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Reviews

Game of Thrones – Breaker of Chains

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Série: Game of Thrones
Episodio: Breaker of Chains
Número do episódio: 4×03
Exibição nos EUA: 20/04/2014
90
4.5
2

Atrás das lágrimas de uma mãe ao ver seu filho morrer em seus braços, se esconde a ira em busca de vingança. Sob e sobre a muralha, selvagens se organizam para destruir o Castelo Negro, e em Meereen a Filha da Tormenta traz esperança a mais uma cidade de escravos. Breaker of Chains dissipou o foco, antes totalmente em Porto Real, mas se fez necessário já que o futuro de Tyrion se decidirá ao mesmo tempo que os conflitos na Muralha e além do Mar Estreito ocorrerão.

Em certa ocasião ouvimos a frase “Quando você joga o jogo dos tronos, ou você vence ou morre”. Se esse realmente é o segredo para sentar-se definitivamente no Trono de Ferro eu não sei, mas lhes digo uma coisa: ninguém nos sete reinos está jogando tão bem como Mindinho. Depois de trair Ned Stark, mantendo-se sob as sombras, conseguiu agora raptar a herdeira de direito do Norte e partir para longe dos olhos de Tywin ou qualquer outro que pretendesse usar a filha de Ned Stark para reclamar suas terras. Traiçoeiro, ele certamente ainda vai incomodar muito em Westeros.

Os Lannisters

E é em frente ao corpo de seu filho que o Lannister – que pensávamos ser agora do lado bom da força – fez uma das coisas mais sem sentido desde que a HBO decidiu não por alguém com barba azul para interpretar Daario Naharis. Ele praticamente obrigou sua irmã a fazer sexo em frente ao corpo de seu filho. É uma pena que tenha acontecido esse regresso com o personagem do Jaime, ele parecia estar a cada dia se redimindo mais depois de perder a mão. Se ele ajudar o irmão a sair do julgamento vivo, já é motivo para se comemorar algo vindo dele.

Enquanto alguns envergonham o nome que possuem, outros mostram porque são tão respeitados. Tywin Lannister foi implacável no episódio. Ele não chora a morte do neto, mas vai atrás daquele que considera culpado. Ele não lamenta a perda do rei, mas coloca as mãos sobre o inocente Tommen, e desde já tenta ser o exemplo a ser seguido para que o pequeno seja uma marionete mais fácil de manipular do que Joffrey foi. A verdade é que sem ele Porto Real já teria caído em desgraça ainda com Joffrey em vida.

Uns envergonham, outros se preocupam em manter o nome. E enquanto isso o pobre Tyrion é o único que acaba pagando os pecados. Sozinho à espera de seu julgamento, ele que já perdeu Shae agora perde seu escudeiro Podrick. Para quem estava meio distraído enquanto os dois conversavam, o “Isto é um adeus” mostrou a importância do diálogo. Mesmo enjaulado, e quase sem esperanças, Tyrion não esquece de quem lhe foi leal todo esse tempo. E é isso que faz Tyrion o verdadeiro filho de ouro de Tywin, e é por isso que todo mundo ama o anão.

Game of Thrones - Breaker of Chains

A CGI fala por si só, Meereen é linda. E como eu queria ver uns dragões voando por cima da pirâmide viu, HBO? Menos mal que Daenerys não decepcionou. Trouxe o que faltava ao episódio com a ação do duelo de Daario e principalmente um discurso tão marcante quanto o “Dracarys” eternizado na terceira temporada. Eu que não sou o maior fã da empreitada da libertadora de escravos me rendi às correntes quebradas lançadas à cidade tanto quanto os escravos vão se render à sua futura rainha.

E por fim, temos no limite da Muralha o Castelo Negro. A Patrulha da Noite encurralada pelos selvagens sabe que uma guerra está vindo, e sabe que sua derrota será certa se não surpreender o inimigo. A demora de Mance em atacar é a única chance de Jon Snow e seus irmãos conseguirem sobreviver a este conflito inevitável. Lhes resta tomar a decisão ou não de sair do Castelo Negro ou esperar pela morte vinda do Norte.

Um episódio de transição como esse é sempre necessário, porém o tempo de tela para Sam e seu romance com Gilly incomodou um pouco, assim como o trabalho honesto fajuto do Cão junto com a Aria. Tempo esse que poderia explicar onde está Mance e seu exército, e quando ele pretende atacar o Castelo Negro. No fim nos resta esperar, porque os conflitos iniciados neste episódio parecem pretender dar o tom para o resto da temporada.

Séries citadas:

Estudante de jornalismo que se identifica no humor de House, é fascinado pelo universo de Westeros e pragmático ao estilo Francis Underwood. Noivo da melhor mulher desse mundo que por sorte também adora debater sobre séries.

2 Comments

  1. Lucas

    Perai, primeiro você diz que foi sem sentido a HBO não por por barba azul no Daario, para depois dizer que foi absurdo Jaime comer Cersei ali, sendo que em ambos casos, barba e o sexo na frente do corpo, estão nos livros, não entendi, o escritor do episódio só fez o que estava nos livros, pois o Jaime comendo a Cersei na frente do corpo do Joff.

  2. João Freitas

    Amigo, o sexo está nos livros e não há problema nisso. Os Targaryens mantiveram sua linhagem reproduzindo-se entre si. O problema foi como ele aconteceu, por duas razões: Nos livros o sexo é consentido, o que a série mostrou foi um “quase estupro” (se é que esse termo existe). Meu trabalho é analisar a SÉRIE e não os livros, e é aí que entra o segundo e principal motivo. Jaime agir daquela maneira, depois de toda a mudança que teve da terceira temporada para cá, inclusive salvando Brienne de ser estuprada é o que não faz sentido. Foi a isso que me referi quando disse que a cena não fazia sentido.

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