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Especiais Opinião

‘Grey’s Anatomy’ – finais de temporada que marcam

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O chocante episódio final da oitava temporada de Grey’s Anatomy (Flight, exibido em maio nos EUA e esta semana no Brasil, pela Sony) provocou intenso debate na Internet entre os fãs da série. Foi ou não um bom episódio? Todo final de temporada pra ser bom precisa ser trágico? É realmente preciso matar os protagonistas da série pra emocionar o telespectador?

Para organizar estas questões, o TeleSéries reuniu oito colaboradores (Anderson Narciso, Dierli Santos, José Antonio Picelli, Marco C. Pontes, Mariela Assmann, Paulo Serpa Antunes, Simone Miletic e Tiago Oliva) para relembrar todos os finais de temporada de Grey’s Anatomy e eleger os melhores. Todos deram notas de 1 (mínimo) a 5 (máximo) para os episódios. Depois, cada um escreveu sobre um episódio da série. A conclusão é que o fã de Grey’s Anatomy não rejeita um bom drama e season finale bom tem que fazer chorar.

Confira abaixo como ficou o nosso ranking de episódios (do melhor para o pior).

6ª temporada: Sanctuary e Death and All His Friends (6×23 e 6×24)
Nota: 4,63

Grey’s Anatomy – Sanctuary e Death and All His Friends
Quando o vídeo promocional de Grey’s Anatomy anuncia um “two hour event” (evento de duas horas), uma coisa é certa: vem algo marcante por aí. E com Sanctuary/Death and All His Friends não foi diferente. Com um atirador descontrolado no Seattle Grace Mercy West Hospital, Derek declara estado de segurança máxima no prédio. Ninguém pode entrar ou sair do local. O motivo? Um viúvo cuja esposa falecera sob os cuidados do neuro-cirurgião. Inconformado com a morte de sua amada, o sujeito decide matar todos aqueles médicos que, segundo ele, se acham deuses capazes de tirar a vida de seus pacientes. Tal inconformação é vista como um reflexo da cólera, a segunda fase dos cinco estágios do luto, que, curiosamente, serviram tema para o início da temporada. Mas o eco da premiere nesse episódio duplo não é o que faz dessa uma finale marcante. O caos instaurado no hospital somado a um clima de tensão extrema, com um toque de incerteza sobre o futuro dos personagens principais, fez com que o término do sexto ano fosse tão marcante para os fãs da série quanto para os reféns do hospital. Afinal, existe alguém que não se emocione ao relembrar o momento em que Bailey deixa o desespero tomar conta de si quando percebe que os elevadores do hospital estão desligados? (José Antonio Picelli)

2ª temporada: Losing My Religion (2×27)
Nota: 4,50

Grey's Anatomy - Losing My Religion
Durante algum tempo, Losing My Religion foi considerado o episódio mais marcante de Grey’s Anatomy. Mesmo sem um desastre, a morte do paciente mais querido da série foi muito emocionante. Toda a construção, aos poucos, da relação entre Denny Duquette e Izzie foi perfeita. O esforço que ela fez para salvá-lo, arriscando sua profissão, fez todos torcerem pelo casal – relação médico-paciente que os roteiristas tentaram recriar nas temporadas seguinte, sem sucesso. Outra história que divertiu e emocionou o público foi o baile organizado para a sobrinha do Chefe, uma adolescente com câncer terminal. Embora tenha sido nesse episódio que Meredith e Derek se entregam depois de várias tentativas de ficarem afastados, todos só lembram do Alex tirando Izzie da cama ao som de Chasing Cars – além da clássica cena do elevador, que virou referência em outra season finale muito elogiada… (Dierli Santos)

5ª temporada: Here’s to the Future e Now or Never (5×23 e 5×24)
Nota: 4,13

Grey's Anatomy - Here's to the Future e  Now or Never
A quinta temporada de Grey’s Anatomy é considerada por muitos fãs uma das melhores da série. Izzie Stevens roubou a cena nos episódios finais com seu drama após descobrir que tinha câncer e a season finale de duas horas não foi diferente. Here’s to the Future e Now or Never finalizaram com chave de ouro esta temporada, mostrando a cirurgia final de Izzie, que depois sofreria uma parada cardíaca “morrendo” nos braços de Alex, enquanto um “João ninguém” chega ao hospital todo deformado atropelado por um ônibus – e no fim do episódio descobriríamos que ele na verdade era George O’Malley, que havia acabado de se alistar no exército. A cena final com o os dois personagens sem encontrando no elevador – Izzie com o vestido que havia comprado para Denny na segunda temporada, e George fardado é de arrepiar. Ambos esperando o destino da criadora Shonda Rhimes para os personagens, revelados apenas no início da sexta temporada. Sem dúvida, um dos grandes finais de Grey’s. (Anderson Narciso)

3ª temporada: Didn’t We Almost Have It All (3×25)
Nota: 3,88

Grey's Anatomy - Didn't We Almost Have It All
É engraçado como o tempo nos faz lembrar de forma diferente de algo. Quando o Paulo (editor do site) pediu que a equipe do site votasse em cada final de temporada da série eu dei a nota máxima para Didn’t We Almost Have It All. Isso porque não conseguia esquecer a imagem de Cristina chorando em seu vestido de noiva após ser abandonada por Burke. Mas, quando eu assisti a este episódio lá atrás eu não o achei tão bom, provavelmente porque esta foi uma das mais fracas temporadas da série para mim, cheia de personagens descartáveis (Hey, Ava!) e tramas bobas (Hey, George e Callie, George e Izzie!). Agora, olhando pra trás percebo que o que era realmente importante sobreviveu e só melhorou: a amizade de Meredith e Cristina. O motivo pelo qual eu volto para Grey’s, todos os anos. (Simone Miletic)

Grey’s Anatomy  - Who’s Zoomin’ Who

1ª temporada: Who’s Zoomin’ Who (1×09).
Nota: 3,36

Grey’s Anatomy apareceu na midseason de 2005 da ABC e o fato de ter demorado quase um ano para estrear mostra que a emissora não apostava muito que a série se tornaria um sucesso. Grande engano. Depois de uma temporada bem elaborada, em que dava espaço para todos os seus coadjuvantes brilharem, chegamos à um final de temporada bem razoável. Levando em consideração o grande final (a chegada de Addison), não teve nenhum outro momento interessante no episódio, parecendo mais um episódio qualquer da série, cheio de casos e humor afiado, na medida certa, mas sem desenvolvimento para a maior parte dos personagens. Foi engraçado ver O’Malley descobrindo que quem passou sífilis para ele tinha sido Alex e tivemos um desenvolvimento no relacionamento de MerDer, com Meredith contando a verdade sobre sua mãe. No geral, o episódio deixou a desejar por ter sido um final de temporada, com poucos acontecimentos e um cliffhanger mais forte, que nos deixasse animados para uma próxima temporada. (Marco C. Pontes)

7ª temporada: Unaccompanied Minor (7×22)
Nota: 3,43

Grey's Anatomy - Unaccompanied Minor

Não teve casamento, não teve morte, não teve bomba e nem tiroteio. Os inimigos que os personagens de Grey’s tiveram que enfrentar vieram de dentro. Cada um teve que assumir a responsabilidade de seus atos. Depois de muito tempo salvando os outros, cada um teve que tentar salvar sua própria pele. O episódio foi um retorno aos personagens originais, mostrando quão intensamente cada um pode afetar a vida do outro. Karev se viu isolado pelos amigos após tomar a decisão de denunciar Meredith. Meredith, por sua vez, se viu sozinha, com uma filha pra criar, porque decidiu jogar por suas próprias regras. Derek afastou a esposa, pois essa lhe tirou a única chance de achar uma cura pra sua doença. E mesmo os que estavam acompanhados, como foi o caso do Avery e da Lexie, estavam sozinhos, em um relacionamento fadado ao fracasso. Um episódio intimista, que ensinou de uma vez por todas para os personagens, que toda escolha é acompanhada de ganho e perda. Fechando com chave de ouro, uma brilhante ironia, daquelas que só a vida prepara: Yang, grávida e decidida a abortar a gestação, pedindo amparo a Meredith, que buscava forças pra criar sua filha que tinha acabado de chegar. (Tiago Oliva)

8ª temporada: Flight (8×24)
Nota: 3,14

Grey's Anatomy - Flight
Flight é o season finale mais polêmico de Grey’s Anatomy. Não há como ficar indiferente a ele. Quem se emocionou e compreendeu a necessidade de termos um novo episódio-catástrofe (especialmente para termos um acontecimento traumático que forçasse o grupo a permanecer unido) tem razão – Flight prende na cadeira, emociona, faz chorar. Mas quem desligou a TV com raiva (e bradou nas redes sociais que irá abandonar a série) também tem razão – do ponto de vista técnico foi extremamente irritante o corte das cenas de tensão no local do acidente de avião para o dia no hospital, onde Owen e Teddy resolviam a relação e Bailey e Callie falavam sobre sexo ou algo parecido. A questão é que Grey’s Anatomy está naquele ponto onde ER já esteve. Estas pessoas já sofreram tanto que chega a ser doloroso vê-las sofrer mais uma vez. Aliás, no dia que foi anunciada a renovação de contrato de todo o elenco da série por mais duas temporadas, fiz um levantamento comparativo entre ER e Grey’s Anatomy. Dos sete protagonistas de ER apenas dois ainda atuavam na 10º temporada da série. Em Grey’s Anatomy, dos nove protagonistas originais, seis possuem contrato até 2014. O que isto significa? Que Grey’s Anatomy é uma série que pode fazer parte das nossas vidas ainda por muito tempo. É por isto que a morte de Lexie fere tanto. A gente queria ver Lexie neste futuro (e sabemos que os produtores sentirão falta da Chyler Leigh no dia que a Ellen Pompeo pedir para sair). E nada de bom que aconteceça a Grey’s Anatomy daqui pra frente vai reparar isto. (Paulo Serpa Antunes)

4ª temporada: Freedom (4×16 e 4×17)
Nota: 2,75

Grey's Anatomy - Freedom
Freedom, a finale da 4ª temporada, foi dividida em duas partes, que passam longe de ser maus episódios. Mas também estão muito distante de daqueles episódios de tirar o fôlego (e foi o primeiro season finale da série a ter menos de 20 milhões de telespectadores). Não foi uma finale impactante, como as de Grey’s costumam ser. Por isso, a maior lembrança de Freedom se relaciona ao estudo clínico de Mer e Derek, que acabou com uma vitória, depois de tantas mortes. Ah, aquela champanhe na geladeira… E foi ela, a vitória, que proporcionou a reaproximação dos dois – que viviam um período relativamente longo de rompimento -, e aquele final mega fofo da casa de velas (quem não suspira com aquela cena?). De resto, Callie explorava sua sexualidade com Erica – no começo do fim -, e o Chief brigava para voltar para os braços de Adele. Ah, e claro. Todos se compadeciam do garoto que havia ficado preso no cimento, em mais um dos casos médicos marcantes da série, que mexeu com os médicos do Seattle Grace. (Mariela Assmann)

E então, qual foi o pior e o melhor final de temporada de Grey’s Anatomy para você?

Séries citadas:

Os textos assinados pela Redaçao TeleSéries são textos de autoria coletiva ou notícias escritas por um redator anônimo, mas sempre revisadas com a máxima precisão jornalística.

12 Comments

  1. Thiago FLS

    O final da primeira temporada foi sem graça porque não era para ter sido um season finale. Foram produzidos 13 episódios para a temporada, mas como a ABC decidiu que ela deveria acabar no mesmo domingo que a primeira de Desperate Housewives, os 4 últimos episódios dela acabaram se tornando os 4 primeiros da segunda temporada.

  2. Bruna

    Eu fico em dúvida entre o final da 6ª e o da 8ª, ambos foram igualmente emocionantes. Apesar desse último ter levado uma das minhas personagens favoritas, o final da 6ª me deixou mais apreensiva pro começo da 7ª. O final da 5ª tbm foi tenso, ainda mais pra mim sendo fã de Alex/Izzie rs.

  3. Paulo Serpa Antunes

    Fui voto vencido neste especial. Acho o Losing my Religion disparado o melhor finale da série (ali era Grey’s no seu apogeu) e acho Flight o pior, pelos motivos acima citados, de que é sofrimento demais pra todo este povo.

    Estou começando a criar uma teoria: que toda série dramática deveria encerrar na sétima temporada. Sete é o número. Chegou nele, prepara o series finale. E sai por cima, elenco satisfeito, e público feliz e com boas memórias. E fim.

  4. Suely

    Foi uma super produção mas exagerada no “sofrimento”. Francamente ,”matar” o Mark Sloan não tem a menor explicação, exceto se ele não quis renovar o contrato. Uma das melhores construções de interpretações, Eric Dane deu brilho a um personagem secundário e difícil com competência e habilidade. Ele é um ótimo ator que dava um certo peso ao elenco de Grey’s. O mesmo com Chyler Leight, que só fez crescer sua personagem,originalmente chatérrima. Acho que todos vão atrás de uma série pra chamar de “sua”!
    Queria só observar que ao se confirmar a saida da Kim Raver acho que será um recorde: nunca vi uma atriz tão pé frio…em quase todas as séries que ela entra ou participa tem vida curta ou ela vai embora. O que acontece com a Kim Raver, ela nem é tão ruizinha assim, ao contrário acho até uma boa atriz mas já repararam?  Suely

  5. Miriam2008

    Na minha opinião o final da segunda temporada continua sendo a melhor para mim Izzy e Denny ainda não teve igual depois o final da sexta temporada !

  6. Chelsea

    O pior  é que, apesar de nao ter gostado do finale da temporada passada, chorei horrores por causa da Lexie. Eu queria ver aquele futuro dela com o Mark, queria eles com filhos e felizes, afinal, alguém merece ser feliz nessa história gente.

  7. B.

    A terceira temporada está marcada como 5º :P Lê-se “5ª temporada: Didn’t We Almost Have It All (3×25)”. Alguém corrija por favor :D

  8. lex

    A Finale da 8º temporda não foi ruim, ela foi muito boa. o negócio é que mataram a Lexie. se April ou Teddy morressem, garanto que não haveria tanta indignação. Concordo em tudo com a lista. a 6 Season Finalle, foi muito tensa, enquanto a 2º foi muito emocionante. Sem falar da Finale do 5º Ano que Foi um Choque ao se despedir do George

  9. marta

    boa noite nâo gostei porque arizona terminou seu relacionamento de tantos anos.ate o autor da serie nâo gosta de lesbica ,que coisa ate que eu gostava pois valorizava o ser humano

  10. maria

    arizona terminou com callie porque despois de tanto tempo,n gostei a serie nâo esta com o mesmo brilho

  11. Paula Priscilla

    Faltou o Episodio da 2 temporada
    Em que a Meredith Quase morre afogada no Lago, foi emocionante Chorei muito!!!
    Senti a dor do Derek :/

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