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Spoilers

Lá Fora: a estreia de Treme, as season finales de Life Unexpected e Spartacus e o episódio 100 de Supernatural

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Supernatural - Point of No Return

A semana foi repleta de acontecimentos marcantes para os fãs de seriados de TV – e a coluna Lá Fora ficou até pequena para tantos eventos.

Por isto, não se perca: os marcantes episódios da semana de Lost (aqui) e 24 Horas (aqui), os retornos de Glee (aqui), The Tudors (aqui) e o series finale de Ugly Betty (aqui) ganharam textos independentes.

Não sobrou nada aqui, certo? Que nada! A coluna comenta o episódio 100 de Supernatural, o episódio 200 de South Park, as seasons finales de Life Unexpected e Spartacus e a estreia do drama adulto Treme. Tem ainda a volta de Metallo em Smallville, os nerds de The Big Bang Theory travestidos e novamente contracenando com Wil Wheaton, Hugh Laurie assumindo a cadeira de diretor em House (com Jennifer Morrison reaparecendo!) e ainda V, Castle, Fringe, Damages e Modern Family. Pegue seu café, embarque na nossa coluna semanal de spoilers e deixe seu comentário!

Supernatural: Point of No Return (5×18)
Data de Exibição: 15/4/2010
MVP: Misha Collins e Jensen Ackles

Dean cedeu e está decidido a ser o recipiente de Gabriel Miguel. Entretanto, Sam, Bob e Castiel são completamente contrários a ideia, visto que eles não pretendem sacrificar a vida de milhões de pessoas numa batalha que ainda pode ser evitada – além do mais, nenhum deles pretende jogar no lixo o esforço feito desde o início do Apocalipse.

E a situação piora quando o chefe de Zachariah (foi Deus que matou aquelas pessoas?) resolve apelar para o “jump the shark” da série: o filho ilegítimo de John Winchester.

Essa é a trama do 100ª episódio de Supernatural, Point of No Return, que seguiu com as consequências daquela cidade guiada pela Prostituta da Babilônia, semana passada: Dean, que desistiu de evitar o “sim” para Gabriel, já havia até feito suas despedidas e arranjos para o futuro, mas acabou persuadido por seus amigos.

Apesar das patadas, Bob ainda fez questão de ocupar o lugar de John; Castiel exigiu na base da porrada um mínimo de lealdade depois de tantos sacrifícios; e Sam, voz da “razão-emocional” (só ele consegue fazer isso), usou seu olhar de cachorro pidão para fazer o irmão voltar a si. Aí… morreram tanto Zachariah quanto o irmão Adam.

Com dificuldades orçamentárias (episódios com menos atores ou efeitos especiais), a produção de Supernatural vem fazendo seus milagres. Há quem critique os rumos desse ano, mas não dá pra negar que quando o episódio é focado na história central (mesmo muito baseado em diálogo, como esse), sua ótima qualidade fica escancarada.

Estourei meu espaço, mas ainda assim deixo uma pergunta vital: no lugar de Dean, vocês aceitariam ser o recipiente de Gabriel Miguel para acabar com o Apocalipse, mesmo sabendo que morreria e (provavelmente) mataria seu irmão Sam? (Thiago Sampaio)

Spartacus - Kill Then All

Spartacus: Kill Then All (1×13)
Data de Exibição: 16/4/2010
MVP: Andy Whitfield e Manu Bennett

KILL THEN ALL! Anunciou Spartacus no penúltimo episódio desta primeira temporada. E que vimos nessa season finale provavelmente deve ter sido uma das maiores carnificinas já vista na história das séries. Dexter ficaria com inveja.

Histórias de vingança me fascinam desde que assisti a Conde de Monte Cristo, há vários anos atrás. A história de sofrimento, de perder a mulher pelas mãos do vilão e acabar em uma cela aprisionado acaba gerando compaixão por quem assiste. Spartacus levou essa frente ao extremo. O protagonista teve sua amada sequestrada e, depois, assassinada; teve sua vida presa à competições de gladiadores nas quais poderia ter morrido diversas vezes; foi obrigado a assassinar seu melhor amigo… não foram poucas tristezas que o personagem sem nome passou.

E quem assistiu todos os episódios, no começo um pouco desconfiado da qualidade, mas depois mergulhado no razoável enredo, acompanhou a sede de vingança que tomou conta de Spartacus. A series finale mostrou então a explosão tão esperada. “Kill Then All”, gritou Crixius, até então o maior inimigo, quando passou para o lado de Spartacus. Numa sequência de cenas que poderia assustar a quem não estivesse acostumado com a violência da série, os gladiadores trucidaram os romanos que os escravizaram, humilharam e trairam.

Mas não tem como não falar da relação Spartacus X Crixius. Os inimigos mortais que poderiam ter sido irmãos em outra vida foram o ponto alto da série. A cena de Crixius servindo de apoio para que Spartacus pudesse atacar a Elite de Cápua que estavam na sacada assistindo à luta foi épica.

Ao final, com dezenas de cabeças romanas decepadas, os gladiadores conseguiram, enfim, sua liberdade da Casa de Batiatus. Ilithya, a maior cascavel da série, conseguiu fugir. Ela e seu marido, Legatus, o verdadeiro vilão, serão fundamentais para dar continuidade à trama de Spartacus. Com notícia do câncer do ator que vive o protagonista da série, é incerto saber quando sairá a segunda temporada. Realmente uma triste notícia aos fãs dessa ousada série do pequeno canal Starz. (Ivan Guevara)

Smallville - Upgrade

Smallville: Upgrade (9×17)
Data de Exibição: 16/4/2010
MVP: Erica Durance e Brian Austin Green

Depois de dois episódios pífios, não estava muito confiante com Upgrade, mas até que foi simpático: não era muito fã do Metallo, mas sempre adorei John Corben, então sua aparição me deixou feliz, principalmente por ele estar bem mais Corben do que Metallo.

Por alguma estranha razão, a parceria entre Lois e John funciona e depois de um tempo pudemos ver a nossa repórter sendo ela mesma de verdade. Eu poderia ficar sem mais um telefonema do Borrão na hora H, ou sem o seu ‘apagão’ pelas mãos da prima (embora tenha feito total sentido a atitude da Chloe), mas tudo bem, eu perdôo.

E Clark finalmente descobre que Chloe vem reunindo kryptonita ao redor do mundo, e não fica nada feliz. Certo, a providencial infecção pela kryptonita vermelha ajuda um pouquinho na sua hiper-reação, mas dá para compreender o que ele sentiu, assim como é totalmente compreensível a sua união momentânea à Zod. O que não dá para entender é quando Zod descobriu que a kryptonita era o elemento que o enfraquecia e, principalmente, que Chloe tinha um arsenal espalhado pelo mundo. Não me lembro das investigações de Lois terem-no levado a esta informação.

Mas o que quero saber é o que Tess tem em mente. Essa mulher me confunde. (Mica)

V: John May (1×07)
Data de Exibição: 13/4/2010
MVP: Morena Baccarin e Joel Gretsh

Nessa semana, entre outros, fiquei incumbido de falar sobre V. Porém, antes de assistir ao episódio dos invasores, acompanhei os inéditos de Lost, 24 Horas, Supernatural, Damages… e como todos esses tiveram uma leva acima da média nessa semana, involuntariamente os comparei V e, olhem só, o seriado sci fi da ABC saiu perdendo.

Quinze anos atrás: Ryan, o V prestes a ser papai, está na caça de John May, interpretado por Michael Truco (o criador da Quinta Coluna é um Cylon, eu sabia!), mas acaba cedendo às emoções humanas e resolve se opor à invasão. Presente: numa revelação que pegou de surpresa seus colegas, Ryan disse que matou John May… Tudo isso enquanto esse V, a Agente do FBI, o padre e o terrorista, tentam encontrar a bolinha trasmissora para tentar salvar Georgie, preso e torturado numa nave V desde o episódio passado.

No núcleo novela mexicana do Tyler, ele descobriu não ser filho de seu pai (tan, tan, taaaaan!) e aos prantos discute com a mãe. E Chad Decker, único repórter do mundo a cobrir a visita alienígena, confronta Anna, que teme a força da Quinta Coluna e está parindo um exército de soldados – apesar de, como vimos no quarto episódio, trocentas naves ainda estão pra chegar na Terrra.

Me desculpem, gosto de V, mas às vezes a série é difícil de aturar. Tem muito absurdo para ser aceito por nós, muito furo nas tramas, saídas de bons personagens (Dale e agora Georgie) e, o pior de tudo, seus efeitos especiais: como aceitar a premissa tão complexa com interiores de naves tão toscos, que atrapalham nossa imersão na ficção?! (Thiago Sampaio)

Castle - The Late Shaft

Castle: The Late Shaft (2×20)
Data de Exibição: 12/4/2010
MVP: Nathan Fillion

Foi um episódio simples: apesar das participações especiais (Fred Willard, o assassino, como já era de se esperar, Kelly Carlson e Tom Bergeron, apresentador do Dancing with the Stars), nenhum grande evento ocorreu, apenas o bom e velho caso da semana.

O pequeno elenco principal já está extremamente sintonizado, tanto em uma interação física, como em uma mais sutil, como por exemplo o tempo certo para rirem e olhar um para o outro. Talvez a única coisa que continue desse episódio seja uma escalação para a Nikki, personagem criada por Castle baseada na Beckett, no futuro filme do livro, que ganhou vida nessa segunda temporada.

Nathan Fillion e Stana Katic formam uma das melhores duplas da TV nos dias de hoje, e nem é necessário muito, só o modo como se sentem confortáveis um com o outro já vale qualquer episódio. (Lucas Bonini).

Fringe: White Tulip (2×18)
Data de Exibição: 15/4/2010
MVP: John Noble

Este talvez tenha sido o episódio mais poético da série, até pelo título, que descobrimos em um determinada momento se tratar do perdão de Deus para Walter. Metáforas a parte, lembro de ter escrito na primeira temporada que histórias com viagens no tempo logo aconteceriam: além de eu estar certo, a viagem foi no melhor estilo de Desmond (o Brotha de Lost). E não, não tem nada relacionado entre as duas séries, apenas que o que motivou o professor Alistair Peck (Peter Weller, o eterno Robocop) foi o amor por Penny, digo, Arlette, sua noiva falecida em um acidente de carro.

Voltando para a tulipa Branca, Walter havia conversado com Alistair e dito o porquê do erro que ele iria cometer se tentasse voltar ao passado pra salvar sua esposa, contou sobre o que ele fez pra salvar Peter e a culpa que carrega desde então. E se um dia ele enxergasse uma tulipa branca – algo raro, ou melhor dizendo pela conversa dos dois, impossível – ele saberia que Deus o perdoou.

Três episódios envolvendo o passado de Walter e Peter. Apesar de terem sido três bons episódios, a série ainda parece tentar repetir outro feito de sua co-irmã, que é de nos apegar aos personagens. Mas enquanto em Lost, independente de monstro da fumaça ou viagem no tempo, torcemos por Desmond e cia, em Fringe apenas Walter consegue nos comover e sinto que está ocorrendo uma superdosagem dele e seus dramas. Pra mim, isso enfraquece o personagem. (Paulo Fiaes)

House - Lockdown

House: Lockdown (6×17)
Exibição: 12/4/2010
MVP: Hugh Laurie e David Strathairn.

Sou completamente apaixonada por House. E amo Hugh Laurie. Como acho que não há nada em que o bendito não consiga ser excelente, não foi surpresa Lockdown , que ele dirigiu, ter sido maravilhoso. Até mesmo seu personagem estava diferente, estava como deveria estar depois que saiu da clínica, visto que a produção da série chegou a um momento em que precisa encontrar um modo de transformar Greg em uma pessoa melhor, sem perder a essência do show.

Todos ficaram presos no hospital porque um bebê desapareceu. Com isso, deram um ponto final no casamento de Cameron e Chase. God, como senti falta de Jennifer Morrison! Pra ser bem sincera, ainda não entendi ou aceitei sua saída e isso fica pior quando ela reaparece e os dois ficam juntos, mesmo depois dela dizer que não sabe se o amou. Um dia talvez, quando a série acabar e eu fizer uma maratona, talvez entenda.

Mas foi Gregory House o destaque do episódio. O roteiro soube usar muito bem a lembrança de Lydia, não só porque ele finalmente percebeu que no fundo não quer ficar sozinho, mas também porque agora sabe que precisa se abrir e deixar que alguém entre na sua vida; talvez não da mesma forma que Wilson ou Cuddy, mas da mesma maneira que Lydia. Ou talvez isso já aconteceu e ele não deu a devida importância.

Lockdown me lembrou bastante os bons e velhos tempos em que House era o tipo de seriado que eu odiava amar, muito embora ainda ache que a série não vá durar muito com episódios medianos intercalados com atípicos como este. Ainda me permanece a impressão de que ele foi um capítulo à parte. E isso não é bom. (Lara Lima)

Damages: You Were His Little Monkey (3×12)
Data de Exibição: 12/4/2010
MVP: Rose Byrne e Tate Donovan

A coragem dos roteiristas e produtores de Damages é indiscutível: no penúltimo episódio desta temporada, nada do que vimos era o que achávamos estar vendo. Mas a maravilha real disso é que tudo se encaixar de tal maneira, que você fica besta de como eles pensaram em tudo isso. Como?

Não foi um Tom raivoso ou frustrado que deixou Patty, mas sim um Tom extremamente frio, para se colocar de fora e então conseguir a pista que garantia que Patty vencesse o caso. Só não consigo imaginar quem ele acertava com tanta raiva naquela noite – apesar de ter ficado bastante arrepiada com a presença daquele mendigo no apartamento.

E o passado de Lenny? Haha, não bastasse ele ser um trambiqueiro, agora ganhamos o pai dele. Se passando por Zedeck? É, ele não sonha baixo não. E até a presença de Frobisher nesta temporada ganha um propósito: Ellen finalmente descobre sobre o passado de Wes e pode ter uma conclusão sobre a morte da David – por mais que isso tenha destruído seu coração ao descobrir.

É claro que ainda sobram vários mistérios: porque Patty continua com os sonhos estranhos com um cavalo e com o tal arquiteto? Mais curiosa estou apenas pelo que acontecerá com a namorada de Michael, ou alguém acha que ela se sairá bem em arrancar dinheiro de Patty? Really? (Simone Miletic)

Life Unexpected - Love Unexpected

Life Unexpected: Love Unexpected (1×13)
Data de Exibição: 12/4/2010
MVP: n/a

Life Unexpected encerra sua curta temporada sem uma definição do canal CW quanto a uma renovação. Eu acho a série gostosinha de ver, com todos aqueles monólogos em que cada personagem tem a oportunidade de colocar pra fora toda a mágoa que guarda dos pais, ou ainda por não ser o que gostaria de ser. Só.

No mais, ela é muito açucarada e fantasiosa e olha que isso não é problema pra mim, já que uma das minhas séries prediletas é One Tree Hill (embora eu seja a primeira a torcer pelo seu cancelamento nessa sétima temporada). Mas, enfim, se Lux e sua conturbada família ficarem por aqui, não farão falta, entendem? A season finale foi até apropriada porque Baze continua provando não ser capaz de tomar uma decisão correta, Cate continua colocando a culpa das suas decepções nos outros e Lux, bom, ela agora tem o que ela queria: uma família. Não veja razão, portanto, para uma renovação.

Love Unexpected foi lindo e muito fofo, como todos os outros 12 episódios até aqui, mas acho que CW vai ter que se esforçar mais pra encontrar a próxima Gilmore Girls e quem sabe uma One Tree Hill também, não é verdade? (Lara Lima)

Modern Family: Benched (1×20)
Data de Exibição: 14/4/2010
MVP: Julie Bowen, Eric Stonestreet e Sofia Vergara

Modern Family utiliza a interação dos personagens como foco principal de seus episódios, e aqui não foi diferente.

Não existe uma tentativa de criar o humor com situações absurdas ou diálogos explodindo referências pop, o que existe é o humor simples e puro: seja por situações corriqueiras e banais, como quando Alex diz que ama a mãe e logo depois pede dinheiro (e a resposta da mãe ao envergonhar a filha na frente das amigas ao citar o primeiro sutiã), ou em situações em que o estereótipo prevalece, como as piadas envolvendo Manny e Gloria, ou o casal gay.

Em todo caso, o episódio reuniu os personagens e depois os separou em diferentes plots. E não se perdeu – muito mais por causa dos atores, do que do roteiro. (Lucas Bonini)

The Big Bang Theory - The Wheaton Recurrence

The Big Bang Theory: The Wheaton Recurrence (3×19)
Data de Exibição: 12/04/2010
MVP: Kaley Cuoco

The Wheaton Recurrence era para ser um grande episódio: Wil Wheaton de volta para uma competição com Sheldon em uma pista de boliche – e todos sabemos que Sheldon ainda não engoliu ter perdido para Wheaton por causa da mentira envolvendo a avó do ator.

Mas fazer com que ele fosse o motivo do término entre Leonard e Penny? Não consigo imaginar motivo mais bobo que a história do “eu te amo” fora de hora e Wheaton falando de uma namorada maluca. No final das contas foi apenas mais um episódio mediano nessa temporada, que, por mais que adore a série, tem sido bastante irregular.

Sim, Sheldon teve seu momento em suas ofensas “nerds” – e “você é o Internet Explorer do meu Firefox” já se tornou uma das frases mais repetidas na WEB na última semana, mesmo por quem não acompanha ao seriado, mas é nerd.

O momento de ouro ficou para Raj e sua frase final, quando os quatro amigos estão pagando sua aposta vestido de heroínas de quadrinhos:

Eu não sei vocês, mas eu me sinto poderoso.

(Simone Miletic)

South Park - 200

South Park: 200 (14×05)
Data de Exibição: 14/4/2010
MVP: n/a

Duzentos episódios e honestamente não vejo um fim para South Park. Comemorando essa marca histórica, a animação reutilizou algumas tramas e trouxe de volta praticamente todas as suas “participações especiais”. O estopim foi a ira de Tom Cruise, que ofendido sem querer pelos garotos do Colorado, reuniu as celebridades ofendidas pelo desenho e elabora um plano para destruir South Park para sempre.

Não foi perfeito, mas foi divertido ficar relembrando algumas das clássicas gags, como o estupro de Indiana Jones, a aparição proibida de Muhammad, a identidade do pai de Cartman, “Miss Renifer Lopeeez”, Tom Cruise que não quer sair do armário… Enfim: Tom Cruise quer os poderes de Muhammad (que possui a habilidade de “não ser ofendido”), mas como os desalmados ruivos impediram a troca, as celebridades vão apelar com a maior das ameaças: Mecha-Streisand!

Fica então o gancho para a eminente destruição da cidade, a revelação (ou não) de Muhammad e a identidade do pai de Cartman. Sério: mais 200, por favor. (Thiago Sampaio)

Treme - Do You Know What It Means?

Treme: Do You Know What It Means? (1×01)
Data de Exibição: 11/4/2010
MVP: Wendell Pierce e John Goodman

Você está dizendo que tudo que quer é ficar alto, tocar trompete e fazer churrascos em New Orleans?

Eu ficaria feliz com isso.

A primeira frase é dita por um incrédulo Davis (Steve Zahn) para um dos mais talentosos músicos da cidade de New Orleans, no distrito que tem o nome de Treme, quando este rejeita a idéia do sucesso. E esse diálogo talvez seja adequado para explicar do que trata a série Treme, renovada pela HBO após a exibição deste episódio.

Outro belo representante desta história é Albert Lambreaux (Clarke Peters), um homem que perdeu quase tudo: sua casa foi destruída pelo furacão, sua cidade está debaixo de lama, seus amigos lutam por sobreviver a outro dia – a história se passa apenas três meses após a destruição da cidade pelo Katrina e a marca de onde a água alcançou ainda está em todas as paredes.

Determinado a festejar o próximo Mardi Grass (o carnaval de New Orleans), ele se veste em uma fantasia em diversos tons de amarelo e laranja, o verdadeiro representante do Guardião das Chamas, para convencer a um amigo que lhe ajude a limpar o bar de sua irmã, abandonado, para que o grupo de músicos possa se preparar adequadamente.

Treme fez sucesso porque fala daquilo que é extremamente caro ao povo americano: a capacidade de se reinventar, levantar e sobreviver, e, ao mesmo tempo, manterem-se os mesmos, com as mesmas histórias e os mesmos valores.

Além de Davis e Albert, conhecemos a história do músico Batiste (Wendell Pierce), nem de tanto sucesso, mas cujo talento faz com que chegue ao próximo dia, sua ex-esposa LaDonna (Khandi Alexander), dividida entre manter seu bar e buscar por seu irmão, desaparecido entre os muitos presos logo após o furacão, e Bernette (John Goodman), que luta para reerguer a cidade, cuja derrocada ele atribui ao governo.

Não sei se será um seriado de sucesso internacional: ele é baseado em tudo que é caro a cultura americana e, ainda, não teme ser bairrista. Mas vale cada minuto, se não por sua história, por sua música, blues de raiz.

E o clipe que a HBO escolheu para apresentá-la mostra muito bem do que se trata, mostra do espírito de que a série é feita. (Simone Miletic)

Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

27 Comments

  1. Mica

    Supernatural: Na minha opinião o Dean já deveria ter dito SIM faz tempo. Antes até que existia um motivo para não aceitar (ele podia virar um ser babão e ainda tinha Deus como último recurso), mas agora não. Miguel já disse que Dean não sofrerá os efeitos por ser o receptaculo ideal, e Deus já disse que não está nem aí. Quero dizer, algumas milhares (milhões) de pessoas irão morrer, mas o mesmo não acontecerá se Lúcifer dominar tudo? Porque ele precisa de Sam…mas não necessariamente. Agora, Miguel precisa do Dean se quiser lutar, então não vejo muita escolha.
    Sam cada vez me irrita mais e o Jared Padalecki não ajuda nadica. Em compensação, Misha Collins e seu Castiel estão dando um show. Muito bom!

    Fringe: Eu esperava mais do episódio. Não, minto, eu esperava que o Walter falasse logo a verdade e fiquei decepcionada por ele não ter encontrado a coragem para contar. Mas eu discordo de você, Fiaes. É verdade que abusar do drama do Walter é perigoso, mas eu tenho tanto interesse no Peter e na Olivia quanto tenho no Walter.

    V: Eu gostei do episódio e ao contrário de você, Thiago, não estou decepcionada com a série. Estou cada vez mais empolgada. A minha única reclamação é terem matado John May. Cá entre nós, acho a idéia do John May muito mais interessante do que o sem graça do Ryan. E eu queria ter mais Michael Trucco na série.

  2. José Vitor

    V: assisti o original quando passou, e estou achando bom o atual. Esqueçam as reclamações sobre os “defeitos especiais”, isso é irrelevante. Eu também detesto o “núcleo mexicano”, mas aí dou um fast forward e simplesmente ignoro. Nada do outro mundo, mas para quem gosta de FC vale a pena.

    Spartacus: não há o que dizer. É impossível achar palavras para elogiar. O único porém é que quem não gosta de sangue pode passar mal, mas tirando isso uma das melhores séries que assisti. Assisti o final com a boca aberta, literalmente, por causa da tensão e ansiedade. :)

  3. Paullo kidmann

    Fringe, episódio muito bom.
    V: discordo em partes com vc, o episódio foi bom sim. heheheh
    Life Unexpected, discordo com a Review essa Season Finale foi linda…e espero q a série seja renovada.

  4. Paullo kidmann

    ah amo modern family mais esse episódio foi o mais fraco até agora

  5. antonium

    house=eu não achei o episodio tudo isso e foi no final para vermos duas coisas:house admitindo que perdeu algo importante justamente perante a morte,simbolizada no paciente,e o significado da vida/morte, essa questão dupla que está sempre presente na vida dele.a reconciliação/despedida do casal mais problemático das serie, que não sei porque não aconteceu antes…parece que esse episodio foi meio que um resumo da temporada até agora.a serie continua errando em não colocar os personagem de uma forma mais profunda ou explorar outros lados/assuntos e isso demostra uma certa indecisão na direção da serie:ela está indo para onde?..eu me pergunto como eles vão conseguir um bom gancho para a próxima temporada no meio dessa calmaria toda…

    a “13” mostrando a “verdade” para o Wilson que ele sempre sabia,
    os outros dois chapados e trocando documentos e se identificando com currículos e a cuddy acha um bebê num lugar em que “ninguém”(?) pensaria achar,num carrinho “chichê” de lavanderia…o que mais faz um episodio “meio nada, meio tudo”?…:)

  6. Mariana

    Supernatural = É Miguel(Michael) não Gabriel e eu acho que não fica claro o que acontece com o Adam, se ele “morreu” ou não.

    Adoro Castle, me conquistou mais ou menos do jeito de Bones.

    Adorei esse ep de House, mas eu gostaria muito que definissem até que temp a série vai, não gosto disso em série americana de “vai durar até quando tiver audiência e um bom share”, gostaria que o número de temps fosse planejada

  7. juninho

    epis show show de smallville depois do terrivel escape,pareçe que agora vai hehe

  8. Mica

    @Bruno não é questão de ter alguém ou não, é que o Lá Fora é uma coluna que alterna os seriados. Simplesmente não vai ao ar resenha do mesmo seriado toda semana. (se dependesse de mim, Doctor Who entraria toda semana, até quando a série está entre temporadas, hehe).

  9. Caio S

    Quem fez a resenha de Supernatural pode entender de TV mas não entende nada de anjos. É Miguel e não Gabriel quem usará o corpo de Dean como receptáculo.

    Miguel é o anjo guerreiro, o defensor do céu e de Deus, o mais alto na escala hierárquica do céu.
    Gabriel é o mensageiro, aquele que aparece aos homens fazendo revelações.
    Rafael é o anjo da vocação, também aparece em sonhos incentivando os mais jovens.

    Ah,
    Lúcifer é o anjo da luz, que se recusou a adorar Jesus (Deus em forma de homem) e por isso foi expulso do céu. Dizem os teólogos que ele era a criatura mais perfeita, depois de Nossa Senhora, aliás, por isso é tão forte.

  10. Pedro Paulo

    DAMAGES:
    À medida que o episódio foi fluindo, eu falei: “oba, chegou o dia do show do Tom!” (sem trocadilho, pelamor) e foi mesmo. O episódio foi (finalmente) dedicado a ele, e ele deu simplesmente deu um show. A interpretação dele, Guilherme, era “segura” demais porque era o máximo que se podia fazer no texto que lhe era recebido. Mas desde a primeira temporada eu venho falando: “poderiam indicar o Tate em coadjuvante, o personagem dele é ótimo…”, mas ninguém me dava ouvidos. mas não é à tôa. Ele foi ofuscado pelo Ted Danson , pelo Zeliko Ivanek, pelo William Hurt, pelo Martin Short, pelo campbell, etc., mas finalmente chegou o dia dele.

    Vamos voltar ao episódio: eu também foi um dos poucos que não demonstrei preocupação pela saída repentina do Wes, como a maioria, apontando furo do roteiro. Gente, acorda! Isso não é série da CW, Lost, etc., não, é Damages! E tá aí: quando já haviamos até esquecido do assunto, vamos poder entender como ele sumiu do mapa de repente. eu sempre tive a certeza (mesmo com o Timothy em Justified) que o wes ia voltar, assim como vocês tinham certeza da “tão interessante” paternidade da Tessa.

    Foi um show a cena do Leonard vendo a foto que o Joe entregou, tipo: por essa eu não esperava, mesmo! e o Joe finalmente virando homem, tomando atitude de chefe da família. as protagonistas apareceram pouco, mas foi interessante a cena da Patty no parque.

    Essa season finale promete ser a maior season finale de todos os tempos! Pois: saberemos o que levou o Tom ao suicídio; o paradeiro do Wes; onde a história do filme (e o Frobisher) vai chegar; quem e porque atropelou Patty; o que tanto o mendigo tem a ver com essa história; o relacionamento familiar da Ellen e a interpretação do sonho da Patty.

    Sério, gente, não tô me aguentando de ansiedade!

    E por fim, afirmo também com autoridade que essa é DISPARADA a melhor temporada de Damages. A melhor série da TV da atualidade, e acho que é a melhor de TODOS os tempos.

    Estou orando muito pela renovação.

    ***Esse meu comentário eu postei originalmente no Série Maníacos***

  11. Cristina

    Supernatural
    Dean diz sim vira Miguel e o Satã encarna no Sam e Miguel/Dean o mata e nos livra de Jared e sua presença canastrona??? Natal Em Julho!!!!!
    Jump the Shark! pra que ressucitar o adam??? WTF!

  12. Aline

    Acho que quem matou os homens do bar foi Miguel e não Deus, até porque Deus não está no céu e ele não conversaria com Zacariah.

    Mas se Dean disser ‘sim’ e Sam continuar dizendo ‘não’, então Miguel mataria Lúcifer e o receptáculo provisório, o tal do Nick e Dean poderia viver feliz pra sempre com Sam, não é?? Pra que esse drama todo do yes or no??

    E quanto ao Adam, não ficou claro se ele morreu ou não, vai ver Miguel fez a mesma coisa que Zacariah, raptou o menino pra pedir o resgate depois.

  13. André

    Smallville – concordo que Escape foi horrível, mas Checkmate, o episódio anterior a Upgrade foi excelente. Não vejo a hora da Chloe cair fora, não aguento mais a presença arrogante dela. Quanto a Tess, essa é uma das melhores personagens da série. E é bom ver a Lois sendo Lois (se metendo em confusões ao investigar).
    Pena que Escape derrubou a audiência da série.

  14. Claudemir

    Ainda chocado com a exibição do magistral último episódio de “SPARTACUS: BLOOD AND SAND”: que espetáculo. Excelente demais!!!!!! Acompanhei a todos os episódios e torci muito por este final. Espero que o ator melhore e tenha condições de nos brindar com a continuação da saga. Espetacular também é “DAMAGES”; ultrapassa os limites da perfeição: admiráveis roteiro e interpretações.

  15. Thais Afonso

    V: Só continuo a ver pela Elizabeth Mitchell, o que não é fácil, porque as tramas dela são as piores! A série tem melhorado, e muito, mas continuo a sentir que tem algo de errado, algo que simplesmente não encaixa. E não consigo me conectar com a série, com os personagens, torcer, me emocionar.

  16. Maria Souza

    Supernatural- só uma observação: enquanto Jensen ,Misha e Jim dão um show de talento,carisma e interpretação..outros ficam tipo sanguessugas sugando o direito de ser protagonista sem nenhuma capacidade já sabem quem tô falando é quem sobrou mesmo..Jared.!os três ai são protagonistas que este Jared sinceramente canastrão puro só embarca no sucesso do Jensen que na minha opinião é o verdadeiro protagonista desta serie,por isso tudo se recai em cima do personagem Dean afinal ele tá salvando não só o mundo mais a serie de um fiasco.

  17. Fabiano

    Eu estou louco para ver TREME.
    Nossa HBO já está passando as chamadas para a série…

  18. antonium

    big bang theory=episodio meio fraco,apenas para mostrar o rompimento do casal nerd,as piadas não empolgaram e no final a cena das “meninas superpoderosas” poderiam ser mais explorada com uma dança ou piadas visuais,coisa que não ocorreu.infelizmente não se pode acertar sempre apesar de que os roteiristas tem o dever de se esforçar,pelo menos nas piadas…;).essa irregularidade nos episódios preocupa um pouco mas espero que seja só impressão.

    spartacus=a serie tem uma direção bem definida:se prender mais nas ações do que numa analise profunda dos personagem ou questões filosóficas das situações.isso fica evidente nesse final de temporada onde a resolução e bem rápida na cena final, sem longos depoimentos de explicações ou dramatizações dos motivos sobre o que ocorreu,tudo se resume a areia e sangue ou seja a violência simbólica e real.a vantagem da serie aparenta ser até o momento em não querer prender o personagem numa sucessão de temporadas sempre com um só objetivo,(aqui há uma resolução contra um inimigo da temporada inteira)talvez eles pensam em fazer com que spartacus evolua até conseguir sua vingança suprema.só espero que eles consigam ampliar o personagem e também suas situações,o final da temporada assinala isso,torcer para que funcione.a proposta é simples e direta,e isso tanto pode ser sua benção ou sua maldição,depende do que o espectador espera da serie.

  19. Patricia E.

    Spartacus — quem diria que meu “guilty pleasure” iria me deixar tão empolgada por uma próxima temporada… e fico na torcida para que Andy Whitfield vença essa doença maldita.

    “What is this madness?” — Doctore :D

  20. Matty

    Primeiro o ep foi 10 perfeito por ser 100º da serie e que finalmente colocou as coisas no eixo;
    Segundo não acho que Dean deva dizer sim porque como sabemos ele já foi concebido para dizer o sim e acho que ele tem que fazer sua escolha e não simplesmente fazer o que já escolheram por ele;
    Terceiro Adam não morreu eu acho que ele virou receptaculo temporario de Michael e acho tambem que foi Michael e não Deus que deu uma segunda chance, no bar, a Zach;
    Quarto Jensen e Misha realmente foram os pontos altos deste ep. Jensen claramente cresceu como ator no decorrer das temporadas, concordo que o Jared tem suas limitações, mas também não é para tanto acho que ele tem seus momentos de boa atuação, mas não podemos comparar a extensa carreira de Jim Beaver, Jensen e Misha com a dele. Acho que se ele fosse tão ruim assim mesmo Jensen não conseguiria segurar uma serie sozinho já que ela é de dois irmãos. Só para terminar esta é minha opinião assim como respeito a dos outros e sou uma Jensengirl.

  21. Gracinha

    Supernatural – o epi. ainda não vi ..mais vou ver acho que as opiniões são coerentes e estam muito bem fundadas sou também uma Jensengirl como você Matty na minha opinião o Jensen ,Jim e Misha estam realmente ótimos na série e roubando a cena mesmo..o Jared não que seja péssimo como ator é porem tem muito que aprender principalmente a ter expressão em cena muito robôtico e realmente como o Tiago Sampaio já comentou muitas caretas pra pouca interpretação ..acho que o que segura sua imagem junto a série é o fato de ser o Sam irmão do Dean que´querendo ou não se tornou o herói da série se destacando mais e mereceu este crescimento pela atuação brilhante de Jensen Ackles.Isso é visivel mais o fato que a serie é de dois irmãos então é uma dupla mais que a atuação do Jensen ofusca a do Jared é fato mesmo. Fazer o que o cara é o melhor.E sucesso a Supernatural adoro e acompanho a série desde o começo..quero ver logo este epi 100º e ver o show de Jensen Ackles que falem o que quiserem mais pra mim sempre foi ele o destaque da série desde o inicio.

  22. Michelle

    Foto esquisita essa foto de perfil do Jared parece o pinóquio..kkk..que nariz feio affff ..!!

  23. Pingback: O que vou assistir hoje na TV – quinta, 6/5/2010 » TeleSéries

  24. Fernanda

    Adorei saber da estreia de Treme, adoro esta serie principalmente a forma como eles mostram o lado musical que envolve Nova Orleans  depois do furacão Katrina , uma gran  historia de esperança

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