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James Purefoy nunca viu ‘The Walking Dead’, não faria ‘Game of Thrones’ e é viciado em ‘Homeland’

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James Purefoy é inglês, tem 48 anos e 1.88m de altura, segundo o Imdb. Essas características, acrescentadas a um olhar castanho penetrante, boca desenhada e uma verruga enorme próxima ao nariz, fizeram dele o ator perfeito para interpretar Joe Carroll, o serial killer especial de The Following.  A série debutou na Fox americana na última segunda-feira, 21, e foi seguida por mais de 10 milhões de espectadores. Um sucesso anunciado.

Purefoy tem sotaque britânico peculiar, às vezes, até exagerado, mas fala mesmo com os olhos. Sorri com eles. Não por acaso, é possível notar profundas marcas de expressão no rosto do ator, toda vez que ele espreme “a vista” em sinal de simpatia. As sobrancelhas, aliás, têm o mesmo formato que seus olhos, como se tudo ali fosse determinado pelo que Purefoy tem de mais marcante. Talvez, não seja mera coincidência que Edgar Allan Poe, escritor de terror em que seu personagem é aficionado, costumava dizer que “os olhos são a janela da alma”.

Para viver Joe Carroll, o ator – conhecido por participar da série Rome, na HBO – se trancou em um hotel em Santa Monica, na Califórnia, e passou dezoito horas diretas em frente o notebook, pesquisando informações sobre serial killers. Por isso, não é de se estranhar que, ao sair para uma corrida matutina, o som que ecoa de seu Ipod não é nem I Wanna Hold Your Hands, dos Beatles, nem Satisfaction, dos Rolling Stones, bandas britânicas icônicas. É a voz de Ted Bundy, um dos assassinos em série mais violentos da história dos Estados Unidos – e que morreu na cadeira elétrica em 1989 -, quem serve de trilha sonora para seu dia-a-dia. “Não dei atenção à nenhuma ficção, porque, então, estaria regurgitando o sorriso falso da atuação de outra pessoa”, justificou o ator.

Em entrevista à Empire Magazine, Purefoy contou, ainda, que gostaria de ter a carreia de Colin Firth – ator inglês que ganhou o Oscar pelo filme O Discurso do Rei – e acredita que Brad Bitt tenha inveja de George Clooney. Siga essa entrevista…

A relação com Kevin Bacon

Quando assinou para interpretar o grande vilão de The Following, Purefoy sabia que assinava, também, para contracenar com um ator que sempre fez parte de sua vida. Não fisicamente, é claro. “Eu me lembro de assistir O Clube dos Cafajestes (Animal House) e ficar imobilizado. Vamos encarar a verdade. E quem não ficava? Então, é como se ele sempre estivesse estado por perto”, conta o ator, citando o filme de 1978 estrelado por Bacon. “É como jogar tênis com alguém muito melhor do que você. Quando você está com Kevin, você vai melhorando cada vez mais”, disse empolgado sobre a nova convivência no trabalho.

Laboratório para o personagem

Enquanto se preparava para dar vida a um dos papéis mais complexos de sua carreira, o ator usou a Internet para ter contato com relatos e depoimentos de assassinos em série de verdade. “Sentei e fiquei vendo entrevistas com serial killers. E ouvindo também. Há muitos áudios horríveis com assassinos em série na web”, contou. Da experiência, Purefoy aprendeu uma coisa: todos esses assassinos são egomaníacos, narcisistas e adorariam saber que alguém se inspirou neles para fazer um grande programa de TV.

“Por isso não vou mencioná-los”, respondeu o ator, quando indagado se havia se baseado em algum criminoso em específico para compor seu personagem. “Mas Ted Bundy está morto”, verificou. “Ele seria capaz de se sentar com você e ter um bate-papo sobre  política ou o que é que estivesse em cartaz no cinema ou em uma exibição de arte. E, em seu tempo livre, ele estava tendo relações sexuais com cadáveres nas montanhas”, disse o ator, comparando o psicopata da vida real com seu papel televisivo, que também é culto e um ex-professor universitário.

Colegas de cena

Que ele e Kevin Bacon transbordam química, os dois não precisam mais provar para ninguém. Um beijo entre eles, numa convenção nos Estados Unidos, aliás, não deixou dúvida do bromance entre a dupla. Mas será que depois de passar tantas horas interpretando um sociopata complexo, seus colegas de elenco não ficam na defensiva, mesmo com as filmagens terminadas? “Não, eles estão bem com isso”, assegurou o ator, que ainda revelou que o impacto é maior nele mesmo, que precisa personificar essa aura obscura.

Não se sente preso ao personagem

“Nós só teremos 15 episódios, então, não estamos presos a algo por dez meses por sete anos [o contrato assinado por eles prevê sete temporadas da atração]. Nós gravamos em Nova Iorque, então eu sempre posso voltar para minha família, vejo bastante o meu filho, esse tipo de coisa. Não é tão danificador quando estar em Los Angeles.”

Chá das cinco na Quinta Avenida

Purefoy pode até estar longe de casa – da “terra da Rainha” – mas, os amigos, moram praticamente na porta ao lado. Os atores ingleses invadiram (felizmente) a TV americana. Todos velhos conhecidos do intérprete de Joe Carroll. “Jonny Lee Miller, em Elementary, Jason Isaacs, em Awake. Matthew Rhys, David Morrisey… A lista continua”, enumerou o ator, que, em seguida, ainda aproveitou para detalhar sua relação com alguns deles. “Jason e eu estávamos no mesmo ano na escola de teatro, ele é padrinho do meu filho. Eu conheço o Jonny desde que ele tinha 16 anos. Damian [Lewis, de Homeland] e eu nos conhecemos desde sempre. São pessoas que sentavam na mesa de casa, aos domingos, para almoçar. Então, é engraçado vê-las fazendo papéis gigantes em séries de TV americanas. É um fenômeno esquisito!”, se divertiu.

O ator garantiu que, mesmo com tantos anos de convivência, nunca houve qualquer inveja entre eles – e nem se lembra de ter feito testes para os mesmos personagens que os amigos de longa data. “É uma boa pergunta”, começou ele. “Obviamente, há pessoas na minha vida que tenho como bête noire [palavra francesa para determinar alguém invejado]. Colin Firth, Cliven Owen. Seria legal ter a carreira deles, não?”, disse, sem qualquer medo. “Não conheço um ator que não tenha inveja de outro. Talvez o Brad Pitt. Mas ele deve ter ciúmes do George Clooney.” Purefoy parece sempre bem humorado.

“Não vou fazer Game of Thrones, mesmo que me convidem”

Falando em seriados, oito em cada dez pessoas são viciadas em The Walking Dead. Seria Purefoy um deles? Não… “Nunca vi [nenhum episódio]. Eu passei tanto tempo matando zumbis, em Resident Evil (filme de 2002 que ele gravou), que meio que já superei essa coisa de zumbi”, disse rindo. “Homeland e Breaking Bad, esses são os programas que eu não me canso de ver.”

Okay. Vamos tentar outra hit series com ele: Game of Thrones. Ele e seu ex-companheiro de cena na série Rome, Kevin McKidd, são um dos nomes mais pedidos entre os fãs da série épica para participarem da atração. Pois é. Mas aí, o ator, que durante a entrevista inteira mostrou que não tem papas na língua, polemizou de vez e assegurou que jamais participaria do show.

“McKidd e eu almoçamos juntos outro dia e perguntei a ele ‘Já te convidaram para fazer Game of Thrones?’ e ele respondeu ‘Nunca faria a série. Porque eles roubaram o nosso show'”, começou a contar. “Ele falou que se Rome tivesse tido todas as sete temporadas inicialmente programadas, teríamos terminados as filmagens no ano passado. E ele tem a impressão que a HBO preferiu fazer Game of Thrones do que a gente, então, eles roubaram a gente. Eu meio que concordo com isso. E não vou fazer Game of Thrones, mesmo que me convidem”, disparou.

Na vida real, Purefoy pode até ser “mocinho”, mas, pelo jeito, sabe tão bem o que quer quanto seu maléfico Joe Carroll. E o que não quer, também.

Com informações da Empire Magazine.

Séries citadas:

É jornalista formada pela Unesp e pós-graduanda em Gestão Cultural. No TeleSéries, escreve mensalmente a coluna Estilo. Aficionada pelas histórias de terror, sobrenaturais e de mistério, também não dispensa aquela comediazinha romântica... Pushing Daisies, Jeannie é um Gênio, A Feiticeira, Riget, Lost in Austen, Wonderfalls, Samantha Who?, Copper, Harper's Island e Hannibal estão entre suas séries preferidas de todos os tempos! :)

10 Comments

  1. biancavani

    Eu nunca havia lido nenhuma entrevista com ele, uau, como ele é divertido! (e não apenas um ator fantástico, perfeito e sedutor, rs)
    Gozado isso de Kevin McKidd e ele não assistirem a Game of Thrones – embora seja meio brincadeira, não é que pensem que a série não seja boa, mas por uma questão de princípios: quem mandou finalizarem Rome antes do tempo! rs

    Então, assisti ontem a The Following. Gostei, tomara que faça o maior sucesso e este lindinho encha seus bolsos britânicos de dolares.

  2. Gabriela Pagano

    “tomara que faça o maior sucesso e este lindinho encha seus bolsos britânicos de dolares” – hahaha faço das suas, minhas palavras, Bianca!
    aliás, torço muito mais pelo Joe Carroll na história, do que para o Kevin Bacon.. segredo! HAUHEUHAUE

  3. biancavani

    Bom, por enquanto o Kevin está sendo apenas um saco de pancada com marcapasso, rs. Ah, e pé de cana também. Mas, claro, depois de completar o trabalho (retalhar os olhos daquela pobrezinha), Joe mexeu com os brios da personagem do Kevin: VENDETTA!

    Ri muito também com James dizendo que até Brad Pitt talvez sinta inveja do Clooney. Ele é um brincalhão fofo.

  4. Gabriela Pagano

    Ih, eu acho que o papel do Kevin vai sofrer muuuito ainda, até conseguir dar o troco! haha No começo, achei que a série fosse ser aquela coisa meio “Tom & Jerry”, altas perseguições e tal… Mas, depois, pareceu que querem mesmo explorar o fato do Joe ter controle total do mundo “de fora”, mesmo dentro de uma prisão de segurança máxima, com os seguidores. O que seria bem interessante! Tô ansiosa pra ver o que vai acontecer! hehe

    O Purefoy parece ser uma graça mesmo! =] Também adorei a parte em que ele falou que os seriais killers adorariam saber que alguém se inspirou neles para fazer uma série de TV. Ele deve ser, além de engraçado e fofo, bastante inteligente.

  5. biancavani

    Rsrs, um misto de Tom & Jerry com O silêncio dos inocentes (no que tange àquelas conversas, àqueles olhares, àquela tensão entre a personagem vivida por Jodie Foster e a de Anthony Hopkins – aliás este além de ser britânico é Sir).

  6. Pingback: Primeiras Impressões – The Following

  7. Keila Cristina Ceccatto

    Assiste o piloto e achei ótimo.

    Adorei a entrevista do James Purefoy. Um ator com opinião e sem papas na língua. Também acho que o Brad Pitt tem ciúmes do George Clonney! rs…..

  8. reeves, A.

    Acho o James um talento só. The Following tem tudo para evoluir cada vez mais e eu vou estar assistindo para comprovar essa teoria. Parceria BaconXPurefoy cada vez mais prazerosa de se ver;

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