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Fringe – Back to Where You’ve Never Been

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Série: Fringe
Episódio: Back to Where You’ve Never Been
Temporada:
Número do Episódio: 4×08
Data de Exibição nos EUA: 13/01/2012

Sexta-feira 13. Um dia controverso para os fãs de Fringe. Felicidade pelo nível do episódio, por termos cada vez mais certeza da coerência dos roteiristas, e que coisas interessantes nos aguardam, na sequência. E tristeza pelo iminente cancelamento. Apesar de todos os esforços, e dos fãs terem conseguido colocar a tag #CrossTheLine nos trending topics mundiais, no Twitter, a audiência não correspondeu. Pouco mais de 2,89 milhões de espectadores. 1.1 de rating. Um pouquinho – de nada – melhor que os números pré-hiato. Agora a torcida é pra que o bom nível de Back to Where You’ve Never Been, aliado a um milagre de começo de ano, faça a audiência crescer exponencialmente, para que uma 5ª temporada seja confirmada. Por que, do jeito como a trama está sendo construiída, não há forma de um final ótimo, se houver o prematuro cancelamento na 4ª temporada.

O episódio, mais uma vez, começou com um sonho. E os sonhos de Peter são sempre bastante reveladores. Uma máquina e seus wafles – o maior desejo de Peter naquela realidade. Uma máquina e a viagem para casa – o maior desejo de Peter nessa realidade. Peter percebeu que seu retorno pra casa está ligado – e como não poderia estar? – com a máquina que o trouxe até ali. Só através da máquina é que ele conseguirá voltar para sua linha temporal.

Mas Walter não vai ajuda-lo. Achei interessante a fala toda de Walter, explicando o porquê de não auxiliar Peter. Esse Walter, do universo C, parece ser mais “consciente” da sua culpa, mas menos tentado a reverte-la através de suas ações. Fica claro que ele não quer sacrificar a coletividade, novamente, pelo bem de Peter. Bastante compreensível, mas ainda creio que ele participará da missão que levará Peter para casa.

Falando em ir para casa, achei bonita a sutil referência à Dorothy e sua jornada de volta para casa. Peter referiu-se, em determinado momento, à Lee como espantalho. O 1° companheiro de Dorothy na sua jornada. Mais interessante ainda se recordarmos que em Brown Betty Peter foi um homem sem coração. Ou seja – o homem de lata. Creio que novas ligações com O Mágico de Oz aparecerão.

Jornada que os leva ao universo D. Enfim, Walternate deu as caras. E pronunciou: “Nem tudo é o que parece”. Em Fringe, definitivamente, geralmente as coisas não são o que parecem.

Digo isso em relação a toda trama A, B, C e D. Os universos são – ou não são – o que parecem ser? Acho que esse episódio evidenciou que Peter está, sim, em uma linha temporal que envolve universos-espelho diferentes dos “seus”. Pra mim, se trata de um duplo C-D. E Peter precisa voltar para o seu duplo A-B, o lugar onde ele nunca esteve, já que foi apagado daquela linha temporal por September, o observador.

E falo desse jogo de aparências também em relação aos shapeshifters. A trama fica toda muito dúbia quando essas criaturas estão presentes, já que não temos certeza de nada. Alguém previu que Brandon Fayette era um shapshifter? Eu nem desconfiei. Inclusive, achei muito bem feita, tensa na medida certa, a cena do diálogo entre Walternate e Peter. Não imaginava que a maquininha seria utilizada em Fayette, e não em Peter. Pois é, nem tudo é o que parece. Aparentemente, nesse universo D Walternate não é vilão. Será aliado de Peter, e creio que um possível retorno passará pelas mãos dele.

Mas a trama dos shapeshifters começa a ficar mais clara, assim como o seu propósito. David Jones, o antagonista da 1ª temporada de Fringe (e que foi referido por Peter no episódio – o homem que foi cortado ao meio) retorna ao show. É ele o líder das criaturas, que aparentemente visam atingir os altos escalões do poder (com o Broyles D claramente envolvido). Quais as atitudes que serão tomadas em uma eventual tomada do poder, ainda não sabemos. Mas coisa boa não é. E Peter será vital na tarefa de vencê-los, o que, na minha opinião, garantirá a cooperação que precisa pra retornar para casa.

A impressão que eu tenho é que os universos C e D só conseguirão se safar da ameaça dos metamorfos trabalhando em conjunto. Através de cooperação mútua. Se eles conseguirem, creio ser um indício da possibilidade de cooperação entre A-B. Afinal de contas, não há dano, por maior que seja, que não possa ser remediado, ou pelo menos minorado. Então, quando Peter retornar, retornará com essa mensagem: é possível trabalhar juntos pelo bem maior.

O final do episódio foi tenso. Bastante tenso. O que significa, afinal de contas, a mensagem de September: “você morrerá, em qualquer versão do futuro?”. Será que Olívia está fadada ao destino exibido em The Day We Died? Será que a bala que atingiu September era destinada à agente, e essa seja uma chance dela se salvar no futuro? E, mais, quem baleou September, e o que acontecerá com ele? Cada vez eu tenho mais dúvidas, mas estou me deliciando com as respostas que nos são dadas.

Na próxima semana, conheceremos os inimigos dos inimigos. O episódio Enemy of My Enemy será exibido no dia 20/01/2012. Mais respostas, mais questionamentos. O que consola é que não há nenhum longo hiato à vista. Até semana que vem!

P.S.: o glyph code da semana foi Jones. Que acrescido do code do último episódio forma David Jones, o vilão que está de volta. Ponto para quem apostou nessa teoria, quando os códigos formaram David. Eu estava errada.

Séries citadas:

Editora Chefe do TeleSéries, gasta boa parte da sua semana com séries. Sua estréia foi com ER, e atualmente assiste - entre várias outras - Grey's Anatomy, Game of Thrones, Suits, Castle e Rookie Blue. Ainda assim, arrumou um tempinho para maratonar Friends, The X Files e Chuck - pela qual se apaixonou, recente e irremediavelmente. Está saindo da crise de abstinência de Fringe graças à Orphan Black.

4 Comments

  1. Carlos Henrique

    Eu não acho que os universos mostrados agora em Fringe sejam o C e D, principalmente porque se forem isso, não houve mudança no A e B. E isso fica claro no episódio que Peter reaparece, e nos anteriores, em que ele “vaza”: estamos vendo os universos A e B modificados, sem Peter e por isso, com muitas mudanças. Se fossem C e D, a solução para Peter voltar para casa (A e B) seria atravessar para os outros universos como ele atravessou para ir do suposto C para o suposto D.

  2. Carlos

    Eu não acho que os universos mostrados agora em Fringe sejam o C e D, principalmente porque se forem isso, não houve mudança no A e B. E isso fica claro no episódio que Peter reaparece, e nos anteriores, em que ele “vaza”: estamos vendo os universos A e B modificados, sem Peter e por isso, com muitas mudanças. Se fossem C e D, a solução para Peter voltar para casa (A e B) seria atravessar para os outros universos como ele atravessou para ir do suposto C para o suposto D.

  3. Carlos Cardoso

    Eu não acho que os universos mostrados agora em Fringe sejam o C e D, principalmente porque se forem isso, não houve mudança no A e B. E isso fica claro no episódio que Peter reaparece, e nos anteriores, em que ele “vaza”: estamos vendo os universos A e B modificados, sem Peter e por isso, com muitas mudanças. Se fossem C e D, a solução para Peter voltar para casa (A e B) seria atravessar para os outros universos como ele atravessou para ir do suposto C para o suposto D.

  4. Bruno

    Interessante a escolha da cor (amarela, em contraste com o verde e vermelho dos universos A e B – lembra um sinal de trânsito), na abertura do episódio. E pela fala de September, os observadores estão em todos os universos ao mesmo tempo (ABCD e quem sabe quantos mais?).

    Fringe em vias de ser cancelada? saco…

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