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Reviews

Fringe – Forced Perspective

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Série: Fringe
Episódio: Forced Perspective
Temporada:
Número do Episódio: 4×10
Data de Exibição nos EUA: 27/01/2012

Os fãs de Fringe tiveram um super presente na última sexta-feira. Se Forced Perspective não foi tudo aquilo que alguns esperavam, a audiência foi. 3,37 milhões de espectadores. Cerca de 200 mil a mais que na semana passada, e a segunda maior audiência da temporada, perdendo apenas para Neither Here Nor There. YAY!  E pela promo, o episódio dessa semana, Making Angels, será um daqueles episódios. Então, é torcer que a audiência continue subindo, e aquele cancelamento dado como inevitável fique totalmente para trás. O que poderia ser considerado um fringe event, se é que me entendem!

Forced Perspective, para mim, foi sobre o destino e sua (in)evitabilidade. A jornada de Peter de volta ao seu “tempo” foi deixada um pouco de lado, e todos os holofotes estiveram, legitimamente, em Olivia.  E me dei conta de como adoro Olivia. Em qualquer versão.
Confesso que quando assisti o episódio pela primeira vez pensei: “ah! Um filler…”. Mas, revendo Forced Perspective – para não falar bobagem na review – vi que ele passou longe de ser um filler. Isso porque, embora ele não tenha abordado o retorno de Peter para casa, ou a história dos metamorfos e David Jones, ele abordou outra incógnita que nos foi apresentada há pouco tempo: irá Olivia morrer, em qualquer futuro possível?

É inegável que Olivia ficou impactada pelas palavras de September. E foi atrás de descobrir quem seria o bizarro careca que lhe passou mensagem tão enigmática antes de sumir tão misteriosamente. Foi bem interessante conhecer um pouquinho mais dos Observadores, já que sabemos tão pouco sobre eles. Agora, além de sabermos que eles estão presentes em todos os eventos importantes da história, e que devem apenas observar – e que quando interferem coisas estranhas e ruins acontecem -, sabemos também que eles têm anticorpos contra a gripe espanhola, o que lhes dá, no mínimo, 91 anos de idade. O que ainda não sabemos é se eles podem, ao contrário do afirmado por Peter, equivocar-se quanto ao futuro.

 

E, aparentemente, saberemos mais sobre os Observadores em breve. O glyph code da semana foi March. Como os Observadores têm nomes de meses, creio que esse código só pode indicar o Observador March. Seria ele o Observador que olhava para o apartamento de Liv, no final do episódio? Qual será a participação dele, daqui para a frente? Ainda não sabemos, mas creio que logo teremos mais pistas sobre essa história.

Achei o caso da semana – como outros tantos em Fringe -, super adequado ao momento. Que caso melhor para ser investigado do que aquele envolvendo Emily, a adolescente que previa mortes? A identificação de Olivia com o caso só não foi maior do que suas tentativas de confirmar que nada na vida é inevitável. Acabamos Forced Perspective sem ter certeza do que acontecerá com Liv no futuro (à propósito, há certeza sobre algo em Fringe?), mas com a esperança que, assim como foi feito com a explosão prevista por Emily, também a morte de Olivia pode ser evitada. Pena que Emily resolveu não evitar a própria morte. Seria uma “dica” de que aceitar seu destino muitas vezes é a melhor opção, por pior que ele seja? Mais uma vez, faço muitas perguntas. Espero que vocês se animem a debater possíveis respostas comigo.

Me comovi bastante com o drama de Emily. Não deve ser fácil viver sabendo que as pessoas que a rodeiam morrerão. Mais que isso: sabendo que morrerá. E aí huve uma identificação intensa com Olivia. Além disso, ambas foram “vítimas” dos experimentos da Massive Dynamic. E a conversa de Olivia com sua mamãe zelosa Nina Sharp demonstrou que a empresa é impiedosa, mesmo que se trate de crianças sob experimentação. Pra mim ficou evidente que a cena final foi encenação das bravas, por parte de Nina. Ela sabe da ausência de escrúpulos da MD, ela sabe tudo que Olivia passou – e ainda passa. Ela sabe das enxaquecas, e sua conduta me deixa tão desconfiada que já imaginei que a nova medicação que ela ofereceu para Olivia é do mal. Eu sei que ainda não ficou muito clara qual a ligação dela com Jones, nem como se dará sua participação na fase dois no plano maléfico de destruição. Mas não consigo ver Nina como uma pessoa que está sendo manipulada, ou agindo contra a filha em prol de um bem maior. Nem acho que ela seja um metamorfo. Creio que em breve descobriremos os planos de Nina. E penso que a odiaremos ainda mais.

Achei interessante, também, a forma que Olivia se portou diante da “morte iminente”. Como ela bem disse, ela não está preparada para morrer. Mas também não deixou de agir, ir a campo e se arriscar. Esses traços são da é a Olivia que conhecemos e aprendemos a amar. E eu não esperava outra conduta dela. Tive peninha no final do episódio. Trabalhar com as emoções nunca foi o forte de Liv, e me cortou o coração vendo-a declarar amor à megera da Nina Sharp. Mas, ainda assim, foi bonito.

Bonito também foi ver Walter auxiliando Peter, ainda que ele tenha metido a capacidade da bexiga dele no meio da conversa. É legal ver como os Bishop tem trabalhado bem juntos, e como a presença de Peter instiga Walter a tentar coisas “novas”, como a hipnose. Quando Peter partir – e se ele partir- , deixará um Walter mais confiante e ousado, certamente.

Enfim, tudo que eu escrevi demonstra que eu realmente estava enganada. Olhei as coisas sobre outra perspectiva e percebi que Forced Perspective não foi um filler. Pode não ter sido um episódio de tirar o fôlego, mas foi muito Fringe. E Fringe é sempre bom, até quando não é dos melhores.

Até a semana que vem, pessoal!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

6 Comments

  1. Jenifer Souza

    Nina cada epi muito pior! Quero saber qual é a dela. Semana que vem promete! Ainda bem que a audiência melhorou. Vamos torcer pra que aumente ainda mais.

  2. Carlos

    Estranhei a reação da Olivia sobre o que o Observador falou à ela pelo seguinte: Ele não fala que ela VAI morrer, mas que TEM que morrer, o que é diferente.

    Ele disse que olhou em
    todos os futuros possíveis, e em todos há o mesmo resultado, por isso
    ela TEM que morrer. Provavelmente, ela estará envolvida na trama do
    Jones/Nina, e o resultado será algo muito ruim, então será melhor ela
    morrer. Pelo menos é isso o que eu entendi.

    A reação dela é de que a qualquer hora ela VAI morrer e o medo disso acontecer, diferente do que seria abordado no sentido de TEM que morrer, que foi o que eu entendi que September falou para ela, em que ela poderia ser perguntar o motivo dela ter que morrer.

  3. Mariela Assmann

    Realmente, ele fala “you have to die”. Ou seja, em todos os futuros possíveis, ela tem que morrer. Acho que uma interpretação possível é ter que morrer = a morrer, para que o futuro seja possível. Caso ela não morra, algo “saia do previsto”, ou algo do tipo. Acho que Olivia interpretou como a possibilidade de morrer, já que “ter que morrer” é muito forte.

  4. Anônimo

    Os observadores também disseram que Peter tinha de morrer… e ele tá vivinho.

  5. Bruno

    Ja sabiamos da presença dos Observadores em diversos pontos da história, de episódios passados (tanto que Peter sabia). Também sabiamos que eles estão em todo o tempo (lembra do tubinho com tinta azul que usaram para demonstrar isso?). Não teve novidades ai

    Também não foi novidade Olivia seguindo o dever, até quando disse que não estava pronta para morrer como não estavam prontos todos os pais de familia que estavam em volta deles.

    Pareceu-me que Walter estava procurando desculpa (até quis ir junto) para não trabalhar no projeto com Peter. Fiquei pensando se isso foi para Peter não ir embora (ou seja, Walter estava gostando da companhia, afinal) ou se havia outro motivo adicional ainda não revelado.

    Nina é sem comentários, ela consegue ser má até quando está dando uma de boazinha. Arghhh

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