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Reviews

Grey’s Anatomy – Bad Blood

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Série: Grey's Anatomy
Episódio: Bad Blood
Número do Episódio: 9x13
Exibição nos EUA: 31/01/2013
88
4.4
3

Outro bom episódio de Grey’s Anatomy. E, embora vocês tenham que ler toda semana essa frase, nas minhas reviews, acredito que ninguém se importa, não é?

Nessa semana o que mais se desenrolou foi o plot da readequação do hospital. E achei GENIAL a forma que Shonda e os roteiristas trabalharam a questão, porque fugiu do clichê e do previsível. Explico-me.

Quando Alana fez dupla com Owen, salvou um homem na sala de operações e foi abraçada pela família do paciente, eu pensei que ela ajudaria os médicos a salvar o Pronto Socorro. Achei que ela ia comprar a ideia de Derek e April, e moveria mundos e fundos para que as pessoas tivessem chance de continuar sendo salvas na emergência do Seattle Grace. Mas o PS era o carpete, e uma casa com carpete não é tão fácil de vender. Enfim tivemos certeza que o hospital será vendido, o que dá a dica de como a questão da falência será resolvida. E os compradores do hospital, certamente, serão os sobreviventes, ou pelo menos alguns deles (ok, o final será previsível, mas a jornada tem sido deliciosamente supreendente).

Ainda envolvendo a venda do hospital, achei importante a parte do treinamento, que abordou a polêmica questão sobre a padronização, e o significado que ela pode ter. No caso, acabou evidenciado que muitas vezes o lucro e a otimização desvairada do tempo significam dar menos importância para os pacientes. E aí, se isso significar a humanização da medicina, a melhor alternativa seria continuar com antigos métodos e pensamentos. Um salve ao Chief, que representa muito bem a excelência médica aliada ao cuidado com pacientes e suas famílias.

Outra coisa que fugiu do previsível no episódio, e que me agradou bastante foi o caso da menina ginasta que vê seu futuro mudar por causa do quadril, aos 13 anos. Sim, a menina estava agindo como um pequeno monstrinho, e foi interessante ver que os durões Alex e Callie saíram do quarto dela com o rabinho entre as pernas e extra deprimidos. E desde o início do caso eu pensei que Arizona entraria lá, mostraria sua perna mecânica e contaria sua história, e que a menina compreenderia e resolveria cooperar. Bem, foi Arizona que a fez levantar da cama. Mas obrigando a menina a agir como gente. Achei bastante inteligente a resolução do caso. Porque a menina, de certa forma, representou Arizona e sua caminhada. E é legal ver Arizona parar de sentir pena de si mesma, e ajudar outras pessoas em situação semelhante, doa a quem doer.

Bad Blood também foi bastante engraçado. Bailey esteve impagável como uma puxa-saco detestável. O “big Doctor” também rendeu boas risadas, especialmente porque sua interação principal foi com Yang, que é deliciosamente cômica, quando quer. Os internos agindo como internos também foram outro ponto alto do episódio, especialmente Jo e seu desespero pela demissão eminente.

Por falar nos internos, acho legal observar que os roteiristas nos fazem, através deles, nos lembrar das primeiras temporadas do seriado. Por exemplo, a interna da Yang, nessa semana, me lembrou de Izzie e Mer, que faziam merdinhas épicas nos seus tempos de internas. E ver Yang na posição de supervisão, tendo que censurar sua supervisionada que tentou dar sangue para um Testemunha de Jeová, foi igualmente bacana.

Aliás, é interessante ver os médicos aceitando que nem sempre poderão salvar vidas e que, especialmente, as opiniões dos seus pacientes devem ser levadas em consideração. Várias vezes eles agiram fora do protocolo ou contra ele, e agora eles demonstram amadurecimento, mas sem que isso signifique distanciamento. Eles continuam fazendo tudo que está a seu alcance.

Por fim, preciso dizer que morri de emoção com Meredith. Ela está toda feliz com o Mc Baby, e deu uma dorzinha no coração ao ver ela sair do treinamento e pensar que iria abortar novamente. Realmente, a vida dela é tããão repleta de tragédias que Mer tem dificuldade em acreditar que coisas boas estão acontecendo com elas. Por isso foi extra fofo ver a carinha de alegria dela ao sentir o bebê se mexendo, e ver ela compartilhando isso com Derek – a.k.a. papai babão. Que venham mais muitos e muitos momentos assim para o meu casal favorito de todos os tempos.

Na próxima quinta-feira vai ao ar The Face of Change. Pelo nome do episódio, dá para perceber que nossos médicos favoritos terão que encarar, definitivamente, as mudanças. E pela promo, preciso confessar que minhas expectativas pro episódio são altíssimas. Nos vemos na próxima review!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

2 Comments

  1. Maria Eduarda

    O episódio foi muito bom, mas eu gostei mesmo das citações da Bailey à Jogos Vorazes durante o treinamento: “Tributes, may the odds be ever in your favor” e “You better eat your poison berries Webber, because I am the girl on fire”.

  2. Pingback: Destaques na TV – Segunda, 1/4

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