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Fringe – Neither Here Nor There

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Série: Fringe
Episódio: Neither Here Nor There
Temporada:
Número do Episódio: 4×01
Data de Exibição nos EUA: 23/09/2011

Mais de quatro meses de espera. Tempo de muitas teorias – algumas malucas, outras nem tanto – por parte dos fãs, e de muita ansiedade. E meses com uma grande pergunta ecoando na mente: onde está Peter Bishop?

Foi com a missão de responder essa pergunta que Fringe retornou para sua quarta temporada, no último dia 23. E os roteiristas não decepcionaram os fãs.

Neither Here Nor There lembrou muito o episódio piloto de Fringe. Foi como se uma “nova era” fosse inaugurada no seriado. Fomos (re)apresentados aos personagens, e às sutis diferenças que os rodeiam. Fomos introduzidos em um novo contexto, sem Peter e todas as coisas que se ligariam a ele.

Olivia está, definitivamente, diferente. Até sua forma de vestir e o cabelo mudaram um pouco. Mas ela continua taciturna, triste. Foi bem interessante o diálogo entre as Olivias, no início do episódio. Ficou bem evidente o quão solitária a Olivia é, sem Peter. Descobrimos, na sequência, que Olivia sente falta de algo que não está ali. Ela tem um buraco, que a acompanha desde que ela possa se lembrar. Achei uma boa sacada dos roteiristas ela ter afirmado que achou que esse buraco desapareceria quando ingressou na divisão Fringe. Foi quase como dizer que Peter era o que completaria Olivia. Fofo e bonito.

Mas a maior diferença pode ser constatada em Walter. Ele está, ao mesmo tempo, mais “leve” – aparentemente sem a culpa de ter destruído os universos – e mais insano. Mas também mais perdido. Era Peter quem o mantinha conectado ao mundo, como bem anotou Olivia, quando explicou para Lee que Walter é assim porque nunca teve nada que o prendesse à realidade.

A introdução de Lee na divisão Fringe foi feita de forma interessante. Ainda prefiro o agente Lee do outro Universo, mas “nosso” Lee foi conquistando minha simpatia no decorrer de Neither Here Nor There. Achei evidente que o personagem está ali, também, para substituir Peter. É óbvio que ele não será o “novo Peter”, mas alguns indicativos sutis me fizeram ficar com essa impressão. Além da parceria dele com Olivia – e dos diálogos dos dois -, achei interessante que Walter pediu doces ao agente. Em breve, Lee substituirá Peter na divertida tarefa de abastecer as excentricidades gastronômicas de Walter.

Notem que a introdução de Lee se deu praticamente da mesma forma que a de Olivia: através de acontecimentos misteriosos envolvendo seu parceiro. E, como Lee não conhecia nada da divisão Fringe, os roteiristas puderam aproveitar sua ignorância para nos apresentar à nova dinâmica da série. E também, através dele, relembramos algumas coisas importantes, como os acontecimentos da primeira temporada e a questão dos transmorfos.

Quanto ao caso da semana, ele não foi completamente elucidado. Na verdade, ele serviu, assim como o caso do primeiro episódio da série, para abrir uma nova série de possibilidades a serem exploradas. Agora, especialmente, quem está por trás dos novos transmorfos e o que eles pretendem? Questões que devem demorar a ser elucidadas. Será bem interessante observar, também, se as duas divisões Fringe conseguirão trabalhar juntas. Até onde irá essa “camaradagem” entre os universos?

Antes de terminar, preciso destacar a atuação sempre perfeita do John Noble. As cenas em que ele “viu um homem” foram muito boas. Walter saindo do tanque de água, completamente molhado e desesperado foi angustiante de se ver. Gostei que Liv cumpriu o papel que seria de Peter, de acalmar Walter e o fazer compreender que estava tudo certo. E no final do episódio, mais uma vez Noble deu show ao demonstrar todo o pânico de Walter em ver o mesmo homem na televisão. Creio que ainda teremos mais momentos desse, completamente surtantes, pela frente.

Assim como forneceu algumas respostas, esse episódio nos ofereceu novas questões para refletir. Por que Peter, que foi apagado da linha do tempo, continua “aparecendo”? Se Peter nunca existiu, quem criou a ponte entre os dois universos, e por que a máquina continua sendo importante? E por que o observador não conseguiu solucionar a situação de uma vez por todas?

Enfim, algumas respostas e muitas novas perguntas. Mas a maior delas ainda é “Onde está Peter Bishop”. Temo que demoraremos a descobrir.

P.S.1: as cenas mais divertidas couberam à Seth Gabel. Lee teve tiradas ótimas (Não daqui, como? Da China?) e sua expressão quando foi apresentado ao universo alternativo foi impagável.

P.S.2: legal ver a Astrid fora do laboratório. Mas eu senti falta da cumplicidade entre ela e Walter, daquele carinho existente entre eles.

P.S.3: está aberta a temporada de preocupação quanto ao destino de Fringe. A audiência da série foi baixa (3,53 milhões), mas cresceu em relação aos três últimos episódios da temporada passada. Enfim, mais uma vez, podemos começar a nos preocupar com o cancelamento da série.

P.S.4: assim como é tradição nos momentos importantes de Fringe, a abertura mudou. Além de novas palavras, a cor foi alterada. A escolhida foi o “amarelo âmbar”. O que você acha que isso pode significar?

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

8 Comments

  1. Raquel

    Foram tantas informações interessantes apresentadas nesse episódio que fico até sem saber sobre o que comentar, estou teorizando desde a premiere, mas uma coisa é certa, sacada genial essa da abertura ser amarela, o que já te faz pensar, opa, primeiro azul, depois vermelho e agora amarelo?! todas cores primárias, esse foi meu momento WTF?! dessa semana!
    No último promo que foi exibido tinha escrito assim: “Series Premiere”! No começo achei que a Fox tinha errado, mas a verdade é que foi quase uma series premiere mesmo, outra sacada genial.
    Perceberam que agente Lee não gosta de torradas?! foi engraçado!
    Adorei, premiere com gostinho de piloto e milhões de novas teorias.

  2. Bianca Mafra

    o amarelo pode apresentar uma terceira realidade. uma dúvida que ficou, a olivia nao deveria pelo menos reconhecer o lee do outro mundo???? fora isso, tambem gostei do episodio, um pouco confuso, mas pode ser que seja porque vi com o meu filho exigindo atençao de cinco em cinco minutos. problemas de quem não espera criança dormir para ver série

  3. Raquel

    No começo, quando Olivia e Lee se encontram um dos Observadores diz: Ele conhecia ela e Setembro responde: Sim, antes de as coisas mudarem

  4. Ricardo

    Lee não será um “novo Peter” mas pode ser um “novo Charlie”

  5. Mariela Assmann

    Acho que o Lee terá “tarefas” próprias do Peter, em relação ao Walter. Mas a dinâmica dele com Liv pode se assemelhar a dela com o Charlie, mesmo!

  6. Wagneraragao

    ainda não assisti esse primeiro episodio da nova temporada , estou guardando apra o fim de semana com pipoca e atenção total , mas pelos comentarios ficou muito bom , como a serie cresceu em roteiro assim como a interprete de Olivia , acho que esse será a melhor temporada da serie , me preocupo com a audiência já pensou cancelarem e deixar a gente sem as respostas seria tragico ….

  7. Mariela Assmann

    Pois então .. a audiência foi realmente preocupante. Não sei o que a Fox espera da série, em termos de números, mas creio que os roteiristas já estariam preparados para responder “todas” as questões nessa temporada, se preciso.De qualquer forma, torço muito pros americanos darem à Fringe o valor que a série merece!

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