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Jericho e Pushing Daisies ganharão final em quadrinhos

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Skeet Ulrich em JerichoNa era digital em que séries podem encontrar uma nova forma de dar continuidade à sua produção, seja através da Internet com webséries ou por DVD, os produtores das canceladas Jericho e Pushing Daisies optaram por um veículo tradicional, as histórias em quadrinhos, que surgiram por volta da década de 30 nos EUA.

Após meses agonizando, de vai não vai, e de abaixo assinado e campanhas de fãs, Jericho foi cancelada após ter sido salva ao final da primeira temporada. Apesar de tentar dar à trama uma finalização, muitas questões levantadas pela série ficaram em aberto.

Agora para esclarecer estas dúvidas e, quem sabe, criar novas, a Devil´s Due Publishing divulgou no dia 5 de março que fechou um contrato com a CBS, canal que produzia a série, para lançar uma adaptação em quadrinhos de Jericho. A trama na HQ iniciará do ponto em que a série terminou.

Quem também pega carona neste recurso é Pushing Daisies que sequer teve seus últimos episódios produzidos exibidos na TV. A intenção de Bryan Fuller, responsável pela série, é finalizar a trama através dos quadrinhos. Uma parceria entre a ABC e a DC Comics está em fase de negociações. Não será a primeira vez que a série chega aos quadrinhos. Para divulgá-la, foi distribuído ao público participante do Comic Con 2007, uma versão em quadrinhos da trama que introduzia o público às informações sobre quem era quem na série.

Lee Pace em Pushing DaisiesAntigamente, as séries de sucesso na TV costumavam ganhar versões em quadrinhos e em novels, com histórias paralelas ao que ocorria na televisão. Desde I Love Lucy, passando por Agente da UNCLE, Os Monkees, Missão: Impossível, Os Destemidos, Jornada nas Estrelas, Os Invasores, O Prisioneiro e até mesmo Os Três Patetas e os desenhos da Hanna-Barbera, as histórias em quadrinhos sempre foram um recurso utilizado pelos estúdios para angariar um maior número de fãs para suas produções, bem como obter maior lucro em cima de um título. Em anos mais recentes, temos como exemplo Buffy A Caça-Vampiros e Arquivo X. Mesmo no mercado brasileiro foram lançados quadrinhos de séries como O Vigilante Rodoviário e Capitão Sete, por exemplo.

Atualmente, os quadrinhos, em meio à tecnologia desenvolvida pela era dos computadores, mostra mais uma vez seu forte potencial de penetração em meio ao público, visto que não são apenas as séries canceladas que usufruem deste recurso. Produções como Fringe, optaram pelas HQ para se apresentar ao público, com história lançada antes da estréia da série. Já Heroes utiliza a versão gráfica distribuída semanalmente, no formato digital, para propagar sua trama e personagens. Disponibilizada no site oficial da NBC, em formato PDF, os fãs podem acessar gratuitamente o download das histórias.

É claro que, com a produção de HQs de séries, não estão descartadas opções como DVD, webséries ou filmes para o cinema, ao contrário, elas servem para medir o interesse de um público específico que sempre deu suporte às produções televisivas ou cinematográficas das histórias que acompanham nas revistinhas popularmente conhecidas no Brasil como gibis.

Texto publicado originalmente no weblog Revista TV Séries.

Séries citadas:

9 Comments

  1. Ângelo Romão

    Eu até acho bacana esse negócio de “continuar” as séries em HQ, visto que isso mostra a importância e o carinho que elas conseguiram, mas diante dessas publicações eu não consigo ter – nem de longe – um vislumbre das reações causadas pelos episódios da Tv.

    Uma dessas HQs que posso falar sobre é Buffy, que assisti tantas vezes que consigo ‘ouvir’ as vozes do elenco falando os diálogos dos balões. Ainda assim não me fisgou.

    NADA substitui a presença e a química do elenco ou o passeio da câmera pelo cenário, nem mesmo as precárias cenas de ação. Sem contar que a partir do momento que a série se livrou de todas as restrições impostas pelos custos de produção em um set de filmagem, ela perdeu toda a identidade.

    Um exército de caçadoras saltando de helicópteros, armadas até os dentes empunhando metralhadoras e enfrentando demônios de 6 metros de altura, ou um ataque de milhares de zumbis ao castelo escocês (!) onde as personagenas agora residem? Isso não é Buffy.

    O enfoque da série era o emocional das personagens e os conflitos e questionamentos da adolescência e do começo de vida adulta representados através de alegoria. O contexto sobrenatural era somente uma vitrine.

    Aquele final da 7ª temporada foi um dos mais coerentes que já vi. A partir do momento que se formou um exécito de caçadoras, eles conseguiram tirar o peso do mundo das costas de Buffy e passaram a mensagem feminista que tanto marcou a série.

    Esse gibi é apenas um meio de faturar com o nome da “grife”.

    P.S: Não sei se deu pra perceber, mas quando o assunto é Buffy não consigo falar pouco.

  2. Chelsea

    Eu acho a ideia bem interessante, mas tenho minhas dúvidas: Esses quadrinhos chegariam no Brasil? Se chegarem, queria saber se venderiam bem, ainda mais sendo DC (nada contra, mas se nao estou enganada, a Marvel se mantém bem no mercado nacional, e a DC se mantem mais com os títulos encadernados ou cults). Outra dúvida: a história comecaria “do nada”, apenas respondendo as duvidas da trama, ou teria um novo comeco, pra chamar os possiveis novos fans? E, sendo quadrinho, teria que comecar a ter historias mais sinistras e menos docinhas como tem na Tv. Acho que, apesar de ser ótima na Tv, nao tem perfil de quadrinho. Um filme seria melhor.

  3. Rodrigo B.

    Eu acho super ‘bullshit‘ essa coisa de continuar em quadrinhos. Simplesmente, não é a mesma coisa, como bem explicitado pelo Ângelo.

    No entanto, pros fãs de Pushing Daisies, talvez(caso a ABC não exiba os episódios finais), eles possam passar aqui no Brasil. Não me lembro de nenhum caso específico, mas eu sempre ouvi a respeito de séries que nunca tiveram seus episódios finais exibidos na televisão americana, mas no pacote que a emissora vendia pra outros países, esses episódios vinham incluídos, ou seja, não acho que os fãs brasileiros da série vão ficar a ver navios no fim das contas.

  4. JefersonSc

    Mas alguém sabe se a ABC ainda vai passar os três episódios que faltam?

  5. Fernando dos Santos

    Gostei de saber que a trama de Jericho vai ter uma conclusão, o problema é que quadrinhos baseados em séries televisivas raramente são publicados por aqui.Nos ultimos anos Supernatural,Chuck,BSG,The Shield entre outras tiveram versões em HQ e nenhuma delas foi publicada no Brasil.

    Eu concordo que um quadrinho baseado em série nunca vai ter o mesmo apelo que um episódio exibido na tevê, mas mesmo assim de vez em quando pode surgir algo interessante.

  6. Isabela

    Acho que o maior problema das HQs de Buffy é que elas são bastante dispensáveis. Buffy teve um encerramento que fechou bem o ciclo da série (tem quem discorde, mas foi um fim de qualquer maneira) e a continuação, bem, meio que estraga isso. Os quadrinhos parecem mais encheção de linguiça, fora que esses mais recentes não estão sendo tão legais quanto os primeiros. E eu concordo com o Ângelo, as restrições na TV forçavam a criatividade dos escritores e essa liberdade das HQs tem comprometido um pouco a qualidade em parte por causa disso. Mas ainda assim, se não fosse por elas não teria After the Fall, que foi excelente, apesar da falta dos atores e do final aberto de Angel ter sido bem apropriado ao conceito da série, acho eu.

    Já Pushing Daisies foi cancelada sem fim, daí acho uma boa a continuação em uma outra mídia. Pena que um dos grandes atrativos da série era o aspecto técnico da coisa, COMO ela era contada, e isso sem perde sem a câmera, sim.

  7. Mica

    Já eu adoro as publicações das séries em HQ. É bem verdade que demorei para engatar Buffy em quadrinhos e nunca me adaptei ao traço de Angel, mas fico emocionada a cada título novo que eu baixo e leio.
    Agora, para mim o grande problema é aquele que o Fernando comentou: os quadrinhos não chegam ao Brasil. Tive que encomendar Buffy em inglês pq embora eu leia no computador eu gosto de ter o papel na mão. E ler em inglês é legal, mas não dá para repassar para ninguém :-(

  8. Rubens Rodrigues

    Os episódios, mesmo que que não sejam transmitidos na ABC, serão produzidos?

    Esse lançe de HQ é até legal, mas tem que ser distribuido em todos os países que a série passa. E ninguém trocaria de forma alguma, Pace, Friel e a própria Chenoweth por quadrinhos, a emoção acaba totalmente.
    Ned e Chuck transmitem uma solidão que os desenhos não passariam. Eu não imagino também a Olive, não seria engraçada. Ou seja, Pushing Daisies em HQ, só se for novas histórias além do final da série. Os fãs tem direito de ver como isso vai acabar da mesma forma, com a mesma emoção que os outros episódios passaram.

    Se não forem produzir os últimos episódios, podem fazer o final no filme, que a própria Kristin Chenoweth já falou a respeito. Eu adoraria ir ao cinema saber como acaba a saga de Ned ou nem ´precisa ir ao cinema, que saia em DVD logo, não faz mal. O importante é que o final da série não deixe de ser produzido e que eles decidam logo isso.

  9. Rodrigo B.

    Rubens Rodrigues,

    Os episódios finais de PD já foram produzidos. A ABC que não confirmou se vai transmiti-los.

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