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Grey’s Anatomy – What Is It About Men

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Série: Grey’s Anatomy
Episódio: What Is It About Men
Temporada:
Número do Episódio: 8×04
Datas de Exibição nos EUA: 6/10/2011

Em What Is It About Men, os holofotes estiveram nos garotos de Grey’s Anatomy. E, muito provavelmente, essa foi a causa de eu não ter gostado tanto do episódio quanto dos três anteriores. Não que tenha sido ruim. Longe disso. Ele foi agradável, e bastante divertido. Mas, quando os pouco mais de 42 minutos se passaram, a minha certeza de que as personagens femininas “mandam” na série foi maior ainda.

Os dramas típicos de Grey’s foram deixados, ainda que momentaneamente, de lado. E todas as questões que incomodavam o time masculino da série foram tratadas a base de cervejas e marteladas.

Derek continua chato. Nunca desgostei tanto do personagem quanto agora. Nem na época que ele escolheu Addison, ou que andava as voltas com a enfermeira Rose. Nem mesmo quando ele teve aquela crise de identidade e rebateu a aliança da Meredith com um taco de beisebol. Ou quando ele ficou insuportável após assumir a chefia. Muitos poderão pensar: “a atitude de Meredith foi altamente condenável. É normal que ele aja assim”. Concordo que Mer agiu de forma completamente idiota, que estava errada e prejudicou o marido – e a si própria. Mas os motivos dela ficaram bem claros, para todos. Inclusive para Derek. E ele é o único que ainda reluta em dar uma nova chance para ela. Infelizmente, acho que isso não mudará tão cedo. De qualquer forma, adorei o fato dele não conseguir encontrar ninguém para substituir Meredith, a altura, na neurocirurgia. Continuo acreditando que ele precisará dela de volta. E torço para que Shonda promova o retorno dela em grande estilo.

Mark esteve ótimo no episódio. Nos últimos tempos a trama do personagem se restringia ao triângulo com Callie e Arizona ou com Lexie e Avery. Foi legal ver ele sozinho com a pequena Sofia. Mark se revelou um pai fofo e preocupado. Foram bem divertidas as cenas dele com a bebê. Mas mais divertidas ainda as cenas dele com Avery. Especialmente no final, quando ele “confronta” Derek, que estava tentando “roubar” seu pupilo. Ri demais dele mandando Avery esperar no carro, enquanto ele debatia com Derek. Essa parceria nas cirurgias plásticas promete.

Outro que ganhou bastante destaque foi o eterno Chief Webber. É interessante ver ele tentando se encaixar como atendente, voltando à correria da emergência. E gostei bastante da interação dele com Avery e Karev, das dicas – e truques – que ele passou para os dois. Truques que, diga-se de passagem, causaram alguns danos a imagem viril dos residentes. Também foi interessante vermos um pouco dele como marido, o papel que ele negligenciou por tanto tempo.

Ben está de volta ao Seattle Grace. O anestesista, que namorou Bailey na sexta temporada e foi “chutado” na sétima, fez dobradinha com Derek nesse episódio. Ele já ficou sabendo do envolvimento da namorada com Eli, o enfermeiro. Os dois até já tiveram um embate, que foi motivado por discordâncias acerca de um paciente. Imaginem o que irá acontecer quando eles conversarem claramente sobre a médica! Creio que Ben aparecerá mais nessa temporada, já que Off The Map, seriado no qual ele interpretou o médico Otis Cole, foi cancelado após a exibição da primeira temporada.

Karev está tentando encontrar seu lugar no mundo. Agora que ele “acabou” o artigo sobre as crianças da África, talvez consiga retornar para a pediatria, que, definitivamente, é o ramo. As cenas com a Sofia só confirmam essa opinião.  E, pela promo do próximo episódio, acho que não teremos que esperar muito por isso.

Avery é um dos personagens que mais evoluiu no meu conceito. Ele ainda está longe de ser um dos meus favoritos. Mas ele está conquistando seu espaço, e acho bom que ele esteja se destacando como médico, e não como “namorado da ex-namorada do atendente”. Além do mais, gosto da interação dele com Mark, e da forma como as “semelhanças” entre eles estão sendo destacadas. Só acho que, inevitavelmente, essas comparações acabarão colocando o relacionamento dele com Lexie em cheque, já que ele seria apenas uma “versão” de Mark.

Owen também recebeu destaque. E não poderia ser diferente. Só achei meio batida a história de mostrar, novamente, como as tarefas de chefe acabam afetando os atendentes que assumem o cargo. Apesar disso, gostei de terem mostrado como a reação dele será bem diferente da de Derek – e o soco no paciente abusivo deixou isso bem claro. Foi fofo, também, ver Hunt interagindo com a fofinha Sofia. E, pra mim, as cenas entre os dois só comprovaram que a história do aborto da Cristina não está bem resolvida, e vai acabar estourando, mais cedo, ou mais tarde.

Ainda preciso dizer que as referências de Grey’s Anatomy aos hobbits, princesas dothraki, e a Doctor Who e sua TARDIS foram bem engraçadas, e movimentaram a emergência – e o episódio. Um prêmio aos aficionados por esses temas, que crescem exponencialmente.

E, finalizando, por mais que eu tenha gostado de What Is It About Men, e tenha achado muito justo que o destaque que alguns dos homens receberam no episódio, preciso confessar que não vejo a hora das mulheres invadirem o hospital. Por que Grey’s Anatomy não é a mesma sem as mulheres, e, consequentemente, sem todo o drama que elas carregam.

P.S.1: senti imensamente a ausência de Meredith e Yang no episódio. Mas o que mais senti foi pela presença de April. Se a ideia era “anular” os personagens femininos nessa semana, por que dar destaque para a que o público menos gosta? Difícil de responder.

P.S.2: quando o paciente hobbit comparou April Kepner com uma princesa Dothraki, minha reação foi pior que a de Karev, já que eu só conseguia me lembrar de Daenerys Targaryen, de Game of Thrones. Sei que Dany não é uma princesa dothraki por excelência, mas ainda assim só conseguia pensar que compará-la com Kepner era totalmente insano.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

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