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Fringe e a televisão (quase) livre do controle remoto

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Anna Torv em FringeCom muito hype, Fringe estreou neste mês de setembro na Fox americana. É a nova série do mystery-box J.J. Abrams, o criador do megahit Lost, co-escrita com os roteiristas de Transformers, Roberto Orci e Alex Kurtzman. Aliás, vale lembrar que os dois escritores já trabalharam com Abrams em Alias e no ainda não lançado novo filme de Jornada nas Estrelas.

Com esses nomes envolvidos, já dá para imaginar o interesse das marcas em torno da nova série, que prometia uma mistura de Arquivo X com Além da Imaginação. Ainda mais se considerarmos que dentro de Lost, o maior sucesso recente da TV, nenhuma empresa pode fazer nada sem arruinar a história.

Da mesma maneira que a Nissan fez com Heroes e a Philips com o programa 60 Minutes da CBS, a Ford e a Paramount pretendem ser marcas integrantes de Fringe. Isso significa fazer com que seus produtos tenham aparições relevantes e pertinentes na história da série.

Essa prática de branded entertainment você já conhece, é uma tendência em crescimento nos últimos anos, mas o que talvez não saiba é que a Fox começa a colocar em prática o que está chamando de “Remote-Free TV”, ou seja, televisão livre de controle remoto.

A idéia é colocar as marcas dentro do programa, custando 40% a mais do que uma veiculação normal, e cortar pela metade o intervalo comercial. Em um mundo em que cada vez mais as pessoas dão fast-foward nos comerciais, assistem na internet, iTunes, baixam via torrents e afins, a emissora espera não ter dispersão durante as mensanges publicitárias de seus anunciantes. Cada break terá no máximo dois comerciais, sendo que o primeiro só entra depois de 16 minutos de série no ar.

É claro que já podemos considerar uma quebra e tanto no modelo tradicional, mas ainda não dá para chamar de “Remote-Free TV”, como a Fox apelidou. Dois comerciais são suficientes para as pessoas fazerem o que sempre fazem quando começa o intervalo: ir no banheiro e pegar algo para beliscar na cozinha.

Ok, exagerei, mas é muito mais eficiente criar propaganda com pertinência e ainda ter certeza de que as pessoas levarão aquilo com elas independente da mídia em que assistirem. Basta sempre ter em mente a preocupação de não exagerar ou forçar uma presença de marca. A parceria da Nissan com Heroes é um exemplo de sucesso, é o que podemos citar de marca que até colaborou com o roteiro, dando senso de realidade.

Texto publicado originalmente no weblog Brainstorm #9.

Séries citadas:

8 Comments

  1. Thiago

    Lembro que no início de Alias, todo celular que tocava tinha que ser mostrado em close e lá estava: NOKIA!

    Lembro tb de um episódio da mesma série que era praticamente uma propaganda do Ford Focus… hehehehe. Durante um perseguição, o carro era focalizado de vários ângulos enquanto algum personagem fazia algum comentário sobre o carro!

  2. Gessica

    Lembro do Focus claramente em um episódio de Alias. Foi sútil mas deixou claramente a marca gravada…Já das ligaçoes não me recordo.

  3. Frankie

    Também lembro dos celulares NOKIA em ALIAS e o carro… inesquecível!

  4. Bernardo

    E a Toyota em Smallvile … Clark morando na fazenda e com uma mega pickup, hehehe.

  5. Thais Afonso

    Ah, é, o Focus de Alias. Foi na perseguição da Suíça, muito engraçado, várias piadinhas. E o Nokia também, era o celular da Sydney acho que desde o piloto.

  6. Luis Felipe

    Dollhouse seguirá no mesmo esquema, menos intervalos e episódios com maior duração.

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