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Reviews

Homeland – Lady Drone, Trylon and Perisphere e Shalwar Kameez

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Série: Homeland
Episódios: Lady Drone, Trylon and Perisphere e Shalwar Kameez
Número dos Episódios: 4×01, 4×02 e 4×03
Exibição nos EUA: 05/10 e 12/10/2014

Sem desrespeitar os mortos, mas “Brody quem?”. De repente, para a surpresa de muitos (minha), o seriado da Showtime renasceu e trouxe de volta consigo todos os elementos que fizeram sua fama e seu nome. Depois de muito tempo à sombra Nicholas Brody (por que, terceira temporada?), a série finalmente superou essa fase e retornou renovada. As sementes foram jogadas em terreno incerto, mas julgando pelos três primeiros episódios (desculpem o atraso), mesmo que incerto, ele se mostrou (até agora) satisfatoriamente fértil.

A quarta temporada começa com aquela melodia de jazz já tão familiar, enquanto Carrie anda pelas ruas de Kabul, algum tempo após os acontecimentos do final da terceira temporada. Em The Drone Queen, Carrie é chefe de uma operação da CIA na capital do Afeganistão, e logo a vemos autorizar um ataque ao quarto colocado da lista dos mais procurados pela CIA. E em seguida, alguém aparece com um bolo, é o aniversário da nossa “heroína”. Uma sensação mórbida invade nessa justaposição de situações, em um momento autoriza-se o assassinato, e segundos depois, festeja-se a vida.

Também nesse episódio foi apresentado Aayan Ibrahim, o personagem de Suraj Sharam. Ele e mais os demais membros de sua família estavam no local assinalado por Carrie para o ataque. E nesse local ocorria um casamento, ou seja, as “casualidades” esperadas pela equipe eram maiores que imaginadas, resultando na morte de 40 pessoas. Na perspectiva de filmes e séries em geral, Aayan poderia facilmente virar um Abu Nazir, ou quem sabe um novo Brody. Porém o rapaz não parece querer escolher tal caminho, aliás em um momento do episódio ele chega a deixar claro que os atos de violência americanos não justificam mais atos de violência. Obviamente esse personagem terá grande peso na presente temporada.

Além Aayan, Sandy Bachman foi apresentado ao público como o chefe da missão do Paquistão e um dos responsáveis pelo ataque no casamento. Não é o único culpado, mas seu disfarce é quebrado ao ser traído pelo seu informante. E em uma cena tensa que não se desenvolve do jeito que se esperava, Quinn e Carrie correm para salva-lo, mas apenas para presenciar o companheiro ser arrastado por uma multidão de pessoas para surrá-lo até a morte. Interpretado pelo ator Corey Stoll (cada vez mais conhecido graças a House of Cards), não era de se esperar que seu personagem fosse morto logo no primeiro episódio da temporada.

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Pelo episódio Trylon and Perisphere, Carrie e Peter (as coisas não andam nada bem com esses dois), estão de volta aos Estados Unidos. Carrie não quer ficar, não quer tomar as responsabilidades sobre sua filha, enquanto Peter não quer mais fazer parte da CIA, já não entende mais os motivos que o levaram a entrar na agência.

Carrie está de volta aos Estados Unidos, onde sua filha (e de Brody) está aos cuidados de sua irmã e seu pai. O episódio deixa claro que Carrie não tem o menor tato com a filha, ou sequer demonstra esforço para ter. Em momentos, sequer parece que cultiva algum afeto pela criança. Mas nenhuma cena chocou mais que a cena que Carrie banha sua filha, e quase a deixa afogar. Carrie Mathison, seja por sua incapacidade de fazer escolhas boas na vida, ou abuso de remédio, bebidas alcoólicas ou ainda a combinação dos dois, sempre foi uma personagem na fronteira do “certo” e “errado”, porém nada na série até o momento tenha comparação com este episódio.

Carrie ganha outro destaque dentro do episódio; Ao investigar sobre a morte de Sandy, chega ao seu conhecimento o caso de um oficial – que trabalhava junto de Sandy – que fora despedido ao reportar a Lockhart que Sandy estava trocando informações secretas com seu informante. Com isso, Carrie consegue persuadir seu chefe a torna-la a chefe na missão de Islamabad, permitindo que ela possa abandonar sua filha e qualquer sentimento que tenha por ela, esquecendo a lembrança viva de Brody, cuja existência continua fortemente a assombrar Carrie.

Depois de dois episódios fortes, o seriado diminui o passo com Shalwar Kameez, com Carrie tentando encontrar chão firme em seu novo empregor. O episódio começa com Carrie refazendo os passos de Sandy no dia do ataque, que junto de Quinn ao final do episódio descobrem que sua morte foi tramada assumidamente pela Inteligência Paquistanesa.

A princípio, em temporadas anteriores, a ideia de um romance entre Peter/Carrie não era ruim (minha vida de shipper amava a ideia na verdade :P), mas depois de deixar Carrie atrás de Brody por três anos, e presenciar que o seriado definitivamente não combina com romance não é difícil ficar um pouco desapontado com a aparente tentativa de uma aproximação romântica entre Peter Quinn e Carrie Mathison. Será que realmente é muito difícil deixar Carrie sozinha pelo menos um pouco? Além disso, ficou claro nos episódios que os dois interagiram, que Carrie é egoísta, e o relacionamento com Carrie é emocionalmente abusivo para Quinn. Tanto que ela o convence a se juntar a ela em Islamabad, apesar de ele ter deixado claro que isso era o oposto que ele queria.

Os episódios, como em outros seriados, tiveram seus pontos altos e baixos. Ainda assim, o balanço entre os três primeiros episódios do quarto ano de Homeland são positivos. Ano passado Homeland nos deixou meio cabisbaixos, não só pela perda de um personagem principal, mas também pelo risco que essa perda representava para série. Afinal, o que era Homeland? Uma história sobre terrorismo? Sim. Mas principalmente, era o jogo (extremamente controverso) de gato e rato entre Carrie e Brody, isso ficava claro logo na abertura dos episódios. Temi pela série? Óbvio, é uma das minhas queridinhas, mas os produtores mostraram não estão de brincadeira, e que a enxurrada de prêmios abocanhados pela série não são apenas enfeites.

– Farrah voltou, com um papel maior que na última temporada.

– A menininha que encontraram para ser a filha da Carrie/Brody parece mesmo ser filha do Damian Lewis. Fiquei assustada.

– I really need you now,”  “God, I f#@king love you Quinn, you know that.” – Favor, Carrie, colaborar com a minha decisão de não ter ships nesse seriado.

-Foi legal ver interações Saul/Carrie mais uma vez. A relação pai/filha deles faz falta.

Séries citadas:

Estudante universitária, equilibra seu tempo entre livros acadêmicos, seriados e a regência do mundo livre. Depois de muito procurar, encontrou uma dobra no tempo que a permitiu continuar sendo seriadora, e assim mantêm em dia Castle, Suits, Doctor Who e Game of Thrones, entre outros milhares de seriado. É a responsável pelas reviews de Homeland.

1 Comment

  1. Iza Silveira

    Eu prefiro que a Carrie fique só!É dificil de acreditar que depois desse romance entre ela e o Brody que ela tenha esquecido ele tão rapidamente!Eu não acredito que ela ame o Quinn!Eu acho que ela falou isso não romanticamente, e sim por amizade!Eu não duvido que aquela visita do Dar Adal tenha sido combinada!Eu não gostaria de outro romance em Homeland!Sem romance entre Carrie e Quinn, por favor!Eu acho que eles como amigos seria muito melhor!Acredito que os escritores farão essa amizade entre Carrie e Quinn virar romance!Ele deveria ficar com a menina do condominio!

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