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Reviews

Grey’s Anatomy – Perfect Storm

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Série: Grey's Anatomy
Episódio: Perfect Storm
Número do Episódio: 9x24
Exibição nos EUA: 16/05/2013
97.272727272727
4.8
11

Uma season finale emocionante. Eletrizante. Tensa. Do princípio ao fim. Logo de cara, Derek e Cristina correndo, em câmera lenta, no escuro, enquanto Meredith explica o que seria uma tempestade perfeita e diz que nunca pensou que aconteceria com ela. Desde então eu visualizei, mentalmente, minha personagem favorita sangrando até a morte em cima de uma maca. E com o desenrolar dos acontecimentos, a tensão e o medo de perder personagens queridos só foi aumentando.

Peço desculpas antecipadamente pelo tamanho da review. Mas muita coisa aconteceu, muita coisa importante. E eu não fui forte o suficiente pra deixá-las de fora. Então, aproveitem o livro que virou essa review.

Vou começar falando sobre o que acabou: Crowen. Eu sei que em se tratando de Grey’s Anatomy, e especialmente de Yang e Owen, falar que houve um término é muito definitivo. Não sei como as coisas acontecerão na 10ª temporada. Mas vou arriscar: houve um final. E dois foram os fatores determinantes desse fim.

O primeiro deles é a vontade de Owen de ser pai. Confesso que fiquei surpresa com o desfecho do “caso Ethan”. Inicialmente eu não achava que Hunt adotaria o garoto, mas depois tudo pareceu conspirar para isso. O fato é que apesar de Paul ter sobrevivido e Ethan ter partido com o pai, a história toda fez com que ficasse MUITO claro que Owen nasceu para ser pai. E não ficou claro só para ele. Ficou claro para Yang também.

Na review passada comentei que estava admitindo a hipótese de Owen adotar e Yang continuar com ele, como a tia legal da criança. Pois bem, eu estava enganada. E aqui chegamos ao segundo fator determinante para o fim: Cristina se sente completa, plenamente feliz, operando. E a operação às cegas, na qual literalmente escutou o coração do paciente, fez com que ela tivesse certeza disso.

Munida da certeza de sua plena felicidade e atenta para a felicidade incompleta de Hunt, Yang tomou a melhor decisão possível: terminar o relacionamento. Ou melhor, constatar o fim de algo que já há muito tempo havia terminado. E tinha que ser ela a tomar essa decisão, aquela com o “coração gelado”, já que Hunt não conseguia abrir mão do seu amor por Cristina para partir em busca dos filhos. Foi dolorido, é claro. Mas creio que ambos ficarão bem. Yang, porque já é plenamente feliz (e sua recuperação certamente passará por muitas cirurgias complexas e arriscadas), e Owen porque encontrará sua felicidade (e sua recuperação certamente passará por fraldas, mamadeiras e futebol).

E se Crowen acabou, o mesmo pode se dizer sobre Calzona? Creio que não. Pelo menos não agora. Não definitivamente.

Vi gente reclamando sobre o fato da discussão final entre as duas ter sido sobre a perna. Mas achei muito coerente. Afinal, toda a temporada, para Arizona, foi sobre a perna. A cada episódio, mais sinais de que Robbins não havia superado a tragédia. Ela foi ríspida e irracional várias vezes. Com Karev, com Derek. E ela bateu sempre na mesma tecla: perna, perna, perna. Enfim, ficou bastante claro, durante a temporada, de que a loira sorridente de patins, mesmo com o passar do tempo, NÃO estava de volta. E Callie foi, o tempo todo o alvo principal do desconforto e da ira de Arizona. O diálogo do final do episódio nos deu pistas concretas porquê.

Torres foi uma das mais atingidas pela tragédia da finale da temporada passada, apesar de não estar no avião. Perdeu Mark e viu a mulher entrar numa espiral – quase – sem volta de amargura. E por essas perdas, acabou participando do grupo dos sobreviventes como se sobrevivente fosse. Tomou a frente, inclusive, várias vezes. Mas ela não estava lá. Não passou pelos horrores que os demais passaram. E Arizona se incomodou com a postura da esposa. Irracionalmente, é claro.

Outra coisa que ficou evidente é que Arizona sabe que age mal com Callie. A conduta dela pós-sexo com Lauren deixou isso claro. Por mais que o envolvimento com outra pessoa tenha feito ela se sentir bem novamente, rapidinho a realidade a chamou. E veio a culpa. Se ela não soubesse de todos os sacrifícios de Callie e os valorizasse, se ela não amasse a esposa, ainda, a culpa não teria se apresentado tão prontamente.

Mas ao lado da culpa, a amargura. O sentimento de traição. Afinal, Arizona confiou, e sentiu que foi traída. Pediu que a perna não fosse removida, e acordou sem ela. É ÓBVIO que a parte racional de Robbins sabe que foi para salvar sua vida. Mas a porção irracional, nessa finale, se sobrepôs.

Callie sente que perdeu a mulher. Porque, em definitivo, a Arizona que vimos nessa temporada não foi a Arizona que aprendemos a amar. Enquanto Yang, Mer e Derek se recompuseram, a loira apenas tocou a vida para a frente. E é necessário compreendermos que algumas pessoas levam um tempo maior para superar. Penso que Callie compreenderá isso. E em virtude dessa compreensão, Calzona sobreviva.

Sim, eu torço pra isso. É óbvio que eu fiquei com raiva de Robbins. Ela escolheu um caminho altamente reprovável. E apesar de enxergar lógica por trás das ações e palavras da Arizona, deu uma baita vontade de sentar a mão na cara dela e sair correndo abraçar e confortar Callie. Mas acho que elas superarão. Elas acharão uma forma de sair fortalecidas disso tudo. Quero dizer, se é que existe uma forma de se fortalecer depois de algo do tipo. Enfim, torço por Calzona, com todo meu coração.

Enquanto que algumas coisas caminham para o seu final, outras estão apenas começando. Jolex (é esse o nome do shipper?) é uma realidade, agora. Alex decidiu agir, e a conversa (ótima, diga-se de passagem) com Arizona no armário e após a atuação segura de Jo junto aos bebês foi determinante para isso. Fiquei muito feliz por Karev ter contado para Jo sobre seus sentimentos, FINALMENTE. E o sorriso de felicidade no rosto dela encontrou eco no meu. Acho que juntos os dois crescerão bastante. E quem sabe parem de, eventualmente, tentar arruinar tudo.

Começam uns, e recomeçam outros. Acho que April e Jackson recomeçarão. Toda a tensão envolvendo Jackson e a explosão do ônibus (QUE CENA TENSA! Impossível não pensar que Avery tinha ido pelos ares) evidenciou aquilo que já sabíamos: Kepner quer Avery (sim, é difícil parar de visitar o parque de diversões). Ela ama Avery, definitivamente. E resolveu dizer isso para ele, com todas as letras, apesar disso conflitar seriamente com o modo de vida que ela quer pra si. Matthew é seu par ideal (e Shonda não foi malvada ao ponto de matá-lo, afinal das contas), mas seu coração pulsa por Jackson. Então, só me resta torcer para que ele dê um motivo para que ela não case. Me rendo e admito: esses dois só conseguirão ser felizes juntos.

Felicidade que chegou para a família Grey-Shepherd. Depois de MUITA apreensão, é claro. Mas chegou. E torço com todas as forças do meu ser que para ficar. Bailey (que nasceu limpinho) é LINDO. E é filho de uma lutadora. Como não amar AINDA MAIS Meredith depois de tudo que vimos nessa season finale? Passou por uma cesárea no escuro. O bebê nasceu e não chorou. Depois de chorar, mal conseguia respirar sozinho. Mer teve um graaaaaaande sangramento interno. Mas ainda assim, deu as instruções para que Shane salvasse sua vida. Confesso: fiquei com o coração apertadinho quando as lágrimas começaram a escorrer pelo rosto de Meredith, ela anunciou que estaria inconsciente em poucos segundos e ainda ordenou que não fosse ressuscitada se ficasse mais de 9 minutos em parada. Sofri.

É claro que se analisarmos friamente, a protagonista de Grey’s Anatomy não morreria. Mas na hora meu irracional assumiu o controle, e fiquei pensando que Mer se reuniria à tantos outros personagens no além. A cena entre Derek e Yang me lembrou MUITO a entre Mark e Derek, no episódio que Mer luta contra a morte, após o afogamento. E meus olhos marejaram quando Cristina disse que ela não morreria pois é a “person” dela e do Derek. Quando Bailey veio conversar com eles, chorando, e acaba ficando muda, temi verdadeiramente que Shonda tivesse surtado de vez e matado Meredith. Mas, MAIS UMA VEZ, ela sobreviveu. E que só venham alegrias, agora. Por favor, Rhimes. Escute nosso clamor.

E devemos a salvação de Mer à Bailey. Que esteve impecável no episódio. O trauma dela era tão enorme que nem mesmo os inúmeros pacientes em risco fizeram ela voltar para a sala de operação. Mas saber que Mer estava em risco foi o estímulo necessário. Primeiro, ela surtou, perdeu o controle. Depois voltou a tomar as rédeas da situação e foi aquela cirurgiã badass a qual estamos acostumados. Abracei ela junto com Derek. E digo e repito: merecida a homenagem de Der e Meredith à Miranda. Homenagem que me lembrou de Tuck e de George. Deu saudade, mais uma vez.

E tudo isso fez com que Bailey tomasse a decisão de ir atrás de Weber. Ela se arrependeu de ter atacado o Chief (ela até teve bastante razão no que falou pra ele). Mas pode ser que ela não chegue a tempo de se desculpar.

E claro que a temporada acabaria com alguém lutando pela vida. O escolhido da vez foi justamente Weber, um dos poucos integrantes do time original de Grey’s. E a participação do Chief nesse episódio, inspirando Yang, livrando Bailey das cirurgias, mostrando seu carinho e consideração pelos pacientes e pelas famílias e seu cuidado com a “sua equipe”, foi linda. Bonita mesmo. Foi como uma compilação dos melhores momentos de Richard. Não sei se ele morrerá, ou viverá. Só em setembro descobriremos. Mais uma vez, é passar o hiato inteiro com o coração na mão, nos perguntando se nos despediremos de mais um personagem de Grey’s.

Encerro agora a última review dessa temporada. Uma temporada magnífica, que me fez voltar a amar Grey’s perdidamente. Só me resta esperar, então, pela próxima temporada, torcendo para que a qualidade da série seja mantida. E com um sincero desejo no coração: vida longa à Grey’s Anatomy.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

5 Comments

  1. Bruno

    Eu JURO que vi Shondanás rondando os personagens por quase todo o episódio.

    Primeiro, nos assustando com Meredith. Segundo, com doze bebês na UTI. Depois, com Jackson, e Frank, e finalmente, com Richard. Quando ele ficou sozinho eu pensei logo… foi-se. E não acredito que um choque daqueles tenha volta.

    Mas… entre mortos e feridos, não foi o único. Matthew foi-se, Ethan foi-se, CrOwen também, não acho que tenha volta pra Calzona, ainda mais se a Lauren se tornar regular, como parece que vai. Mortes diferentes, mas ainda assim dolorosas.

    Parabéns para Alex, já não era tempo!!! E parabéns para os internos que tiveram FINALMENTE participações dignas de nota (quem estou enganando? Só o moreninho que de tão sem graça eu nem decorei o nome dele, que tentou e não conseguiu salvar Mer. Se não fosse a Bailey…)

    Esse negócio de Cristina de achar que o trabalho faz tudo, ela parece que não aprendeu nada com a mãe de Meredith, ou com o Chefe Webber. A gente deve trabalhar pra viver, miguinha… esse negócio de viver para trabalhar, um dia você pega Alzheimer, Parkson, The Big C ou o que valha, e foi-se o trabalho e acabará SÓ.

    Até setembro, gente!

  2. Caroline®

    Arizona, sua vaca FDP miserável! Foi exatamente o que pensei ao vê-la culpar a Callie pela traição. Não é justo, por mais que ela tenha sofrido, não é justo. Shondanás usou e abusou do terror que ela causa em nós, fãs da série, colocando o povo todo em perigo. Todo mundo deve ter acreditado numa possível morte de Jackson ou Meredith, porque sabemos que showrunner do mal é capaz disso. Ainda acho que ela é capaz de matar o Richard com sua foice maldita, pra deixar a Bailey na lama de novo. Deu pra prever que o Webber ia se ferrar quando o eletricista falou que era só ligar o interruptor. Mas os prejuízos foram até aceitáveis, considerando que é o Grey-Sloan Memorial Hell. Finalmente acabou a lengalenga do Alex com a Jo, e a Cristina colocou pra fora o que até as pedras da rua sabiam: Owen quer filhos e ela não. E a Kepner finalmente percebeu que o amor dela é do Avery. Bom, o saldo dessa temporada está alto, e vamos esperar ansiosamente setembro chegar pra nos reencontrarmos com essa grande paixão que é Grey’s Anatomy.

    PS: Alguém mais riu com a Cristina enumerando as desgraças da vida de Meredith? Highlander!

  3. Flávia

    Melhor review da sf de Grey’s anatomy! Concordo com tudo, aliás suas reviews são sempre excelentes.

  4. Luciana Vilela

    Adorei seu review…e como se estivesse batendo papo com minha melhor amiga sobre o Grey’s….. love it!

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