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Reviews

Glee — Swan Song

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Série: Glee
Episódio: Swan Song
Número do Episódio: 4x09
Exibição nos EUA: 06/12/2012
98.666666666667
4.9
6

Ao contrário do que o título do episódio diz, os personagens não estão chegando ao fim, mas sim começando de novo. Swan Song fez Glee voltar as origens. Como Rachel mesmo disse, Glee Club não é só sobre pessoas como Puck e Artie cantando juntos, é sobre pessoas que assim como eles, mesmo não tendo quase nada em comum, são amigos. Durante todo o episódio Glee conseguiu dar novos rumos aos personagens originais, e dar novos começos para os novatos. O episódio deixou claro que tudo o que aconteceu no passado não precisa, necessariamente, se tornar somente babagem, as coisas que você viveu podem também se tornar a sua experiência e força. E é por essa e outras que, pra mim, o episódio dessa semana se resume em uma palavra: Inspirador.

O episódio começa quase que imediatamente após o colapso de Marley no último episódio. Em uma reviravolta, os Warbles são declarados vencedores do Sectionals devido à violação do New Directions a uma regra que diz que qualquer coral que sair do palco é automaticamente desclassificado da competição. É triste, mas esperado e faz com que todo o grupo se pergunte a mesma coisa “e agora? o que vem depois?”. Mas isso logo passou, porque todos foram rápidos o bastante para culpar Marley ao acontecido, e ninguém, além de Santana foi capaz de ver o que a Kitty fez. Me pergunto se os produtores da série esquecem que o orgulho e o ciúme da Kitty custaram ao Glee Club as Sectionals, e que se um dia eles vão trabalhar a história dela.

De qualquer forma, agora que o New Directions não pode competir por um ano, Sue não perdeu tempo, e comemorou sua glória pegando a sala do coral para ela e as Cheerios. Teria sido muito engraçado se não fosse a cara de triste que o Finn ficou ao ver Sue destruindo a decoração da sala. Lógico que o repertório escolhido para ser apresentado não foi dos melhores, mas ele trabalhou duro para que todos os membros do Glee Club se sentissem em casa. Apesar disso, o confronto Sue x Finn não perde a graça de jeito nenhum!

P.S.: Amei o cara do piano se rebelando e falando pela primeira vez! Super engraçado! “Você sabe o quão degradante é quando eles simplesmente viram para você e gritam “hit it!” e você tem que adivinhar que música eles vão cantar?”.

Mas o que foi surpreendente em toda essa história foi ver como todo mundo tão desistiu tão facilmente do Glee Club depois de tudo o que passaram juntos e ver que tão rapidamente eles se juntaram a outros clubes. Acho que apesar de ter me sentido um pouco traída, isso foi bem realista. Enquanto o Glee Club foi formado por uma realidade azarada e com amor pela música e performance, os membros da ND também são capazes de se separar e encontrar interesse em outra coisa além da música. Ainda assim, achei que foi um pouco forçado e não consigo imaginar Rachel Berry desistindo tão facilmente quanto todos os outros fizeram. Marley é a única que fica ao lado de Finn na história toda, e não é pra menos.

E agora vamos falar sobre o quão louco Ryan Murphy pode ser. Em um belo dia ensolarado, ele acordou, tomou café da manhã e resolveu que Sam sempre teve uma queda pela Brittany e que eles deveriam namorar. Porque pareceu que foi assim. Uma decisão em cima da hora, só pra encher linguiça durante o episódio. A maioria dos fãs não gostou nada dessa história, principalmente os fãs de Santana e Brittany. Glee nunca foi bom em formar pares aleatórios (Sam e Mercedes, Brittany e Artie, Mercedes e Puck, Santana e Finn são somente alguns exemplos do que eu estou falando), mas sinto que dessa vez tudo passou dos limites.

Em Nova York, Rachel e Kurt encontraram novos caminhos também. Carmen Tibideaux dá a Rachel um convite dourado para a competição de inverno do NYADA. É uma grande coisa, já que apenas os alunos que mostram ser excepcionais entram nesta competição e os calouros quase nunca são escolhidos para se apresentar. No entanto, Rachel é escolhida. E o seu convite para a competição de inverno dá uma grande injeção de confiança na garota, o que para Cassandra só a torna ainda mais irritante. Depois de uma apresentação maravilhosa de All That Jazz entre as duas, Berry só fica ainda mais confiante, e no dia da competição até dá um longo beijo em Brody. Mas falando em Cassandra, adoro ver Rachel na sala de dança, mas tenho a curiosidade e adoraria ve-la em outras aulas também. E enquanto Rachel brilha, Kurt se esforça para conseguir outra chance de entrar na NYADA. Seu breve encontro com Carmen é um pouco desanimador, e ela diz que ele é talentoso, mas não coloca sua alma para fora quando canta, seja lá o que isso quer dizer.

No evento, Rachel canta duas músicas e canta como o coração. Lea Michele merece uma estátua. Ela é simplesmente fantástica e não há como negar uma coisa dessas. Todos presentes na NYADA a aplaudem de pé, e ela só ganha mais confiança. Adoro ver o quanto Rachel cresceu e amadureceu. Essa temporada pode até ter dois núcleos, mas ela ainda continua sendo a estrela de Glee e durante o episódio eu tive certeza disso. Depois de Rachel, Carmen anuncia que Kurt vai ter mais uma chance, e vai performar na frente de todos ali presentes. E dessa vez, Kurt não precisou de figurinos e sinos para fazer uma boa apresentação. Usou somente a voz e isso bastou. Chris Colfer é outro que merece uma estátua. Não tinhamos um solo dele faz algum tempo, e eu realmente senti falta disso.

Os melhores amigos de NY conseguiram alcançar os seus sonhos, enquanto Rachel venceu a competição, Kurt conseguiu entrar para a NYADA. Assim, Berry liga para Finn e o lembra de por que ele está de volta ao McKinley High School, em primeiro lugar. Finn somente se acha de verdade quando está no Glee Club. E é por isso que eu acredito que não importo quais decisões ele tomar na vida, tudo vai trazer ele de volta para aquela escola, para aquele coral. Embora os New Directions tenham perdido as Seletivas para os Warblers, não acabou ainda. E é em uma das cenas que mais me emocionaram em toda a história de Glee que os ND se reunem e cantam uma das músicas mais bonitas que já ouvi.

Este episódio de Glee foi essencialmente sobre a música que pode unir as pessoas, não importa se são diferentes ou semelhantes. Houveram amizades, inimizades, relacionamentos, parcerias e milhares de coisas compartilhadas durante esses anos envolvendo esse grupo de losers. E tudo isso por causa da música. Swan Song, é uma metáfora que significa uma performance ou um ato final antes da morte. Mas não é o final do Glee Club, muita coisa está por vir. Considero que esse episódio foi mais como uma Fenix Song. Um capítulo da história deles se acaba, mas outro começa aqui.

Cory arrasou nessa música. Cantou muito bem!

Setlist do episódio:

Somethin’ Stupid (Sam e Brittany)
All That Jazz (Rachel e Cassandra)
Being Good Isn‘t Good Enough (Rachel)
O Holy Night (Rachel)
Being Alive (Kurt)
Don’t Dream It’s Over (New Directions e Finn)

Séries citadas:

19 anos, mora em São Paulo, ama futebol e estuda Jornalismo. Está no TeleSéries desde 2011 e assiste mais séries do que os seus dedos da mão podem contar. Ama todas, mas Everwood, Friends e The O.C. sempre vão reinar em seu coração.

5 Comments

  1. Gabi Assmann

    Simplesmente odiei esse episódio e parei de ver logo depois da cena do Sam e da Brittany se beijando no armário. Eu me nego a ver isso, na boa. Posso ser radical, mas é isso mesmo.
    Ah, tava esperando tua review pra descobrir se o Kurt tinha entrado ou não em NYADA. Conseguiu dessa vez então! =]
    E em outros tempos eu acharia bonitinho o ND voltar da maneira que voltou, mas agora só consigo achar tosco. Cansei. Tô sem coração pra essas baboseiras. HUEHAU
    É tudo tão fácil, sempre. Pq não demoram um tempo pra resolver as coisas? A única coisa que demora pra se resolver é a volta de Brittana. Aff
    /revoltada

  2. JuliaBerringer

    Meu coração ficou dividido… Ao mesmo tempo que foi tudo bonito, “Bram” estragou tudo.

  3. Juninho

    Li uma entrevista do Murphy onde ele estava dizendo que os fãs estavam sendo muito radical e que deveriam esperar o desenrolar da historia antes de qualquer precipitação,pois é aqui no Brasil não está sendo diferente,rs. Também sou fã de Brithany e Santana, mas confio nessa temporada vamos esperar e ver o que acontece,

  4. Beatriz

    Esse episódio foi horrível, na minha opinião, o pior de uma temporada que ia tão bem.
    Tá bom que a ideia de perder a sectionals foi muito boa e deu o choque que precisava para motivar ainda mais os telespectadores à continuar assistindo, mas o modo feito foi extremamente superficial, não me emocionou em nada, não me comoveu e foi resolvido com tanta facilidade que eu não consegui nem me importar com o que ia acontecer com eles.
    Falando em facilidade, o que foi aquilo de Rachel ser chamada para se apresentar na amostra mais importante de NYADA? Lea Michele canta bem, é ótima, mas POR FAVOR, se ela tivesse sido CONVIDADA já estaria de bom tamanho, mas ela foi chamada para se APRESENTAR e ainda GANHOU!! Ok, ela é a protagonista, mas ficou muito surreal, como uma PERDEDORA em OHIO consegue chegar em NY e ser tratada como ESTRELA?? NY é aonde ficam todas as divas, se fosse seguir o real, ela era para se sentir intimidada pelos talentos que lá estão, se sentir ainda mais uma perdedora e assim passar a temporada caindo, sofrendo e aprendendo, chegando ao ponto dela ter que procurar as suas motivações para continuar na luta pelo seus sonhos, mas como ela vai aprender alguma coisa se tudo é entregue de bandeja pra ela?
    Foi demais pra mim, não entra na minha cabeça. Sem falar em Kurt, que uma hora Carmen acha que lhe falta um dos principais requisitos de um artista: A alma, mas de uma hora pra outra resolve coloca-lo em amostra que é para mostrar OS MELHORES de NYADA, se Rachel não merecia nem participar, imagine ele??
    É tudo tão fácil que se torna ridículo e nem vou comentar sobre Sam e Brittany, porque né… Eu realmente espero que Glee volte aos trilhos e mostre que sim, Glee pode ser uma série de drama, não apenas uma comédia sem pé nem cabeça.

  5. Aline

    Nossa, concordo plenamente. Pior são as pessoas que falam “mas a Rachel tem algo especial”. Ahhh tá!!! E ela é a única em toda a escola com esse algo, né?!?!

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