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Reviews

Glee – 2009 e Dreams Come True

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Série: Glee
Episódio: 2009 e Dreams Come True (Series Finale)
Número dos Episódios: 6×12 e 6×13
Data de exibição nos Estados Unidos: 20/03/2015

“Não sei o que acontecerá com este clube, mas talvez ele se torne algo especial. Talvez ele se torne um lugar seguro onde possamos aprender uns com os outros e sermos quem somos, incluindo pessoas que são diferentes de nós. Quando relembrarmos o tempo que estivemos aqui deveremos estar orgulhosos por aquilo que fizemos e pelas pessoas que incluímos”.
– Rachel Barbra Berry

Um final digno. Três palavras poderiam resumir o que achei da series finale de Glee, mas acho que a série que acompanhamos com tanto carinho nestes últimos seis anos merece mais. O final poderia ter sido melhor? Sim, mas com o material que os produtores tinham a disposição acho que foi feito um bom trabalho. A primeira escolha acertada foi revisitar 2009. Como todos sabemos, foi naquela época que Glee teve seu auge. As três primeiras temporadas foram as melhores e depois disso Glee só conseguiu fazer bons episódios quando adotou essa medida, caso dos episódios 100 e 101 da série e de alguns episódios desta sexta temporada, como A Wedding. Entretanto, considero que esta decisão tenha contribuído para o que eu considerei ser o único erro do final: personagens muito queridos não tiveram seus finais dignos.

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Claro que essa falta de final envolve diversas outras questões, como contratos, disponibilidade de tempo dos atores, uma temporada mais curta do que o ideal, brigas de bastidores e etc, mas ao tomar a decisão de revisitar a história dos primeiros membros do New Directions acabou-se deixando passar personagens queridos. Artie, Tina, Rachel, Kurt, Mercedes e Finn foram os primeiros, mas no decorrer da série acabaram “perdendo importância” com relação à Brittany, Santana e Quinn, por exemplo, que apareciam mais e tinham uma fanbase mais sólida. Brittana até dá para perdoar, porque elas tiveram seu final feliz no episódio 8, mas Quinn e Puck mereciam aparecer um pouquinho mais pra gente saber o que aconteceu eles. E Brittana teria se encaixado muito bem em momentos como a despedida de Mercedes. Não entendo a escolha de deixa-las de fora deste momento, ainda que não tenham optado por rever a história das duas em 2009. Mas, como eu disse anteriormente, sei que isso é muito mais por fatores extra do que por uma decisão criativa de Ryan Murphy e equipe. Gostei de poder revisitar aqueles primeiros momentos e foi inevitável não chorar com a nostalgia de rever aquilo tudo agora sob outro ponto de vista, mas especialmente em perceber como a vida deles mudou para melhor e como estas mudanças envolvem diretamente o New Directions. O bônus extra foi ver o que Will anotava no caderninho sobre cada um deles e relembrar através das lembranças dos amigos sobre como Finn era um cara especial. Para finalizar, achei brilhante os últimos minutos do primeiro episódio da final, culminando naquela clássica apresentação de Don’t Stop Believing após a conversa sobre Finn pertencer ou não ao Glee.

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Nos dias atuais eu também gostei do desfecho, embora tenha achado meio forçado o New Directions vencer as nacionais. A primeira decisão acertada – e pra mim surpreendente – foi ver o McKinley se transformar em uma escola de artes com vários corais. Estranho também é ver Will como diretor e sem coordenar nenhum coral, porque sabemos que é em sala de aula que ele está em sua melhor forma, mas acho que será um grande diretor. Foi emocionante ver o número de Will e aquela mescla entre veteranos e novatos na sala do coral que agora abrigará uma nova era para o McKinley. Curti o Sam comandando o ND e optando por ficar em Ohio. Achei coerente com a escolha do personagem na quinta temporada, quando optou por abandonar Nova Iorque e também com o rumo que a série tomou de tentar fazer de Sam um sucessor de Finn, já que esse cargo obviamente seria do nosso grandalhão querido.

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Mercedes convidada para abrir a turnê da sua diva Beyonce também foi muito especial. Só achei meio nada a ver a maneira como ela se despediu dos amigos. O final de Tina e Artie também foi legal, ainda mais porque os dois acabaram cedendo ao trato feito no 6×08 e se casando caso ficassem sozinhos. Fez ainda mais sentido depois de olharmos novamente para 2009 e relembrarmos da relação dos dois. Até eu que sempre shippei Tina e Mike achei esse final bem interessante. A parte de Klaine eu achei meio boring, confesso. Mas eu meio que não conto, porque sempre achei o casal chatíssimo. Acho chata essa história de casal que faz tudo junto. Me dá a impressão que eles não tem vida a parte, mas ok. Foram bem sucedidos e Rachel aceitou ser a barriga de aluguel deles.

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O final dela, aliás, foi exatamente como eu imaginei desde o princípio, exceto por Jesse St. James. Era óbvio que Glee terminaria com Rachel recebendo um Tony de melhor atriz de musical, mas eu sempre pensei que Finn estaria com ela neste momento. O discurso também foi no ponto: emocionou. De maneira geral o final de Glee foi bom. Foi bem pensado e delicado. As homenagens à Finn foram justas, mas também não tomaram toda a finale. Foi no ponto. Os finais dos personagens foram delicados e coerentes – o que pro Ryan Murphy às vezes é difícil – e a escolha de revisitar 2009 fechou muito bem o enredo. Além disso, percebia-se que o choro dos atores não era apenas encenação, era genuíno. Era a dor de deixar pra trás algo que fez parte da vida deles durante muito tempo – e que mudou a vida da maioria do cast. Sinto, assim como o Paulo, nosso editor chefe, comentou em outro post, que apesar dos problemas que a série vinha enfrentando a partir da quarta temporada – óbvios até para os maiores fãs (o que faz com que a série se despeça com apenas 28% da audiência da sua estreia) – daqui alguns anos olharemos para trás e teremos a certeza de que Glee marcou época com a coragem de fazer uma série teen musical em um tempo onde o gênero anda tão desacreditado. Além disso, é um dos maiores desafios de produção de uma série de TV da história, o que a torna antológica e historicamente relevante.

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Depois de seis temporadas Glee não tinha mais fôlego, mas eu assisti todo o episódio e escrevi toda essa review com os olhos marejados. Impossível não chorar ao se despedir daqueles que durante seis anos e meio me acompanharam, me ensinaram e me aceitaram. Mas, assim como ocorreu com Sue, acima de tudo eles me fizeram acreditar que o mundo é de todos e me fizeram ver o mundo não como ele é, mas como ele deveria ser, onde o quarterback pode ser amigo do gay que sofre bullying e se apaixonar perdidamente pela nariguda excluída que um dia vai ser estrela da Broadway. Dreams come true. Por isso Rachel, você e seus amigos podem ter certeza que este clube foi aquilo tudo que você almejava que ele fosse e vocês todos podem se orgulhar disso e da história linda que construíram. Obrigada por tudo, Glee. Sentirei saudades. Com amor, Gabriela Assmann

Séries citadas:

Relações Públicas e Mestre em Comunicação Midiática pela UFSM. Não esconde sua paixão por reality shows, sendo fã especialmente de The Voice, Survivor e The Amazing Race. Suas séries preferidas são Friday Night Lights e The O.C, mas também nutre um profundo amor por Friends e Sex and the city. Atualmente assiste Orphan Black, Orange is The New Black, Broadchurch, Faking It, Girls e Nashville... Suas paixões mais recentes são The Affair, How to Get Away With Murder e Scandal (cujas 4 temporadas completas assistiu em apenas 20 dias).

Website: http://www.assmanncomunicaçãoestrategica.wordpress.com

2 Comments

  1. Júlia Berringer

    Gabi,linda review. Glee fará falta apesar de tudo e tenho que dizer, você fez um ótimo trabalho cobrindo e revisando toda essa última temporada. Obrigada por esse texto maravilhoso ;)

  2. pedroluiz02

    Gabi , só tenho a dizer > Don’t stop believin’;Hold on to that feelin’…….t goes on and on and on and on…….Bela review

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