não) ou se a polícia vai encontrar alguma coisa de importante na casa dos Graystones (e isso inclui Zoe).

Do lado teen, ainda tivemos uma subtrama ótima com Zoe/Lacy/Tamara e tenho que dizer que Lacy já é uma das minhas favoritas do show. Magda Apanowicz está ótima e espero que sua estória continue ganhando atenção. (Thais Afonso)

Fringe - Jacksonville

Fringe: Jacksonville (2×15)
Data de Exibição: 4/2/2010
MVP: John Noble e Joshua Jackson

É sempre gostoso quando uma série te apresenta um episódio de qualidade, e eu fiquei plenamente satisfeita com Jacksonville. Infelizmente é o último episódio inédito pelos próximos dois meses, visto que Fringe entrou em (mais um) hiato.

Depois de alguns episódios aparentemente isolados, esse ‘winter finale’ nos trouxe de volta a mitologia do seriado. E mexeu com algumas coisas bem interessantes. As mais importantes são, é claro, a colisão das realidades paralelas, o retorno de Olívia à Jacksonville (o que permitiu que a agente reabrisse o ‘canal’ do seu dom e com isso salvasse todo aquele povo hospedado no hotel, mas não sem antes sofrer um bocado revivendo os testes aos quais foi submetida quando criança), e a descoberta que a agente faz acerca de Peter.

Parece que decidiram realmente unir Olivia e Peter. E embora eu fosse contra a um relacionamento dos dois no início da série, acredito que o assunto está sendo trabalhado de forma delicada e sem pressão, o que torna as cenas entre os dois bastante plausíveis. Só me pergunto como será agora que a agente descobriu que Peter não é desta realidade.

Preocupa-me a relação de Olivia com Walter. Já foi difícil para ela aceitar o cientista matando o nazista no episódio anterior. Em Jacksonville a agente demonstrou toda a indignação pelo que Walter fez com ela e outras crianças. E como reagirá quando descobrir o porquê de Peter não ser desta realidade? Algo irá se quebrar nesse triângulo, e infelizmente as respostas não virão tão cedo. (Mica)

Bones - The Devil in the Details

Bones: The Devil in the Details (5×14)
Data de Exibição: 4/2/2010
MVP: Henri Lubatti e Emily Deschanel

Muito, mas muito bom esse episódio de Bones! É incrível como a série consegue ser inteligente, ágil e cativante depois de tantas temporadas e como ela consegue trabalhar assuntos como Deus, diabo, ciência e religião com tanta propriedade. Em The Devil in the Details, Neal Lowery era um esquizofrênico que acreditava ser um demônio e na procura pelo assassino a equipe se depara com as várias formas que o mal pode se manifestar acreditando ou não no diabo.

Veja só, Arastoo pra se defender matou um homem e apesar das circunstâncias e de muitos acharem justificável a sua atitude ele tem de viver com esse fardo e com o fato de que também fez o mal. Temperance se dá conta de que há muita coisa que a ciência não explica e que a psicologia não é assim tão desprezível e no final do dia o importante é ter algo em que acreditar. Anyway, as reflexões que a série incita através da fragilidade de seus personagens é o grande mérito de Bones. Excelente episódio! (Lara Lima)

The Vampire Diaries - Children of the Damned

The Vampire Diaries: Children of the Damned (1×13)
Data de Exibição: 4/2/2010
MVP: Nina Dobrev

E a trama se complica. Talvez a melhor qualidade de The Vampire Diaries seja sua rapidez em resolver problemas e jogar mistérios em um mesmo episódio. Depois de uma sequência sem a real aparição de Katherine, ouvimos apenas seu nome, ela volta e melhor do que nunca.

Às vezes acho que os roteiristas não fazem idéia de como conectar o passado com o presente, principalmente essa história de trazer a vampira dos mortos, porém a partir do momento em que eles resolvem chutar o balde e tratar tudo como algo trash, envolvido com um romance água com açúcar, as coisas começam a ficar boas.

Um exemplo é o modo como o jeito “saidinho” de Katherine é o contraste perfeito para a perfeição de Elena, e muito disso só é possível por causa da atuação de Nina Dobrev que usa seu pior quando está na fase Elena, ou seja, não atua, fica preguiçosa e quando volta ao passado, finalmente tira a máscara de boa moça e começa a trabalhar com emoções.

De qualquer forma os ganchos no final foram ótimos, com Bonnie e Elena sequestradas e Damon finalmente com o livro de receitas das bruxas em suas mãos. Será que teremos que esperar até o season finale para Katherine voltar? Espero que não. (Lucas Bonini)

One Tree Hill - Don't You Forget About Me

One Tree Hill: Don’t You Forget About Me (7×15)
Data de Exibição: 1/2/2010
MVP: Jackson Brundage, Sophia Bush e Austin Nichols

Julian:

John Hughes. Seus filmes eram sobre a ‘luta’ que todo adolescente passa.

Quando eu comecei a me encantar pelos filmes de John Hughes eu não era adolescente e não fazia idéia o quão representativo seus filmes sobre o assunto foram para uma geração de jovens. Acredito que o fato de eu me emocionar durante todo o episódio em parte vem do fascínio que seus filmes tem sobre mim até hoje. E ele também sabia fazer filmes para crianças como poucos.

Estou falando dele porque para quem não sabe o episódio foi uma homenagem. Haley e Quinn organizam um baile beneficente para o colégio que tem como tema os anos 80. Isso serviu para uma série de referências. A começar por Haley acordando e se dando conta que ninguém se lembra de seu aniversário. Como aconteceu com Molly Ringwald em Gatinhas e Gatões. Além disso o vestido de Haley para a festa era rosa referência a outro filme de sucesso de Hughes, A Garota de Rosa Shocking. A cena final de Haley e Nathan sentados em cima da mesa é exatamente a cena final de Gatinhas e Gatões.

Brooke e Julian para variar protagonizaram cenas muito bonitas. É impressionante que os dois mesmo não sendo mais um casal tem uma química espetacular. Como disse a própria Alex: eu agora sou uma Brulian. Contudo, bastou ter Jamie em cena e pronto: Jackson rouba o episódio. Ele conseguiu um feito: ser tão (ou mais) fofo que Macaulay Culkin em Esqueceram de Mim. Não tenho como relatar cada ponto do episódio mas tenho que admitir que OTH parece estar conseguindo manter seu rumo mesmo com a ausência de Lucas Scott. E onde será que anda o Dan? (Tati Leite)

Friday Night Lights: Laboring (4×12)
Exibição: 3/2/2010
MVP: Connie Britton e Kyle Chandler

É sempre difícil escrever sobre Friday Night Lights e essa semana a tarefa ficou mais complicada. Olhando bem, há algumas falhas no roteiro que prejudicou a qualidade dos episódios desde a saída de Matt Saracen, mas nem dá pra pensar muito nelas depois de Laboring e sem dúvida não vou conseguir dizer o quanto esse episódio mexeu comigo.

A família Taylor vive uma fase amarga. A diretora enfrenta novamente pais revoltados e o treinador está diante de um grande problema com a chegada do jogo contra os Panthers. A verdade é que a situação de seu time é muito ruim, o Lions não tem reais chances de vencer e Eric não pode desistir de novo, sem contar que todos fazem o que pode pra atrapalhar qualquer chance de melhora. E a tendência é ficar pior. Vince por exemplo vai precisar de olhos extras se quiser continuar vivo depois de sair daquele carro e Tim Riggins foi pra cadeia por conta dos carros roubados. Depois disso tudo fica difícil criticar os deslizes com Julie e Matt, com a gravidez de Becky e com o esquecimento de alguns personagens (cadê JD McCoy?). Fica o nó na garganta porque não é uma One Tree Hill onde a tragédia é romântica e onde o amor supera, mas trata simplesmente da vida, que bem sabemos não é fácil e os problemas não se dissolvem no ar. (Lara Lima)

The Big Bang Theory - The Einstein Approximation

The Big Bang Theory: The Einstein Approximation (3×14)
Exibição: 1/2/2010
MVP: Jim Parsons e Melissa Rauch

Sabe aqueles momentos que você empaca com um texto, um relatório? E por mais que você tente nada sai do lugar? Imagina isso acontecendo com o Sheldon. Pois é, o episódio é sobre isso. Sheldon tem uma espécie de bloqueio e isso causa vários transtornos para ele e principalmente para aqueles que o cercam: no caso, Leonard e Penny.

Paralelo a isso, Raj sugere a Leonard e Howard a irem a um ringue de patinação para uma festa temática. Acontece que os dois gostam da idéia, mas resolvem levar Penny e Bernadette deixando o pobre do indiano de fora.

O episódio foi bem divertido e eu espero que os roteiristas escrevam mais cenas para Melissa Rauch. Bernadette conseguindo fazer com que Sheldon fosse dormir foi uma das cenas mais engraçadas de TBBT até aqui. A atriz é excelente e encaixou bem com o resto do elenco. Agora nada supera a cena na piscina de bolas. Eu fico imaginando como Jim Parsons comprido daquele jeito conseguia se esconder tão rápido. Se o episódio fosse apenas ele pulando e dizendo ‘bazinga’ já seriam 20 minutos garantidos de risadas. (Tati Leite)

Modern Family: Moon Landing (1×14)
Data de Exibição: 3/2/2010
MVP: Ty Burrell

No mundo em que vivemos, é difícil prender o espectador. Na TV, megaproduções hipnotizantes invadem a telinha. No cinema, a telona, a cada mês, recebe uma inovação tecnológica diferente para forçar o pessoal a se locomover e pagar o bendito ingresso. Eu seria moderano se chamasse este cenário de luta. É uma guerra. De verdade. Só que, quando se usa a inteligência, certas produções quebram esse padrão. Modern Family é um desses casos, por brincar com a simplicidade.

A série não se utiliza de recursos inovadores, mas os utiliza de uma maneira interessante. Em Moon Landing, referência à situação pela qual passam Jay e Cameron no vestiário de uma academia, temos a engraçadíssima Gloria envolvida em um acidente de carro e Claire passando apuros e vergonha quando uma velha amiga bem-sucedida resolve visitá-la. Mas Impagável mesmo é o novo ‘jeito’ que Phil consegue imaginar para dar um ‘up’ na sua imagem como vendedor, para se tornar, de alguma maneira torta, mais confiável.

Modern Family é, por assim dizer, um casamento de Chaplin com Chanel. Num cenário em que menos é mais, como diria a estilista francesa, a gente se diverte fácil com bem pouco, porque o bom humor, na verdade, é simples. Difícil é ser um gênio, como Chaplin, para com pouco saber entreter. (Rafael Maia)

Accidentaly On Purpose - Attack of the 50 Foot Woman

Accidentaly On Purpose: Attack of the 50 Foot Woman (1×14)
Data de Exibição: 1/2/2010
MVP: Nicolas Wright

Após uma pequena pausa, Accidentaly On Purpose volta com um episódio bastante divertido, principalmente se considerarmos os momentos de Davis trabalhando em um bar gay. Nicolas Wright se destaca nas histórias contadas pelo seriado e acaba roubando a cena do casal principal.

Enquanto Billie e Zack enfrentam o fato de que o nascimento se aproxima e que o arranjo anterior precisa realmente ser revisto agora que são um casal – e não deixa de ser irônico o fato de que é Billie quem tem mais dificuldades com isso – Olivia tenta arrumar um “melhor amigo gay” para Abby, enquanto Davis precisa dispensar um cliente que se apaixona por ele, sem chateá-lo porque ele é um bom cara.

Davis é um dos melhores personagens dos últimos tempos: constantemente enlouquecido, ele tem um coração enorme e uma inocência que, em muitos momentos, parece impossível ser verdadeira. (Simone Miletic)

Desperate Housewives - The Glamorous Life

Desperate Housewives: The Glamorous Life (6×14)
Data de Exibição: 31/01/2010
MVP: Julie Benz

Uma presença bastante especial visitou o episódio The Glamorous Life, a estrela Julie Benz, de Dexter. Bem, mas porque o texto está sendo iniciado logo pela visitante e não pelas já veteranas da série? Porque o episódio se resumiu surpreendentemente à atriz convidada.

Absolutamente nada de interessante aconteceu com Susan, Lynette, Gabrielle e Bree. Katherine sequer deu as caras. Susan só serviu de escada pra Julie Benz brilhar, já que a dona-de-casa precocemente convenceu a stripper a largar a profissão e tentar uma vida nova.

Lynette teve uma participação pífia com uma historinha bem fraca envolvendo a terapeuta e uma peça de teatro. Bree segue com expressão de angústia com as chateações do marido.

Gostei da aproximação da Gabrielle com Angie. A discussão ouvida na porta da italiana deve repercutir nos próximos episódios. Só uma coisa realmente me intrigou: qual o motivo de Angie ter se revoltado tanto com a reciclagem do lixo? (Ivan Guevara)

Grey's Anatomy - State of Love and Trust

Grey’s Anatomy: State of Love and Trust (6×13)
Data de Exibição: 4/2/2010
MVP: Sandra Oh

Chegamos à tão esperada coroação de Derek Shepperd como Chief do Seattle Grace Hospital. Mas a posição foi alcançada por amor à medicina ou por ser digno de confiança e merecimento? Talvez por nenhuma das hipóteses. Em State of Love and Trust, logo no início, na cara de todo mundo, o próprio Derek dá o recado: ‘não se pode confiar em ninguém a não ser em nós mesmos’.

Em um episódio que mostra um Derek mais frio e menos charmoso, o que mais dói é ver o carismático Dr. Webber ser varrido para fora do hospital, como se o que existe ali hoje não fosse devido ao seu trabalho e liderança. Também vemos a durona, mas sensível, Dr. Bailey de uma maneira diferente, cambaleante e incerta de como proceder frente a um possível erro médico.

Quem me venceu, no entanto, foi a Sandra Oh, mostrando que confiar demais é ingênuo e imaturo. Grey’s é uma série mulherzinha, mas eu desafio quem assistir à cena final de Yang e Owen e não se emocionar. A cumplicidade dos dois, o jeito torto de amar (e de confiar) e a sinceridade são tudo que todo mundo quer ter.

Mais uma vez, extrapolamos a medicina e aprendemos que confiança é a base de todo tipo de relação na vida social. Mais do que um sentimento, é um pressuposto da vida cotidiana. É a confiança de que o mundo não vai acabar quando apagamos a luz e colocamos a cabeça no travesseiro que nos faz dormir tranquilamente. (Rafael Maia)

House: Moving the Chains (6×12)
Data de Exibição: 1/2/2010
MVP: Hugh Laurie

Ao assistir aos primeiros episódios desta temporada eu acreditava que os problemas da quinta temporada tinham sido resolvidos e voltaríamos a ter mais profundidade nos dramas de House, ao invés da maldade rasteira que ele andava praticando.

Depois de episódios muitos bons vieram alguns tropeços e Moving The Chains está longe de ser um grande episódio, talvez porque focado em Foreman, que nunca figurou na lista de personagens mais mais, mas também não foi de todo ruim.

Por baixo da maldade de House um interesse genuíno em entender o que se passava entre Foreman e seu irmão e, quem sabe, fazer as coisas se arrumarem. A tal bondade que talvez somente Wilson e eu consigamos enxergar.

Do lado ruim fica o fato de que a parte melhor do episódio foram as pegadinhas que House e Wilson receberam e que um atribuiu ao outro, afinal esse não para ser um seriado de comédia, certo? (Simone Miletic)

Damages - The Dog is Happier Without Her

Damages: The Dog is Happier Without Her (3×02)
Data de Exibição: 1/2/2010
MVP: Glenn Close

Por alguns segundos durante a cena em que Patty conversa com Phil, eu quis que ela aceitasse o pedido dele para reatarem. Não porque eu estivesse torcendo para eles se acertarem e viverem felizes para sempre. Pelo contrário, acho que as coisas dariam loucamente errado caso Phil voltasse para casa.

Porém, eu não fiquei chocada, tensa ou sequer triste em descobrir sobre a morte de Tom no episódio passado (e eu gosto do Tom). E apesar de Campbell Scott e Martin Short estarem fazendo suas partes com louvor, o caso Tobin ainda não me cativou. Então o segmento entre Patty e Phil foi basicamente a minha parte preferida dessa temporada até então, porque pelo menos nesse plot acompanhamos Patty, em toda sua inteligência e malícia, sendo implacável, o que me remete ao melhor que a série tem a oferecer. E Phil, mesmo tendo caído na armadilha da ex-mulher eventualmente, é um oponente mais formidável do que os Tobin, a promotoria e até mesmo o advogado Lenny se mostraram até agora. Tragam Arthur Forbisher ou Claire Maddox de volta, porque a Patty precisa de alguém que seja um verdadeiro desafio. E o plot desse ano está parecendo que será tudo, menos uma boa briga. (Thais Afonso)

The Good Wife: Bad (1×13)
Data de Exibição: 2/2/2010
MVP: Julianna Margulies, Chris Noth e Dylan Baker

Eu já disse algumas vezes aqui que torço por Peter Florrick. Torço para que ele redima, não só com Alicia, mas conosco, espectadores. Torço para que ele se mostre como um homem, humano, que cometeu um erro irreparável que quase destruiu sua família, mas que não é o monstro insensível e manipulador que parte do público já concluiu que ele é. No final de Bad, ele recebe essa chance. Eu não sei se vai abraçá-la e se ele não o fizer, eu compreendo.

Ele poderia aceitar a oferta de Gleen Childs e se tornar livre, mas então, com um atestado de culpa, sem poder praticar sua profissão e com uma idade já avançada, Peter sairia da cadeia apenas para se tornar mais alguém de quem Alicia tem que cuidar, e honestamente, acho que isso seria ainda mais perverso com ela do que se ele ficasse na cadeia.

É como no caso da semana: Colin Sweeney não conseguia se desvencilhar de maneira alguma da morte da esposa, mesmo que estivesse livre. Ele se aproveitou disso para viver abertamente sua personalidade desagradável e capaz de causar desconforto na sociedade. Ele obviamente adora ser aquele homem excêntrico e assustador, e o presente dele para Alicia só prova isso. Porém, Peter quer justamente o contrário, então para ele aquele julgamento não é só sobre liberdade, é sobre expiação. Talvez aceitar a oferta de Childs possa expiar seus pecados para com sua família, mas será o suficiente? (Thais Afonso)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

26 Comments

  1. anderson

    Ums dos melhores episodios de TBBT da história, sem sombra de duvidas. BAZZINGA!

  2. Maria Clara Lima

    Primeira!! Só para dizer que eu ainda estou com ressaca de Absolute Justice!

    Há! Lost, quem? Welcome to Smallville, bitch!

  3. rafael

    Grey’s

    É incrível como os roteiristas e produtores podem nos mudar em relação a certos personagens.

    Izzie era uma de minhas personagens preferidas na série. Depois dessa viagem para a luz e voltar ela se perdeu, fez grandes burradas e deixa a série(até quando que é a pergunta). Deixei de gostar dela, mesmo sentindo saudades.

    Alex era O idiota da série. Nojento, arrogante, e tudo de ruim, acabou se tornando um dos melhores na atual temporada para mim.

    O Chief nunca foi o preferido de todos, mas sempre me fez ter respeito por ele. Sei de sua posição no hospital, deve ser difícil. Ria horrores com ele em algumas cenas (pedir para George dar uma de fiscal no hospital). Mas aí vem essa temporada, e só para fazer ele sair da chefia, trazem o lado negro dele de volta? Que é isso?

    Gosto do Derek, mas sinceramente, espero que não dê certo para ele na chefia. Ele dveria ter resolvido de outro jeito. E tenho a certeza de que isso realmente não irá durar muito, afial, o que dura em Grey’s? Casais terminam a toda hora…

  4. Neves Consultor

    Smallville chegou ao seu limite, mas pelos menos está melhor que o “ruim mas tá bom” de Heroes, que acertou alguns pontos nesta temps nova, embora me irrite as vezes com aquele circo móvel tipo a Ilha de LOST, rsrs. Já Absolute Justice, esperava que fosse ser um bom telefilme. E por mais estranho que seja, se eles não cagarem (ops) esta temps com seu final, bem que queria ver uma nova temporada de Smallville.

    Já TBBT continua UAU. SHOW.

    Damages, a cada dia melhor, ela é top-TOP.

    Accidentaly On Purpose ainda me acostumando com a série.

    Friday Night Lights… outra série que gosto muito, mas as vezes me falta tempo para poder acompanhar melhor…

  5. rafael

    Vampire Diaries

    A série está conseguindo me cativar mesmo. O que é bom, muito bom. Tenho essa cisma com séries novas. Não sou de dar chances. Ok, eu dou chances. Mas só ao episódio piloto. Não consigo ficar com 15 séries ao mesmo tempo assistindo. Todas as minhas séries são da temporada 2004, 2005 2006 e 2007. Faz o que? 3 anos que não adicionava nenhuma a minha lista.

    Ainda bem que não fui o único que pensou no Van Helsing na cena do Alaric. E ultimamente vem a minha cabeça que o Damon pode ter transformado a esposa dele numa vampira. Quando mostraram o flashback dela, fez parecer que Damon havia matado ela. Mas com o Alaric dizendo que quer saber o que aconteceu a ela, fico na expectativa.

    Gente, qual a necessidade de mostrarem o 1×10 o Tyler e a lua ao SPOILER que fiquei sabendo se desde lá que ele não mostra a cara?

    Sobre a Nina (atriz da Elena), ela realmente muda quando interpreta a Katherine. Assisti a um filme um dia desses com ela e, surpresa, ela era uma mão no filme, que show de interpretação, viu?

  6. Ana

    House
    Episódio meia boca, assim como o anterior. Não adianta, roteirista, eu não gosto muito da Thirteen e o Foreman podia morrer que eu nem me importaria (e colocar o irmão dele? Foreman já é um pé no saco e o irmão dele não fica muito atrás não).
    E só mais uma coisa: Lucas se transformou em um personagem extremamente detestável. E ele e a Cuddy não combinam mesmo.

    The Vampire Diaries
    Ah, Katherine é emoção!E a Nina passou de um nível Blake Lively para algo bem mais aceitável.
    E eu quero muito que eles abram logo essa tumba.
    Gente, qual a necessidade de mostrarem o 1×10 o Tyler e a lua ao SPOILER que fiquei sabendo se desde lá que ele não mostra a cara? [x2]
    Até tinha esquecido o nome dele

    Modern Family
    E não é que as participações especiais estão cada vez melhores? Minnie Driver como a amiga da Claire que tem quatro amantes foi muito legal!
    O problema de Modern Family é que não dá para elogiar uma parte, o episódio inteiro foi muito bom!
    E esse episódio foi memorável porque o Dylan apareceu com a sua música ‘maravilhosa’.

  7. Lara Lima

    Grey’s Anatomy

    Sandra Oh é a razão de eu não ter desistido de Grey’s. No pouco que faz ela é perfeita. Que cena foi aquela, ela relembrando seu relacionamento com Burke?!Sensacional. Eu não gosto dela com Owen, acho os dois muito nada a ver e é de muito mal gosto os dois se beijando já que ele parece um homem das cavernas. Acho que ele fica melhor com Dr. Altman e pra ser bem sincera eu amava Yang com Burke. Mas já que é pra ser Owen e Yang que ela pelo menos não se torne submissa.
    Chief foi afastado e Derek assume o lugar que na minha cabeça devia ser de Bailey, Chandra ia arrasar e Seattle talvez tivesse uma chance de voltar aos tempos de glória.

    House
    “Do lado ruim fica o fato de que a parte melhor do episódio foram as pegadinhas que House e Wilson receberam e que um atribuiu ao outro, afinal esse não para ser um seriado de comédia, certo?”
    Concordo plenamente. E depois desse episódio tomei antipatia do Lucas.

  8. antonium

    house=continua patinando em episódios ruins,agora o house é uma sombra do que foi,uma equipe apática e com pacientes com casos mornos.eles simplesmente conseguiram acabar com o seriado.vou continuar assintindo para ver até onde eles conseguem ir com isso…
    smalville=é incrivel como eles acertaram no episodio simplesmente fazendo o que sempre deveriam fazer:respeitar a coerência entre os super-herois das HQs e dos seriados.os personagens se parecem muito nas duas midias e o episodio foi um presente para os fãs.parece que a mercer está metida em tudo…torcer para que isso tenha alguma coerência no futuro
    BIG BANG BAZINGA!eu disse num post antigo que eles deveriam apostar mais em piadas fisicas/visuais e isso está acontecendo e é a graça e o diferencial do seriado.sheldon rouba todas as cenas e a bernadette deveria ser mais explorada no seu carater de ser um personagem “esquisito” mais ainda do que os nossos adorados nerds…;)

    two and half men=o seriado está tão ruim que não temos mais resenhas?
    então que descanse me paz…;)

  9. Saulo

    quero mais resenhas de Secret Diary of a Call Girl! essa sim é uma comédia fantástica.

  10. Pedro Paulo

    Quando vc citou Claire Maddox eu lembrei que quando eu assiti o Emmy eu me perguntava pq Marcia Gay Harden não concorreu como coadjuvante. Ela arrasou. Em termos de elenco, a segunda temporada de Damages foi a melhor.

    Bizarra essa morte do Tom. Promete.

  11. Adelson (TD Séries)

    “Absolute Justice” foi mesmo fantástico! Já houve episódios similares (“Justice” e “Legion”), também muito bem feitos, mas este colocou “Smallville” em um novo patamar. Pena que esse nível de qualidade só será mesmo visto neste episódio. Mesmo assim, imagino que, com as lições aprendidas dos veteranos da Sociedade da Justiça, Clark e seus amigos ganhem novo fôlego para esta temporada.

    Sou grande fã do seriado, mas aceito que as coisas não andavam nada bem. Quem sabe esta seja a hora da virada?

  12. Fernando dos Santos

    Eu ainda não vi Absolute Justice mas gostaria de saber se a agência governamental Xeque-Mate apareceu no episódio.

  13. Mônica A.

    Smallville – Também não estou familiarizada com os quadrinhos, mas gostei do que vi, principalmente do Gavião Negro. Acho que a Sociedade da Justiça serviu pra realmente fazer com que Clark e sua turma se transformem nos Super Amigos. Eu gosto da Pam Grieer, mas achei aquela agente Waller meio esquisita. Sei lá, caricata. Não gostei dela. E qual é mesmo a da Tess Mercer?

    Bones – Uma das minhas séries favoritas, com episódios sempre muito interessantes.

    The Good Wife – Eu sou uma das pessoas que não confiam no Peter Florrick e não daria uma segunda chance a ele (como esposa). Mas meio que torço pra que as acusações contra ele, em relação ao trabalho dele, sejam falsas. Então espero que ele não aceite a oferta do Childs, ou vai estar admitindo toda culpa.

  14. André

    Fernando, sim, a agência Xeque-Mate apareceu no episódio Absolute Justice.

    E Mônica, eu também quero saber qual é a da Tess, ela tá em tudo (não que eu acho ruim, hehehe).

  15. Pingback: Tweets that mention Lá Fora: a Sociedade da Justiça em Smallville, o winter finale de Fringe e o tributo a John Hughes em One Tree Hill » TeleSéries -- Topsy.com

  16. Fernando dos Santos

    Obrigado, André.

    Eu gosto das histórias do Xeque-Mate nos quadrinhos.Espero que essa participação em Smallville inspire a emissora a fazer um spin-off da agência.

  17. mazinha

    TBBT como sempre é garantia de riso ou seu mau humor de volta…VIDA LONGA A TBBT!!!

  18. Luiza

    Quando Fringe começou eu não gostava da série,mais por achar que imitava demais Arquivo X,mas sempre assistia aos eps e começei a gostar muito.Adorei esse último,o Walter é um cara”interessante” acho que ele é louco mesmo,ou então um tipo de pscicopata,usar as pessoas-inclusive crianças,em experimentos e não ter o menor constrangimento…senti muita raiva dele nesse ep.achei a interpretação da Olívia muito boa,deu para sacar que ela ia descobrir sobre o Peter,e quando aconteceu foi maravilhosa a expressão dela.Pena que Fringe vai dar essa parada,mas espero continue na grade por pelo menos mais uma temporada.
    Parece que House já deu o que tinha que dá,adoro a série,mas não tenho mais vontade de ver os novos eps,tirando o primeiro os demais foram ladeira abaixo,mas acho que tem de acabar mesmo…

  19. Fernando dos Santos

    “Tess é melhor que o Lex? Fica a pergunta”

    Talvez não seja melhor, mas não faz feio na comparação.Na minha opinião a Cassidy Freeman vem fazendo na série um trabalho tão bom quanto do Michael Rosenbaum.

  20. Maryah

    Eu estava torcendo por Peter e Olivia, mas quando ela ficou olhando para ele no final pensei “Acabou!!!”.
    Super episodio, mas vendo o que Walter fez com as crianças, da pra desconfiar que o verdadeiro motivo para ele invadir a outra realidade e sequestrar o Peter foi o seu imenso ego, a incapacidade de aceitar que não tem todas as respostas.

  21. juninho

    smallville foi na minha opinia s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l.
    A tempos nao via um epi assim tao bem feito,tao emocionante eu acho que nen pisquei vendo o telefilme rsrsrs parabens,que continue assim e rumo a 10º tempo.

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