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Reviews

Grey’s Anatomy – Suddenly

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Série: Grey’s Anatomy
Episódios: Suddenly
Temporada:
Número do Episódios 8×10
Data de Exibição nos EUA: 5/01/2012

Já não sei mais que palavras usar para me referir à Grey’s Anatomy. Acho que já usei todos os adjetivos possíveis para definir os episódios. E agora cá estou eu, tentando não ser repetitiva, mas ainda assim necessitando definir o episódio. Então, vamos lá: maravilhoso, esplêndido.

E podem comemorar. É oficial. Os velhos tempos, aqueles áureos, estão de volta. Shonda Rhimes, aquela mesma que parecia ter perdido a mão ao longo da 6ª e da 7ª temporada, mostrou pra todo mundo por que é chamada de rainha do drama pelo mundo afora. Com Suddenly, Grey’s foi agraciado com uma ótima audiência, de mais de 12 milhões de espectadores. E nós todos fomos muito bem recompensados após quase dois meses de hiato.

Na review de Dark Was the Night, eu falei que Suddenly deveria encerrar as tramas iniciadas naquele episódio. E isso foi feito, com muita competência. Com momentos, até certo ponto, inesperados. Com uma história médica cruel e ao mesmo tempo linda de “pano de fundo”. E ainda foi dado o encaminhamento do que será abordado nessa segunda metade de temporada. Não poderíamos querer mais.

Derek voltou a ser Mc Dreamy! Acho lindo quando ele se preocupa com Meredith e demonstra isso. Quando ele tem essa necessidade de cuidar da esposa. Achei ótimo o momento deles na cozinha, no final do episódio. Sim, eles ficariam bem ainda que fossem apenas os dois. Mas não era para ser assim. Acho que ninguém esperava esse final de episódio. Eu achei que demoraria um pouco mais pra Zola ser de Mer e Der. Mas Shonda, num episódio de profunda tensão e tristeza, conseguiu fazer com que todos encerassem o episódio com um sorriso nos lábios.  A cena foi tão simples, mas ao mesmo tempo tão bonita que a alegria foi contagiante. Pra mim, uma das atuações mais convincentes da Ellen Pompeo.

Então, agora, veremos a dinâmica da família Shepherd, a tentativa de Meredith e Derek de serem tão brilhantes na paternidade como são nas salas de operação. Mas, não se enganem. Estamos falando de Grey’s Anatomy, onde toda felicidade é passageira (as vezes até demais), e deveremos ver momentos de drama por aí.

E por falar em felicidade passageira, precisamos falar de Teddy. Altman se tornou um personagem de Grey’s na 6ª temporada, quando os tempos de vacas magras já haviam iniciado. Sua história na serie sempre se resumiu ao embate com Cristina e à paixonite por Owen. Ela nunca foi um personagem muito expressivo dentro da trama. Mas isso começou a mudar quando Teddy conheceu Henry. E na 8ª temporada, feliz na vida pessoal, ela teve um crescimento dentro do hospital também, e a dinâmica entre ela e Cristina tornou-se mais madura e legal de assistir. Mas, isso é Grey’s Anatomy. Estamos falando de Shonda Rhimes, aquela mesma que matou Denny Duquete (em um momento de felicidade, quando respirávamos aliviados). Alguém conseguiu não chorar na cena do necrotério? Nossa, achei o ápice da tristeza.

Agora, resta saber como será o comportamento de Teddy daqui pra frente. É certo que ela culpará alguém, e tenho quase certeza que esse alguém não será a Yang. Voto no Owen, embora ache que pode sobrar uns resquícios de mágoa para Webber e Bailey.

Amei a postura de Yang. O fato dela ter tomado a dianteira da situação e contado para Teddy sobre a cirurgia demonstra o crescimento profissional de Cristina, o qual ela deve muito à Altman (especialmente na parte humana da coisa). E, se amo cada vez mais Yang, o mesmo não pode ser dito de Owen Hunt.

As atitudes dele foram todas detestáveis. Porque não, ele não estava pensando na paciente operada por Teddy. Ele estava pensando nele mesmo, e dane-se ele! Como Cristina disse, aquilo não era sobre ele, o que ele queria ou pensava. E colocar Yang com Teddy, na mesma sala de operação, para fingir alegria por horas, não foi menos do que um ato de tortura. Torço (torço mesmo) pra que Yang se afaste de vez de Owen. Afinal das contas, ele já estrangulou ela, não apóia as decisões dela, não entende a essência da mulher. Na relação deles, sempre foi Yang se ajustando. E acho que ela não merece isso, não mais.

Ben voltou em ótima forma. Descobriu a hipertermia maligna, salvou o paciente e ainda disse tudo que Miranda precisava ouvir. E mais, respeitou o espaço dela e, com isso, conseguiu se aproximar. Faz tempo que Bailey anda meio apagada em Seattle. Ela nunca superou definitivamente o tiroteio, talvez por não deixar ninguém se aproximar. Quem sabe agora, junto de Ben, ela não cresça e se destaque novamente? Vou torcer.

Em se tratando de crescimento, há que se citar Callie e Avery. Sim, o erro foi dele, mas a responsabilidade era dela. E Callie deu uma lição no residente. Espero que o Avery tome essa lição, e use-a pra se destacar mais. Por que potencial ele tem.

Alex mostrou, mais uma vez, que é um profissional muito preocupado e que pediatria é o seu lugar. Mesmo que pra isso ele precise gritar com a fofa da Arizona uma ou duas vezes. Isso é crescimento pessoal. Nosso bebezão mimado e revoltado se tornou um homem. Espero que continue assim.

Mas crescimento, nesse episódio, teve um nome. Lily. A jovem que perdeu a avó e a mãe, e teve que decidir sobre o destino da vida do pai. Que ficou sozinha, com dois irmãos menores, e precisou dar a eles a pior notícia possível. Achei a história muito triste. Pra mim, entra no rol de casos mais tristes da história do seriado. E, apesar de toda a tragédia, de toda a tristeza, foi uma demonstração da capacidade que o ser humano tem de se superar nos momentos mais difíceis. Mostra o poder da resiliência. Pra mim, foi uma bela lição.

E, nesse misto de histórias começando e terminando, tivemos Sexie. Pra mim, o princípio do fim do shipper. É como se algo tivesse se quebrado. Mark parece feliz com sua super oftalmologista, que, a propósito, além de ótima profissional, é um doce de pessoa. Mark parece genuinamente feliz, e nem dá pistas de não ter superado Lexie. Isso me fez refletir: será que não é melhor, mesmo, encerrar esse caso de idas e vindas, e trazer alguém novo para Lexie? Alguém com quem ela possa viver uma história de amor em toda sua plenitude? É uma hipótese que me agrada.

E assim, subitamente, Grey’s Anatomy voltou a ser o que era. Repentinamente, essa 8ª temporada apareceu, nos levando às lágrimas e fazendo nossos corações se encher de esperança. Agora, minha torcida é pra que continue assim. E estaremos diante de uma das melhores temporadas do seriado, sem sombra de dúvida. Semana que vem tem mais? Alguém quer apostar que será mais um ótimo episódio?

P.S.1: tive um pouquinho de pena de April, sentada na galeria e tolerando que falem dela. Acho que desenvolvi afeto pela chatinha, afinal.

P.S.2: mais uma vez a trilha sonora do episódio foi perfeita. Destaque para New York, do Snow Patrol, embalando o momento família no final do episódio; e pro momento necrotério/desligar aparelhos/lição de Callie ao som de Skin, do Zola Jesus.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

6 Comments

  1. Anderson Narciso

    ótimo texto Mari. Grey’s voltou a velha forma mesmo. Fiquei com um baita sorrisao ao ver o final, com Zola na porta de MerDer. Foi mto bonito mesmo. Ellen Pompeo chorando, deu um SHOW. E Teddy tb. Cada vez mais, gosto dela. E espero que ela culpe e brigue o Owen, que eu ja nao suporto mais. Pego birra dele a cada dia mais, assim como pego do Sam em Private Practice hahaha. ;) Bjs

  2. Karen Ann

    Mari! Adorei o texto! E concordo q Greys está de volta com força total. Um episódio muito tenso e com muitas lágrimas ao menos para mim. Shonda e sua fórmula angst me cativam! Quero muito ver o quem vem por aí… sofri com a Teddy, Yang (akela cena da OR delas rindo e fazendo piada macabra d+!), a Lily foi um show a parte e concordo q o Owen tá péssimo! Eu não gosto dele e não é de hj. Anyway, só ainda mantenho minhas esperanças em Slexie mas veremos.
    Parabéns,guria!

  3. Tatiana

    Aiiiiiiiiiiiiii, como não chorar vendo o sorriso da Mer depois de 39 horas de puro desgate emocional…………ótimo episodio onde todos tiveram sua vez e eé claro Alex está acordando de vez e vendo que seu lugar definitivamente é na pediatria.

    Postura excelente e correta da Callie, mostrando quem ela tbém errou e feio;

    Ai eu gosto do casal Ben e Baylie……e ela está apagada mesmo de uns episodio para cá.

    Sinceramente achei que dessa vez a Teddy iria se dá bem……mas……chorei igual a uma criança vendo a cena dela no necrotério…..deu uma dó…. :(

    Owen eu gosto dele, mas ele pisou na bola…..vamos ver qual será a consequencia.

    Enfim ótimo retorno de GA.

  4. Bruno

    Ainda bem que a volta da “velha forma” de GA deu-se no ocaso de House MD. Pelo menos não ficamos órfãos de boas histórias!

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