Log In

Reviews

Grey’s Anatomy – One Step Too Far

Pin it
Série: Grey's Anatomy
Episódio: One Step Too Far
Número do Episódio: 8x17
Exibição nos EUA: 15/03/2012

Impossível não abrir essa review criticando. Sem chance de ser diferente. Poxa… após quase um mês de hiato, isso? Um novo hiato, de mais duas semanas. Mais duas semanas de tensão, esperando os desdobramentos do próximo episódio, The Lion Sleeps Tonight.

Pronto, piadinhas a parte, agora vou falar sério. Essa é a única crítica a ser feita. E nem é para o episódio, mas sim para a produção e a ABC, que decidem brincar assim com os nossos corações fanáticos pelo melhor drama médico da atualidade (e, quiça, de sempre). One Step Too Far foi mais um ótimo episódio. Deu continuidade nas histórias que vinham sendo desenvolvidas, nos trouxe novos elementos para teorizar (alguém não está surtando para saber quem é a amante de Owen?), e dosou bem diversão e drama. A 8ª temporada está um luxo, mesmo!

Eu já tinha cantado a pedra. Rola mesmo um “sentimento” entre Karev e Morgan. Mas nesse episódio ficou claro – pelo menos pra mim – que Alex não estava cogitando um envolvimento amoroso com sua interna, pelo menos não conscientemente (ainda que só Arizona acredite nisso). Sim, é evidente o cuidado de Alex com Tommy, o bebezinho da Morgan. Mas ele age assim com todos seus pequeninos pacientes, então não vejo isso como indício de segundas intenções dele. Mas depois que todos os colegas (especialmente, e muito enfaticamente, Torres) alertaram o – já não tão durão – médico, acho que ele percebeu que há algo entre eles. E o alerta deve ter ligado, especialmente depois da ótima lembrança de Meredith, de Ava/Rebecca, a paciente que conquistou o coração de Alex e depois surtou completamente (não antes de urinar no sofá de Mer). Mas, ainda assim, acho que a carência afetiva de Alex falará mais alto, e eles devem acabar tendo algo mesmo. Espero que não haja mais uma tragédia no futuro de Karev e daqueles que convivem com ele.

Catherine Avery voltou (lançada a campanha para que ela seja recorrente!). E com ela toda sua comicidade. Vê-la flertando com o Chief, que voltou a se sentir homem após todo o drama com Adele, foi muito engraçado. Especialmente por causa das caras e bocas de Bailey. Foi a substituição de bexiga mais divertida da história da medicina, sem dúvida. Também foi muito, mas muito divertido, ver Avery “descobrindo” a espiã da mãe, e revertendo o jogo em grande estilo. Sei que a chance disso é remota, mas adoraria que Mara aparecesse mais vezes. Adorei a personagem, que aparentemente também carrega o peso de ser de uma importante família, e a interação dela com Avery rendeu bons momentos. Quem sabe Jackson se tornasse um personagem mais interessante com ela por perto. Ah, e sim. Sloan é uma criança. Adorei ver a diversão dele ao prever uma noite quente para Jackson.

Achei interessantes dois “discursos” relacionados a essa trama. O primeiro, de Catherine, falando sobre o peso de ser uma Avery. Fica claro que ela usa a veia cômica como forma de quebrar um pouco a tensão com a qual convive, e que ela controla a vida do filho por medo que ele sucumba à pressão. O segundo, do Chief. Foi dolorido ver como ele, apesar de se mostrar forte, está vulnerável. E foi bonito ver o amadurecimento dele, que traiu a mulher por muitos anos, mas agora passa as noites ao lado dela, ainda que isso signifique passar por um amigo.

Drama também no retorno de Meredith para a Neuro. Eu sempre disse que ia chegar o momento que Derek chamaria a mulher de volta para sua área de atuação. Não entendi o que Meredith foi fazer lá – e acho que nem ela – e foi bem frustrante ver que seu retorno não se deu em grande estilo. Foi uma pena, pois Meredith estava muito bem com Bailey e Torres, e torço pra que essa passadinha dela na Neuro não se repita. Mas Derek teve toda a razão em ficar furioso, porque foi o cúmulo Lexie remover o tumor apenas porque ele estava acessível. Essas operações neurológicas sempre envolvem muito planejamento e estudo, como o próprio seriado frisa sempre. Então, o ato foi tão inconsequente que ficou pouco crível. Mas, apesar disso, acho que Lexie crescerá depois desse percalço, e também me deixou feliz ver que Derek reagiu melhor com Meredith do que antes. Então, não vejo crise no futuro deles, ocasionada por isso.

Mas o maior drama continua sendo aquele que ronda Yang. Quando Owen colocou ela trabalhando com Emily, eu soube que ele não estava dormindo com a enfermeira. Ele não seria tão cruel. Mas Cristina não sabia disso, e no meio de sua paranóia, lidar com o caso médico era bastante difícil, especialmente porque Emily era retratada como a benevolente e ela como a fria. E tanto Yang como o marido sobrevivente estavam enfrentando o fim de um casamento, e, cada um a sua maneira, via seu mundo ruir. Sim, ela sabia o que o paciente estava passando, e que conforto não era o que ele necessitava. Ele precisava encarar a realidade. Assim como ela, ao pedir para Owen “say it”. E no final das contas, a paranóia era justificável. Cristina apenas errou a parceira de Hunt. Foi dolorido ver o alívio de Yang se transformar em dor, por que ela ama Owen de verdade. Mas acho que naquele momento ela percebeu que não há mais futuro para eles, ainda que haja amor de ambas as partes.

Agora, nos resta esperar mais duas semanas para saber o que irá acontecer. E torcer para que o leão que ronda Seattle não cause muitos estragos.

P.S.1: Como sempre, show de atuação de Sandra Oh. Quase tive medo da Yang paranóica desse episódio. Quando nem Meredith para Yang, é porque a coisa é séria.

P.S.2: senti falta da fofura de Zola e Sofia. Por favor Shonda, nos dê uma dose semanal das pequenas. Nem que seja por foto ou vídeo.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

7 Comments

  1. Béria Lima

    Eu acho que não entendeste o Owen. Ele não traiu a Cristina fisicamente, eu acredito que ele a traiu emocionalmente ou coisa do género (as in: Trocou ela pela medicina ou coisa do género)

  2. Tatiana Da Silva Siqueira

    eu torço para ser este tipo de traição tbém….não gostaria de ver o casl Owen e Yang separados, apesar de ter certeza que o casamento não tem mais futuro…….que saco…..porque não ficou mais uma semana de hiato e depois passava tudo de uma vez…….

  3. Bruna

    Não sei se sou só eu, mas não consigo sentir emoção nenhuma com a Sandra Oh. Todo mundo fala que ela é uma grande atriz, mas eu não a acho tudo isso. Não sei não, mas me parece que o Owen não traiu a Cristina realmente.

    Acho que o ponto alto do episódio foi ver que a Lori tinha perdido a habilidade de falar. Foi triste. Quero ver como vai ser essa estória do processo pra cima do Derek.

  4. Mariela Assmann

     Na emoção do episódio interpretei literalmente. Mas há chence, sim, que tenha sido uma traição emocional, apenas. Aguardemos as cenas dos próximos episódios pra ter certeza. E, se a tradução foi “às vias de fato”, mesmo, to muito curiosa pra saber quem é a louca que ousa mexer com Yang! rsrsrs

  5. Bruno

    As cenas da enfermeira Emily me lembraram aquela outra enfermeira, a Rose. E se somar com o namorado-enfermeiro de Bailey (e as antigas escapadas do Sloan, também com enfermeiras), dá quase para dizer que para a Shonda as enfermeiras são os estepes desse hospital!!!

  6. Anderson Narciso

    E tem gente que ainda tem a audacia de falar que esta temporada de Greys esta ruim auhsuahsuhuhsausa. Devem ainda ser fãs ressentidos de ER kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. ótima review Mari!

  7. Pingback: Destaques da Semana – Brasil – 23/4 a 29/4

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Log In or Create an account