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Haven – Double Jeopardy

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Série: Haven
Episódio: Double Jeopardy
Número do episódio: 3x05
Exibição nos EUA: 19/10/2012
92.5
4.6
4

Nesta temporada, a primeira “perturbação” que fez sentido. Tanto porque expressou um desejo já sentido, em algum momento, por uma boa quantidade de pessoas, como pela conclusão do caso: a auto-percepção e a auto-retratação, na forma da aplicação do mais perfeito exemplo de justiça poética possível ao caso.

Lynette, estenógrafa do Tribunal de Justiça de Haven, presencia, todos os dias, pessoas culpadas sendo absolvidas por falta de provas ou por inconsistências no processo no qual são acusadas. Revoltada, ela evoca um golem, na figura da bela jovem que representa a Justiça, retratada em um quadro na sala do tribunal. A jovem executa a sentença que Lynette acha pertinente, conforme o crime cometido pelo infrator. Duke entra no radar de Lynette, por ter cometido várias infrações: desde o não pagamento de multas de trânsito, até a falta de alvará para o funcionamento do Grey Gull. Audrey e Duke descobrem que é Lynette quem controla o golem e, ao confrontá-la, a jovem percebe que, a seu modo, também se  tornou uma infratora. Sua punição é exemplar: no melhor estilo “olho por olho, dente por dente”, o golem a transforma em parte da gravura que ocupa a parede do tribunal, condenando Lynette a observar, dia após dia, sem que nada possa fazer, os julgamentos e as sentenças que, antes, revoltavam-na.

Nathan, por sua vez, ainda tenta encontrar os líderes dos Guardiões, aproximando-se, cada vez mais, de Jordan.

Confesso uma certa decepção com este novo Nathan, que tem se desenhado nesta temporada. Parece que o personagem está se despindo de toda sua espontaneidade, leveza e senso de justiça, para se travestir de tons mais sombrios. Em alguns momentos me parece, também, que o próprio Lucas Bryant não está confortável com a mudança. A cena em que seduz Jordan e a beija, foi rápida e insuficiente. O personagem parecia um tanto desajeitado. A esperança é que tudo isso, ou seja propositalmente articulado pela equipe criativa e que a certa altura Audrey apareça para resgatá-lo; ou que seja apenas meu equivocado ponto de vista e Nathan ainda seja o cavaleiro de armadura que, sem que sua Dulcinéia perceba, está procurando uma maneira de salvá-la.

De resto, Audrey intui o que já havíamos entrevisto no episódio passado: seu seqüestrador, ou o “Assassino da Pistola”, está montando um novo corpo com as partes extraídas de suas vítimas. Seria uma outra Audrey, ou o cabelo loiro é apenas uma isca para nós, fãs da série?

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

1 Comment

  1. Pingback: Haven – Double Jeopardy « telaefolha

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