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Fringe – One Night in October

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Série: Fringe
Episódio: One Night in October
Temporada:
Número do Episódio: 4×02
Data de Exibição nos EUA: 30/09/2011

Nessa semana, continuamos teorizando sobre os rumos de Fringe. E teorizamos muito. Com One Night in October, muitas teorias foram confirmadas. Outras tantas descartadas. E ganhamos mais munição para uma nova semana de teorização.

Continuamos sendo apresentados aos universos sem Peter Bishop. Gostei muito da forma como os roteiristas estão aproveitando pequenos detalhes para indicar como as coisas são diferentes sem o Peter. São algumas frases, que para os mais desatentos podem parecer apenas fazer parte o episódio, mas que são bastante reveladoras.

Do lado de lá, descobrimos que sem os acontecimentos de Entrada, o Broyles continua vivo. Como ele continua com comandante da Divisão Fringe B, muito provavelmente também não participou da fuga de Olivia. O Charlie deles se casou com a moça dos insetos (ainda não decidi se isso foi fofoca ou ainda será importante em algum momento), e B-Olivia continua junto de Frank (que gosta de seus cabelos ruivos). Então, obviamente, Henry não nasceu. Talvez a única coisa que não tenha mudado por lá são os sentimentos do hot Lee pela B-Olivia.

Ainda devemos receber mais esclarecimentos sobre o seqüestro de Olivia pelo Walternativo, já que ficou explicito que ela passou algum tempo por lá, e B-Olivia por aqui. Mas não sabemos nem o motivo de sua ida, nem a que ela foi submetida durante sua estadia, muito menos como conseguiu retornar.

Do lado de cá, descobrimos que sem os acontecimentos de Subject 13 Olivia acabou matando o padrasto, conforme ela mesmo relatou para B-Olivia. Mas não há indícios de que Charlie não tenha morrido. Então fiquei um pouco confusa sobre os acontecimentos que são “resetados” pela ausência do Peter. Enfim, ainda são muitas coisas a serem respondidas, especialmente no nosso universo.

A participação de Lee no episódio foi pequena. Mais uma vez, cumpriu uma função que seria de Peter: ouvir os delírios de Walter e correr para acalmá-lo/ajudá-lo. Mas ele estava lá, e deve continuar por um bom tempo.

Falando em Walter, adorei o surto inicial dele. Mas deu bastante pena. Ele tentando cobrir todas as superfícies nas quais “o homem misterioso” poderia aparecer foi triste. Assim como também foi ele ouvindo música clássica e omitindo alguns fatos de Astrid. Será que ele tem medo de voltar para o hospício, se confessar que continua vendo vultos e ouvindo vocês? Mas o mais triste foi a cena final, do quarto. Temo que se Walter não descobrir a origem da voz e das aparições, vai acabar voltando ao hospício, mesmo.

Em One Night in October duas frases me chamaram, especialmente, a atenção. Primeiro, a de Astrid, que tentava convencer Olivia a sair com Lee. A agente afirma que talvez o tipo de Olivia não exista. É bonito pensar que Peter é exatamente o tipo de Liv. E que, se ele não existir, ninguém serve para ela. (Tá ok, isso é um pouco triste também. Mas é bonito!). A segunda foi de Broyles, comentando as memórias do professor John. Broyles diz que algumas pessoas deixam uma marca tão forte que talvez nunca possa ser apagada.

E creio que é exatamente isso que aconteceu no caso Peter. A marca deixada por ele é tão forte que September não conseguiu apagá-la, por mais que tenha tentado. Então, já temos certeza que Peter não desapareceu completamente. E mais, temos certeza de que ele está ciente de sua situação, já que pediu ajuda ao Walter. E temos fortes indícios de que Peter está em alguma espécie de limbo, já que o código da semana foi limbus. Na verdade, seria bem apropriada a utilização da palavra, ainda que no sentido católico da mesma. Peter estaria em um lugar no qual não passa por nenhum tipo de sofrimento, mas também não tem acesso à felicidade real. Muito paradoxal.

Agora, as perguntas que ficam são: quanto tempo demorará para Walter compreender que precisa auxiliar o dono da voz que se comunica com ele. E como nosso cientista brilhante fará para resgatar Peter?

Quanto ao caso da semana, o achei bem interessante. Foi legal ver Olivia interagindo com Lee, e até mesmo com B-Olivia. Através desse contato, as duas poderão se compreender melhor e, talvez, até trabalhar de forma integrada.

A história do John professor e do John serial killer foi boa. Interessante observar de forma direta como pequenas escolhas e ações têm um grande impacto na vida das pessoas, e modificam seu futuro. E, mais importante, observar como pessoas podem ter esse mesmo impacto. No caso do John professor, foi Marjorie. No caso de Olivia, foi Peter. E ainda, como a memória de John foi apagada pelo seu “gêmeo do mal”, e Broyles fez a ressalva que o FBI deverá ficar de olho nele, acho que o personagem pode retornar ainda. O que seria ótimo, já que eu gostei bastante da interpretação de John Pyper-Ferguson.

Enfim, One Night in October foi um bom episódio. Talvez até melhor do que Neither Here Nor There. Mas, mais uma vez, a audiência americana decepcionou, e muito. Com pouco mais de 3 milhões de espectadores, temo que nem as campanhas pelo salvamento da série conseguirão evitar o cancelamento.

Mas, enquanto esperamos pelas próximas emoções, não custa nada twittar #SaveFringe. Até semana que vem!

P.S.: só eu ri com a B-Olivia tentando imitar a Liv? Ela irritada com a peruca e com o casaco fechado foi o máximo!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

17 Comments

  1. Bruno

    Foi realmente um bom episodio. Parabens pelo review! Muito didatico. Apenas uma duvida: “September” é o nome que voce deu a um dos observadores? Ou quem ou o que é “September”?

  2. Maria Clara Lima

    Mari, você foi a responsável por eu estar totalmente viciada em Fringe. Você faz a melhor review da série, sem dúvias e que ninguém ouse dizer o contrário! E eu adoro a B-Olivia =[ Tadinha!

    Ah! Fringe sem Peter num é Fringe, que ele trate logo de sair do além!

  3. Mariela Assmann

    September é o nome do observador que “apagou” o Peter! =)

  4. Fabismello

    Ah, espero que a audiência melhore com o decorrer da temporada. Como há séries novas estreando, é provável que as pessoas tenham deixado de ver Fringe para ver as novidades. Mas como as novidades não chegam aos pés de Fringe, elas deverão voltar rapidinho para a Fox!:-) Sem contar que com a volta do Peter a audiência deve melhorar! (otimismo total)

  5. Raquel

    Ótima review! Oh, senhor, não gosto da B-Olivia, já o agente Lee alternativo é muito mais cool que o outro, que por sinal tb acho que é um Lee alternativo!
    Alguém prestou atenção nas duas garotinhas desses dois eps.?! No ep. 1 tem a ruivinha filha do Robert, e nesse tem a loirinha (ela é loirinha né?!) do posto de gasolina… tem umas teorias por aí dizendo que no próximo ep, vai ter um menino… e pior que vai mesmo, entenderam mais essa teoria?!
    Viram a maçã do sonho do professor?! É um glyph!
    O ep. dessa semana foi quase uma lição de vida, rs!
    Já perceberam que quanto mais inteligente a série fica, mais cai a audiência?!

    Ô vontade de apagar esses americanos da nossa timeline!

  6. Mariela Assmann

    Otimismo total mesmo! Vou pegar carona na sua teoria. Não quero nem pensar no cancelamento.

  7. Mariela Assmann

    Raquel, é impressionante o desapego dos americanos com Fringe. E é fato que quanto mais inteligente e intrigante fica, menos a audiência corresponde. O mais triste é ver tanta porcaria por aí com índices imensamente superiores de audiência.

  8. Mariela Assmann

    Vale muiiiito um elogio da pessoa que faz as melhores reviews que já li. E é sempre bom ter mais e mais pessoas com quem teorizar sobre Fringe!!! =D Peter, volta!!!

  9. Anônimo

    Gostei muito do episodio. Fringe é aquela serie que assisto e fico com o sorriso no rosto.
    Só estou sentido falta da interação entre Walter e Peter que sempre me fazia rir.

  10. Ricardo

    Queria uma explicação de como o Broyles do “other side” pode estar vivo?????

  11. Ricardo

    Pois é, esses seriados com bruxas, vampiros dão muito mais audiências que Fringe, não que esses sejam ruins mas Fringe é f… eu fico imaginando se passase num canal aberto aqui no Brasil.

  12. Ricardo

    Mariela, me tire essa dúvida, como nesse episódio o Broyles do outro lado está vivo se no 3×08 (Entrada) ele aparece morto quando troca de universo com a OutrOlivia.

  13. Mariela Assmann

    Ricardo, o Broyles está vivo graças ao novo contexto, sem Peter. Como Peter não existiu, muitos acontecimentos são diferentes. Como Henry não ter nascido, Liv ter matado o padrasto. A explicação para ele estar vivo é essa! =)

  14. Bruno

    Ok, obrigado. Se não for abusar de sua boa vontade, ele tem esse nome por que mesmo? Aliás, todos os observadores tem nomes? Dos meses do ano?

  15. Bruno

    Lembrou-se Torchwood USA e Coupled USA, duas series britanicas inteligentes que… “nao pegaram” nos americanos.

    O atual runner de Doctor Who, Moffat, diz que se fizerem series inteligentes, gente inteligente vai assistir. Sera que somos muito inteligentes para assistir Fringe e os americanos não? Ou será que a dureza da vida deles lá (crise e talz) os impede de sonhar?

    Digo isso porque morreram nos últimos tempos Stargate Universe, V, BSG, Caprica, TSCC, ST:Enterprise, todas séries de sonhos e fantasia. Coincidência?

    Quais as séries que estão fazendo sucesso lá? Homeland, Revenge, Dexter… não são propriamente séries de bem aventurança, pelo contrário.

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