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IstoÉ retrata deputado Eduardo Cunha como Frank Underwood, de ‘House of Cards’

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Estratosféricas são as diferenças entre a política nos Estados Unidos e no Brasil. E mesmo assim, a revista semanal IstoÉ conseguiu traçar um paralelo entre os países, e o melhor, por meio de uma das séries mais conceituadas do momento.

A capa da edição 2312 da IstoÉ traz o deputado federal do PMDB do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha, em pose de soberania – numa versão da foto de divulgação da série House of Cards, sucesso da Netflix. Cunha representa Frank Underwood, o personagem de Kevin Spacey, mas sem o glamour. Na série, o político tem um plano vingativo e inescrupuloso para derrubar o presidente dos Estados Unidos, após sentir-se traído pelo mesmo. Em terras brasileiras, o líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – caso não saiba, o maior do Brasil – trava uma batalha com a República, para a IstoÉ e seu articulistas Claudio Dantas Sequeira e Izabelle Torres. E conforme os autores do artigo, entre seus objetivos nesta luta, o maior, talvez, seja inviabilizar a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. Cunha exige mais cargos com maior poderio e mais verbas.

Frank Underwood 

Membro do Partido Democrata, o deputado Frank Underwood serve na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, onde atua como Corregedor da Maioria. Estudou no The Sentinel – colégio militar fictício, baseado no The Citadel – na Carolina do Sul, e, mais tarde, frequentou a Harvard Law School. A trama de House of Cards é constituída basicamente de manipulações, uma vez que, após ser traído por Garrett Walker, o presidente, Underwood forma uma espécie de complô para derrubá-lo. Seus aliados em seu plano de vingança são sua esposa, Claire; seu chefe de gabinete, Doug Stamper; e a repórter (e ex-amante) Zoe Barnes. Com a persuasão, sua principal e mais marcante característica, manipula o deputado Peter Russo a seu favor. O que feriu seu ego, ou seja, a traição que sofreu, foi a promessa não cumprida do presidente. Underwood esperava ser eleito como Secretário de Estado, após ajudar Walker em sua eleição – sendo peça fundamental – mas o traíra o ignora, elegendo outro para o cargo, desencadeando em Frank uma série de artimanhas nada morais e éticas – estendendo-se, também, para sua vida pessoal. A atuação de Kevin Spacey é impecável, e ele não esconde que Frank Underwood é um personagem feito para ser desagradável aos olhos de quem o vê. Entretanto, possui um forte magnetismo que prende qualquer um – torcendo por sua vingança plena ou não.

House of Cards

Eduardo Cunha

Economista, radialista, e político. Esta é a definição mais simples para Eduardo Cunha, deputado e líder do PMDB do Rio de Janeiro. O político carioca é formado na Universidade Candido Mendes e, de portas abertas graças a um empresário, entrou para a política em 1980, participando da campanha presidencial de Fernando Collor de Melo. No caso do brasileiro, não houve traição (pelo menos à época). O presidente Collor o nomeou como presidente da Telerj (1991 a 1993), como forma de retribuição ao apoio em sua campanha. A polêmica faz parte de sua vida desde esta época, quando foi acusado de superfaturamento em contratos da empresa. A partir daí, foi acusado de negócios com um traficante colombiano, falsificação de documentos públicos, e atualmente defende o Marco Civil. ”O sabotador da República” é como está sendo chamado após a reportagem da revista (capa acima).

Assim como Frank Underwood, o deputado Eduardo Cunha é visto, conforme a IstoÉ, como um verdadeiro chantagista, pois tira vantagens nem um pouco republicanas do governo federal, usando como base o poder de seu cargo, como explicita o trecho da reportagem da revista: Quando é contrariado, tenta dar o troco lançando mão do que há de pior nas práticas políticas: a ameaça e a chantagem.

Será que, separados por ficção e realidade, os dois políticos têm muito em comum?

Com informações da IstoÉ.

Séries citadas:

Nascida no verão com preferência pelo inverno. A família materna dela é de origem francesa, mas não come escargot. Já quis ser astronauta e chef, mas descobriu que não tinha vocação. E agora, na verdade faz tempo, descobriu que quer Jornalismo. Começou com Grey's Anatomy em 2006 e hoje sua ficha tem The Walking Dead, Breaking Bad, Vice, Pretty Little Liars, Glee, Arrow, American Horror Story, The Flash, The Knick, Orphan Black, The Sopranos, Looking, Orange is the New Black, The Office, Modern Family, Mad Men, Homeland, Bates Motel, House of Cards, Game of Thrones e mais umas três listas cheias. Prefere sua tv a cabo às pessoas e é aficionada por soundtrack de filmes e séries e pelos documentários do National Geographic, Discovery e History Channel.

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