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Glee – Blame It on the Alcohol

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Glee – Blame It on the Alcohol
Série: Glee
Episódio: Blame It on the Alcohol
Temporada:
Número do Episódio: 2×14
Data de Exibição nos EUA: 22/2/2011

Blame it on the Alcohol é estabelecido de maneira similar a Comeback. Existe uma lição de moral final, e todo o resto é construído de maneira a chegar a essa conclusão pré-determinada. Porém, enquanto eu simplesmente detestei o episódio passado, esse, por alguma razão, me conquistou.

Não foi um episódio sem defeitos. A maneira abrupta como de repente todo mundo passou a estar alcoolizado a todas as horas do dia foi bizarra e inverossímel, e a maneira como tentaram amarrar as pontas no final para deixar bem claro que o episódio continha uma mensagem anti-bebida/pró-responsabilidade não convenceu, mas pelo menos o episódio trouxe elementos suficientes para divertir.

O principal deles, e sem dúvida o que mais me agrada, foi Rachel. Eu sempre achei Lea bastante subestimada como comediante dentro da série. Ela consegue ser genial quando tem a oportunidade. Ela bêbada pode não ter sido a composição mais inspirada, mas as cenas de timing cômico naturais como ela achando o lado bom de Blaine ter se provado de fato gay foram maravilhosas, com destaque para a primeira versão da sua música original, My Headband.

O envolvimento dela com Blaine também foi ótimo de ver, se não pela possibilidade do casal em si (que nunca iria ocorrer) pelos momentos que proporcionou. Eu continuo satisfeita com a continuidade da amizade entre Rachel e Kurt, e gostei da maneira como eles envolveram Kurt e mostraram claramente que ele não era indiferente a situação, mas sem transformar a coisa toda em uma guerra entre Rachel e ele. Aliás, a maneira como, apesar de tudo, ele meio que a apoiou, foi simplesmente adorável.

A nova participação de Mike O’Malley também não deixou nada a desejar e acho que os momentos em que mais gosto do Kurt (ele consegue ser bem irritante às vezes) são nesses momentos divididos entre pai e filho, talvez porque seja uma das poucas vezes na série em que a questão da sexualidade do Kurt não é exposta de uma maneira quase que dividida entre bem e mal, aqueles que aceitam totalmente e aqueles que não. Burt sempre traz consigo às nuances da interação com Kurt, mostrando que não é porque o adolescente tem uma vida extremamente difícil que ele está sempre certo, e que tem direito a que sejam condescentes com ele sempre.

Da mesma maneira, eu adorei a cena com Blaine em que ele mostra a Kurt a hipocrisia do seu comportamento, porque, apesar das constantes mensagens da série a respeito de ser quem você é, ainda há uma certa linha de brincadeiras de mal gosto que passam em branco.

Glee – Blame It on the Alcohol
Longe desse núcleo, tivemos mais uma trama envolvendo Will/Sue/Beiste, e não sei se os roteiristas simplesmente não conseguem acertar ou se sou eu que sou chata demais. Admito que gostei, e bastante, da interação entre Will e Beiste. Os dois atores sempre tiveram química, e a amizade crescente entre eles sempre cria os poucos momentos em que consigo tolerar Will ultimamente. Mas a maneira como eles conseguem transformar Will, que, apesar de eu concordar com Quinn quanto ao fato dele ser hipócrita também, genuinamente só bebia algumas cervejas de vez em quando em praticamente um alcoólatra em apenas uma ocasião foi um pouco demais. E Sue continua na espiral rumo a sei lá o que. Não sei como a personagem vai conseguir fazer um retorno dessa caricatura exagerada horrenda que se tornou.

Eu entendo a necessidade de ter adultos envolvidos em uma trama como essa, mas acho que sem eles o episodio teria sido muito melhor. Mesmo assim, esse foi, sem duvidas, um dos mais divertidos e agradaveis da temporada eu continuo muito satisfeita com a serie desde o retorno.

Glee – Blame It on the Alcohol
Números musicais:

Don’t You Want Me – Considerando o estado inebriado de Rachel e Blaine, acho que a música não precisava ter sido tão sintetizada. Podia ter sido um pouco mais crua, mas tirando isso acho que foi um ótimo número. As vozes Darren e Lea ficaram ótimas juntas e a energia e descontração elevou e muito a performance. Foi ótimo ver os dois atores usando todo o seu talento cômico e de todos os momentos da Rachel bêbada esse foi o mais natural e engraçado.

Tik Tok – Meu número favorito em Glee em muito tempo, apesar do vocal comprometido pelo auto-tune e pelo sintetizador. Heather Morris é sempre maravilhosa e tornou a performance dinâmica.

My Headband – Eu não sabia se prestrava atenção na letra e ria, ou se apenas ria. Uma das melhores gags envolvendo a Rachel em muito tempo.

Blame It– A música é até boa, o número foi divertido, mas é um daqueles que eu não tenho certeza se lembrarei daqui há alguns meses. Veremos.

Séries citadas:

É estudante de comunicação. Não vive sem The Good Wife, Parks and Recreation e 30 Rock. Ah, e Gossip Girl, que apesar do bom senso, ainda nao conseguiu largar.

5 Comments

  1. Paulo Serpa Antunes

    Thata,
    Ficou fantando um comentário de “One Bourbon, One Scotch, One Beer”. Me manda depois que eu insiro na review, ok?

    Sobre o episódio, eu preciso dizer que eu não acho Glee moralista. Até Gossip Girl é mais moralista que Glee. Não acho que este episódio tenha sido construído em torno do final ou de uma lição moral. Até porque a solução foi cômica: explorar o clichê pós-porre de que nunca mais vamos beber.

    Mas sobre o episódio, só fica um comentário reverberando na cabeça: quando foi que a Heather Morris virou esta super-máquina sensual? Mel dels…

  2. Rafael Ruiz

    Paulo, acho que foi depois do episódio da Britney Spears… Eu sabia que a Britney não seria uma boa influência para Brittany… hahahahaha

  3. Juninho

    Sem duvida um dos episodios mais engraçados de Glee.
    Gosto muito da Rachel e estou gostando muito dessa nova fase dela,cansei de Todo Mundo Odeia a Rachel,a personagem é incrivel e já estava mais que na hora dos roteiristas aproveitarem melhor ela.
    E meu Deus o que seria de Glee,sem Brittany,confesso que de inicio achei muito estranha a versão de TikTok,mas depois de ver a apresentação e toda bizarrice envolvendo o vomito cinza,passei a achar tudo incrivel,e o que foi o diretor Figgins falando o nome dá então rapper “Ke CIFRÃO Ha” da musica Tik e também Tok,hilario.

  4. Henry Akashi

    O Figgins apresentando foi uma das coisas mais hilários. Voltei N vezes pq não acreditava q estava vendo aquilo. O eisódio realmente superou minhas expectativas em todos os sentidos

  5. José Eduardo

    Um bom episodio. Acho q aqueles q focam na Rachel me encantam mais. Ela tem um timing bom de comedia. Cantando com Blake foi demais e a musica “Headband” foi interessante. Adoro essa fase dela de focar na carreira, pois é algo importante, mas sem esquecer q ainda poderá achar alguem que lhe dê filhos europeu-asiaticos.

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