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Reviews

Game of Thrones – The Lion and the Rose

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Série: Game of Thrones
Episodio: The Lion and the Rose
Número do episódio: 4×02
Exibição nos EUA: 13/04/2014
93.333333333333
4.6
6

Escrito pelo mestre George R.R. Martin, The Lion and the Rose mostrou o que podemos esperar da quarta temporada da série. O tão esperado casamento real entre Joffrey e Margaery não foi menos que épico. E como o casamento vermelho, que marcou a queda da família Stark no Norte, os acontecimentos do casamento real podem ser um indício do que se avizinha para a poderosa casa Lannister.

Com um episódio centrado na Capital Porto Real, pouco tempo houve para que os outros núcleos pudessem ser mais aprofundados nesse episódio. No entanto, vale destacar o personagem mais insano da série – até agora -. Ramsey, o bastardo de Lorde Bolton, é sinônimo de incredulidade quando está em cena. Não bastasse a caça humana provida por ele a uma jovem logo no início do episódio, ele ainda brinca com seu escravo favorito, Theon Greyjoy. Mas não da para não gostar do personagem: além de imprevisível, ele ainda transformou o Theon, antes traidor, em um escravo amedrontado pela voz do dono.

E em Porto Real aconteceu de tudo um pouco. Após seu romance ter sido descoberto, Tyrion se vê obrigado a abrir mão de Shae e de seu relacionamento. Ele trata de convencê-la a embarcar em um navio, e Bronn garante que ela embarcou para longe da Capital, mesmo que ela estivesse contrariada e decepcionada com “seu leão”. Mas esse ainda não seria o maior problema do anão.

Game of Thrones - The Lion and the Rose 2

O casamento de Joffrey não poderia ser outra coisa se não exagerado. Vale o elogio a produção, de já costumeira perfeição: foi impecável a ambientação do cenário que trouxe um dos eventos mais esperados por todos. Mas engana-se aquele que pensa que o casamento centrou-se em Joffrey. Ele foi apenas a cereja do bolo.

Enquanto o Rei gozava de boa comida, vinhos e presentes, houve uma festa de inimigos se cruzando. Olenna e Tywin, Jaime e Loras, Cersei e Brienne, Oberyn e os Lannister. Seja por ciúme ou por poder, não faltaram alfinetadas, ameaças e tensão. Lindo de se ver. O teatro da batalha dos cinco reis foi formidável, apesar de insultar no mínimo metade dos presentes. Joffrey pouco ligou para os outros, e quem diria que isso lhe custaria tão caro e tão cedo.

Era hora então do ego do Rei transcender seu andar convencido, seu nariz empinado e seu orgulho do tamanho da Muralha. Era hora de pisar em seu tio Tyrion, e ele fez isso sem piedade. Tratando Tyrion como seu serviçal, Joffrey humilhou ele inúmeras vezes. E o já calejado anão, de uma vida inteira a sombra do nome de sua família e sua deformação física, nada pode fazer. Mas já dizia o ditado, “a justiça tarda mas não falha”. E pela boca Joffrey pagou. Envenenado por não se sabe quem, ele caiu e agonizou. Seu olhar de desespero na morte retrata bem o personagem mesquinho que sempre foi. Palmas para a interpretação sensacional do ator, ele foi incrível nos fazendo odiar o personagem em todos os segundos do seriado, desde a primeira temporada.

Talvez a morte mais desejada da série acabou tendo também seu lado negativo. Tyrion acabou levando a culpa, e agora carrega todo o ódio da mãe Cersei, que vai fazer de tudo para conseguir que o irmão morra. Vai ser mais um teste de fogo para o anão tão querido pelos fãs.

Um episódio sem Jon Snow, Aria e Daenerys é no mínimo arriscado, mas a série nem precisou do trio. O casamento e, principalmente, a morte de Joffrey, foram um tiro certeiro para deixar um sorriso na cara dos fãs. Ver o Rei agonizando de dor e desespero foi melhor do que ver um dragão cuspindo fogo, ou Aria matando por vingança. Que revelem o assassino, e o glorifiquem!

PS: Rains of Castamere, performada por Sigur Rós, junto aos créditos deu o tom perfeito para o final.

Séries citadas:

Estudante de jornalismo que se identifica no humor de House, é fascinado pelo universo de Westeros e pragmático ao estilo Francis Underwood. Noivo da melhor mulher desse mundo que por sorte também adora debater sobre séries.

7 Comments

  1. biancavani

    Em suas cenas finais, Joffey foi absolutamente intragável: ficamos deliciados com sua morte horrenda. Legal, temos agora um mistério a decifrar: quem fez aquilo que todos eles (e até nós) desejaríamos fazer?
    É claro que Shae, aquela teimosa, não partiu com o navio. Provavelmente, seja a próxima a deixar o agitado universo dos 7 reinos.

    P.S.: foi muito engraçado ver o Jónsi (vocalista do Sigur Roos) ser dispensado pelo rei (que agora virou uma estrelinha no céu) (com aquele “refinamento” peculiar, Joffey quase jogou uma casca de banana no Jónsi, rsrs).

  2. biancavani

    Ah, reparei depois (lerda!) que João Freitas voltou. Bem-vindo!
    Foi muito feliz a sua abordagem das batalhas verbais paralelas no casamento: farpas para todos os lados. Cersei esteve ainda mais má que o habitual: aquele cheiro de sangue dos antagonismos à sua volta atiçaram a former queen…

  3. João Freitas

    Bianca, obrigado pelas boas vindas. Cersei estava nervosinha por que, como muito bem esfregado na cara dela pelo Oberryn, ela perdeu a coroa haha. Shae estava na mira do Tywin, duvido ela ter escapado. E minha principal suspeita pro envenenamento vai pra Olenna, aquela velha é demais. Notei que durante um dialogo dela com a Sansa, ela pegou uma das pedras do colar que Sor Dontos tinha dado pra Stark no primeiro episódio…dou um braço que aquilo era veneno. =P

  4. Rafael Ruiz

    A morte de Joffrey é pra glorificar de pé!!
    Bom, o episódio foi muito bem escrito. Como citado no texto, mesmo não aparecendo o trio que gostamos tanto, eu confesso que não senti falta.
    Todo o desenrolar da história, construindo aos poucos o clímax para a derradeira cena no fim.
    A cena da batalha com os anões me causou vergonha e incomodo. Por isso, eu gosto tanto dessa série.
    Nota: 10 para a produção deste episódio. Eu imagino como deve ser complicado produzir e filmar uma série desse porte com tantos extras e coisas acontecendo ao mesmo tempo. Sem contar o peso que este episódio tem para o desenrolar de toda a temporada.
    E uma salva de palmas para o ator que interpreta o Joffrey. Realmente, ele conseguiu com maestria tornar-se odiado por 3 temporadas inteiras e 2 episódios da quarta.
    E, não podia ser diferente, eu sempre me perguntava onde estava o karma divino que não matava esse moleque.
    Vou poder dormir mais tranquilo essa noite. Porto Real é um lugar melhor agora! hahahahaha

  5. biancavani

    Humm, perfect guess: Olenna! Eu estava pensando que Oberryn teria sido o mandante, mas, em uma boa história de mistério, isso seria descartado, por óbvio. Porém, Oleanna, a mestra magistral da ironia e das palavras de duplos sentidos… ah, essa seria a escolha perfeita.

  6. Mariela Assmann

    Baita episódio, baita review! Tuas análises estão cada dia mais bacanas, Joãozito!

    Pena que eu recebi spoiler sobre os acontecimentos e acabei gostando de tudo menos que deveria =(

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