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Reviews

Fringe – Enemy of My Enemy

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Série: Fringe
Episódio: Enemy of My Enemy
Temporada:
Número do Episódio: 4×09
Data de Exibição nos EUA: 20/01/2012

Vamos às boas novas! A audiência subiu, e Enemy of My Enemy foi um episódio daqueles. Daqueles mesmo. E isso só reafirma minha tese que tudo fica melhor com um bom vilão por perto. Ai, como eu amo os vilões!

E Robert Jones não é apenas um vilão. Ele é um vilão e suas versões. Essa versão C/D de Jones me dá arrepios. Ele é frio e calculista, e todo cheio de estratégias, como o original. Mas talvez ainda mais malvado e sem limites. O que me dá um arrepio na espinha.

Em Enemy of My Enemy vimos o desenrolar da trama dos metamorfos. Agora, todo mundo sabe das criaturas e sabe quem as lidera. E mais, com base no conhecimento e nas informações de Peter, os lados C e D sabem o que se pretende: destruição massiva. O que ainda não está bem claro é como se dará essa destruição, e qual a magnitude da mesma. Mas é algo que deve envolver vários universos, talvez em mais de uma linha temporal.

É claro que Jones não conseguiria fazer metade do que fez no episódio se não fosse o apoio do falso Broyles, do universo D. Por isso me causa espanto que apenas o Lee do C tenha percebido que a Fringe Divison estava sofrendo com uma infiltração. Não importa o que aconteça, a história dos shapshifters sempre envolve esse tipo de descuido, em todos os universos. Com a tecnologia que ambos os lados possuem, já era pra ter sido desenvolvido um dispositivo de reconhecimento de metamorfos.

Saber que há shapshifters infiltrados por aí, e que a qualquer momento algum de nossos “queridinhos” pode ser atacado deixa tudo muito tenso. Num grau delicioso de tensão. Especialmente por que ficou praticamente evidente que o a parte dois do plano de destruição passa por Olívia. E por suas habilidades ainda não reveladas. E que devem ser muito grandiosas, depois de tanto cortexiphan. Ou seja, Colívia corre muito risco.

Risco potencializado pela participação de Nina Sharp, sua “babá/mãe”, na trama dos metamorfos. Não creio que Nina seja uma. Pra mim, a ligação dela com Jones é diferente. É mais a nível gerencial. Se a história estiver mantida, Jones foi um empregado da Massive Dynamic. Assim, pode remontar à essa época a ligação entre ambos. Mas, enfim, são apenas teorias.

Pergunta rápida: o que acontece quando uma Olívia corre risco, em qualquer dos universos? Aparece Peter para salvá-la. Por que é inegável que Peter tem uma conexão especial com a agente, em qualquer de suas versões. E o breve diálogo de agradecimento deixou isso bem claro.

Mas, ainda que C-Liv não corresse riscos, é óbvio que Peter e seu bom coração não voltariam para casa. Não enquanto os universos C/D correrem riscos tão grandes. E isso também ficou muito claro em Enemy of My Enemy. Peter não deixaria de usar todo seu conhecimento em prol da salvação dos mundos. E, afinal de contas, como ele mesmo disse, ele é o elemento desconhecido na trama de Jones. É o único ponto no qual Jones não está na dianteira. E, muito provavelmente, é o ponto que fará eles reverterem a situação. Ou seja: bem no momento no qual consegue a ajuda necessária para voltar para casa, Peter e seu altruísmo acham motivos para ficar. (E enquanto isso eu surto. O que acontece pelas bandas do A?).

E por falar em ajuda… Enemy of My Enemy também foi sobre o poder redentor do perdão de uma mãe. Nesse duplo C/D não foi necessária a utilização de uma tulipa branca para Walter se redimir. Foi necessário apenas um belo diálogo, e mais uma atuação primorosa de John Noble. Elizabeth – a que é maravilhosa em todas as suas versões, as conhecidas e as que ainda conheceremos – cruzou os universos para abrir os olhos de Walter. Fazê-lo crer que não se tratou de egoísmo, mas sim de amor em excesso. E que essa vontade de salvar um garoto, que o levou a colocar em risco universos, deve se manifestar agora. Achei a cena um primor, bem tocante.

Assim como o foi a cena entre Walter e Peter. O cientista maluco e amargurado procurou o “filho” para dizer que o ajudaria. E minha reação foi idêntica à do Peter. Como disse na review passada, fiquei surpresa com o caráter do Walternate D. Mas não me surpreendi com a decisão de Walter, já que ainda acreditava que ele ajudaria Peter. Só posso dizer que, embora as coisas não sejam fáceis, contar com o auxílio da mente brilhante de Walter – movida a sorvete de parmesão – é sempre uma segurança.

O observador – como de costume – apareceu, misturado à multidão que pegava o dinheiro de Jones. E o glyph code foi Death. Confesso que ainda não sei como esse código está ligado ao episódio. Penso que talvez seja apenas a 1ª palavra de uma frase. É aguardar para conferir.

Nessa sexta será exibido o episódio Forced Perspective (promo aqui). Tô na torcida para que mantenha o nível deste último, e continue crescendo a audiência. E vocês?

P.S.1: a Astrid do D é meio freak. Aqueles olhos esbugalhados me deixam aflita.

P.S.2: agora que Dolívia está solteira… vai nela hot Lee!

P.S.3: o que será que Astrid descobrirá sobre o sangue do observador?

P.S.4: Gene está de volta. Todos comemora!

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

8 Comments

  1. Maria Clara Lima

    O quê? D? Universo D? Whaaaaat? E se ele realmente não existiu? E se aquilo for o A e o B modificado? 

    Af… 

    Mas eu amei o episódio!

  2. Bruno

    Achei o episódio muito bom, só houve uma falha: Elizabeth-D apareceu no laboratório de Walter-C antes de Peter e Lee-C atravessarem de volta na ilha da liberdade. Elizabeth obrigatoriamente precisaria passar por lá (já que o universo D não tem um portal como o que Peter e Lee-C usaram para passar de C para D). Na edição, o encontro Elizabeth x Walter-C deveria ter sido APÓS a volta de Peter e Lee-C…

  3. Raquel

    Tb estou na teoria de que esse Jones, é o nosso Jones, e de que essa é a vantagem que Peter tem até agora, e tb é a chance dele de voltar pra seu universo.
    Mari, primor de review, me abriu os olhos pra várias coisas que deixei passar.
    O perdão de Walter, não com uma tulipa branca, mas com o prórpio perdão de Elizabeth, linda cena.
    Confesso, quase deixei escapar uma lágrima. *-*
    Episódio fantástico!!

  4. Raquel

    Clara, tb pensei nisso. rs
    E se essa for mesmo a Olívia de Peter? E agora, José?
    Aliás, essa foi minha teoria desde o princípio: A + B = C

    (:

  5. Mariela Assmann

    Tava conversando com a Jeni sobre o Jones. Ele seria o Jones “renascido”, ou o Jones original que não foi cortado ao meio? Confesso que to confusa. rsrsrrs

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