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Reviews

Fringe – Making Angels

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Série: Fringe
Episódio: Making Angels
Temporada:
Número do Episódio: 4×11
Data de Exibição nos EUA: 03/02/2012

Desde a season premiere dessa 4ª temporada de Fringe – tida por muitos como um novo piloto -, muitas são as teorias sobre “onde está Peter Bishop”. Não há consenso entre os fãs e os textos sobre o seriado dividem opiniões diversas.

Eu comecei acreditando – e defendia isso nas reviews – na teoria de que, em razão de Peter ter sido apagado da linha do tempo por September, o curso natural das coisas havia sido alterado. E Neither Here Nor There nos dava vários indícios de que nada estava como costumava ser (as personalidades diferentes de Olivia e Walter, Astrid fora do laboratório e Lee na Fringe division, entre várias outras).

One Night in October e Alone in the World continuaram mostrando, cada um a sua maneira, as modificações ocorridas nos universos que estávamos acostumados: o A e o B; ou o azul e o vermelho, como preferirem.

Na seqüência, em Subject 9, Peter retornou. Sim, era isso que eu pensava. Ele estava retornando ao “seu lugar no mundo”, e ao lado dos seus. E então foram ao ar Novation e And Those We’ve Left Behind. E então Peter constatou que, já que ninguém o conhecia ou lembrava dele, e que já que tudo estava tão diferente, ele estava em uma linha do tempo errada. Simples assim, ele havia ido parar em um lugar no qual nunca havia estado antes.

Aí eu parei e reavaliei os 6 primeiros episódios da atual temporada. Induzida pelos roteiristas de Fringe – através da constatação de Peter – cheguei à conclusão de que havia uma falha em meu raciocínio, e que eu deixara passar evidencias que indicavam a existência de um novo duplo, C e D.

E nos episódios seguintes, segui acreditando nisso. E defendendo isso. E, cada vez mais, percebendo falhas no meu raciocínio. Em Forced Perspective, já estava quase certa de que eu estava errada, de que C e D não existem. De que todas as teorias de duplos infinitos, à qual me filiei, está equivocada.

E então foi ao ar Making Angels. E eu reavaliei tudo, mais uma vez. E me dei conta de que eu deixei passar muita coisa nas 3 temporadas, coisas vitais para a compreensão da 4ª. E que, ao me deixar levar pelo que as aparências indicavam, eu ignorei muitas coisas que pulavam aos olhos. Especialmente o fato de que Olívia lembra de Peter, inconscientemente. E como lembrar de alguém que ela nem ao menos conheceu, já que nem mesmo os acontecimentos de Subject 13 ocorreram? Como um vazio tão enorme tomaria conta de Olivia, se Peter nunca tivesse existido em sua vida?

E agora cá estou eu, voltando à minha linha de pensamento anterior. Existiram 2 Peters. O Peter A morreu, vitimado pela doença. O Peter B foi seqüestrado por Walter e morreu no Lago Reiden, já que September não interferiu para salvar o menino. Então, o que vemos hoje são os universos A e B, que, somados, foram um C modificado, o tal universo amarelo. Se eu tenho certeza disso? Absolutamente… não. A chance de na próxima sexta eu descobrir algo novo, ou olhar para trás e me dar conta de que deixei passar algo grande é enorme. Mas, para mim, essa é a graça de Fringe. Saber que os roteiristas brincam conosco com uma maestria enorme e com uma coerência invejável. Então, não tenho medo de palpitar e de, sobretudo, errar. Por que sei que o desfecho, seja ele qual for, será satisfatório.

Dito tudo isso, falemos um pouco de Making Angels.

Ao que tudo indica, os Observadores chegaram para ficar. Desde Enemy of My Enemy que os quase albinos carecas tem tido uma participação mais ativa nos episódios. E dessa vez não foi diferente. Ou melhor, a participação até aumentou, já que toda a trama do misericordioso assassino estava intrinsecamente ligada aos “poderes” dos Observadores, e ao brinquedinho que September perdeu no Lago Reiden, em 1985 – e todos sabemos o que ele “estava fazendo” nessa ocasião.

E a cena na qual o assassino fala com a mãe, e prevê suas falas mesmo sem estar de posse do “artefato dos Observadores” deixa a seguinte dúvida: a capacidade de observar passado/presente/futuro concomitantemente se adquire pelo uso do brinquedinho azul? Seria essa a explicação para September continuar com a habilidade, mesmo tendo perdido seu aparelhinho (ele fez isso pelo menos uma vez, com Olívia, na Opera House), ou ele recebeu outro em substituição ao perdido? Mais uma vez, apenas especulação.

Além do caso, em si, foi muito legal assistir a interação entre as Astrids. A personagem, que é muito querida pelos fãs de Fringe, nunca teve sua história bem explorada. Até agora.

Descobrimos que a “Astrid original”, ou simplesmente Aspirina/Asterisco, perdeu a mãe bem nova, mas se desenvolveu bem e tem uma bela relação com o pai. E também que ela tem compaixão suficiente para esconder isso da “outra Astrid”. Sobre a Astrid B (B de Biônica), sabemos que ela também perdeu a mãe, mas que ela tem problemas de interação social (se falou por aí que ela seria autista. Não tenho conhecimento técnico para diagnosticar, mas acho que ela tem interação social muito desenvolvida para ser autista. Então, se formos apostar em algo do tipo, acho mais razoável que seja alguma outra desordem do espectro autista). Foi bem tocante saber como a morte do pai a chocou, especialmente por que ela achava que poderia ter dado mais amor para ele.

E, além disso, também foi bom ver como Walter e Astrid alternativa conseguiram interagir bem. Os dois, com seus problemas de interação, conseguiram se aproximar de forma bem tocante. E Astrid ainda deu uma dica preciosa sobre o que Walter tem feito com Peter, tentando afastá-lo. Nosso amado cientista louco teria medo de se apegar ao Peter, e depois perdê-lo novamente? Mas e se ele não precisar perdê-lo nunca mais? É uma hipótese.

Também foi interessante – diria até delicioso – observar a interação entre a “víbora” Olívia e Walter. A ruiva, sempre muito engraçada e divertida, conseguiu dobrar Walter, e conseguiu até mesmo ganhar um doce para a viagem. É, a Mata Hari de Fringe é exótica e ousada, sem dúvidas. E, embora tenha sim praticado aquela espionagem baseada na sedução (e no ser tapado que Peter foi), ela conquistou o coração de todos. (A propósito, reza a lenda que seus executores sucumbiram ao ser charme. Como não sucumbiríamos?)

E, além de virar amiga de Walter, Bolivia ainda abriu os olhos de Olivia sobre a fofura de Peter. Aliás, a loira ta cada vez mais próxima de Peter, né? Confessando que está adorando a parceria entre eles e tudo. Acho que o Lee bailou. Tudo isso casa com a minha teoria resgatada. Peter e Olivia estão se aproximando, e quando Peter descobrir que está no lugar certo, eles estarão prontos para retomar o relacionamento (sim, shippo muito Polivia). E, nessa mesma linha, Lee foi para o aniversário da afilhada. Afastou-se no pior momento possível, não?

O gliph code da semana foi empath. Já teorizei tanto nessa review que não sobrou nada para o código. Então, resta-me afirmar que deve se referir à empata. Algum sujeito com a habilidade de afinizar-se aos sentimentos alheios anda por aí. Seria nosso novo Observador?

Agora, só resta aguardar os acontecimentos dos próximos episódios, para ver onde essa história toda vai chegar. E torcer para que todo o mistério do “onde está Peter, afinal?” seja revelado até o episódio 14 (que deverá se chamar The End of All Things), por que depois disso, mais um hiato de um mês.

Até a próxima semana, pessoal.

P.S.1:A fala de March – que tem o poder de se “materializar” ou atravessar objetos, até então desconhecido – indica que September está vivo. Ou seja, o tiro não deve tê-lo vitimado. E por que December fingiu surpresa ao descobrir que Peter estava vivo e “presente”? Ele havia sido informado, já em Neither Here Nor There, que Peter estava vazando pela linha do tempo. Mais uma pergunta para ocupar nossa semana.

P.S.2: pensei a mesma coisa que Liv quando Astrid gritou ao conhecer sua versão alternativa. Demorou pra alguém gritar, não?

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

8 Comments

  1. MicaRM

    Pq Peter estava vazando e o March mandou que September o apagasse de vez…o que September não fez (e Peter acabou retornando para o lado C-A, sei lá, enfim, voltou à vida).

    Foi a primeira vez que September foi chamado de “September” por algum personagem, não?

  2. Mariana

    Também já teorizei trocentas vezes sobre onde o Peter está e, se ele realmente está numa timeline diferente, porque a Olivia lembra dele em sonhos e tals. Mas, se ele realmente estiver fora de onde pertence e for voltar, vou ficar bem chateada. Eu não estava curtindo esses “novos” personagens, bem diferentes dos que estávamos acostumados nas temporadas anteriores. Mas o Peter está de encaixando tão bem na nova equipe, trabalhando junto e tudo o mais… Nem quero que ele volte mais.

    Mas, ao mesmo tempo, quero que ele volte porque sinto falta daquela história que tínhamos. Como… imagine se este episódio tivesse acontecido na outra timeline. Quão awesome seria ter as duas Olivias ali naquela sala juntas depois do “She’s taken everything”, vagendas e Henry?

    By the way… não curti a interação entre o Walter e a bitch alternativa. Na outra timeline eu tava curtindo ela porque ela se redimiu e tals. Mas nesse universo ela ainda é sacana!

    A Astrid alternativa combina muito mais com o Walter do que a Astrid que conhecemos. Eu sempre pensei isso. Mas o Walter precisa de alguém “normal” para representá-lo fora do laboratório. E, sobre o autismo, o produtor já disse que a Astrid alternativa tem Síndrome de Asperger; é uma espécie de autismo mesmo.

    Eu ri… MUITO… com o comentário da Olivia quando a Astrid viu sua alternativa.

  3. Maria Clara Lima

    Mari, muito demais a sua review, conseguiu reunir o que eu penso sobre a quarta temporada; Sempre achei que seria trolice pura esses universos serem outros hahahaha.

    Olha, a palavra Empath quer dizer a capacidade de compartilhar sentimentos, =]

  4. Luciano Ferreira

    Mariela, se Peter Bishop não existia nessa linha temporal, a Ruiva Olívia seduziu a quem? Walter?

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