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Grey’s Anatomy – Poker Face

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Série: Grey’s Anatomy
Episódio: Poker Face
Temporada:
Número do Episódio: 8×06
Data de Exibição nos EUA: 20/10/2011

Poker Face foi mais um bom episódio. E não podia ser diferente, já que o destaque ficou com Meredith, Derek, Bailey, Lexie, Yang, Alex e Callie. Quando a coisa anda tão bem quanto no episódio, até o destaque da April é bem vindo.

Finalmente Chyler Leigh retornou. E com força total. Gostei bastante de Lexie em Poker Face. Chegou a sua vez de ajudar Derek na Neuro, e nem mesmo “Lexipedia” conseguiu se afinar com o médico. Mas achei bem interessante a busca de Lexie para a solução dos problemas de Derek, especialmente porque essa solução passou por Meredith.

E nesse momento preciso falar da Mer. Acho incrível a forma com que Shonda tem nos bombardeado com mensagens – algumas sutis, outras nem tanto – que deixam explícito o fato de Meredith ser uma ótima médica. No momento, talvez a melhor médica residente, já que Karev e Yang andam passando por alguns momentos. A cada episódio, fica mais evidente como Derek e a Neuro dependem de Meredith. Como o estudo clínico de Bailey se beneficiaria da competência da médica. E, a propósito, Meredith vai muito bem na Obstetrícia. Enfim, acho que essa temporada está servindo como um período de reconstrução para a protagonista, e para demonstrar seu crescimento pessoal e profissional.

E falando em crescimento pessoal, fiquei feliz demais que Meredith e Derek voltaram às boas. Tão feliz que nem ligo que o retorno tenha se dado de forma inexplicável. O fato é que eles estão mais próximos, mais contentes, mais casal. Conseguiram superar, ou quase, o grande problema causado por Meredith. Não acho que Derek tenha perdoado Mer completamente. E é claro que eles ainda deverão enfrentar alguns problemas, afinal sempre foi assim. Mas só de não precisar agüentar Derek resmungando e sendo injusto a cada minuto de cada episódio, já sou uma pessoa mais feliz.

E pelo comportamento do “Deus da Neuro” no final do episódio, tenho certeza que é questão de tempo pra ele implorar por Meredith de volta em sua sala de operação.

Bailey enlouquecida por causa dos ratinhos. Alguém aí queria coisa melhor? Mais uma vez, gostei do fato de Miranda ter um papel central no episódio. E acho bem interessante a luta dela pra deixar o Chief e a Meredith longe do estudo. Mas ela é outra que, assim como Derek, terá que entregar os pontos e permitir a participação de Grey. Simplesmente por que isso é o melhor a se fazer. To ansiosa pra saber pra onde essa história caminha.

April continua aquela chatinha de sempre. Mas agora, ela enfrenta seus problemas. Já havia sido assim após os toques dados por mamãe Avery. E agora, depois das constatações de Alex, April resolveu agir. Achei hilário ela mudando a voz para tentar conseguir o que queria. Deu tão certo que fez escola. Que o diga Meredith. E por isso, por causa desse princípio de mudança de atitude, estou começando a simpatizar com ela. Eu disse começando!

Alex está sofrendo, mais uma vez, de covardia. Com tantas avaliações negativas, ele perdeu a coragem de tentar, de ousar. E isso é totalmente compreensível, já que Karev se dá tão mal tantas vezes. Por isso, queria que ele voltasse logo à pediatria. É o local no qual o durão Alex se dá melhor. Acho que o amor pelas criancinhas faz com que ele ouse e lute mais. Então, minha torcida é pra que Arizona “pegue” o Karev logo.

E por falar em Arizona, alguém aí não riu das cenas dela com Mark? Os dois não se davam bem, e percorreram um longo caminho até serem amigos. Agora, os dois são praticamente irmãos. Dois lindos irmãos loiros. Que cozinham juntos. Que falam o tempo todo de culinária. E que, juntos, irritam Callie.

Preciso dizer que amei Callie no episódio. Por que ela, além de ter tido uma atuação perfeita na complicada cirurgia do jovem com problemas no pescoço e na sua questão com os pais, ainda deu a lição de moral que Cristina estava precisando – e que Teddy não foi capaz de dar –, e colocou Mark em seu devido lugar. A cena dela expulsando Mark de casa e mandando ele arrumar sexo, pois estava acabando com sua vida sexual, foi ótima. E a cara de cachorrinho abandonado de Sloan também. Será que, depois desse toque de Callie, Mark voltará à fase “pegador”? Acho que é questão de tempo.

E agora, a única crítica ao episódio: a ninfomania de Owen e Yang. Achei totalmente excessivo o comportamento dos dois. E, por ser excessivo, desnecessário. Mas ainda assim compreendo o intuito do mesmo: deixar explícito que os dois estão – ao contrário de Mer e Der – longe de superar os problemas do final da temporada anterior. O casamento se resumiu ao sexo. Não há mais diálogo. Confesso que estou curiosa pra saber o desfecho dessa história.

E antes de encerrar, preciso dizer que amei as palavras de Callie pra Cristina. Foi até mesmo uma resposta às críticas que o comportamento de Yang vinha recebendo por aí. A Cristina bad ass não saiu do seriado, ela está apenas escondida atrás do medo de fracassar em seu 5° ano. Ela está atrás de um escudo de proteção, chamado conservadorismo. Espero, e muito, ver aquela Cristina aloprada, sedenta por cirurgias, brilhante e ousada, em breve pelos corredores do Seattle Grace. Grey’s Anatomy não é a mesma sem ela.

P.S.: mais alguém  ficou com medo que a paciente do Derek morresse e o plano de Mer fosse por água a baixo? E que ele ficasse, novamente, todo revoltado com a esposa? Então, obrigado Shonda, por nos poupar de mais essa tragédia!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

2 Comments

  1. Bruno

    Realmente essa temporada está conseguindo reinventar a série. Seu resumo está ótimo, não deixou nada de fora. E todos foram visitados, o que é ótimo, pois num elenco tão vasto é fácil esquecer um ou outro.

    O “novo” chefe continua ótimo. É interessante como o “destino” funcionou com ele. Apaixonou-se mas não foi adiante (romance inter-racial na época dele devia ser fogo). A mulher teve uma filha (que não foi dele) e morre com Alzheimer. A filha vai pro Hospital e acaba que ele a trata como se fosse dele E A ESPOSA também padece do mesmo mal. Admiro muito a estória do Chefe e gostei bastante dele pular de uma área pra outra do hospital compartilhando suas experiências.

    Lembra de um episódio de uma temporada passada que ele fazia um fechamento com os olhos fechados enquanto Cristina ficava embasbacada? Aquele era O chefe, o dono da budega. Owen pode até assinar papéis e andar de iPad pra lá e pra cá mas O Chefe e Bayley são realmente um par fenomenal para o funcionamento desse hospital.

  2. Pingback: Destaques da Semana – Brasil – 7 a 13/11

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