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Reviews Spoilers

Fringe – Olivia, The Box e The Plateau

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Quando o resultado supera a expectativa…


Série: Fringe
Episódio: Olivia
Temporada:
Número do Episódio: 3×01
Data de Exibição nos EUA: 23/9/2010

A frase acima resume bem o que foi a season premiere de Fringe, depois de tanto buzz gerado pela ótima segunda temporada, e com tantas perguntas criadas que geraram expectativas, era claro que havia dúvidas sobre o que seria este terceiro ano da série e como seria desenvolvido suas historias, e o que poderia levar 10 episódios em uma série “convencional” para ser desenvolvido, foi nos mostrado nesta excelente reestreia.

A Olivia (do universo real) foi presa no universo paralelo e, para assumir a identidade da sua outra versão, tentaram fazê-la acreditar que estava delirando e injetá-la as memórias da outra Olivia. O motivo para isto ainda não nos foi contado, mas ficou interessante sabermos que este outro universo vai ser explorado. E mais interessante é que descobriremos o motivo do “Walternate” para tais atos. Pura vingança? Talvez, mas lembro de William Bell dizendo a Walter (real) que retirou parte do cérebro dele porque ele mesmo não estava gostando da pessoa que estava se tornando.

E além deste universo paralelo se tornar de cara tão interessante quanto o universo que conhecemos, a trama dá um grande passo ao deixar Olivia acreditar que é de fato deste universo. Geralmente gosto quando um autor mostra domínio sobre sua obra, mesmo nos momentos mais absurdos. E mais do que imaginarmos todas as idéias fantásticas jogadas na série até agora, eu sinto que o desenvolvimento deste universo talvez seja o ato mais grandioso a ser desenvolvido poe Fringe até então, e este foi um excelente começo.

E o que de fato é real?


Série: Fringe
Episódio: The Box
Temporada:
Número do Episódio: 3×02
Data de Exibição nos EUA: 30/9/2010

No segundo episódio voltamos ao nosso universo real. Mas o que é real para Peter? Apesar da cena dele na terapia parecer desconexa, dá para encontrar um sentido nela ao imaginarmos como ele reagirá a tudo. Falar que nada mais vai ser como antes vai ser chover no molhado – por causa dele, um pai destruiu boa parte do universo e seu outro pai quer usá-lo pra dar o troco. E fora o drama pessoal, há o envolvimento com a outra Olivia, que além de ter matado um “assistente” de Newton a sangue frio, arriscou sua vida para salvar Peter ou, melhor dizendo, cumprir sua missão, que é fazer Peter montar a bomba (será?).

Aqui é o que mais me chamou a atenção da série, é que a historia está dando passos largos. Vermos Peter e Walter tentando colocar os pingos nos is, ele sendo de certa forma influenciado a montar algo que pode destruir seu universo. E termos ideia da missão de Olivia foi algo rápido e surpreendente e, mais do que isso, bem feito. Além de termos Walter se tornando dono da Massive Dynamic, o que por si só confirma os passos largos que falei acima.

A impressão que tenho é que a historia chegou em um nível que um simples “freak da semana” não resolveria. E a impressão que tenho é que conheceremos mais os dois universos, e a realidade mudará a medida que os conhecermos.

Quando um resultado supera a ousadia…


Série: Fringe
Episódio: The Plateau
Temporada:
Número do Episódio: 3×03
Data de Exibição nos EUA: 7/19/2010

Se na primeira temporada, quando temos conhecimento da existência de mais de um universo, eu falasse para vocês que a série chegaria a um momento onde teríamos dois universos e os episódios seriam divididos em historias contadas em cada um destes mundos separadamente. O que vocês achariam? Iriam me chamar de maluco! E, mais do que isso, tantos anos vendo seriados dando o tal jump the shark nos faria acreditar que era bem capaz da série estar dando um tiro no pé. Pois bem, mas isto não está acontecendo aqui e a equipe criativa de Fringe vem fazendo um ótimo trabalho nos mostrando os personagens que aprendemos a gostar sob uma ótica diferente.

Aqui gosto da dinâmica da equipe composta por Charlie, Olivia e Lee. Se os dois primeiros é bom pelo fato de os vermos juntos novamente, é de Lee que tenho gostado mais. Na maioria das séries que assisto noto que, com o passar das temporadas, os autores não conseguem mais criar bons personagens, talvez por exigência de fãs, canal, ou incompetência dos próprios autores, não sei. A impressão que tenho com Lee que ele vai ser a grande diferença no desenrolar da historia. Alguém que ama seu trabalho, sua equipe, mas que está conhecendo um novo mundo.

E nisso acho interessante que o primeiro “freak” da temporada tenha surgido no universo paralelo, pois até então não ocorriam eventos desta natureza (sujeitos com capacidade de prever o futuro e causar uma reação em cadeia). Esse é o novo mundo que Lee e sua equipe enfrentará a partir de agora, e ouso arriscar que a ida de Peter, Walter e Olivia para este mundo trará sequelas não calculadas pelo Walternate. E a série mostra que com isso os dois mundos podem estar se tornando mais parecidos do que os dois Walter poderiam vir a imaginar e, porque não, podem estar se tornando um mundo só.

Neste episódio descobrimos que Walternate quer que Olivia pense que é deste universo para poder descobrir como ela consegue se transportar entre os dois mundos. A resposta dele no final dizendo que o mundo é o seu laboratório deixa a entender que o receio do Walter real o transfornou no Walternate, um homem que aparentemente perdeu sua humanidade.

A passos largos, Fringe nos deu três episódios promissores, ousados e criativos. Parabéns aos produtores da série que, mesmo sabendo que a Fringe não possui uma grande audiência, não tentou fazer apenas mais do mesmo para prender os fãs que já possuem e seguem donos de sua obra. Parabéns a Fox, que costuma fazer tantas lambanças (Terminator e Dollhouse que o digam), mas aqui tem dado um apoio a série, que em retorno vem entregando ótimas historias.

Séries citadas:

18 Comments

  1. Rafa Bauer

    Na minha opinião, o 3×03 de Fringe é um dos melhores da série. E tem muitas semelhanças com aquele que é considerado o melhor episódio de Arquivo X (e ganhou alguns Emmys), “O repouso final de Clyde Bruckman”. A diferença é que substituíram a clarividência (que não cabe no universo de Fringe) por matemática (já que Fringe trata de ciência).

    E achei que fizeram uma referência a Battlestar Galactica no final do episódio, com o vilão ficando bem parecido com aqueles cylons loucos que controlavam as naves.

  2. Anônimo

    Estou com o Paulo nesta, esperando pela Warner!!
    Acompanho a serie desde o começo Paulo Fiaes, pelo que vc descreveu não vou me decepcionar.

  3. Anônimo

    O que achei mais genial foi que, geralmente, o 1o. epi da nova temp resolve o chiffhanger de maneira rápida demais, mas, desta vez, o problema acabou ficando ainda mais alucinante: Olivia presa na realidade 2 e – pior ainda – introduziram nela as memórias da Olivia 2! Como é que ela vai se lembrar de tentar fazer alguma coisa para voltar à realidade 1?
    Fringe está sendo uma das minhas séries prediletas da atualidade. Com ela estou conseguindo superar a falta de Lost (sem entrar no mérito da crítica ao final, a gente ficava bem fissurada naqueles mistérios…) e outras já finalizadas e que só assisti recentemente (como Firefly e Farscape), e também o hiato de Doctor Who.

  4. sobaminhalente

    Estes três episódios foram sensacionais. Eu fico assistindo “Fringe” e pensando nesta coisa que o Fiaes falou, por exemplo:

    A Olivia Dunham real, que conhecemos desde a primeira temporada, ficou presa no outro lado e injetaram as memórias da Olivia deste lado, que passou para o outro, com o intuito de experimentar as suas ações na Fringe Division. Isso é impressionante porque a série, agora, começa a criar uma confusão boa para a história, porque eu não paro de pensar em como as duas vão se sentir cada vez mais confusas em relação aos dois mundos que elas habitam neste momento, e que são completamente desconhecidos para elas.

    Isso fica claro no episódio que se passa no mundo real, relatado nestas resenhas do Fiaes, e também no quarto episódio que, além de ter uma trama interessante de um caso extremamente bem amarrado, ainda lida com as confusões estabelecidas por sua mente e que serão um atrativo ainda maior para a série a partir desse momento.

  5. MicaRM

    Ai, não me lembre Bianca. Eu estou empacada na 2ª temporada de Farscape. Adoro a série, mas não tenho mais tempo nem de ver o que está no ar, imagina o que já passou :-(
    Mas Fringe tem ficado cada vez melhor mesmo. E eu, que amo o Charlie, estou tão feliz de tê-lo de volta. E de ter o Lee também. Por mim ficaria com os 2 para sempre na série.

  6. Anônimo

    Pois é, Mica, Farscape não é perfeita, mas me deixou pregada na cadeira, sem nem piscar. O Crichton é tão divertido com aquele jeito americano, pondo apelidos engraçados nos aliens (ele é precursor do Sawyer-Lost!), mas minha paixão mesmo é o Pilot (como ele sofre, pobrezinho…). A quantidade de vômito verde e fluidos corporais de toda ordem por episódio é incrível! (humm, acho que vou fazer um lanchinho…)

    Sim, você tocou em um ponto crucial: o tempo. A solução que encontrei para mim foi dar uma limada nas que são só mais ou menos. Tipo, “Sanctury”, bye, bye.

  7. paullo kidmann

    Bem dpois de decepções com a Fox vide Dollhouse e Terminator nunca pensei que ia falar isso: Parabéns fox (at all) cocordo com vc’s, Fringe ta perfeito cara muito bom mesmo…
    xoxo

  8. MicaRM

    O meu problema com as ‘mais ou menos’, é que sou apegada demais. Só largo série que postergo e não consigo mais arrumar tempo para ver, até perceber que atrasei tanto que elas já saíram da minha lista. Foi o cara de séries que eu amava (e achava fantásticas) como Big Love e Mad Men, ou que eu gostava bastante como House, Merlin, The Tudors, Greys Anatomy, The Big Bang Theory…para não mencionar outras de qualidade duvidosa e que também ficaram no limbo esperando ver se um dia eu me ajeito e assisto.

  9. Anônimo

    Mica, sua perversa, por sua culpa agora estou vendo mais uma dentre as trocentas que via: Rubicon. Boa mesmo!

    Carnivàle você viu? Masterpiece!

  10. Cristian

    Antes de morrer todo mundo merece ver essa série e principalmente a Olivia interpretada pela perfeita Anna Torv!

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