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Spoilers

Lá Fora: a finale de Californication e a volta de Delko em CSI:Miami

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Californication - Mia Culpa

Não foi só Dexter (leia aqui) que encerrou sua temporada com um bom cliffhanger. Californication, outra série da Showtime, encerrou sua terceira temporada deixando um bom gancho para 2010.

Californication abre esta edição da coluna Lá Fora, que reúne ainda reviews das comédias Accidentally On Purpose, The Big Bang Theory (com Christine Baranski!), Scrubs e Two and a Half Men.

Para quem gosta de séries policiais, temos ainda CSI:Miami, com a volta do galã latino Adam Rodriguez, e o episódio on the road da semana passada de CSI. Confira!

Californication: Mia Culpa (3×12)
Data de Exibição: 13/12/2009
MVP: David Duchovny e Madeline Zima

Mia não era exatamente minha personagem favorita de Californication na primeira temporada. Na segunda, ela montou um duo com Lew Ashby, que é até hoje meu personagem preferido da série (superando o Moody inclusive) e se tornou, de repente, extremamente interessante aos meus olhos. Com o Ashby morto, Mia perdeu um pouco daquela vibe boêmia. Porém, ela retornou com um objetivo, e com o roteiro inesperadamente sombrio desse episódio, acho que foi melhor assim.

Onde está Bill, a propósito? Que pai deixa a filha (então menor) sair pelo país sozinha em uma turnê de um livro? A cena de Moody com Becca, onde ela conta que perdeu a virgindade é especialmente tocante porque sabemos que Hank não é o que se espera de um pai. Ele não é estável e definitivamente não consegue andar na linha. Mas ele sempre tentou ser um bom pai pra Becca. E ele sabe o que está acontecendo com ela, seja o que for.

Mas Bill nunca soube o que estava acontecendo com Mia, e do roubo do livro, passando pela relação dela com Ashby até chegar em Paul, é parcialmente culpa dele que ela tenha chegado onde chegou. Nas mãos de um aproveitador que quando percebeu que ela não era uma galinha de ovos de ouro, não hesitou em planejar uma maneira lucrativa de expô-la como ladra em cadeia nacional, sem remorsos em possivelmente destruí-la e à família de Hank ao revelar sobre a transa deles. De qualquer forma, está feito. Em uma seqüência bastante intensa, Hank conseguiu destruir sua relação com Karen de vez e ir para a cadeia. Não sei o que nos aguarda na próxima temporada, mas espero que seja Hank em seu pior. Porque já cansei dele romântico e meloso. (Thais Afonso)

The Big Bang Theory - The Maternal Congruence

The Big Bang Theory: The Maternal Congruence (3×11)
Exibição: 14/12/2009
MVP: Jim Parsons, Kaley Cuoco e Christine Baranski

Natal + Sra. Beverly Hofstadter + Sheldon. Só essa combinação já seria o suficiente para boas gargalhadas. No entanto, uma das grandes sacadas de TBBT é o desenvolvimento da Penny e se ela interagindo com o Sheldon já era bom, com a ‘sogra’ ficou melhor ainda.

As duas bêbadas confrontando Leonard foi uma das coisas mais hilárias da série até aqui. E o beijo que Sra. Hofstadter (o nomezinho ruim de escrever) dá em Sheldon na frente de Penny foi maravilhoso principalmente pelos roteiristas não terem tido a idéia de fazer disso um grande drama. Foi uma atitude muito acertada não deixar Leonard saber e ser um segredo entre os três (Penny, Sra. Hofstadter e Sheldon).

Uma outra coisa que chamou a atenção é que cada vez mais crescem as piadas sobre a sexualidade de Raj e Howard. Por mais que as cenas sejam divertidas se não for levado adiante pode se tornar cansativo. Não tem propósito ficar batendo na mesma tecla se não for usá-la.

A propósito: nunca mais assistirei Grinch da mesma maneira após o comentário do Sheldon. Não é que faz todo sentido?! (risos) (Tati Leite)

Two and a Half Men: Warning, It’s Dirty (7×11)
Data de Exibição: 14/12/2009
MVP: Charlie Sheen e Angus T. Jones

É Natal na casa dos Harpers e é claro que, lá, nada acaba como o esperado, nem aquilo que parecia estar dando certo no início.

Charlie conclui que ele e Alan são, na verdade, um casal gay criando Jake e que ele vai passar a atuar na educação do adolescente. Vocês imaginam isso acabando bem? Não acaba mesmo: ele aconselha Jake a sair com outra garota, já que Celeste está viajando (ele nem pensa no fato de que já é um milagre Jake estar namorando uma), enquanto Alan surta porque isso não vai de acordo com os princípios dele – que incluem pedir em casamento a primeira namorada.

Eu, que sempre sou fã de Alan e de Cryer em especial, fiquei decepcionada com a bobeira que se abate no personagem nesta temporada. Tenho preferido muito mais a interação de Charlie e Jake, que descobre as maravilhas da vida como o tio vive, enquanto este aproveita do menino para exercitar a galinhagem que não pode mais.

É claro que tudo dá errado, Celeste aparece e larga Jake, a outra menina vai embora indignada, Chelsea assiste a tudo e fica brava com Charlie. E Evelyn, Berta e Marty (o ótimo Carl Reiner) assistem a tudo de camarote. (Simone Miletic)

Scrubs - Our Histories

Scrubs: Our Histories (9×04)
Data de Exibição: 12/12/2009
MVP: Sam Lloyd e Nicky Whelan

Scrubs está uma piada, só que não no bom sentido: é muito patética essa idéia de reboot. Quando adquirida pela ABC no oitavo ano, após a NBC decidir não renová-la, a ação foi por um bom motivo: construir um final apropriado. Foi o que aconteceu, pois Scrubs teve ou louvável último episódio. Mas mesmo com o desfecho, set original destruído e mais da metade do elenco de fora, resolveram criar uma nova temporada… Que diabos?!

Não sinto mais o ânimo e a sinceridade de antes nas cenas entre J.D. e Turk (que finalmente mencionou Carla), Dr. Cox ainda funciona, mas segue sendo uma pálida caricatura do que já foi e o novo elenco já me cansou. E estamos só no quarto episódio! A dupla de seguranças parecem personagens de Reno 911! (não é elogio!); os devaneios da J.D. de saia não possuem a mesma “classe” das de John Dorian; o personagem do irmão de James Franco é nojento; e o ex-presidiário não se parece com um líder. A única exceção é a médica australiana… Ela é perfeita e não consigo tirar os olhos dela.

Mas o foco da série deveria ser… Bem, é complexo, mas deveria ser centrado em seus velhos personagens. Logo, a despedida de Ted roubou a atenção dessa vez, assim como na despedida (relâmpago) do zelador. Inteligentes são os que sem na hora certa… (Thiago Sampaio)

Accidentally On Purpose: It Happened One Christmas (1×11)
Data de Exibição: 14/12/2009
MVP: Jon Foster e Nicolas Wright

Ninguém ficou mais supresa que eu com o pedido de casamento de Zack em plena noite de Natal. EU havia acabado de pensar até onde os roteiristas iriam levar a história dos dois não ficarem juntos, mesmo com Zack e Billie tendo a ótima química que têm.

Senti falta da desbocada Olívia (sempre adoro Ashley Jensen), mas achei que funcionou muito bem o grande jantar em família. Um que roubou a cena com sua eterna cara de idiota foi Nick – o que é aquilo de invenção para se tomar iogurte enquanto se dirige?

Abby também é ótima: ao mesmo tempo certinha e louca, tem muita dificuldade em lidar com a clara preferência dos pais por Billie, tem um marido idiota que os pais dela não respeitam e encerra o episódio não identificando o cheiro de maconha dentro da van de Davis – eu já falei o quanto eu amo Davis?

Sei que Accidentally não tem muitos fãs, mas eu acho o seriado super divertido – não daqueles de cair do sofá de gargalhar – em que o elenco funciona muito bem. Foi um belo episódio de Natal. (Simone Miletic)

CSI:Miami - Delko for the Defense

CSI:Miami: Delko for the Defense (8×11)
Data de Exibição: 14/12/2009
MVP: Adam Rodriguez e Omar Benson Miller

Quando li a sinopse do episódio esperava por algo bem ruim. Todos brigando com Delko porque ele resolveu trabalhar com o ‘inimigo’. E tirando o Ryan, que é chato sempre, a relação com os demais foi bem normal. Foi bom também para matar as saudades de Eric e Calleigh. Gostando ou não dos dois como casal, eles sempre formaram uma boa dupla e foi divertido todo aquele clichê de não dizer com todas as letras que um sente falta do outro mas ao mesmo tempo deixando claro que sim.

O caso também fugiu um pouco do que tem sido a série nas últimas temporadas. Não foi um marido ciumento ou um adolescente revoltado que mesmo sem intenção acabou cometendo um crime. Os criminosos eram dois e cada um doente a sua maneira. O estuprador gritando que aquilo era seu trabalho, e que ele tinha direito de assistir foi de embrulhar o estômago.

Ao final, Eric percebe que a chance de ajudar um culpado a se safar não faria bem a ele. E parece que irá trabalhar ao lado da promotoria. Clichê, contudo, coerente com a história da personagem até aqui. (Tati Leite)

CSI - Appendicitement

CSI: Appendicitement (10×09)
Exibição: 10/12/2009
MVP: n/a

Um dos episódios mais bizarros de CSI que eu já vi! Eu confesso que nem esperava que este fosse um episódio sério depois de ver Nick, Hodgins e Greg sequestrando Henry para comemorar seu aniversário em grande estilo e indo pelos ares no carro de Nick. Fiquei tentando descobrir a referência das cenas dos quatro andando no deserto, mas não consegui concluir sobre o mais adequado – Balada do Pistoleiro? Cães de Aluguel?

Tudo envolvendo as mortes no Harry’s foi hilário e absurdo – bateu até sensação de Twin Peaks em certos momentos. As caras e bocas, os diálogos de Henry, tudo memorável. E somente ele para considerar esse um bom aniversário – prefiro não tentar imaginar os anteriores.

Do lado sério da história temos a volta de Dr. Jekyl e seus assassinatos cirurgicos: dessa vez o estranho médico implanta um apêndice infectado em um bom vivant da cidade esperando por sua rápida morte. Mas o cara era tão doente que a morte não saiu conforme esperado, ele morre na frente de Brass, que só consegue soltar um “oh”depois do ocorrido. Espera aí: eu disse que essa era a parte séria, você deu uma risadinha agora? (Simone Miletic)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

10 Comments

  1. Claudemir A. Zamproni

    Parabéns aos redatores das resenhas acima. Assisti a “CALIFORNICATION”, “THE BIG BANG THEORY” e “ACCIDENTALLY ON PURPOSE” e concordo em gênero, número e grau com o que foi escrito por Thaís, Tati e Simone (êta trio mais afiado!!!). Fiquei chocado e até chorei com a sequencia final de “CALIFORNICATION”! Hank Moody é um dos meus personagens preferidos no mundo das séries, e acompanhar aquilo tudo, sem ouvirmos os diálogos, só ao som de “Rocket Man”, do Elton John, foi difícil de segurar; excelente finale de uma excelente temporada. “THE BIG BANG THEORY!” foi hilário; não aguentei ao ver o beijo de Sheldon e a Sra. H…. perfeição em comédia, principalmente com grandes atores/atrizes em participações especiais. E “ACCIDENTALLY ON PURPOSE” foi muito bom com este episódio de Natal, uma gracinha, Gosto muito desta comédia, pois os personagens são super-engraçados e a química que rola entre os intérpretes é perfeita.

  2. Marcelo

    Californication apresentou um final bem forte e uma boa temporada, Hank ainda não conseguiu entender que não adianta apenas ter boas intenções, a série deixou bons ganchos, pena é ter que esperar quase 1 ano para a nova temporada

    Accidentally On Purpose é uma boa comédia a Jenna Elfman apesar de muita gente não gostar dele é uma ótima comediante, a série é um bom passa tempo

  3. Fernando dos Santos

    Californication-Concordo com o que está no review.O pai da Mia é indiscutivelmente o grande culpado por ela ter chegado ao ponto que chegou.Se ela se tornou presa fácil para todos os tipos de aproveitadores, é porque ele foi um pai ausente.

    A coluna teve reviews de CSI e CSI:Miami, mas deixou de fora CSI:NY que atualmente é a melhor série da franquia.
    Ainda não comecei a ver a décima temporada de CSI mas gostei deles haverem retomado a idéia de ter um serial killer sendo investigado ao longo da temporada.Espero que essa storyline esteja sendo bem aproveitada.

  4. Pedro Paulo

    THE BIG BANG THEORY: Adoro Crhristine Baranski, seja ela em Ugly Betty (mãe do Matt), em The Good Wife (Diane Posner) ou participando de TBBT.

    Falando em Ugly Betty, Adam Rodriguez não tava lá outro dia (referente a CSI: Miami)?

  5. Luisa (@lulufv)

    Pedro Paulo – pois é, ele faz o bobby, né? e pelo visto vai continuar aparecendo bastante depois dos últimos acontecimentos

  6. Babi

    Californication, na minha humilde opinião, teve uma temporada fraca, cheia de mimimi entre as mulheres tirando o foco do Moody e seu sarcasmo. Mas gostei muito do season finale e espero que a 4a temporada venha com tudo.

    Pena é ter que esperar quase 1 ano para a nova temporada[2]

  7. Tati

    Nossa, Si (fazendo a Intima de Oliveira) achava que só eu via AOP que comecei a ver por causa da Elfman e peguei gosto. É bobinha, não me faz rolaaaaar de rir, mas alivia depois de um dia cansativo de trabalho.
    Adouro TBBT e Penny que parecia no ínicio ser só a escada para a piada, hoje conta uma piada perfeita com Sheldon.
    Parei com Californication quando a Karen pulou no carro do Hank, sabia que aquilo não ia dar certo…

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