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Reviews

Grey’s Anatomy – Heart-Shaped Box

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Série: Grey’s Anatomy
Episódio: Heart-Shaped Box
Temporada:
Número do Episódio: 8×08
Data de Exibição nos EUA: 3/11/2011

O poder de um coração em uma caixa. O poder de laços invisíveis, que, mesmo após muito tempo, continuam regendo os relacionamentos. O poder das nossas escolhas, e o efeito que elas têm sobre nossos destinos. Heart-Shaped Box foi sobre isso. Sobre isso, e muito mais. E foi bom? Foi ótimo. Mais um episódio pra coleção de “bons e leves” dessa oitava temporada.

Meredith e Derek voltaram a ser um casal. Com C maiúsculo. Eles pouco apareceram juntos no episódio. Mas as cenas entre eles, de fofura na cama, e falando sobre a Zola, foram suficientes para os corações shippers baterem acelerados. E, embora não tenham tido muitas cenas em comum, Mer e Der tiveram bastante destaque no episódio.

Adorei o plot de Derek. Sim, todos nós sabemos que ele é meio arrogante e insolente. A alcunha “Deus da Neuro” não veio de graça. Só tenho medo que, nessa onda de operar apenas casos para os quais os outros neurocirurgiões disseram não, ele “mate” muita gente e acabe ficando em crise, como aquela famosa da quinta temporada. Mas enfim, é uma nova história pra Derek, já que seus planos de “livrar o mundo do Alzheimer” fracassaram. E creio que pode ser uma história bem interessante.

Além do mais, estou gostando bastante da parceria entre Lexie e Derek. Eles fazem um bom time juntos. A “mini-Grey” é bastante obstinada, e tem a competência necessária pra acompanhar o arrogante atendente. Vai ser interessante ver como Lexie vai se comportar, principalmente se muitos pacientes morrerem, já que ela é bem emotiva.

E já que estamos falando em Lexie, preciso dizer que amei o caso neurológico da semana. No final do episódio, quando Lexie, já solteira, diz para a escritora que Kate deveria escolher Nathan e não Alexander, me deu a maior pena. Por que ela estava claramente fazendo uma referência à sua própria situação. E quando a autora responde que Nathan não é o problema, mas sim Kate, que não consegue amá-lo, quase fui às lágrimas junto com Lexie. Ela tentou amar Jackson, íntegro e honesto como Nathan. Totalmente “amável”. Mas, por melhor que Avery seja, o coração dela pertence à Sloan. Não tão confiável (ele já a decepcionou muitas vezes), talvez não tão honesto. Mas a escolha do coração de Lexie.

Aproveitando o gancho, preciso dizer que a postura final de Avery me agradou. E daí que ele precisou “ouvir” o coração batendo em uma caixa para de encorajar? Foi triste ver ele escolhendo Sloan? Sim. Mas era mais triste ainda que ele optasse por continuar em um relacionamento fadado ao insucesso, no qual ele claramente iria sobrar. Então, escolher Mark foi o mais acertado.

E, falando em Mark… foi hilário o comportamento do líder do “Pelotão das Plásticas”. Achei bonito que ele, pela primeira vez, está desejando ensinar. Mais que isso, está gostando de transmitir seus ensinamentos. A conversa dele com Derek foi hilária. Adorei como Shonda tratou esse triangulo amoroso, invertendo a ótica dele nesse episódio. Agora, Lexie que está sobrando. Avery e Sloan estão em lua de mel, e creio que virão muitas cenas legais entre eles por aí.

Resta saber como vai ficar a situação do outro vértice do triangulo. Como Lexie lidará com a situação. Ela e Mark irão se reaproximar, em breve? E, em caso afirmativo, como ficará o “Pelotão das Plásticas”? Enfim, muitas questões a serem respondidas.

O outro caso do episódio também chamou a atenção. E nem poderia ser diferente. Um O’Malley de volta ao Seattle Grace. Ou melhor, uma O’Malley. Louise, a mãe de George, voltou pra mexer com os sentimentos de todos. Ou, pelo menos, dos mais chegados ao seu filho, e daqueles ligados à morte de seu marido. Bailey ficou bastante mexida. Afinal de contas, como ela mesmo disse, George era seu favorito. Meredith também ficou bastante envolvida. É, ela era a favorita de George, e nós todos lembramos disso. E, no final das contas, Louise foi a responsável por uma certa reaproximação entre Miranda e Meredith. Achei lindo.

Callie foi outra que se viu no meio da situação, e teve que lidar com a questão “como contar para minha ex-sogra católica que casei com uma garota”? No final, deu tudo certo. Louise ficou feliz pelo nascimento de Sofia. Na realidade, creio que ela estava feliz por estar de volta, perto de pessoas tão importantes para o filho.

Sim, foi inevitável lembrar das 1ªs temporadas do seriado. As lembranças viriam, naturalmente. Mas Shonda nos ajudou, relembrando o episódio da sífilis, o evento da operação no elevador. Aí lembramos da morte do “Papai O’Malley”, e de todo o sofrimento e reviravoltas que ela causou na vida do filho. Lembramos da morte de George, e de todas as cicatrizes que ela deixou em todos. Sim, a aparição da Mamãe O’Malley me deixou sentimental. E quase fui às lágrimas quando Alex abre o jogo e diz que não gosta de pensar em O’Malley porque ele lhe lembra Izzie, e que lembrar da ex o machuca. Nós entendemos, Karev. Lembrar de Izzie, nos seus mais gloriosos tempos, machuca a quase todos. Enfim, a presença de George foi quase palpável.

E Karev, ah, o Karev. O solitário Alex. O abandonado Alex. Sim, ele carrega muitos traumas. E isso moldou sua personalidade. Por isso fiquei tão feliz quando ele escutou a “concorrente” pela bolsa da pediatria confidenciando que ela estava em desvantagem, já que Arizona passou o tempo todo falando do “cara das crianças da África”. Sim, Karev. Você tem uma atendente que prefere você. E nós todos ficamos muito contentes com isso.

Cristina, assim como Avery, ouviu o coração batendo na caixa. Finalizou sua lista de “desejos cirúrgicos”, e foi aprovada pelo Chief. Com a realização dessas cirurgias, e com uma certa disputa entre Yang e Weber, creio que nossa bad ass estará de volta. Comemoremos!

Por fim, preciso falar de Teddy e Henry. Geralmente não gosto muito de Teddy. Também não desgosto dela. Pra mim, ela é apenas mais um personagem de Grey’s. Mas acho que, nessa temporada, ela tem tido mais destaque, e vai bem. Tanto “profissional quanto pessoalmente”. Nesse episódio, ela deixou pra trás o papel de esposa neurótica, assumindo o papel de esposa “bitch”. Por que sim, o papel dela foi evidenciar o quanto ela é bem sucedida, e podar os sonhos de Henry de cursar medicina. O sonho dele foi meio irreal. Sim, até certo ponto. Mas ela podia ter agido de forma bem diferente.

No final do episódio…. drama. Estava demorando. Essa temporada estava leve demais. Henry cuspindo sangue?! Socorro. Medo! Será que o “paciente regular” do elenco de Grey’s vai seguir o exemplo de seu antecessor Denny Duquete? Será que as previsões vão se cumprir?

E você está achando que o drama acabou aí? Ledo engano. Vem MUITO drama por aí. Você acha que eu estou exagerando? Então clica aqui. E boa sorte esperando a próxima quinta-feira!

P.S.: no episódio de Castle dessa semana, Rick mencionou o Dr.  Shepherd. Em Grey’s Anatomy, os personagens do triângulo amoroso que abalou Lexie eram Kate, Nathan e Alexander. Não sei se foi proposital, mas que lembrou Castle, lembrou!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

4 Comments

  1. Rayssa Kawasaki

    Na hora que eu vi, lembrei de Castle..impossivel não lembrar…são séries maravilhosas!

  2. Karen Jobim

    Mari, ótima review! Esse epi foi adorável, estilo greys e uma espécie de volta ao passado para nossos residentes. A volta da mama O’Malley trouxe lembranças boas sobre algumas cenas das temps passadas.

    Merder cuteeee…. Derek está achando algo diferente ao q se dedicar, gosto da Lexie c ele! Claro q prefiro a Mer na neuro mas a Little Grey foi a escolha certa p substitui-la.

    Sua declaração de q Henry é o proximo Duquette não tinha passado pela minha cabeça, eu gosto da Teddy e dele e nào quero q ele morra!

    Porém, o q mais gostei desse epi? Considero-o um epi Slexie…amei ver a crise do Mark, adorei a forma como Lexie se envolveu com o caso da escritora, se vendo na personagem, o Avery finalmente tomando a decisão q vinha adiando a tempos… ok confesso, AMOOO Slexie não vejo a hora deles estarem juntos de novo!

    E claro, não poderia deixar faltar: surtei horrores com a escritora!!! Kate.Nathan.Alexander – impossível não ouvir Castle awww se foi ou não uma homenagem da Shonda a série de Andrew não posso afirmar (mas perguntei via twitter a ela kkk) mas o fato é TodoFandeCastle entendeu q sim!

    Enfim, ótimo epi e para deixar-nos alertas aquela promo aiiiii já é quinta????? Vem bomba ai!

  3. Bruno

    Ahhhh a comparação com Duquette foi otima, não tinha me ocorrido isso. Alias ninguém mais fala da clinica de 8 milhões de dolares dele e de Izzie.

    A mamãe O’malley de volta relembrou muitas coisas sim. E foi ótimo ver Balley admitindo que Mer tinha sido escolhida para a cirurgia e confiando nela.

    Quanto ao “contar a ex-sogra que agora eu namoro uma garota” foi tratado com sensibilidade. Callie nem percebeu que a parte do “agora eu tenho uma filha” foi suficiente para a ex-sogra ignorar/aceitar todo o resto. Podia ter sido de O’malley.

    Como vocês falaram de Castle, que não acompanho com regularidade mas curto bastante quando pego um episódio, zapeando, aproveito para tocar num assunto que surgiu em outra série. Desde o fim de THE L WORD (e Xena, a princesa guerreira, bastante tempo atrás), parece que a TV americana “acordou” para o mercado “lésbico” (porque gay já tem a bastante tempo, inclusive em GA, o dono do bar): meteram um beijo de garotas na Amanda Tapping em Sanctuary S04E04… Foi surpreendente pois nunca tinha ocorrido nada disso na série. E no episódio seguinte o fato foi solenemente ignorado. Lembro do celeuma quando trouxeram Arizona para fazer par com Callie, porque até então THE L WORD era “alternativo” e Xena nunca chegou as vias de fato com Gabrielle.

    Se vocês conhecerem um blog que comente os episódios de Sanctuary, por gentileza me indiquem pois curto bastante a Amanda Tapping, desde Stargate SG-1.

  4. Mariela Assmann

    Nossa, to tentando puxar da memória, mas não to conseguindo lembrar com certeza o destino da clínica. O Weber não acabou vendendo ela, na época de crise do hospital? Ou utilizando o espaço pra outro fim?? Se alguém aí puder nos ajudar, agradeço!! =D

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