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Reviews

Fringe – Wallflower

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Série: Fringe
Episódio: Wallflower
Temporada:
Número do Episódio: 4×07
Data de Exibição nos EUA: 18/11/2011

Preciso começar a review pedindo desculpa pelo atraso para disponibilização da mesma. Essa semana, algumas questões pessoais impediram que eu assistisse o episódio mais cedo. Mas, agora que episódio está assistido, vamos à review!

Wallflower encerrou a exibição de Fringe nesse princípio de Fall Season. Agora, episódio inédito apenas em 13 de janeiro de 2012, data da exibição de Back to Where You’ve Never Been. A esperança é que saiam alguns vídeos promocionais do episódio, para apaziguar nossa sede por novas teorias.

Wallflower foi um episódio diferente de And Those We’ve Left Behind. Se esse episódio foi ótimo, cheio de conexões e novas revelações, aquele foi bem menos emocionante, e sem grandes surpresas. Mas com um senhor cliffhanger no final.


A trama foi centrada em Olívia, ou quem quer que ela seja. Sobre como é difícil pra ela fazer conexões com outras pessoas, sentir as coisas de um modo “normal”. Aí surge o grande questionamento do episódio: o cortexiphan ministrado na infância – e recentemente – alterou a forma como Olivia sente? E mais. Que tipo de habilidade os testes deram à loira?

E o caso da semana, do U-Gene, ou Eugene, teve bastante relação com o drama de Olivia. Ambos sentem-se, de certa forma, deslocados do ambiente em que vivem. Sentem-se diferentes e, por isso, menos importantes do que o são na realidade. E esse sentimento de “abandono”, ou rejeição, é que fez Eugene sair matando pessoas. Para tornar-se iguais aos demais, ser visto e lembrado. Olivia continuará sua luta para encontrar “seu lugar no mundo” – que ela está começando a crer que é ao lado de Lee. Eugene encerrou sua jornada. Feliz, por ter sido visto e notado pela mulher amada.

Quando Olivia ofereceu ajuda à Eugene, ele disse que só receberia essa ajuda por que os militares teriam algum interesse nele. E isso abre brecha para perceber que o caso é o mesmo com Nina Sharp. As intenções dela em manter Liv por perto não foram as melhores, ao que tudo indica.

Pra mim, o mais relevante do episódio foi perceber que nesse universo – seja ele o A remodelado, ou um C – a Massive Dynamic também tem “o rabo preso”, e que Nina Sharp não é a mãe substituta carinhosa e ideal. A partir de agora, creio que cada vez mais a MD vai ser relacionada aos casos, como a causadora dos problemas enfrentados pela divisão Fringe.

Outro que ganhou bastante destaque no episódio foi Lee. Ele está tentando encontrar uma forma de viver na nova cidade, adaptar-se aos casos com os quais tem trabalhado. Gosto da interação de Lincoln com Peter, acho que eles têm funcionado bem juntos. E, embora goste mais de Lee a cada episódio, ainda acho que o destaque que ele tem recebido nessa temporada é muito grande. Poderia ser menor.

Agora, vamos aos coadjuvantes do episódio.

Peter tem uma babá. Apesar de ter auxiliado a divisão Fringe, ele continua sendo tratado como um evento Fringe. Isso o desgosta um pouco, mas seu maior foco é descobrir como voltar pra casa – e shippar Olivia com Lee, inclusive dando dicas fashion pro “concorrente”.

E aqui chego em um ponto que muito tem me incomodado. Nós tínhamos certeza de que as coisas tinham mudado. Só que boa parte da audiência acreditava que as alterações produzidas no Universo A eram um mero reflexo da ausência de Peter. A tese do universo C ganhou força após a percepção, por parte de Peter, de que havia retornado para o local errado, e aquele não seria “o seu universo”. E Peter continua com a mesma convicção. Contudo, a opinião dos fãs divide-se cada vez mais, e algumas pessoas abandonaram prontamente a tese do universo C, ainda que não saibam explicar o porquê desse abandono (será que a utilização excessiva da cor azul nas cenas realmente quer dizer alguma coisa?). Estou achando tudo muito confuso, e o nome do próximo episódio não ajuda a clarear minhas ideias. Enfim, são muitas dúvidas, muitas falhas no meu raciocínio. Espero que com os novos elementos que serão introduzidos nos episódios seguintes, as coisas se tornem um pouco menos complexas.

Outro que fez apenas uma “participação especial” no episódio foi Walter. Pela 1ª vez em muito tempo tivemos pouco de Walter. Muito pouco. Estávamos todos acostumados com John Noble dando show, semana após semana, que preciso confessar que senti falta das loucuras e surtos do cientista maluco. Mas é bom dar um “descanso” pra imagem de John. Assim, quando ele voltar aos surtos costumeiros, eles serão ainda mais deliciosos e impactantes.

Astrid continua como coadjuvante. Gostava muito mais da interação da agente no laboratório, diretamente com Walter. Embora ache interessante a proposta dela sair a campo, não consigo compra-la. Sinto falta da relação de companheirismo entre Walter e Astrid. Embora haja alguns vislumbres de amizade nessa nova realidade, passa longe do relacionamento fofo que os fez entrar nessa lista.

O glyph code da semana foi David. E, mais uma vez, as teorias sobre o código são muitas. Tem gente relacionando com os códigos das semanas anteriores, e apostando no retorno de um personagem da 1ª temporada. Prefiro ficar com a palavra isoladamente. David, em hebraico (a origem do nome) significa querido, amado. E, de certa forma, vários personagens demonstraram a necessidade de serem queridos nesse episódio, especialmente Eugene. Então, vou ficar com essa opção de interpretação, embora não descarte nenhuma outra.

Por todos esses motivos, achei Wallflower um episódio mediano. Longe de ser ruim, mas a milhas e milhas de me empolgar. O que me empolgou? A promo do próximo episódio! Que esse 4×08 seja maravilhoso, como foi o 3×08 (Entrada, um dos meus favoritos). Sei que é pedir demais, mas um fã pode sonhar. Até janeiro, pessoal!  

P.S.: A audiência do último episódio do ano foi de cerca de 2.88 milhões de espectadores. Não, você não leu errado. É isso mesmo. O desespero pelo cancelamento do seriado, mais uma vez, tomou conta dos “Fringemaníacos”. Mas, para acalmar o coração dos fãs, a Warner Bros, produtora da série, anunciou que ainda é cedo para dar o seriado como cancelado, já que o retorno com Fringe vem de outras formas. Agora, é esperar pra ver, torcendo.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

4 Comments

  1. Daniel

    Não acredito em universo C e sim uma linha do tempo alternativa, já que o lado B de lá tambem tem  mudanças ( O Broyles tá vivo)
    a nao ser que sejam universos C e D

  2. Bruno

    Lindinha, ensina pra gente como você descobre o glyph code. Eu tento tento mas não vejo letras ali.

    Também não achei o observador. Será que tem um site que liste os momentos de cada episódio onde eles aparecem?

    Agora por que Peter quer arrumar Lee com C-Olivia eu realmente ainda não entendi.

  3. Mariela Assmann

    Bruno, o Glyph Code é formado através dos símbolos que aparecem nos “comerciais”. Cada símbolo, tem a correspondência de uma letra. Procurando na internet você acha a “tabela de equivalência”.

    O observador apareceu fora do prédio onde Eugene estava, misturado à multidão, quando os agentes entram para revistar o local. Mas foi realmente difícil de encontrar. Não sei se tem algum site que liste sempre, vou tentar indicar sempre nas reviews o tempo no qual eles aparecem.

  4. Lígia Souza

    na fringepedia tem uma lista: http://fringepedia.net/wiki/The_Observer

    tem também a tabelinha de glyphs e todos que apareceram desde a primeira temporada: http://fringepedia.net/wiki/Glyphs_codeé sempre legal ver a página do episódio depois de assistir: http://fringepedia.net/wiki/Wallflower

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