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Reviews

Haven – Reunion e Thanks for the Memories

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Série: Haven
Episódios: Reunion e Thanks for the Memories
Número dos Episódios: 3x12 e 3x13
Exibição nos EUA: 17/01/2013
98
4.9
3

Haven não é uma dessas séries que atrai um número astronômico de telespectadores; seus efeitos especiais, na maioria das vezes, deixam a desejar; seus roteiros são simples e, via de regra, perseguem um padrão: a história de uma perturbação qualquer seguida de uma revelação sobre o plot principal. Este é um conjunto de características que poderia torná-la previsível e entediante. Poderia. Mas, ao apostar no imprevisível, driblando o óbvio a cada novo episódio, Haven caminha na direção contrária.

Às vezes acredito que mesmo os criadores da série ainda não definiram qual o segredo de Haven; qual o momento, na sua história, em que pessoas tornaram-se capazes de extravasar sentimentos, interferindo no espaço e no tempo, ou gerando fenômenos bizarros, cômicos ou trágicos; às vezes acredito que os criadores da série conseguem lidar perfeitamente bem com seu tempo presente e apostam no inusitado para construir sua história e explicá-la. Talvez por isso essa explicação venha a conta-gotas: ainda é uma história em construção. E talvez seja esse conjunto de fatores que fazem com que Haven seja tão atraente, pois, se, em alguns momentos, podemos defini-la como uma imensa confusão, em outros, pontas são tão bem amarradas que nos desarmam e nos conquistam.

Reunion não escapou à regra. A um episódio do desfecho da temporada, o anticlímax ficou por conta da identidade do Skinwalker, sua obsessão com o Celeiro e com Audrey. O assassino, que foi perseguido durante toda a temporada, não estava apenas vestindo a pele de uma Arla reconstruída. Ele, na verdade, era a própria Arla, esposa de James Cogan. No final no episódio, quando finalmente Arla e Audrey se encontram, ficamos sabendo da sua perturbação e de como Lucy, há 27 anos, levara James para o Celeiro, deixando-a para trás.  Por isso ela não admite o horror que causou quando assassinou alguns habitantes de Haven; justifica-o através do sentimento de traição que cultivou durante anos e na vontade férrea de ser a mesma pessoa para o homem que, ela espera, irá retornar, quando o Celeiro ressurgir. Um monstro movido por amor e ódio.

O Caçador chega a Haven e com ele Thanks for the memories.  E, graças à habilidade da equipe criativa, é impossível apostar em qual será o desfecho da temporada: Audrey irá desaparecer por mais 27 anos? Ou há alguma forma alternativa de parar as perturbações que acometem os moradores de Haven e seus descendentes?  O Celeiro é um portal? Quem é o agente Howard? E, mais importante, quem é Audrey?

Em Thanks for the memories ficamos sabendo que Vince é o líder dos Guardiões, que o Celeiro pode ser um Portal, que o Caçador pode destruir a cidade se Audrey ficar e não pagar o preço e que esse preço é a vida de Nathan. E, ainda assim, torcemos para que Audrey fique com Nathan; para que seja revelado que ele é o pai de James.

Torcemos pelo final feliz e, paradoxalmente, torcemos para que as perturbações continuem e a série não seja cancelada. Mas finais felizes estão, via de regra, irremediavelmente ligados ao ponto final de qualquer história. Poucas sobrevivem a eles. Então os protagonistas não terão seu momento de plena felicidade e a história continuará a ser revelada a conta gotas. E nossas últimas lembranças serão a de Nathan baleado, sozinho, vendo os meteoros atingirem Haven, e a do Celeiro se desintegrando e levando consigo Audrey, James, Agente Howard, Arla, Jordan e Duke.

Que venha a quarta temporada e seja tão pródiga em respostas e mistérios quanto a que acaba agora.

Séries citadas:

Historiadora e professora não praticante. Adora uma boa história, seja ela escrita ou encenada. Atualmente, em seu coração, dividem espaço Person of Interest e Once Upon a Time. A Guerra dos Tronos? Prefere o livro.

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